Velho
A eternidade não combina com o modernismo. O que é novo, um dia, fica velho. A eternidade é a coisa real.
____Sim_
❤
Frases, textos e citações by Josy Maria
Semana nova, e um ano quase velho
Uma nova semana, um ano quase acabando, e no peito uma vontade forte de vencer. O coração bate com ansiedade, mas também reverbera fé. Primeira semana do mês, no último mês do ano. E o que eu quero é que cada dia seja bom, repleto de significado e propósito, não só nesta semana, mas também no que resta deste ciclo que se despede. Que os cansaços que ocorrerem sejam pelas lutas que nos conduzem aos nossos objetivos, e que os milagres sejam uma realidade palpável, iluminando os caminhos que, por vezes, parecem incertos. Que as dores, sejam elas do corpo ou da alma, encontrem cuidado e cura. Que Deus esteja presente em cada detalhe, fortalecendo os passos, renovando as forças e trazendo esperança para o que está por vir. Que esta semana nos conduza à vitória, e que o ano termine com a certeza de que, apesar de tudo, seguimos vencendo, um dia de cada vez.
Josy Maria 02/12/24
É uma segunda comum...
De um dia comum...
De uma vida comum...
De um velho comum...
De louco comum...
A saudades é a mesma...
Já conheço bem, mais não me acostumo...
Ainda dói e ainda vai doer...
Velho Carreiro...
A madrugada ia fria, deixava ali sua família, seus filhos a se sonhar, o carro de boi cantava, os cocões sua cantiga a entoar, a sua carga pesada forçando as rodas na estrada, caminhos a se marcar! Marcou fundo em minha alma, seus rastros pelas estradas, hoje não existem mais, mas minha alma é cortada, pelas marcas aqui deixadas pelo teu carro de boi, saía nas madrugadas, semanas eram passadas até o teu retorno ao nosso lar, felicidade ao extremo, pobres, desde bem pequenos, suas saudades a machucar. Hoje no meu carro de luxo, ao viajar, fico mudo, quando um resto morto de um carro de boi, chego a avistar, encostado em algum rancho, apodrecido pelo tempo, lembranças me fazem chorar. Te vejo por entre as lágrimas, sumindo naquela estrada, estrada do meu viver, assim se foi já faz tempo, mas as saudades ao relento, meu coração a doer...
(Zildo De Oliveira Barros) 20/05/15 Manhã
A parábola do velho caminhão
Conta-se que, em uma comunidade distante e resiliente, havia um velho caminhão incumbido de uma missão essencial: transportar seus habitantes por estradas sinuosas, ladeiras íngremes e longos trechos esburacados. Naquele lugar onde a vida parecia sempre exigir mais do que tinha a oferecer, o veículo representava a bandeira do dever, o emblema da proteção coletiva e a esperança silenciosa de que ninguém ficaria para trás.
O tempo, porém, atuou como juiz severo. As engrenagens já não obedeciam com a precisão de antes. O motor tossia e arfava como um peito fatigado. A lataria, corroída, gemia sob o peso de cada novo desafio. O caminhão, outrora instrumento de serviço e força, converteu-se em massa pesada, lenta e esgotada, tornou-se um centro de desgaste que exauria não apenas a si mesmo, mas todos ao seu redor.
Instalou-se, então, uma inversão cruel de papéis. Nas subidas, os passageiros precisavam descer para empurrar o veículo com todas as forças que lhes restavam. Nas descidas, amarravam cordas e uniam braços firmes para impedir que o caminhão, descontrolado, despencasse no abismo.
Assim, a comunidade que deveria ser conduzida passou a se ocupar de impedir a queda do próprio transportador. O meio transformou-se em obstáculo, a ferramenta, em problema e aquilo que um dia simbolizara esperança converteu-se em um fardo pesado.
Com o tempo, o esgotamento tornou-se inevitável. Até que, em certo dia, um passageiro já exaurido de empurrar nas horas difíceis e conter nas horas perigosas ergueu a voz, bradando: somos nós que deveríamos estar sendo levados por este caminhão, mas somos nós que o carregamos. Digam-me, para que serve um veículo que falha em cumprir a sua mais básica função?”
O ano em seus últimos dias nos convida ao próximo ano novo que logo mais será um ano velho, e nesse movimento contínuo tudo é uma rotina rotacionado ao mesmo.
Ontem iniciava o ano novo hoje acabou um ano velho, amanhã começa o mesmo ano novo que logo será um ano velho, assim seguimos um cronograma de começo e fim.
O medo voraz do moço ou do velho não é fraqueza nem covardia, é só a cautela de quem já caiu e não quer viver o errado outra vez.
O menino hoje velho não temem por covardia, nem vergonha do passado que o assombrava, por saber o preço do erro não deseja a volta do caos.
O medo novo não assusta o medo velho, o medo velho venceu as dificuldades confrontado os conflitos altos e baixos, acredita nem sempre o mas forte vence a batalha.
'VIR DA LAMA'
O velho destino abraçando o pesar. Um filme à céu aberto e o prato bestial do meio dia. Ainda tenho mãe à tiracolo, seu colo aquecendo o frio no ônibus matinal. Milhares de fúteis paisagens. Quatro da manhã o garoto fez-se homem de idade. Não decorou sobrenome, apenas ruas paralelas, banalidades...
