Vento
15/05/25
A casa estava linda e organizada, assim como o jardim lá fora.
Um vento impetuoso surgiu e, com agressividade, modificou o estado harmonioso para caótico.
Móveis espalhados pela casa, folhas secas ao chão, misturadas com areia.
Quando o vento passou e tudo acalmou, as marcas ficaram. Na alma e na casa. Trabalho para reestruturar e nada mais ficará no lugar como outrora.
Não é o fim, mas um novo começo, um novo ciclo que se inicia e que podemos harmonizar novamente, com a experiência que o vento deixou.
Evitaremos a fadiga permanecendo intocáveis na condição pós-caos? Mas... alguém aprende sem lição? Faremos o quê?
Aprendemos e crescemos com eventos aleatórios da vida.
Paciência é uma virtude para o filósofo sem angústia e para o acomodado sem futuro?
O sangue pulsa na corrente de quem tem fibra e vontade de viver.
Vida tão simples e difícil de viver.
Basta apenas uma fagulha para acender o pavio.
A vida é para quem sabe viver e não para quem sabe morrer, mesmo estando vivo.
Nega sua essência, sofrerá por isso.
A vida é assim, como uma casa, como um jardim.
Há quem diga: a porta está trancada e o meu jardim, selado. Nada poderá acontecer.
A fome assola o estômago faminto; atrás de sustento vai, a cautela deixa de existir, dando lugar ao partir do ser humano por inteiro, aflito, sem direção.
Triste solidão.
O dia já começa errado,quando,
da mente sem Deus
e do coração sem amor,
a boca profana ventos de palavras inúteis,
e num espelho de retorno
se revolta e se volta à quem profanou...
E seguirá assim seu dia,
sempre sem curso, sem direção!
"Os meus pensamentos e desejos de impulsividades são como relâmpagos carregados de vento. Chegam de repente, sem nenhuma previsão e tem o poder destrutivo de iludir e me levar do ponto onde eu deveria estar. A cada dia que passa fico mais forte, a ponto de me afixar corretamente, na maioria das vezes, e me posicionar no lugar correto para apenas assistir os relâmpagos passarem. Recolho minhas coisas e sigo meu rumo."
Trabalho manual
Poderia falar da chuva, do vento, do orvalho, do cheiro, do sol, das estrelas.
Poderia falar do meu corpo, da minha mente que sente.
Ainda assim falaria pouco.
Não sou só o meu corpo.
Assim como não sou só as minhas ideias.
Sou algo mais, como sinto, como sinto as coisas.
Sempre estive aqui, no olhar dos rostos vermelhos e no clarão amarelo dos círculos.
Nas mãos pintadas de um líquido de breu, estas mesmas mãos que fazem algo que é feito
do mesmo material, com as mesmas características, com o mesmo tempo, a mesma
intenção, ainda assim diferente.
No outono florescem sonhos que jamais adormecem.
Céu estrelado, vento á lhe sussurrar...
Permita o amor lhe abraçar.
Ser - te paz.
Permita - se sorrir.
Ser feliz.
Tatiane Oliveira
Beija Flor lhe sussurrou:
Segue o seu caminho,
abrace a vida com carinho.
Seja amor que faz desabrochar flor.
Seja amor que acolhe, afasta a dor.
Seja amor que amanhece em paz.
Seja amor espalhando o bem sem olhar aquém.
Plante amor e colherá sorrisos, tão bem vindos!
Tatiane Oliveira
Deixou - se florir, o amor estava á lhe sorrir.
Seu coração sereno está, o amor é o bem que lhe apraz.
Tatiane Oliveira
Desabrochou as rosas
para o vento espalhar
as pétalas da
esperança que em
meu coração canta.
Esperança de ouvir o teu riso.
Esperança de rimar meu olhar com o teu.
Esperança de abraçar o coração que fez
florescer amor no meu.
Desabrochou as rosas em pleno outono.
Esperança.
Olhou para o infinito, sorriu.
O amor o meu mundo coloriu.
O amanhecer vem vindo, traz consigo
a esperança de lhe ver sorrindo.
Teu amor em mim, será sempre bem vindo!
Sorvete de sol
Olha o sorvete! A orla começando a caminhar...
Vento leve da brisa, pés no chão... ah! como é tão, tão...
Olha o sorvete!; ...devaneios, delírios-delirantes...
Como pode existir um sorvete de sol?!..
