Velas
As coisas simples são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las.
Velas acesas no castiçal de prata velha,
lamparinas antigas de azeite a arder..
incenso misturado com óleo, numa taça
de cinzas que geram muitas vezes o tormento.
Rosa bela do jardim mágico, invejosa e triste
incendeia a paixão do tempo esquecido, perdido
quando a alma precisa de um momento de amor.
O passado passa, o futuro acontece no tempo que
existe, das tristezas que esquece, castelos floridos
sorrisos colhidos, amor de encantar que florescem.
Acaricio o doce, afago com a vida e embriago-me
solidão trancada de velhos cadeados enferrujados
palavras escritas num pergaminho de um caminhante
que deixa lembranças, do caminho tantas vezes percorrido.!!!
Minha Nostalgia
Se em minhas velas
Já não sopram os ventos
É sinal que em teu peito
Meu amor já não tem efeito.
Se o gole de run já desce doce
Temo por minha saúde, que é frágil
Pois em um coração que amor não habita
Não há o porquê de ter o dom da vida.
Não há ouro, nem o infinito mar
Não há riquezas muito menos poder
Que compre o verdadeiro sentimento
E a sensação que causa meu sofrimento.
Sofrimento sim, porquê amar por vezes
Nada mais é que um reduto de solidão
E uma longa caminhada que me lança
Determinado à pular no mar de uma prancha.
Nesse mar negro e cheio de lembranças
Que para onde olho, nada vejo
Onde ninguém me vê, mas tudo eu enxergo.
É onde eu conheço quem eu mais detesto
O refém de um revés com seu ouro de tolo.
Um marinheiro sem bússola
Vivendo de maré, um mané
Que já não sabe se é mar ou lágrimas por amar.
Somos como velas que, privados de oxigênio apagamos, com apenas um sopro sucumbimos e ainda que cheguemos até o final, expiraremos, então, não se sinta mais vela que ninguém
Se, a vida é uma viagem, um dos seus segredos é aprender a ajustar as velas cada vez que os ventos mudam de direção.
Passando meio lento, desatento
Me parecia um dia normal
As velas e o porto, tal e qual no cartão postal
Sorri, o jangadeiro ao desembarcar
Refletia toda coragem de Dragão do Mar
E, se por acaso a vida vier de viés e mudar o rumo, ajeite as velas, trace novos planos, contemple um novo destino, e siga e paz. Esqueça onde queria chegar, há muitos caminhos desconhecidos ainda, te esperando passar.
Apaguem as velas, rasguem as capas, quebrem todos os candelabros e revelem nossos segredo para o resto do mundo, ainda assim nossa união será um mistério aos olhos de um não iniciado.
A ausência diminui as paixões pequenas e aumenta as grandes, porque o vento apaga velas e ventila um incêndio. A paixão é o combustível do amor, é fogo que nunca queima e dá vida aos melhores sonhos do mundo. Nada como uma verdadeira paixão para preencher o vazio de um coração!
acende as velas meu amor, é tempo de cantar
é tempo de dançar , minha doce princesinha
seu beijinho de maçã sua bouquinha de ortelã.
eu vou te esperar o tempo
que for, preciso cantar , preciso
trabalhar espera meu amor
acende a chama do amor eu estou chegando para você
eu te amo minha princesa
preciso de você
dança para mim
canta e vem vuando em peito
eu tentei entregar o meu amor
diga sim para mim
me dar aquele bejinho doce
diz para mim o seu amor
dança para mim
canta para mim
meu grande amor
minha doce paixão
Conviver com a hipocrisia e a dissimulação,
vê-las em ação,
tentar-se descolar delas,
são tarefas insanas.
Um grande império foi criado,
Com homens e caravelas,
Com coragem mastros e velas,
Pelo mar foi tudo navegado,
Descobrindo terras e gentios,
Com fortes marinheiros e doenças,
E dentro das almas suas crenças,
E nas velas o vento soprava aos assobios.
Pelos mares nunca dantes navegados,
Homens corajosos mandados por el-rei,
Foram descobrindo caminhos e greis,
Pelas onda do mar foram encorajados,
Aportando em tantas terras desconhecidas,
Conhecendo riquezas e gentios garbosos,
As caravelas ancoradas em lugares assombrosos,
E também pelas doenças se perderam tantas vidas.
Sendo terras suas onde os gentios habitavam,
Eram feitos escravos e vendidos como alimárias,
Em que às suas crenças eram contrárias,
E para nossas terras em trazidos e trabalhavam,
Como animais e com chicotes obrigados,
A servir o império hesitamos sem saber,
E no império todos trabalhavam até morrer,
E a língua portuguesa os professores ensinavam.
Neste país que se chama Portugal governavam el-reis,
Na época de tempos antanhos virado para o mar,
Foram colonizadas terras longínquas por desbravar,
E a religião deste país era ensinada aos infiéis,
Como eram chamados gentios trazidos de tão longe,
Que eles desconheciam e no mercado eram vendidos,
Que eram mais inimigos do que amigos,
E assim perdiam as esperanças do seu horizonte.
Que grande império pelos navegadores conquistado,
Hoje este lindo pais perdeu tudo e voltou a ser pequeno,
Nesta ponta de terra que só tinha olhos para o mar,
E ao fim de tantos anos de tudo foi espoliado,
E assim de grande império passou a pequena terra,
Tal como era no tempo dos descobrimentos,
E das colónias descobertas com tantos sofrimentos,
Passou a ser um pequeno pais, tal e qual como antes era
OBRIGADO!
Mais um dia feliz
A luz abre as portas e espanta as sombras
Amuletos, velas e brancas pombas
Sempre nos livrando e salvando nas batalhas contra o mal
Algumas vezes com intensidade dos trovões e força dos leões...outras com rosas, incensos, pontos e refrões
Nunca faltando sabedoria e caridade
Respeitando o conhecimento trazido pela idade
Tendo orgulho do mais velho e cuidando do mais novo
Trazendo do espírito o abraço, com carinho e conforto
Todos em um só movimento
As águas que regam para o alimento e
choram para nos livrar do sofrimento
Purificam as mãos e furam pedras emocionais
Ao toque macio dos ventos... ver a Sensível natureza e suas arvores gigantescas recheadas de paz e sabedoria, carregando todos os frutos em seus galhos...sejam eles doces ou amargos.
Sem julgar...
Puro amor...
Terra sagrada...
De dia e madrugada
Todos unidos em um só elo
Sem besteiras e desatenções
Do branco novo ao preto velho
Viver só por amor...é isso que eu quero
Seja essa a nossa raça humana
Somente essa...com honra e sem drama
salve nossa humanidade e irmandade
Salve nossa amada umbanda
Obrigado Pai...
Pai nosso! ❤️🙏🏻
15/11/2019 17:30
ThiagoSchwanz
Acendam-se as velas!
Alumía a candeeia!
Aí dormiam elas
Numa casa da aldeia.
A luz faltou
Não sei o que fazer,
Preocupado estou.
Mas vamos escrever!
Caneta, papel e imaginção
À luz da vela reunídos.
Oh, que satisfação!
Despertai os meus sentidos!
Sentidos despertados,
Pela alma da chama,
Transparecem no papel
Através de quem ama.
Que te digo eu?!
A cera derrete pelo tempo vão.
O que me alegra é somente o teu...
O teu coração no meu coração!
"À luz das velas" - Guilherme Pereira (19.12.2019)
