Vc foi uma coisa Boa na minha Vida
A gente acorda, planeja o dia, coloca lembretes e post-its por todo canto para nos lembrar de executar esses planos sem nenhuma falha, sem nenhum esquecimento.
O fato é que a gente nunca anota ou faz um lembrete de que talvez esses planos não cheguem ao final, que deveremos estar preparados para sermos bruscamente interrompidos pelo eventos naturais da vida.
Eu nunca colei um bilhete na geladeira para me lembrar que tal dia meu mundo desabaria, assim como eu fazia com as consultas médicas.
Eu nunca saí de casa para trabalhar, preparada para não almoçar sabendo que meu estômago se contorceria dentro do corpo por medo, dor, fadiga...
O que eu quero dizer é que a gente nunca está preparada para que o mundo desabe em nossas cabeças, mas ele desaba e nos quebra em pedacinhos!
Ao longo dos anos perdemos pessoas importantes, que nunca estivemos preparadas para perder, mesmo sabendo que um dia todo mundo se vai.
Veja aqui a vida nos tornando caquinhos diante das fatalidades.
Ao longo dos anos erramos e erramos muito, mesmo que esses erros sejam consequências das tentativa de acertos.
A gente perde amizades, perde amores, perde laços, afetos que fazem muita falta quando a gente para pensar, mas não dá pra voltar no tempo, não é mesmo?
Infelizmente ou felizmente não sei bem ao certo, depende do dia, não dá pra voltar e consertar os erros, mas da pra ajeitar o "daqui pra frente", da pra arrumar o "de hoje em diante".
Eu como todo ser humano já errei, errei inúmeras vezes, cometi erros irreparáveis, cometi erros que nem o perdão é capaz de amenizar.
Não, eu não matei ninguém, nem roubei ninguém, nem cometi qualquer ato criminal perante a lei dos homens.
Mas na lei do bom senso eu passei dos limites! Eu me descontrolei, doeu, eu não soube agir. Eu matei os meus afetos, eu roubei os meus próprios sonhos. Não eu também não culpo a vida, o destino, a Deus, nem a ninguém. A culpa dos meus erros são só minhas.
Quando eu fechei as portas, joguei minha mala nos ombros e caminhando lentamente em direção aquele ônibus que me levaria a certo destino, um novo rumo, fui derramando lágrimas pelo caminho, como as migalhas de pão naquele conto infantil, em cada passo carregado de medos, incertezas e esperanças, eu me sentia uma criança perdida, acuada, desprotegida em busca de qualquer coisa mínima que eu pudesse agarrar como um porto seguro, em busca de um conforto sentimental.
Tudo que eu encontrei foi um caminho novamente cheio de erros.
Quando olho tudo que perdi, tudo que poderia ter e não tive, tudo que eu deveria ser e não fui, eu lamento, dói, eu me entristeço.
O fato que ninguém nunca vai saber no íntimo as dores que fazer alguém tomar um certo rumo, nem passando pelas mesmas. Porque cada pessoa é diferente, agem distintamente, não dá pra julgar, aliás nem devemos, isso é algo que não cabe a nós.
Apesar de ter voltado para a mesma cidade, não encontrei nada da maneira como eu deixei, apesar do pouco tempo.
A casa já não era mais minha, meus móveis já não eram meus, o emprego promissor já havia encontrado substituta, meus amigos já não eram meus. A única coisa que ainda me pertecia nesse lugar, era a culpa.
A culpa por não ter mais nada.
Mas caramba, que droga! Eles me fazem falta, só que a quatro anos atrás não existia um manual para sabermos como agir quando nosso coração fosse estraçalhado, eu aprendi sozinha!!! E a novidade é que hoje esse manual ainda não existe, é só o tempo mesmo.
Mês passado meu mundo explodiu novamente e eu nem tinha deixado um lembrete na geladeira que aconteceria, mas dessa vez doeu bem menos! Porque hoje eu vejo que eu amadureci, como uma frase que eu li uma vez "Amadureci com o passar dos (d)anos."
De tudo eu conclui que: O tempo vai passar e a gente vai continuar errando. As decepções serão as mesmas ou até maiores, mas elas irão doer cada vez menos e você estará cada vez mais forte!
E o coração, ah, o coração! Esse tem que ser tipo fênix: renascer das cinzas e aprender a voar de novo.
" A nossa vida é como areia entre os dedos,
Vão fluindo como o tempo.
Por anos, meses, dias, horas, minutos,
segundos por segundos...
São memórias que se desvanecem...
Vão se esgotando pouco a pouco.
