Vc foi uma coisa Boa na minha Vida
A grama vai continuar a crescer, embora que esteja a ser pisoteada.
Foi assim com aqueles que morreram, em momento algum baixaram a guarda. Nós, manteremos-nos firmes, com ou sem fome, por que a força de vontade é o que temos até de sobra.
Continuaremos a lutar por você, África.
ENCONTRO DE ALMAS
Foi assim num sopro,
Como num piscar de olhos
Foi numa estação inesperada,
Que tudo aconteceu.
De repente uma espécie de audição
Tomou conta de mim.
E lá estava ela, em plena aura,
Numa forma anômala.
Apreendi que era um ser de luz.
Havia brilho e calor,
Havia vida e amor.
Algo me seduziu
Inebriante como o absinto
E ao mesmo tempo
Fugaz como o vento.
Uma paralisia
Me entorpeceu o corpo
Algo mais profundo
Me invadiu o ser.
Queria correr, não para fugir,
Mas para senti-la.
Queria existir, não para morrer,
Mas para vivê-la.
Então, eu a senti.
Aproximou-se,
E qual um lobo faminto,
Se alimentou de mim.
Envolveu minha alma em sua alma
E tudo se fez claro e perfeito.
Senti uma espécie de diapasão divino
Uma sonoridade que perpetrou as sendas.
Uma linguagem que jamais ouvira.
Uma voz que jamais falara.
Tudo se fez calmaria,
E tudo se empreendeu.
Era algo inenarrável,
Inexplicável, inexistente.
Um paradoxo de sentimentos.
Eu apenas senti, vivi.
Eu a encontrei.
Eu a amei.
Lembre- se sempre que o amor é algo bom
E que se as vezes eu o contorci foi poesia
Só porque alguém fez um vendaval na sua vida não
Quer dizer que amanhã terá outro.
Sim, estou em fase de superação, e aprendi que é necessário aceitar, que acabou, que foi melhor assim, mesmo que doa na alma, mesmo que pese nas lembranças, você tem que aprender a viver sem, e isso se chama aceitação.
Você se foi, e eu não pude te fazer ficar, eu até tentei, mas estavas tão convicto a partir.
(Gleyssy Kelly Queiroz)
MEU DESPERTAR POETA
Meu despertar poeta foi descrevendo a Lua
Debulhando versos do coração
Riscava e rabiscava
Tecia versos feito artesão.
Amava falar do mar
Imaginava escrever uma canção
Declamava nos meus sonhos
Nos acordes de um violão.
Passei a remendar versos
Cheios de amor e paixão
Mas vinha o tédio
Mudando a inspiração.
Então sentir um despertar
Precisava colocar esperança
Em cada versos que escrevia
Era dedicada a criança.
Hoje meu despertar poético
Vai muito além do universo
O encanto infantil
É o tempero para o meu verso.
Irá Rodrigues
Não foi quando te perdi que o mundo desabou, foi quando me perdi.
Não foi quando estive no fundo do poço que o desespero bateu, foi quando quis ficar lá.
Não foi quando meu bolso ficou vazio que afundei, foi quando meu coração esvaziou.
Não foi quando ninguém me quis que tudo ruiu, foi quando eu mesmo não me quis.
Não foi quando enxerguei a maldade do mundo que entrei em pânico, foi quando descobri minha própria maldade.
Conhecer a si mesmo é a pior das tragédias e a maior das dádivas.
A quarentena nos mostrou que tudo que diziamos que era falta de tempo, na verdade sempre foi falta de prioridade.
Amarelo Rua a Baixo
Não foi fácil saber quais.
Amarelos que nem usas mais!
Nem descer aquela rua.
Alegre como o campo que não lá havia.
Fôramos apedrejados nesse dia.
Naquele frio,
Que ninguém tinha como nós,
Nem a nossa voz dizia ter sentido.
Mas as gotas do teu cabelo...
Essas sim!
Eram o "mim",
O pouco de ti,
O tudo dos teus e o nada,
Dos empertigados.
(nada que eu quisesse, pelo menos)
No dia em que fomos vistos a passar naquela rua,
Já nos conheciam,
Já lá haviam jardineiros,
Varredores rua a baixo...
Rua a cima!
E os porteiros do Jardim Botânico que nos viam
E os motoqueiros da Telepizza que nos deram!
Mas nesse dia era dia de Janeiro.
Não! Espera!
Era o dia que nos dera, como se fosse o ano inteiro!
Mas chegámos lá.
Ah!... Se chegámos lá, menina dos oníricos amarelos.
Lá a uma estrada,
A um rego de água
E a um caminho âmbar.
E lá alguém passava caminhando menos belo.
Sabendo tudo,
Não querendo dizer nada,
Mas alguém que passava disse:
- Deus vou ajude!
- Deus vou ajude meus filhos!
E ajudou tia!
Ajudou tia!
Tanto que sempre serei a forma da ponta do seu cajado!
Quanto a ti...
Não sei de ti nem pra onde foste!
Apenas deixaste os ganchos do teu cabelo
E a minha gaveta desarrumada.
A saudade da seda molhada
E da gota.
Garota, garota, garota!
É o que vejo agora na refracção da gota!
Três pontinhos.
Não chegam, garota!
Não chegam para cozer a ferida de felicidade,
Exposta pelo teu bisturi... na verdade.
Quando foi o teu estaladiço odor escarlate para depois?
Quando foi?
Quando foi a ferida sangrada pelas danças nocturnas dos dois?
Quando foi?
Pela foz do cais.
Pela voz do Rui.
Pela pedras marginais.
Pelo Porto sem sentido.
Pela cascata de mãos dadas,
No eco das Arrábidas!
Gritos felizes...
Berros no bruto pra escutar no ouvido.
Agora o Cronos,
Olha para o dia da ferida,
Para o depois da felicidade,
Para a parede fria... prá nostalgia
E vê-te a ti, garota,
Vê o teu bisturi,
Vê o corte de felicidade,
O desnorte
E os teus tais três pontos de Saudade!
Saudade, saudade, saudade de ti, garota!
Saudade dos amarelos que não usas mais.
e nada mais é
se não arte
uma bica
e um fim de tarde
em Marte
O coronavírus foi capaz de diminuir a convivência entre as pessoas, o que já foi ocasionado pelo vírus digital.
Desencontros
Onde foi que nossos olhos se perderam
Onde foi que nossos corações
se desviaram?
Para onde foram os sentimentos
Que em mim se engasgaram
Para onde foram as borboletas
Que aqui habitaram um dia
Para onde foi todo o nosso amor?
Estou em abstinência
Esse amor que tanto me vicia
Que me leva a loucura
Para onde foram, todas as flores?
Meu bem.
Se um dia teve recordações não saudáveis em um relacionamento,então não foi amor, foi apenas escravidão de um momento de fraqueza.
the dream is always the same
pelo olhar sensível de gael, anita foi registrada
ao sorver seu remédio urbano, uma panaceia
de talos nutridos em gosma atmosférica
da dedigrisa pauliceia desvairada
simulacro bem efeito e postado
ante o brilho de coreografado reboliço
de dedos glissantes e stacattos
o par ex-sedento caiu na trombada
no que a chôcha vontade degringolava
e se quase cantava batalha gorada
gael cuidava de martelar o pino
na prenda rosa-médio cada vez mais baça
anita lhe dizia, sem fogo nas bilas vagas
que uma diezira tremenda lhe acometia
ao superlotar-se a polpa sanga
de estandartes fincados em várzea
gael, já morto no banhado
– o coco esbagaçado –
queixou-se de cafubira baita
e baliu: não sei de nada!!!
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