Veias
COBRA FERIDA
Demétrio Sena - Magé
Minhas veias têm versos que jamais compus,
porque mágoas tão fundas não podem fluir;
a minh'alma tem pus, acumula segredos
que não sei dividir sem pesar n'outras almas...
Eu me fumo e não solto, sou fumaça presa,
já tomei cada gole do fel desta vida,
sou a cobra ferida que adentrou a lenda
e prefere ficar, pra não ferir o mundo...
Meu estado é de sítio convertido em coma;
tenho a soma das dores que o tempo produz,
mas não ponho na conta; na cruz de ninguém...
Tanto quanto preciso me abrir ou expor,
por favor eu preciso contar só comigo,
nos limites dos versos que sufoco em mim...
AQUI DENTRO
Demétrio Sena - Magé
Só preciso saber que ainda vivo,
minhas veias não param de pulsar,
há um novo motivo a cada dia
pra dormir, acordar e me mover...
É que tudo que vejo está tão nada,
o que dói de sentir está tão tudo,
minha estrada não mostra um horizonte
nem o céu se revela promissor...
Quero colo e sossego, até silêncio
que revele verdades menos duras
às escuras de minhas esperanças...
Eu preciso saber que ainda estou
em quem sou aqui dentro desta caixa
que se fecha pra todos os meus sonhos...
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei
Inexplicável é a ganância dos poderosos, e o egoísmo que destila de suas veias. Pobres homens que se utilizam da fragilidade dos mais fracos, para impor sua arrogância, sua guerra desenfreada pelo poder. A Ação e reação é uma lei imutável a qual ninguém escapa.
Essa imagem no espelho que sou eu
Ninguém além de mim será
Eu vi as veias saltadas na minha testa
Como um grito, saindo da minha cabeça
Eu parecia má, mas insisti em me olhar
Corra criança, vá brincar!
Esqueça o que eles dizem
Só existe no seu caminho o que nele aparecer
Como o nascer do sol
E a estrela que brilha toda noite, mais forte do que a fumaça da cidade
Ela é como você, solitária na luz
Vá para lá, onde miséria não te alcança
Mas corre criança, atrás de você vem o tempo
E a morte para te alcançar
A vida é pega-pega
Uma hora se cansa, se deita e o jogo encerra
Que linda forma de se fazer justiça!
Não restar nada de nós, acabar a vida!
Pega sua fé e guarda
Como as palavras que não existem
Lembra sempre do infinito, e não se esqueça de dormir
Amanhã tem mais
Mesmo sem ter nada
Tendo muito...
Quanto cabe em um dia comum?
Corre pelas minhas veias os sentimentos que tanto me faz calar-me por conta de não ver e nem muito menos sentir o retribuir do coração desejado em questão;
Eu desabo pela minha própria frustração de não fazer parte de sua vida ou dos seus pensamentos nos momentos que perco;
Eu sei que estou aqui, mas não consigo me encontrar nem fazer com que você me perceba no meu mundo pequeno e solitário;
Ser safado não é um erro, pois corre em minhas veias!
É de minha natureza e não nego a mim
O que a mim foi dado por bom
Grado por justiça e beleza;
Não tenho culpa se domino
A arte de provocar
Ou até mesmo arrepiar;
Mas de uma coisa você deve concordar
Imagina-me deitado na sua cama
E tendo um tempo para me amar;
Tenho a marca dos talentos em meu coração
Percorre pelas minhas veias o Don
Assim concedido por Deus...
Para então oferecer a ti;
Não sou poeta, mas um louco...
Apaixonado em arriscar
Tudo para conquistar
O que é meu por direito;
Nas melodias que correm pelas minhas veias
Não precisam de julgamentos de palavras
Mas de sonoridade suaves e músicas de verdade;
Quando você se conhece com pronfundidade e entende o que corre nas suas veias você passa a entender sua família.
Esperança e Otimismo compõem o sangue que corre nas minhas veias e artérias, abastecidos da mais pura, consistente e insistente fé raciocinada
" Madrugada zomba da terra
seca, apaixonada, pedindo amor
chuva corre nas veias dos becos abandonados
e sacia o medo do agricultor
há quem não precise de tanto!
no entanto
resta a verdade acolhida nos beirais
e pássaros inertes,
cuidando dos seus ninhos
"tomara que chova 3 dias sem parar"...
A música é o ar que respiro... é o sangue que corre nas veias e a água que mata minha sede. É amor... é paz... é alegria... e felicidade. Com ela me deito e me levanto. Ela é um privilégio e o dom que Deus me deu. É o alimento que preciso para sobreviver...!
O que nos falta é sangue nas veias. Aquela coisa, sabe, que faz a gente se sentir vivo e atuante. Estamos cada vez mais apáticos. Cada vez mais mornos. Lembro de como reagia se alguém se metesse com um de meus irmãos. Como ficava se alguém se atrevesse a insultar qualquer um dos meus amigos. Como era atrevida e ousada ao defender um estranho que sofresse uma injustiça.
Hoje tudo pode. As pessoas tornaram-se anestesiadas.
Pois é...Se o desaforo não bater a nossa porta, está tudo bem.
Não temos mais garras e dentes. Nos tornamos moralmente gelatinosos. A nossa honra e integridade são de uma plasticidade assustadora. Fazemos vista grossa com a injustiça sofrida pelos outros. Economizamos nas defesas. Somos seletivos ao tomar partido. A maldade alheia não incomoda. A voz alta. A falta de educação e tato ao lidar com crianças ou animais. A crueldade.
Que espécie de seres nos tornamos, por Deus?
Pergunto mil vezes. Mil vezes sem resposta.
