Vermelho

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O Brasil não queria ser vermelho como também não quer ser verde oliva, afinal temos as nossas próprias cores conquistadas em "berço esplendido" pela a justiça, pela paz e pela liberdade.

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Agora o Brasil é vermelho e preto, Flamengo.

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⁠Ainda que o vermelho seja profético para o Brasil, por resistência o azul, o verde, o amarelo e branco permanecem muito mais.

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⁠Todos os seres humanos são iguais, tem um único sangue vermelho mas a alma de cada um é tingida pela vida pelas cores de seus sentimentos.

Inserida por ricardovbarradas

⁠Por mais que o mundo inteiro pinte o coração de vermelho, o meu coração sempre é azul. Vermelho é o sangue que pulsa dentro dele mas o meu na cor do mar e do céu, ele compactua com a imensidão e o infinito, assim como devem ser nossas emoções, amores, carinhos e escolhas perante a vida.

Inserida por ricardovbarradas

Transfiguração das Cores

Sempre fui fiel às primárias,
à urgência do vermelho,
ao azul que carrega o silêncio,
ao amarelo que arde sem pedir licença.
Cor pura, sem concessão.
Cor como grito inaugural.

Fugia das misturas —
como quem foge do engano.
Preto e branco?
Nem isso.
Ausências demais.
Um, silêncio sem fundo.
Outro, claridade que cega.
Preferia o mundo onde tudo começa:
a cor em estado bruto.

Mas algo mudou.
Veio um verde que cheira a memória,
um lilás que murmura coisas que não sei.
Um rosa — que nunca convidei —
se assentou na borda da tela.

Será que estou virando romântica?
Será isso… ou será que a cor
também sabe onde ferve o inconsciente?

Não sei se é hora de confiar.
Quem pinta com tons que não conhece
não caminha, atravessa.
E o que vem por aí —
não vem calmo.
Vem pirando tudo.

Porque criar
é deixar que a ausência fale,
que o excesso se cale,
e que a cor — enfim —
nos revele
onde estamos por dentro.

Inserida por lilianmorais0803

Campo

Caminhos de terra estreitos,
mata selvagem.
Á volta, flores do campo espalhadas.
Orvalho da noite nas folhas.
Mais uma manhã que nasce.
Céu de um azul diferente,nuvens?
Nenhuma a vista.
Sol vermelho nascendo, prenúncio de
um dia quente.
Pássaros, por todo os lados.
Da mata o rei, é o gado.
Natureza aberta ao homem, sol, luz,
calor ar puro, tudo em campo aberto,
sem cerca ou arame.
Tudo isso de graça, e ainda há quem
reclame.

Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E

-Lá vem ela, toda prosa, s em olhar pros lados de sapato baixo sem querer incomodar... Ei moça,aquele vestido VERMELHO é de "Quem" diz que é acobertando o seu CORPO Escultural que vem e DOMINA sem deixar se DOMINAR ela assassina com o OLHAR...
- "Aquele Vestido Vermelho"-

Por favor, não estendam tapetes vermelhos pra mim.
Não me ofereçam glórias nem medalhas.
Entendo que o façam de todo coração,
mas se tenho em minha vida alguma graça,
isto devo às pessoas que me querem bem
e, especialmente, a Deus.
Só a Deus é devida toda honra e toda a glória.
Já eu sou apenas um cara no caminho,
nem melhor, nem pior que alguém.
Apenas igual. E isto já está de bom tamanho.

E então eu resolvi pra não ficar parado
Juntei todas as tintas e montei um belo quadro
A tela estava em Branco claro
Mas aí joguei a primeira cor,
Essa então foi o amarelo
Como em um nascer de sol...
E pela imensidão que vi já coloquei o azul do mar
Então surgiu os roxos...
Não muito longe percebi o cor de rosa e senti uma das coisas mais leves que possamos sentir
E então na rebeldia que logo veio o pintei com o mais quente vermelho,
E foi onde me surgiram as batalhas mais sangrentas...
Mas tudo passou quando peguei a cor do verde
Ah o que dizer o que falar... Opa
Esqueci o que eu ia pintar.
Lembrei com maturidade do bege e me consegui me recompôr.
Foi breve e com muita sabedoria...
O tempo lá fora virou então me vi com o cinza a pintar,
E cabisbaixo o desenho logo veio todo a borrar...

Mas não tem nenhum problema não...
Volto a pegar o Branco e pintar tudo a mão!

NO COMEÇO DA HISTÓRIA...

Quando eu era pequeninho
e brincava no parquinho
O deleite era enorme
e o vermelho...uniforme

Nas carteiras do ginásio
O vermelho eu não usava
Só a mestra que riscava
a nota que me imputava

Hoje veste a tua boca
de cálida sensação
Traduzida no silêncio
vermelho sangue paixão

E o curso dessa trilha
que vermelho me trará?
Que seja lépida rosa
sorrindo ao me encontrar!

⁠⁠Rubra capa

As páginas do livro de rubra capa
aroma de sabedoria exalam.
Inspirando aos que viajam
às veredas do conhecimento.