Agora?! Ainda com este frio?! Sorvete, sol, intrigantes!..
Com quem eu reclamo?!.. Como pode? Aqui é praia!..
Como se lá' não pudesse frio estar!
Louco, loucura, a quem contestar?!..
Tudo que peço 'e um pouco de SOL, tão, tão...
Olha o ônibus!...
Preciso ir ao trabalho! Seco os pés, mas não esqueço!..
Compromisso comigo mesmo; a praia, sol, sorvete...
Ao contrário do que se pensa, são só as levezas que o vento não consegue carregar: o perfume da nossa infância, o gosto da nossa comida preferida, o cheiro dos nossos pais, a sutileza dos abraços que guardamos, a beleza dos lugares que passamos, o carinho das mãos dos nossos avós nos tocando, todas as paixões que eternizamos.
Semeou o bem.
Germinou além.
Não se preocupe se faz inverno ou verão.
Se há folhas que o vento sopra em qualquer direção.
O que importa é sentir a chuva a terra molhar, e tua alma se alegrar.
O que importa é sentir paz no coração,
gratidão.
O que importa é sentir o calor do sol dentro de você!
Te aquecer, te acolher.
O que importa é deixar - se florescer.
Deixar o amor em ti viver.
Renascer.
As folhas secas sopradas pelo vento buscam o perfume exalado pelos jasmins no infinito.
Valnia Véras
Palavras podem nos fortalecer ou podem nos machucar. Algumas são jogadas ao vento e às vezes vêm em nossa direção, mas cabe a nós absorvê-las ou não. Aceitar a provocação e acreditar ou não! Quando temos segurança de quem somos e nosso poder interior, o que é jogado em nós, não nos afetará. Simplesmente por confiarmos que não somos aquilo que nos julgam.
O mesmo acontece quando escolhemos as palavras para nos definir. Saber escolhê-las fará toda a diferença no resultado que queremos.
De Repente -
De repente surgiu um gesto,
ouviu-se um grito, soprou o vento ...
E num ápice, correu veloz o Tempo
e fiquei sem saber se presto!
De repente, o Céu azul escureceu,
meu olhar ficou velado, marejado,
nasceu o medo, e o teu Amor, calado,
deixou meu Coração, que se perdeu!
De repente, ficámos a sós, sem nos ver,
perderam-se as aves, morreram as flores,
findou a Primavera, ficámos sem nos ter.
De repente, foi nesse de repente,
nesse tão frio e duro de repente que tudo ocorreu,
onde o Ser já nada sente ...
Pausa
O mundo está tão diferente
Vento que era de agosto
Tá tudo tão sério
Vem primavera tomar seu posto
O mundo está tão diferente
É um se distanciando do outro
Perdendo grandes oportunidades
Esquecem que a vida é um sopro
O mundo está tão diferente
Com valores invertidos
O orgulho anda vencendo
Infelizmente estamos divididos
O mundo está tão diferente
Olhos tristes por trás de sorrisos
Gritos de socorro
E ninguém dá ouvidos
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 16/09/2022 às 22:15 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Meu navio saiu do porto carregado de bagagens. Negociei com a vida e voltei de velas ao vento. Nos bolsos nenhum vintém, na alma a sensação de paz!
Se pra você essa balança comercial não fecha, vale o conselho: "Nunca misture a ida com a volta".
Adriribeiro/@adri.poesias
Enfim primavera.
Enfim o desabrochar das flores, o farfalhar das pétalas.
Aquele vento gostoso no fim de tarde, trazendo doce perfume de infinitas flores, de vários jardins.
Enfim primavera.
Enfim recomeço.
Outra estação.
Outra chance.
Outra vez as flores colorindo as ruas, as calçadas, as casas.
Enfim primavera.
Música de Tim Maia pra embalar.
Você e eu de mãos dadas , caminhando por aí sobre um tapete de flores, de esperança, de amor...
Enfim primavera.
Você e eu.
Tá tudo florindo.
Indo.
Num desabrochar divino.
Enfim primavera.
Enfim você...
Que traz sorrisos em pleno amanhecer num dia de primavera...
Aliás, foi na primavera que lhe conheci...
Desde então, a gente cultiva flores, sonhos e bons sentimentos.
Somos amor de todas as primaveras...
Em nós desabrocha bem querer...
De olhar.
De beijar.
De amar sob um lindo luar...
Enquanto a primavera floresce o amanhecer.
