Verbo
Mesmo nos instantes mais escuros, a tua luz interior continua aprendendo a pronunciar o verbo renascer.
A loucura estabelece um gênio.
A dúvida ocasiona a sabedoria.
O Verbo fez-se carne.
A vida tragou a morte.
É um absurdo demasiado;
Mas é o que me faz ser ousado.
Resgata o verbo até que eu entenda que as palavras ressuscitam a rima adormecida, mesmo no poema esquecido de um livro ultrapassado, onde tudo, ainda assim, se renova.
O amor é chama que nunca esmorece,
É verbo eterno, é jornada, é raiz,
Que cresce e floresce por toda a vida que se tece. Amar assim, como eu amo,
É navegar um mar sem fim, sem termo,
É construir laços em cada gesto e som,
É viver o amor que ecoa no silêncio interno. Não é palavra breve, não é instante fugaz,
É todo o tempo que cabe em um só olhar,
É promessa que nunca se desfaz,
É amar sem medida, até o último respirar.
Algumas pessoas só irão aprender o Verbo Agradecer depois de conjugar o Verbo Sofrer em todos os tempos...
CRÔNICA FRUSTRADA SOBRE A MÃE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Mãe é verbo e pronome na mesma língua. É um substantivo adjetivo. Nome próprio do amor maior. Ao mesmo tempo que singular, mãe é coletivo. Às vezes declara que não é duas; é simplesmente uma, porém é muitas... muitas em uma só.
Tem a força imensa da fraqueza enganosa da mulher. Natureza interior que sublima o bem e o mal. Desafia toda e qualquer fé que se baseia na filosofia... toda vã filosofia - pois toda é vã - que o ser humano procura desenvolver do que não entende... maternidade, por exemplo.
Uma espécie de celebridade oculta. verdade secreta que se avoluma no silêncio do seu dom infinito; imensurável. Que não precisa da explicação que não tem, pois complica o simples; complicadamente simples para o contexto afetivo do simplesmente ser.
Que dizer sobre mãe, que não seja pleonasmo e clichê? Como não cair no lugar-comum, para depois não ter dito nada? Foi assim que por lei do próprio tema, fiz tantas voltas e retornei ao vazio. Ao discurso do que sei que não sei de ser mãe... mãe de verdade.
“Na dicotomia entre o silêncio e o verbo, os fonemas se rebelam, grugulejando verdades que o peito ainda não soube nomear.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
A Arte de Ser e Viver
Superar é preciso, um verbo constante,
Vencer a cada dia, num passo gigante.
Observando o caminho, atento ao que impede,
Aprendemos a força que em nós reside.
Para ser mais possível, em plena ascensão,
Mais capaz de estar viva, nobre a intenção.
Cada obstáculo é degrau, lição que nos guia,
Rumo ao bem-estar pleno, com mestria.
Ass: Roseli Schionato Ribeiro
A natureza é o verbo nu,
que ensina o homem a existir,
sem pretensão de ser tabu,
nem medo algum de refletir.
William Contraponto
E o verbo se fez carne e habitou entre nós
Por isso os sinos tocam
Tocam com alegria
incessantemente
efusivamente
Tocam para anunciar
vem aí o Salvador
vem aí Aquele menino
Tão pequeno bambino
Que para nós
é mais que mimo
não é algo superficial
muito menos passageiro
Veio para ficar
veio para nossa existência
ressignificar
Mostrar
ser Ele mesmo o Caminho
a Verdade e a Vida
Dezembro/2026
EditeLima 60
O Silêncio de Vidro
Tudo se fez deserto, o verbo se perdeu no intransponível.
Há dias em que o sol ensaia um brilho,
mas a luz é breve, quase um suspiro que se apaga.
Ainda que o amor resista, no cuidado e no abrigo,
há um medo que sussurra: o receio da crítica,
a sombra de nunca ser o suficiente diante da cobrança voraz.
É preciso erguer-se em aço, esconder as cicatrizes,
pois neste mundo de máscaras, o sentir é vigiado:
Se choro, chamam-me fraca.
Se entristeço, dizem ser futilidade.
Se me indigno, taxam-me de desequilíbrio.
A alegria, que antes era bússola e motivação,
agora deságua em ansiedade e num vazio cinzento.
Vi o caráter e o ego serem postos em altares,
enquanto a humanidade se perde no egoísmo,
atropelando corações sem olhar para trás.
Nesta minha verdade nua, nesta sinceridade que dói,
sinto o peso de ver o que muitos ignoram.
Ah, quem me dera a cegueira do espírito,
o silêncio dos ouvidos e a anestesia do peito...
Pois enxergar o invisível e sentir o que fere
é o fardo de quem ainda insiste em ser humano.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
O amor é um verbo de acumulação. O ódio, um verbo de subtração. Você é a soma viva do verbo que mais frequentemente conjuga.
Cristãos fiéis e apegados à Sabedoria Divina devem introduzir, nas orações dos desapegados, o Verbo nas suas conjugações pessoais para obterem bons resultados em suas relações vitais.
Onde houver a bênção do verbo Ser e Estar do Presente do Indicativo, Jesus continua sendo o Filho de Deus como o sujeito principal da oração.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
O silêncio é o porta-voz da verdade que o verbo se recusa a nomear, a resposta não está no grito, mas na topografia fria dos vazios que o barulho
deixou para trás.
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