Verso curto
O verso do anverso
Do outro lado do anverso
havia o verso mais bonito,
ainda em branco,
onde tudo tornar-se-ia possível.
Em cada verso meu
Eu encontro você
Que eu nem sei mais quem é
Ou deixou de ser
Te encontro na estrofe,
No degrau, nas entrelinhas,
No amanhecer.
Te vejo por toda parte,
Só por ser você.
Te vejo em cada esquina,
Em cada olhar.
Te vejo no amor,
Que eu vi passar
Que eu senti fugir
No amor que eu não vivi.
Sempre te vejo longe daqui.
B.
É na agenda
É no caderno
Em todo lugar
Eu tenho um verso.
Um verso que fala sobre você.
Um verso que fala sobre mim.
Um verso que fala tudo sobre nós
E como se deu o fim.
B.
Você está
Em cada verso
Em cada olhar
Nas lembranças mais recentes
Na dor que se faz presente
Na ausência do sorriso
Só porque você não está mais comigo.
Você está
Na noite mal dormida
Na falta de comida
Na vontade de chorar
Na companhia do travesseiro
Na chuva do chuveiro
Na flor que me faz brilhar.
Você está
De dia na lua
E de noite no mar.
B.
Cada verso que eu escrevo,
Eu descrevo o meu desejo.
Cada palavra que se solta,
Quase sempre volta.
Cada beijo que foi dado,
Teve gosto de beijo roubado.
Cada abraço dado,
Foi bem apertado.
Cada promessa falada,
Ao vento foi jogada.
Cada lágrima que escorria ,
Nela a tristeza vinha.
B.
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Um verso doce
para agradecer a Deus
pois conheci você
Um verso lançado a frente
de um coração ardente
para uma estrela reluzente
Um verso simples
para dizer que agradeço
o tempo e acalento
Um verso puro
de doces sentimentos
de gratidão e amor
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O presente do futuro romântico
Fiz um poema sobre meu futuro,
Escrevi você em forma de verso.
Eu te amo,
Só preciso aprender a rimar.
Gol nos acréscimos é como no ultimo verso
Uma rima que comove o displicente leitor de um poema saltimbanco
que fingia sé ter versos brancos!
Onde irei
nesta fria manhã?
Ascenderei ao céu um verso
ou acenderei no vago olhar
a solidão?
Tanto brilho lá fora,
mas manhã clar(a)marga.
Como diluir vazio
no caminhar hora tensa?
Tarde venha,
venha maritimamente,
(re)alimentar a fonte
e da fonte eu me alimente!
DIALÉTICA
Sidney Santos
Paz da minh’alma
Luz do meu caminho
Meu berço de calma
Verso do meu carinho
Pulsar do meu coração
Sangue em minha artéria
Gênese do meu vulcão
Vida da minha matéria
Ponto do meu início
Aresta do meu quadrado
Anistia pro meu vício
Você, doce pecado
Quando mais nada te mostrar alternativa. Escreve um verso de música.
Cante e mostre esta música para quem tiver vontade de ver e ouvir.
E se sair da alma a emoção do coração é que uma nova alternativa está surgindo!
Verso do Amor
Quero viver e compartilhar com você esse amor, quero viver pra-você esse amor,se o sinônimo do verbo mais lindo do amor é amar,então iremos esse prazer desfrutar,se o amor é o sentido da vida,então então seremos felizes querida!
A ilusão de um verso,de silêncios estranhos...
De um saber já antigo onde abro a janela da alma...
A procura de um sinal a procura de você...
Amor...
Toda vez que eu falo de você sai tristeza em forma de poesia, ou um pequeno verso.
Talvez o meu amor seja só enfeite.
Carta em verso
Confesso que estou é com preguiça
de escrever carta bonita.
Então escrevo versos
rimados
ou não.
Os versos
são puros,
são bons.
Com eles me expresso
sem pressa ou aflição.
Não me preocupo com parágrafos
ou com pontuação
E é por isso que escrevo esses versos
modestos...
Confesso que estou é com preguiça
de escrever carta bonita.
Vida é cor...
cor-de-rosa,
vida em verso, vida em prosa...
sem vida, sem cor...
certo... e você acredita,
vida bendita...
vida é cor...
vida é amor...
vida é poesia...
mas há vida vazia...
vazia... você acredita?
Vida maldita.
Sou verso de uma canção triste, estrofe de um soneto só.
Sou música que fala da saudade, sou poema que canta a
dor... dor de um amor não vivido, não dividido...sou só
sentimento, que te revela quem sou !