Mas os nossos sentimentos ficam colados à alma, como grãos de areia na pele."
Tempo perdido
"Às vezes eu me pergunto:O que está acontecendo?
Olho para o lado e só vejo mágoas, tristezas e insegurança.
Parece que nada tem sentido!
Onde estão os meus sonhos? Viraram grandes pesadelos.
E os planos que fiz? Ficaram inacabados.
Tantas desilusões! Tantas incertezas.
Há tantas perguntas sem respostas.
Quanto tempo perdido por nada.
Foram tantos desejos não realizados,
Palavras que se perderam,
Quantas promessas esquecidas,
Tanto amor acumulado no peito,
Pois há alguém morando dentro de mim.
Será que ainda há tempo pra juntar o que restou? Não sei!
Mas o que restou de bom em mim?
Talvez só lembranças...De alguém que escondi
nas profundezas do coração.
Num tempo perdido,
Onde minha alma chora de saudades."
___Roseane Rodrigues___
INJUSTIFICADO LIMPADOR DE PARA-BRISA*
Chovia mansinho. Ainda demoraríamos uns 20 minutos para chegar ao nosso destino. O limpador de para-brisa, em seu vai e vem vagaroso, embalava nossas conversas sobre a vida, amores, família, filhos, trabalho e feminices. Avistei a placa daquele quebra-molas e desacelerei o carro para ultrapassar suavemente o obstáculo arredondado.
Naquele momento, desacelerou também a nossa conversa frouxa. Dei conta daquele instante raro de silêncio entre nós, irmãs tagarelas, e vi ali a oportunidade de fazer uma pergunta polêmica, complexa e profunda, que andava borbulhando na minha cabeça nos últimos dias.
– Mana, preciso te perguntar algo – era o sinal para que ela já se preparasse para o “chumbo grosso”. – Sabe aquele tipo de pergunta que todo mundo tem até vontade, mas não tem coragem suficiente para fazer? Que todo mundo diz que é pecado, e se perguntarmos isso alguma vez na vida… Vamos direto para o Inferno?
– Pergunte – disse franzindo a testa.
– Desde pequenas nossos pais nos educaram dentro de Igrejas. Fomos motivadas a ler a Bíblia por completo várias vezes; foram infinitos os domingos em que nos dedicávamos a conhecer as Escrituras, os milagres de Jesus, do Gênese ao Apocalipse. Sabemos tudo de “cor e salteado” e fomos orientadas a viver uma vida baseada nos Dez Mandamentos, a não nos distanciarmos de Deus e evitar o Pecado a todo custo, a orar agradecendo pelo alimento, pelo dia e pela saúde… Conhecemos também o Mal, o Diabo e o Inferno… E todo o Lado Negro da Força. Sabemos sobre o Livre Arbítrio e que todas as coisas são permitidas, mas nem todas nos convêm. No fim de tudo isso, se formos bem boazinhas aqui na Terra, receberemos o nosso “Galardão” nos Céus…
– Tá, mas cadê a pergunta? – Bufou, já ansiosa.
– Calma, deixa eu terminar o raciocínio – retruquei. – Então, se obedecermos às Sagradas Escrituras e aceitarmos Jesus como nosso Salvador teremos um lugar nos Céus, com anjinhos batendo suas asas ao nosso lado, e, dependendo de nossas Boas Obras, poderemos morar em um grande palácio ou passar as noites em bancos de madeiras rústicas nas praças do Céu…
– Isso, você fez um bom resumo, – ela completou. – Nós aprendemos essas coisas em nossa infância e adolescência. Depois disso, cada uma de nós, da sua forma, foi pesquisar e aprofundar o que mais havia além disso. Nós duas somos muito curiosas e acabamos por entender outras vertentes, outras interpretações, outras crenças e religiões. Mas ainda não sei qual é a pergunta. Desembucha!
– Então… A sua fé faz com que você acredite que, quando você “bater as botas”, já que foi uma boa pessoa, vai ser recrutada para ir para o Céu, etc., etc. Tá, mas… E se você morrer e “perceber” que não tem nada disso? Que tudo isso foi construído pura e simplesmente para trazer uma Ordem Natural às sociedades, para vivermos uma Matrix equilibrada, sem fazermos muita m* o tempo todo? Que tudo isso não passa de uma grande ilusão? Tipo… Morreu e vira só um saquinho de lixo preto com ossos, só matéria, sem Espírito, Alma nem nada que não se possa provar.
– Hum… Eu tenho uma resposta, mas é bem pessoal. – Disse piscando rapidamente os seus olhos verdes.
