Poemas sobre o vento
Nas asas do vento...
Nas manhãs sempre acordo com a sensação
Que sou pássaro sobrevoando o céu...
Em meus lábios um sorriso ao pensar
Num provável reencontro de sentires
...mas só encontro as asas do vento...
Arrancando meus sonhos em meio a tempestades
Sem conseguir acalmar a dor... Da solidão...
Queria lembrar estes sonhos ao amanhecer
Mas... Perco-me em pensamentos e sentires...
Fecho os olhos a divagar sobre as lembranças...
Muitas vezes felizes...
Minha inquieta alma não me deixa ver onde jaz
A verdade ou a ilusão... E eu sigo voejando nas manhãs
Em devaneios...levada pelo vento!
Tudo é precioso nas asas do tempo...
Que passa atenta... Voando lenta ao sabor do vento...
Quais são os teus rumos eu pergunto...
- Nalgum lugar onde o sono seja povoado de estrelas
A beira mar...
E eu respondo -
“mesmo que tu sigas estrelas”...
Pensando em vê-las brilhar...
Elas brilham pra ti... No teu olhar!”
As noites ocultam tantos mistérios
Eternizados pelo luar... A mim revelados
E eu te eternizarei...
Ao teu leve toque qual foras uma doce brisa...
A me beijar!
E vivo...
E sinto a vida... O vento forte levantar a areia...
E olho o céu de anil
E me deslumbro com suas cores...ao nascer do sol..
Pinto-as em versos
Encantada pela paixão... E escrevo o
Quanto sublime que é o existir... Depois
Entardece... E vislumbro as estrelas... A lua...
A brisa... O perfume de jasmins e dama da noite que
Vem da floresta...
E vejo o vento sorrir... Reinvento-me...
Fecho os olhos e sorvo o que me parece real...
E vivo...
Vidas passadas...
Ah! Este vento sussurrante
Que experimento neste dia frígido...
Penso em ti e neste
Aroma de sonhos e reencarnações...
Nesta noite que não tem estrelas... Apenas as sombras
Escondidas nas muralhas... Do tempo...
E no silencio grito para que me ouças...
Quando te vejo sinto que me encontro com o passado...
Tantos quereres perdidos... E grito para que me identifiques
Vem... Ilumina a minha escuridão...
Sussurra numa poesia... Versos que falem
Desta antiga paixão...
E me liberas das dores arraigadas de alucinação e solidão...!
Silenciosamente
Me junto à tua fantasia romântica
Que me arrasta por entre o vento...
E trás um som de violino que vem de longe
- Muito longe -
As notas fluíram pelos meus ouvidos
Envolvendo-me em lembranças
- De momentos vividos -
Atinjo o reverso da alma, que me transporta...
- fecho os olhos -
E os tempos regressam do esquecimento...
Num voejar de asas febris ao encontro da noite que adormece!
Ao assistir o entardecer prodigioso...
Escuto os passos do vento em minha varanda...
A saudade trás a lembrança de ternuras antigas...
E penso que morro todos os dias
Enxugo as lágrimas na solidão do crepúsculo
E encanto-me com a canção dos passarinhos...
Sussurrando nos lábios o encanto infindo...
E num longo devaneio misterioso viajo
No voo de poesias não escritas...
E continuo a escutar as canções dos ventos e seus passos
Que me fazem adormecer e sonhar contigo!
O sorriso do vento...
O vento sorri por entre as rochas...
E na sua impulsividade pisa na alma de quem
O sente... E de quem também lhe sorri...
E na vastidão das florestas rasgando o silêncio
Daquele lugar...
Sopra-me a boca como se quisesse beijá-la
E eu em delírios... Sufoco um lamento
E deixo fluir aquela gota de lágrima...
E sinto uma coragem enorme...para entregar-me...
Não há rocha que resista a violência do vento...
Não há ventos que destruam um grande amor!
Eterna espera...
Cavalguei no tempo sentindo o vento no rosto...
Levei anos e dores para a ti chegar
Ouvi pedras no estalar melodioso das carências
Quais lamentos que vem de um lugar distante... .
Entre mim e as palavras há um tinir de punhais
Nas lembranças dos olhos... Sutis tremores
O mar sempre ao fundo cauteloso ao sopro da terra
E este amor em eterna espera
Acho-te na imagem das lembranças do mar
E planto o vento... E o amar...
E ainda assim sonho com teu amor por um momento
Imagino-te... Amando-me com os olhos fechados no amanhecer infindo!
Eu amo
Tu amado
Ele não imagina como é sagrado
Nós somos amor e vento
Voz dos sentires e
Eles veem de dentro
Êh, vento!
Esse que pelo meu subterrâneo transita
Agita a minha saudade
que num levitar se negrita
E me arrepia os poros
e sótãos.
🌒 "Te penso, te espero"
Eu era vento livre, riso sem medida,
hoje sou silêncio preso, alma consumida.
Te penso no escuro, te espero no dia,
e mesmo sem toque, tu és minha guia.
Não fui feita de espera, mas aqui estou,
a cada mensagem que não vem, me refaço e vou.
Teu nome ecoa onde o mundo cala,
e a falta que tu faz... meu peito embala.
Tua ausência dança no meu travesseiro,
e eu me perco em sonhos, de janeiro a janeiro.
Se a dor é poesia, eu rimo o que sangra,
e com cada palavra, meu coração desanda.
O Butiá-branco
balançando
pelo vento minuano
me faz intuir que
você está chegando,
e para você decidi
ir me preparando.
Dunas da Joaquina
A maré põe as suas águas para harpear,
o sopro do vento faz mais de uma
Sempre-viva-de-mil-flores dançar
sobre as dunas da Joaquina.
Sim, é sobre o amor e a vida
que estou falando e sobrenaturalmente
faz a alma e a poesia
se encontrarem coincidentemente.
Sou a que você leva como o ar
feito para respirar, no brilho do olhar
e no seu coração para todo o lugar.
O vento sopra na tarde de mais um dia.
No portão, deitar ao chão, nuvens no céu.
Figuram-se nas mentes de quem for capaz.
A garota e o rapaz sentados na praça a olhar
A rua calma, as pessoas passam.
O vento sopra o tempo.
Tardes pra andar.
Tardes pra pensar.
Tardes pra descansar.
"Frases não são palavras jogadas aleatoriamente ao vento por uma mente ociosa. São uma extração de partículas pivotais, inerentes a um conjunto de pensamentos, subjetivos a um leque de reflexões, mescladas a uma ótica hermenêutica, e intrínsecas a uma exegese cabal."
"Enquanto as árvores se entregam à dança frenética do vento, o silêncio da noite ecoa sussurros de lugares distantes e tempos remotos."
"Sob o manto do silêncio noturno, o vento narra contos de terras longinquas e eras passadas, entrelaçando-os à dança das árvores."