Mas eis que por um momento
um viajante sedento do saber
deseja suas páginas ler
deleitar-se em sua filosofia.

Jovem livro que desconhecia
és, na biblioteca da vida, única.
Dádiva dos que sonham.

E na dança da sabedoria
sábios os que ouvem a música
dos livros que as entoam

⁠O humano hodierno está saturado de informações e estímulos. Seu tempo é como conta corrente com débitos ininterruptos e seu saldo está sempre no vermelho.

COMO VOCÊ ENXERGA (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)

Cada um enxerga com os óculos do coração
Com a sua visão interna, com sua luz
Alguns verão azul e tudo será azul
Outros verão amarelo e tudo será amarelo
Outros verão branco e vermelho e assim será
Outros verão cinza e tudo tornará-se cinza
Outros verão preto/negro e tudo será escuro,
cheio de trevas, decepção e até a morte
Outros verão verde e tudo será esperança e busca
Qual óculos você usa, tudo depende de você...

LIVROS DE INFÂNCIA

Eia em marcha meu Rocinante,
Vamos em busca de sonhos, vamos avante,
Não tenho tempo para bobagens ou inimigos,
Apenas quero viver e cuidar dos amigos,

Daqueles que me cativaram,
Isto o príncipe me ensinou,
Em nossas viagens,
Ou navegando rios com perigos,
Com Huckleberry Finn,
Ou em visitas as princesas de nossos sonhos,
São muitas aventuras e estórias sem fim,
Tempos felizes e risonhos.

Ah! Branca, Cinderela e Rapunzel,
Cachinhos e minha pequena Sereia,
Brincávamos debaixo do sol com nuvens por véu,
Construindo castelos de areia,
Sonhando acordados,
Dormindo felizes e inocentes,
Sem especiais cuidados.

Aventuras mil com Simbad, João e Maria e o Gato de Botas,
Protegidos pelo Soldadinho de chumbo, em todas as rotas,
Abrigados na casa de tijolos e fazendo guerra de travesseiros,
Fomos na meninice grandes felizes e arteiros.¹
As vezes enfrentando vilões,
Como em Ali Babá e os quarenta ladrões
Em outras ficamos no meio,
Da vida do patinho feio,
Ouvimos a resposta do espelho,
Corremos com Chapeuzinho Vermelho,

E o medo do Saci, da Mula e do Caipora,
Do Curupira, da Cuca e outros bichos,
Que enfrentamos em duelos,
Dentro e fora do Sítio do Pica-pau Amarelo,
Ah! Seu Bento,
Por sua causa e de outros,
Tive muito passatempo.

Agora saímos desse cenário,
Pra trás ficam sonhos, feiticeiras e leões
Ficam também armários,
Assim como imaginações.
Ai que saudades eu tenho...²

Após dias, cansado e sedento
⁠Num deserto de solidão
de um clima seco de sentimentos,
pude avistar a minha salvação,
meu momento de refrigério,
até poderia ser uma ilusão,
mas não, era uma ninfa de vermelho
que tinha vindo buscar-me
pra um oásis eterno.

⁠Era noite de luar, quando encontrei uma flor muito singela, apaixonante de pétalas vermelhas, uma presença singular, logo, meus olhos ficaram exultantes por contemplarem tamanha beleza. Esta mesma exultação estão tendo neste momento por estarem diante de ti com esta graça exuberante, vestida de vermelho, tanto que eles nem conseguem fingir, portanto, é evidente o apreço intenso que tenho por ti.

⁠Bendito seja o dom da visão que permite contemplar a tua grandeza, feita de amor e inspirada na sedução, na viveza de um fervor vermelho, emoção naturalmente calorosa, fonte de provocação e desejo, postura muito audaciosa, a veemência de certos beijos que fazem desconsiderar as horas, assim, tu adentras os meus pensamentos com a tua essência e as tuas formas, um deslumbramento viciante, mulher intensamente maravilhosa.

Inconcebíveis

Inconcebíveis palavras são ditas
No silêncio do pensamento
Exulta, ó sensível coração!
Tua essência é como uma árvore frutífera e sedenta
Que alimenta e sacia os pobres famintos;
Vem a mim, ó doce e apetecível vinho,
Deixa o teu líquido verter pelos córregos
O teu veneno imortal;
Deem-me numa taça as borbulhas
Deste intenso vermelho sanguíneo
Manchando minha consciência
No cume da minha eterna felicidade.
Esconde no recôndito de teu coração
O jardim que tanto cuidaste
Para a farta produção dos nobres parreirais.

É to apaixonado , me sinto em sua orbita , sua força de atração , me mantém em movimento elíptico , a translação , meu coração bate forte , que sorte segurar sua mão , em seus olhos, o meu reflexo , o espectro visível da luz , em sua boca a vontade louca , tocar seus lábios , ondas de radio emitem o desejo , através do infla-vermelho seu corpo me aquece e o que prevalece é o toque seu beijo .

Inserida por LucazAntunez