Poemas sobre o vento
Pampa
Foram espalhadas as pétalas
das petúnias vermelhas
pelo brincalhão vento minuano,
O Pampa é a tradução
de toda minh'alma,
E tu és a encarnação
de tudo aquilo que me mantém
viva e sempre há de ser,
Ondeando sobre nós
a Via Láctea vem trazendo
com gala o anoitecer,
Não preciso dizer para ninguém
a dimensão do nosso pertencer,
porque mesmo que tentemos
não há como esconder
porque é mais forte
e tomou controle sobre nós.
O Lenço Gaúcho
Olhando para o seu lenço
vermelho batendo no peito
graças ao vento minuano,
faz com que eu viaje
no tempo onde aprendi
que existem vinte maneiras
de dar nós e que existem
outros mais desafiadores
na vida do que cada um deles.
Não existe o impossível
para quem não desiste,
o lenço gaúcho antes de parar
no pescoço era usado na cabeça
da nossa gente campesina
recebeu influência do Oriente,
e me ocorre na mente
que com a lenda da Teiniaguá
não foi nenhum pouco diferente.
Só sei que quando surgiu
a disputa pelo poder
os gaúchos se dividiram
entre Maragatos com lenços
vermelhos e Chimangos
com os seus lenços brancos
e os que usavam os seus
lenços carijós de duas cores
com miúdos quadriculados
porque não queriam se aborrecer.
Só sei que você com este
olhar hipnotizante tal qual
um divertido caleidoscópio
e com este lenço no pescoço
é tão lindo que faria um acordo
com o tempo para que não
aja nenhuma vil distração
para que o amor não corra nenhum
risco de se perder pelo caminho.
Qurman
Os trigais de Qurman
balançados pelo vento,
Lembram os teus olhos
feitos de contentamento,
Deles sou eu o balanço
irresistível e romântico.
O vento balança esta noite
o Pau-de-Pernambuco
e espalha as pétalas,
Eu como poeta semeio
por aí novos poetas.
Escuto a Piúva-amarela
balançar com o vento
desta noite sublime,
Com contentamento
as estrelas retribuem
com um brilho que
faz lembrar do seu,
És poeta e amor meu.
Madrugada sentimental
com as pétalas de Tamurá-tuíra
espalhadas ao vento,
És o meu mais nobre sentimento,
a minha alucinação inexplicável
tudo aquilo que desejo
com os meus olhos abertos
e meu pensamento mais
importante de cada dia,
pão de amor, poesia
e predestinado romance,
por isso estou tranquila.
Flores de Ipê-pardo
espalhadas pelo vento
no Médio Vale do Itajaí,
Não de tiro do pensamento
aqui em Rodeio desde
a primeira vez na vida que te vi,
Você é o meu melhor feito
de tudo o quê eu escolhi.
Beleza de se ver em São Paulo
uma Amendoeira-do-campo
em flor as suas pétalas
florida e o vento espalhando
pela rua como quem
escreve uma bonita poesia.
Balança ao vento
o Pau-d'arco-rosa na Bahia,
Esperança segue firme
e sem limite nos Versos Intimistas
que somente me pertencem
assim como o seu amor
e a paixão nos envolvem
arrebatadoramente...
Balança com o vento
o lindo Pinheiro-caiová
pousa a Gralha-azul
e em mim a inspiração
para escrever lindos
Versos Intimistas
para espalhar poesia
dedicadas ao meu Sul.
Bailante Piuxinga ao vento
que a ventania espalha
as pétalas de igual jeito
que espalho a poesia
com os meus Versos Intimistas
para ver se alcanço algum
dia onde está amor da minha vida.
Um gentil Chimarrão decorado
com uma flor de Ipê-roxo,
O conhecido vento minuano
deste Rio Grande do Sul,
O meu lenço vermelho
conforme a tradicional pilcha,
O meu livro de Versos Intimistas
e o desejo de tê-lo na minha vida.
O vento faz dançar
as flores do Ipê-róseo
nas minhas mãos
espalhado pelo estradão,
É bom demais passear
em São Paulo e carregar
boas lembranças no coração...
Brusque
O teu Rio Itajaí-Mirim
e as correntes beijadas
pelo vento relembram
a trajetória das tribos
que ali te pertenceram,
E desta História delas
eu sou o arco e a flecha
contra o esquecimento.
O teu nome é reverência,
nasceste filha do Barão,
Brusque do meu coração,
Te amo antes de tudo isso:
no Santuário de Azambuja
sou a perpétua oração
e no Calvário a procissão.
O teu amor na Fenarreco
me leva e faz viajar
no tempo e na herança
européia da tua imigração,
Brusque eu amo a tua
gente de todo o coração
nesta cidade amo morar
e nunca vou te abandonar.
O teu amor é memória
nestes tempos desafiadores,
de tudo me lembro
que nem mesmo o tempo
apaga o quê ergueu a cidade
feita de doce, tecido, paixão
e de esperança por nossa Nação.
Poetisa do cata-vento
de versos soprando
para que cruzem
o Oceano Atlântico,
ocupem o coração
e o teu cotidiano
em minha devoção;
De mim não haverá
regresso porque
sou a tua respiração,
os teus batimentos
e a tua inspiração.
As flores do açafrão
do meu cesto foram
espalhadas pelo vento,
E ele te trouxe bem
perto de mim porque é
ciente que moro dentro,
e assim resolvi pactuar
com a vida e o tempo;
Desafia mesmo é guardar
a poesia, a atração,
a volúpia e o sentimento
sem saber de fato se devo.
O vento sul balança
as flores da Manduirana,
O meu coração jamais
na vida me engana:
Ele me diz que você me ama.
O vento dança o baile
junino com o Ipê-Verde
no meu caminho,
Todos os dias tenho
um grande motivo
para trazer você
com festa e carinho.
O cascateante Ingá-Feijão
balança no ritmo do vento,
Viver pede calma e urgência
e cada um tem o seu tempo,
Eu quero mesmo é que estar
sempre pronta para aprender
a todo momento e além do tempo
com amor e paz vibrantes
ocupado cada novo sentimento.
