Veio e Passou como um Cometa
Haverá um dia que uma santa padroeira do Brasil, na maior população católica do mundo , será negra por etnia e vida, não mais uma imagem da virgem branca escurecida pelo agir do tempo que esteve em esquecimento, perdida e submersa. Afinal com o avançar dos anos, o próprio povo vai aprender que somos todos bem mais amulatados, pardos e negros, do que brancos.
A arte, a educação e a cultura abrange tudo e quem não pensa assim, não passa de um fazedor e mascate de imagens.
O amor é um sublime sentimento no caminho mas o falso amor um instrumento de conquista, agonia e queda. A vida é bela quando não queremos mentir pra ela.
Na impotente oportunidade de sermos muito felizes, só existe um caminho de felicidade, redobramos os esforços, ora sem nexo e incoerente, de sermos mil vezes mais generosos em multiplicar a felicidade de todo aquele que também, não tem. A justa e perfeita lei da vida é ser feliz, diante de toda opositora tristeza, só cabe uma unica verdade espalhar felicidade por onde caminha para que os outros que hão de caminhar por onde passa tenham um pouco mais de chance, de serem bem mais felizes que você.
E no ultimo adeus, lembranças meio apagadas de quando ainda eramos meninos e crianças, um pouco de nostalgia daquele ultimo olhar de ontem...e sobre a lápide irretocável negra estava nesta hora toda molhada, pouco se sabia onde foi que começou a aguar pelos pingos da chuva e o que era aguado pelas lágrimas da saudade que já começava à crescer....sai da letargia e incompreensão me acordou no momento que todos os presentes em coro gritaram, Amém.
Discordar é um direito. O problema começa quando a ideologia fala mais alto que a razão e a convicção se torna incapacidade de enxergar a realidade.
Feito de Ontens - Capítulo IV — A Poesia das Ruas
A jaqueta jeans, que antes parecia um escudo contra o mundo, agora era apenas um casaco
confortável para uma tarde de outono. Tranquei a porta de casa — não para me esconder do que
ficou lá dentro, mas para descobrir o que estava me esperando lá fora. Havia um burburinho na
cidade, aquela energia típica de um fim de tarde onde as pessoas buscam um pretexto para
desacelerar da rotina.
Caminhei sem rumo até a praça central, o coração pulsante da cidade onde os artistas de rua
costumam se reunir. De longe, notei uma pequena multidão se formando em círculo perto do
chafariz. Um som familiar cortou o ar: o dedilhar ritmado de uma viola e o choro sutil de um
violão. Meu coração deu um salto involuntário, mas não de dor. Foi o eco do reconhecimento.
Aproximei-me devagar, misturando-me aos desconhecidos. No centro da roda, dois rapazes jovens,
com os rostos queimados de sol e o brilho nos olhos de quem está começando, cantavam uma
daquelas músicas do "lado B" do repertório dele — uma daquelas canções profundas que não
tocavam no rádio, mas que ele compôs em uma madrugada chuvosa no nosso quarto.
Fechei os olhos por um segundo. Ao meu redor, as pessoas cantavam em coro, baixinho,
comovidas. Um homem de cabelos brancos limpava o canto do olho; uma jovem segurava a mão do
namorado. Naquele momento, percebi a grandiosidade do que tínhamos vivido. Ele não pertencia
mais apenas à minha saudade ou aos meus discos. Ele pertencia ao vento, ao povo, à memória
afetiva de cada uma daquelas pessoas que nunca o abraçaram, mas que se sentiam abraçadas por
suas palavras.
Quando a música acabou e os aplausos ecoaram pela praça, os rapazes agradeceram e um deles
disse ao microfone: "Essa foi para quem sabe que a boa música nunca morre". Sorri. Dei alguns
passos à frente, tirei uma nota do bolso e a depositei na caixa aberta do violão deles. O jovem
violeiro me olhou, surpreso, e fixou os olhos na jaqueta jeans que eu usava. Ele pareceu reconhecer
a energia.
— Bela jaqueta, moça — disse ele, com um aceno respeitoso com o chapéu. — Ele aprovaria.
— Obrigada — respondi, e pela primeira vez, o agradecimento não veio acompanhado de um nó na
garganta. — Ele com certeza está orgulhoso de vocês.
Dei as costas à roda e continuei minha caminhada. O sol começava a se deitar atrás dos prédios,
pintando o céu de tons de rosa e dourado. Eu estava sozinha na calçada, mas já não me sentia
solitária. O amor dele tinha se transformado em arte pública, e eu, finalmente, fazia parte do público
de novo, pronta para assistir ao espetáculo do mundo.
©nilzacarvalho #nilzacarvalho
Que manhã linda! 🌞 Um novo dia sempre vem com oportunidades, bênçãos e coisas boas! Aprecie cada momento, cada sorriso e cada desafio como uma chance de crescer e ser feliz!
Bom dia! Que o sol brilhe forte e ilumine seu caminho hoje! 🌻
O nacionalismo é uma forma sútil de violência: começa-se amando, com um olho fechado, a própria pátria, e termina-se desprezando, com ambos os olhos fechados, todas as outras.
A felicidade é um sentimento pouco autêntico. Só quando naufragamos no inferno da desesperança nos encontramos - ou melhor, encontramos algo além de nós mesmos.
Somente a prisão pode libertar um homem atormentado pelo próprio crime; enquanto estiver livre, estará preso.
JUDAS: Por que se escandalizam a meu respeito? Trinta moedas é um preço generoso, se comparado aos prazeres fugazes pelos quais os homens traem o seu Senhor.
- O Condenado
Em Êxodo 32, o povo se cansou de esperar por Moisés e decidiu criar um deus que pudesse ver e tocar. O problema da idolatria começa quando trocamos o Deus verdadeiro por aquilo que satisfaz a nossa vontade. Tudo aquilo que ocupa o lugar de Deus no nosso coração se torna um ídolo. Que nunca troquemos a presença de Deus por algo que apenas parece preencher o vazio.
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