Verso com o Tema te quero
Precisa-se
Precisa-se...
De um amigo para desabafar...
Precisa-se...
De um verso esquecido para terminar de escrever...
Precisa-se...
De uma lágrima caida para enxugar...
Precisa-se...
De uma consciência mais justa para se renovar...
Precisa-se...
De um verde campo florido para caminhar....
Precisa-se...
De um desconhecido para algo lhe falar...
Precisa-se...
De um desconhecido para tentar entender a vida melhor...
Precisa-se...
De uma coleção palavras para escolher a melhor entre elas...
Precisa-se...
De uma parábola para narrar...
Precisa-se...
De um confeito para um bolo adocicar...
Precisa-se...
De um passado machucado para tentar curar...
Precisa-se...
De um copo d'água para alguma sede saciar...
Precisa-se...
De uma sombra para mim e para alguém que queira comigo prosear...
Estou precisando de muito...
Alguém aí que precisa também....?
Vamos....
Podemos ter muito....
E subtrair o melhor....
Para distribuir...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Um verso que voa.
Um verso que volta
Primeiro...
Um sentido...
Segundo...
Uma trilha...
Terceiro...
Um olhar...
Quarto...
O verso que se soltou e vôou...
Quando fui aplicando substâncias poéticas....
Após aplicadas....
Sensibilidade florada na alma....
O verso que foi...
De repente voltou...
E mais um poema...
Aqui se formou....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
TRANSFORMAÇÃO
(PAULO SALES)
Folhas caídas, árvores despidas,
Como verso de bravura.
Desenraizar as inverdades que carrega consigo,
É preciso apontar.
Necessário que suas almas sejam enroupadas.
Fantasmas da desconstrução,
Consciências culpadas,
Fogos dos remorsos,
Faz necessário apagar.
Prepotentes, em lastimáveis ofícios,
Em assédio de espíritos assaltantes,
A exortar ao fracasso,
Prejuízo ao próximo,
Devaneio a si próprio.
Imensurável esforço,
Lutas árduas, incontáveis.
Obreiro sincero, humilde,
Estatuído de moral,
É o ensinamento do insigne mestre nazareno,
Para rechaçar o mal.
Vigiai,
A prece é o remédio,
A fé a cura.
Vida perfumada terás,
Risonha e eterna,
O amor persistirá,
Aspirando a própria natureza,
Ao som da fraternidade.
A obrigatoriedade do verso
É transversa
Deve-se seguir avesso
A qualquer regra
A rima por si só basta
Não necessita de métrica
Carece sim de liberdade
De agir
Do ir e do vir
Fazer e sentir
Sem estandartizar-se
É pensar que
Se o ponto pode ser pretexto
A letra, vírgula
Uma frase, gesto
A palavra então poder ser um protesto
Não contra a própria poesia
Mas a tudo o que é infesto
Não sou poeta, mas "nua"
Aprendi a citar cada verso teu.
Decorei cada rima,
como um pintor decora a paisagem do céu.
Não sou artista, mas "despida"
Contornei cada linha tua,
Pintei cada traço e forma por outros esquecida.
Como um cantor toquei a tua melodia favorita na rua.
Não sou poeta, nem cantora,
Não sou atriz, nem pintora,
Mas se fosse serias a razão,
Para cada traço, linha e verso,
Serias a minha maior inspiração.
VERSO TRISTE
Estou em luto, a poesia morreu.
Morreu nas frágeis mãos de quem a escreveu.
Porque o amor foi para longe, tais quais os monges
que se fecham em antigas catedrais.
E não voltará! Nunca! Nunca mais!
É como a alma sem vestes na noite invernal...
“Nu eu vim do pó e a ele regressarei.”
Sem tema de amor, histórias de rainha ou rei.
E partirei... Cantando ou chorando
os versos que compus para o amor...
O amor que se perdeu e amei tanto!
Mas minha alma purificada,
deixará no chão as folhas orvalhadas
de versos tristes, rabiscadas.
Lembrança de Infância
evangelista da silva
Aqui do alto à janela vejo o Uni(verso)
Encoberto de nimbus sobre a minha cabeça
A desfazer-se em chuvas, e choros e gemidos.
Ainda ontem, e faz muito tempo...
Eu sentia este ventinho frio e a cara do tempo nublada,
Cheia de solidão. Mas eu, somente eu, era amado e...
Ao lado da minha avó sentia-me amparado
E forte, e consolado, e cheio de calor...
O amor tudo pode. Assim foi o meu tempo de menino.
Recordar é a maior das razões de viver...
Faz dezenas de anos que não revivo cena tão igual.
Estou no passado ao lado da minha avó esperando a hora de dormir...
Como hoje uma lâmpada acende, não é preciso apagar o candeeiro...
Já não tenho mais a coragem de encarar a luz,
Visto que a minha avó já não dorme ao meu lado.
Santo Antônio de Jesus, 03/12/2018.
Às 18h 12min
Dor Quadriculada -
Outra dor quadriculada ,
ordenada, posta em verso,
outra esperança queimada
que trago desde o berço.
Nova forma de doer
que eu já nem sei se presto
por não saber o que dizer
ou por não saber o resto.
Novas linhas a gemer
que gemem como as outras
e o que dizem sem dizer
vão dizendo como poucas.
Este não - saber - de - mim
dito em palavras sem estrada
são as pedradas sem - fim
desta dor quadriculada.
P.S./ ... ainda assim não podemos deixar de sorrir ...
Vou escrever um verso simples e improvisado, olhei para o fundo de seus olhos e fiquei alienado, você tem uma beleza deslumbrante, seu jeito de amar é hipnotizante, seu olhar reflete o horizonte do céu e seus lábios são doces como o puro mel.❤
Autor: M.Cauã❤
Ele me fez refém do seu olhar
Como um verso que arde
Brilhante como as estrelas
Atrativo como o mar
Ele é luz na escuridão
Que acede o coração
Com um gesto de amar
Peguem suas armas,
que a dura batalha é chegada.
Eu já empunho o verso,
que é escudo, armadura e espada.
Tu e eu somos pedaços partidos,
Nós somos um verso quebrado.
Míseros e não escrítos, encanecidos
No abismo de um papel esquecido.
