Vento
'O incerto tempo me fez, se perder em seu caminho.
Lançados ao vento, todos os meus sentimentos se desfizeram;
E, cansado de tentar encontrar-se,
Ardoroso existir me fez desvanecer ...
Despojado de qualquer felícia, todo meu fulgor se expira.'
o parco roçagar da frondosa giesta
acesa pelo vento como um chicote
acelera em mim a lúcida consciência
de que as árvores, procurando o solo,
regressam ao útero que as gerou
por isso também eu caminho pleno
um homem plano sobre outro plano
uma luz, um astro cego, um abismo
desenhando um círculo com palavras
no misterioso alfabeto da criação
vou enchendo a boca de terra
vou abraçando a morte iminente
porque tudo em mim é imediato
o grito, o eco e o súbito silêncio.
(Pedro Rodrigues de Menezes, "cabo de gata")
Perante ao vento eu encontrei amores
Diante a chuva chorei por eles
Em meio ao pôr do sol deixei doer
E quando ressurgir um novo amanhã
Meu próprio amor será meu,
sistema climático.
'ARREPENDIMENTO'
Palavras faladas sem pensar ,
Frases soltas dançando no vento,
Levaram embora tudo que mais amei.
A vida agora é vazia, sentindo na pele o som das frases que tanto usei.
Pedi perdão ,
Mas não perdoaram,
E agora
Sem ninguém que queira me ouvir ,sem amigos ou família, alguém que eu possa falar
De repente todos se afastaram.
hoje sou um pássaro preso dentro mim
Sem asas para voar .
Arrependimento carrego
Pelas palavras ditas sem pensar , arrependimento
Por tudo que falei das coisas que inventei,
Te amo e pra sempre vou amar !
MariaFranciscaLeite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98.
O tempo e o bem mais precioso concedido pelo Criador. Tempo e vento vem e vão, assim, com a dança da vida.
SONETO À GOIÁS
Saudação cerrado! Bom dia alvorecer!
Ouço o vento árido numa brisa quente
Que vem do planalto numa só vertente
Circunvalando os galhos num retorcer
Ipês amarelando o chão, ali cadente
Que divinal, a arte do desigual a ser
Numa beleza que o diverso é prover
Dum céu apinhado de estrela luzente
Boa noite! Pôr do sol da cor do açafrão
Da caliandra que enfeita todo o sertão
Onde a gente vai do cinzento ao lilás
Águas cascalhadas, de som e canção
Timbrando o capim santo em exalação
Numa superfície, num só lugar: Goiás!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Agosto de 2016 - Cerrado goiano
SOZINHO
O coração grita
A chuva cai lá fora
E dentro em mim um vento frio
Então deixo tudo
Vou para o chuveiro
No bosque embaraçado escrevo teu nome
Sem saber se existo dentro de você
As lágrimas dessem quentes dos meus olhos
E vai ao encontro da chuva
Um relâmpago o coração dispara
E o medo faz com que grite teu nome
Agora pergunto...
Onde você esta que não ouso tua voz.
Será que está fazendo o mesmo...
Assistindo a chuva cair
Sem poder fazer nada.
OSB 2002
Estouro dos ventos
O céu de repente escureceu
nuvens imensas o sol encobriram
o vento soprava com muita ira
que tudo na terra estremeceu
O vento soprava tão forte
que fazia tudo balançar
o mundo ficou a própria sorte
ninguém sabia como tudo ia terminar.
As casas com a fúria do vento caiam
ás árvores do chão se desprendiam
pessoas de todos os lados surgiam
para escapar da ventania.
Tudo parecia solto no ar
o vento mudava tudo que queria
pessoas, objetos, animais. Que ironia!!
como se nada o pudesse parar.
As pessoas procuravam se consolar
tentando em alguma coisa se apoiar
mas só o que restava era rezar
para uma força superior ajudar.
O mundo num caos se transformou-se
o vento com tudo acabou
a esperança e a paz com ele levou
só corações com dor deixou.
TE VI
Passavas a um lado da rua,
cabelos a esvoaçar,
o vento não ousava nem de
longe embaraçar.
Vestido solto e liso, não
me viste; olhei-te.de novo
o coração diz, insiste.
Atravessei a rua
para ao teu lado ficar,
caminhavas tão depressa,e eu
atrás de ti, já sem ar.
Apressei então o passo, e ao
teu lado fiquei.
Me olhas-te, te olhei,sorriste,
sorri também.
Nesse momento senti que o amor,
ao primeiro olhar,não é conversa
de poeta.
Amor, a primeira vista e que eterno
pode ser,não é sonho, nem prosa,
simplesmente, se sente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Acadêmico da ACILBRAS -
Cadeira 681
Patrono -Armando Caaraüra -
Presidente
UMA FOLHA
Como uma folha ao vento,
tua presença balança
à minha frente.
Dominas a minha idéia,
e me fazes sonhar coisas
que eu preciso esquecer.
Demoras a deixar-me,
e quando vais,ja te tornastes
tão presente, que o que era
para esquecer, o quero a todo
instante.
Dessa folha solta preciso a
todo momento, para poder viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da ACILBRAS -
Cadeira 681
Patrono -Armando Caaraüra -
Presidente
Quando me sinto fraca, como uma folha perdida levada pelo vento, Deus vem e derrama seu amor sobre mim e me faz gigante
As viçosas flores, o vento que sopra, as mãos massageando os cabelos, o beijo entoado com mansidão do segredo de amor, real é a força que estimula os corpos que tremem emparelhados e sedentos pela vida.
Somos as razões das nossas própria tristezas.
A tristeza não vem do sol, da Lua,do vento, dos pássaros, das flores, dos rios , dos animais...Não, a tristeza é causada por nós mesmos.
Se praticássemos mais o amor, a empatia, soubéssemos ouvir uns ao outros, com certeza momentos tristes seriam bem menores.
Muita Luz. PAZ E BEM!
Como um vento na sua cara
Você não pode vê-lo, mas você sabe que está ali
Quando a beleza mostra a sua cara feia
Apenas esteja preparado
" Antes de mais nada, veja o quanto a vida é maravilhosa, sinta o sol no seu rosto, o vento balançar seus cabelos, a alegria invadir seu coração, vamos aproveitar o momento ele é muito curto, viva intensamente".
Pentear palavras
Penteio palavras com o vento.
Dispenso presilhas e nós.
São as palavras revoltas,
Caídas do canto da boca,
Que contam as melhores histórias
Das vidas mais belas e loucas!