– Antes de responder, não me julgue por isso. Nos últimos anos o meu apego à Ciência aumentou assustadoramente, e essa coisa de estudar demais apura o nosso senso crítico, e começamos a questionar sobre coisas que antes nós entendíamos como verdades absolutas, inargumentáveis… – Disse, já meio arrependida.
– Eu sei como é, maninha, não me importo e você está certa em sempre questionar, sendo a pessoa racional que você é, já me acostumei. Mas olha, minha resposta é simples. Se eu morrer e virar só um saquinho preto de ossos, e “descobrir” depois que nada disso é verdade, paciência. Mas pensa: Se eu morrer e tudo isso for verdade e eu for totalmente pega de surpresa? Se tudo o que aprendemos a vida toda for real e eu estiver despreparada? Quero morar em banco de praça não… Muito menos quero ficar voltando um monte de vezes aqui na Terra até meu Espírito evoluir a ponto de eu merecer morar mais próximo de Deus… Pensa que chatice? Que perda absurda de tempo? Prefiro ser mais estratégica. E pensar que existe um “além túmulo” me deixa mais feliz. Pronto.
Pensativa, concluí, já aliviando a tensão da conversa: – Então vamos combinar assim. Quem morrer primeiro vai dar um jeito de avisar para a outra; vai fazer um esforço absurdo para aparecer e contar tudo o que está acontecendo. O que acha? E olha, se eu aparecer bem linda, maquiada, perfumada, magra, purpurinada e de roupa branca em seu sonho tentando falar com você, faça-me o favor de levar a sério, não surtar e prestar bastante atenção, ok?
– Lá vem você com essas suas conversas idiotas. Você vai morrer com 125 anos como combinamos. E se morrer antes, arruma um jeito de não voltar, a direção é para cima, e não para baixo! Vai caçar o que fazer por lá, vai! Bruxa! Fantasma! – Esbravejou, com uma expressão que misturava raiva e a sua graça peculiar.
Explodimos as duas em gargalhadas, até verter água dos nossos olhos. Nesse momento, desliguei o agora injustificado limpador de para-brisa para admirarmos melhor o brilhante sol poente e aquele festival de cores sublimes que ele produzia, junto às nuvens, lá no horizonte… Até o nosso destino.
* Se você não entendeu o título, eu explico: Somente a chuva, que as vezes impede a nossa visão, justifica o uso do limpador de para-brisa para seguirmos bem e com segurança. Se a chuva cessa, nada deveria nos impedir de olhar o que tem de bonito no horizonte. Assim também são as nossas verdades absolutas. Elas são os nossos limpadores de para-brisas em dias de sol: servem simplesmente para atrapalhar ou impedir que enxerguemos melhor o mundo, o Universo e as riquíssimas concepções diferentes das nossas.
Quão chato seria esse mundo sem as crianças!
Somos responsáveis por nossas crianças e devemos oferecer-lhes a possibilidade para criarem as bases de suas estruturas e se tornarem pessoas normais. Uma criança que recebe uma infância feliz se torna um adulto feliz, é uma recíproca de valores e um ato de amor fundamental na vida dos pequenos, algo tão relevante que reflete boa influência em nossas vidas. É realmente gratificante coexistir com uma criança, pois elas têm tanto a nos ensinar, se prestarmos mais atenção no comportamento infantil, podemos notar que aquela pequena criatura abunda em conhecimento, inocência e amor natos, algo que vai muito além da nossa compreensão. Portanto é realmente importante para os adultos a interação com as crianças, sobretudo o desprendimento sentimental, que gera a ligação entre duas pessoas, fato que para as crianças é algo extremamente natural, uma vez que para elas, embora pais, tios, irmãos ou avós somos os seus benfeitores. Em nossa vida adulta lidamos com inúmeros problemas, alguns transcendem e invadem o mundo das crianças, logo, isso não deve acontecer, uma vez que podem gerar transtornos psicológicos irreversíveis, mas com uma boa dose de bom-senso podemos evitar que isso ocorra, afinal, na condição de benfeitor cabe a nós a responsabilidade de um protetor. Já pensou se nascêssemos todos adultos, quão chato seria esse mundo sem as crianças!
"Por que o ser humano tem como maior defeito ocultar seus reais sentimentos e transformar a vida em uma incógnita desnecessária? Somos seres contraditórios, somos o oposto do dever de mostrar o jogo e parar de adiar a felicidade por devaneios."
Cada lágrima derramada eu guardo em um pequeno pote, junto um pouco de de areia e construo o meu pequeno mar,
onde volto a sorrir e sonhar!
Sergio Fornasari
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