A vida parece autêntica miragem, microfilmes. Turvos dias, apenas! O estômago a embrulhar ecos. O riso solto em projeções, sem foco principal, reflexos. Infância corroída nos aluviões, perdido como pedras nos rios mais profundos. Os dias não têm porquês. Longe de raciocínios, tudo vem, meio, sei lá pra quê...
Casa de palha. Entulhos e panos ao redor da vida baldia. Que chatice! Hoje tem escola. Mas a barriga ainda ronca. Vazia de pretérito. Uma, duas horas. Sou mais meus carrinhos de latas. fico a Imaginar outros meninos, fartos à vontade, fazendo trajetória, futuro promissor...
Histórias sem leitores. Quase nada mudou! Apenas retrocesso. Do processo circular estagnado, definhando pessoas. Sou da lama, quem se importa? Tenho sonhos. Faço lúdica minhas memórias. Sou leitor de um mundo melhor. Inventor correndo na chuva, íngreme em chamas. Utopizante em vitórias...
E quando eu ficar mais velho, que minhas dores sejam acalmadas pelo verde e o ar puro que ainda restam...
'VELHO ANO...'
Mais um Velho Ano que se aproxima. Menos saúde para comemorarmos. Milhares de células morrendo. Nunca entendi, por exemplo, algumas das comemorações. Para quê tal, se um Velho Ano não faz tanto sentido, faz tão mal para um velho bocado de pessoas...
Quem conquistou, quem não conquistou não interessa! Interessa nos reconhecemos. Sermos mais irmãos! Se bem que essas frases de Ano Velho não surtem mais efeito na vida das pessoas. Elas continuam as mesmas. Do modo como vieram ao mundo. Talvez não!
Dia dos Namorados, Natal, Ano Velho e Outros tem cara de Segunda-Feira. As pessoas vêm e vão. Outras com fé, outras com sentimentalismo. É aquele famoso rodízio melancolizando os dias que virão...
Que venha o proximo ano parecido com o que se foi. Talvez a grande diferença seja o fato de termos menos tempo. Sabe Deus o quanto! Apesar dos pesares, quero agradecer por ainda estar preso nele, comemorando a minha forma velha de vê-lo...
Cada dia que amanhece
Cada nova oportunidade
Cada velho pensamento
Que surge novamente
Porém, dessa vez ele vem
Melhorado, fortalecido
Ornamentado
pelas cores, agora mais vivas
Pois milagres sempre vem
e acontecem na noite calada
E assim que o dia clareia
Não existem mentiras
ou meias-verdades
Que possam ter sobrevivido
O orvalho nas folhas
O canto dos pássaros
A luz do Sol reluzindo
e imediatamente decantado
nos menores grãos de areia
A paz do silêncio
É o próprio ruido da paz
Quando a paz faz ruido
Tudo mais, sem que nada mande
Cresce, se expande e faz sentido
Assim, como a luz de um par de olhos
Muda a vida da gente
muito repentinamente
dá vontade de olhar para eles
de novo e de novo
Repetidamente
A cada dia que amanhece
E pedir para eles
Que nunca me neguem
A nova oportunidade
de poder sempre melhorar
a cada velho pensamento
renovado e ainda mais iluminado
a cada novo amanhecer
Pois uma nova esperança há de surgir
Juntamente com o brilhar
de um novo dia.
Edson Ricardo Paiva
Pensamentos
Momento a momento
Um novo pensamento
Um mesmo velho pensamento
É como eu puxasse a algo
Que voltasse sempre ileso
E amarrado em um barbante
Monoideista
Coração egoísta
Lealdade insistente
Isso foi ontem
Tudo aquilo foi antes
Mas eu não posso ser eu mesmo
Sendo apenas eu somente
Se o dia de ontem
Não estiver lá amanhã
Nada vai restar de mim
Além desses pensamentos
Instante a instante
Presos insistentes
A um barbante
Invisível
Sempre ileso.
Edson Ricardo Paiva
Talvez a ninguém interesse
Creio que não vale a pena
Eu sou apenas um velho tronco
Um pedaço de árvore
Que um dia existiu
Só semente que cresceu aos poucos
E os lugares onde eu fui
Foi seguindo o mundo
Conforme o tempo flui
Eu viajei no tempo
Vendo irem-se os dias
Assim como vão as montanhas
Assim como as pedras
Porque nada é eterno
E tudo é sempre
Sempre louco
Não andei como andam as nuvens
Mas as nuvens também se vão
Sempre se vão
E eu não sei pra onde é que elas vão
Pois duram pouco
E eu só sei que todas se foram
E eu aqui parado
Fui vivendo ao lado de estrelas
Fui vivendo ao lado do Sol
Penso até que o Sol seja uma delas
Penso que tudo flutua
Flutua junto ao rio do tempo
O rio do tempo ruma
A caminho de lugar nenhum
E eu, por não ser nada
Não sou nada
Como nada são as montanhas
Como nada são as pedras, as nuvens
Estrelas e as gentes
Sou somente um velho tronco
De outra árvore que existiu
Que outro dia era semente
E foi crescendo
Cresceu em direção ao Céu
Não sei meu nome
Não me lembro se gravaram
Nome em mim
Só sei que o Céu se move
E move as nuvens e elas chovem
E molhavam minhas folhas
Que secaram, porque tudo chega ao fim
Assim se foram
Como tudo sempre vai
Se vai sem rumo
Destino a lugar nenhum.
Edson Ricardo Paiva.
