Vamos ser Amigos sim
Sim é verdade
Estou tranquilo porque me abandono na vontade de Deus
que sabe o que é melhor para mim
No entanto, é tão grande o meu desejo
De ser seu amado
Que se depesse de mim
Estaria disposto a passar a vida inteira
Apanhar folhas caidas das arvores
Sozinho não consigo
Porque me firo
Em querer o que talvez não esteja destinado a mim
Se houvesse
Um equilibrio de necessidade e afecto
Entre tu e eu
Confesso que estariamos muito de parabéns
Enfim este seu silêncio magoa-me
Muito, feito o cravo apunhalado em meu peito
O que faço?
Sofrer em silêncio?
Esquece-la?
Não desistir lutar até ao fim?
O que faço
Se a única coisa que sei
É ama-la e sentir sua falta
Em minha vida por ser:
Minha vida
Minha fortaleza
Meu lar, meu mundo
A metade que falta em mim...
Para: AMV
CAMILLE MONFORT.
– Onde Mora o Insondável de Mim.
"Sim, o sangue já não destona, apenas decanta..."
Os relógios cessaram. No sótão das lembranças, a hora já não é unidade de tempo, mas de dor prolongada.
Camille Monfort reina ali, onde os sentidos se misturam e se desfiguram. Ela não retorna por piedade — retorna porque a psique tem suas próprias ruínas, e ali ela se deita.
Não há afeto puro que sobreviva ao abismo do inconsciente.
Ela não ama, ela convoca.
“Gentilmente”, sim, ela pede...
Mas há sempre um brilho abissal no olhar que persuade a entrega como se fosse escolha.
E o corpo? Torna-se altar de uma paixão que exige oferenda contínua — veias, pele, lágrima — tudo deve ser entregue a esse sacrário espectral.
Freud jamais compreenderia Camille.
Nietzsche talvez a adorasse, como adorou Ariadne —
mas só Schopenhauer poderia senti-la de fato:
pois há um princípio de dor que rege o mundo...
e ela é sua filha mais bela.
“Paira sobre meu túmulo vazio...”
Ela paira, sim.
Mas não como lembrança —
Camille Monfort é uma ideia.
Uma fixação doentia que tomou forma e vestiu perfume.
É o arquétipo da beleza que enlouquece, do amor que não consola, da presença que evoca o suicídio da razão.
É a Musa sem clemência, que exige poesia mesmo do sangue quente no chão.
E quem a ama, dissolve-se... feliz por ser dissolvido.
“Sorrir é perigoso”, ele confessa —
e a psicologia lúgubre responde:
porque o sorriso, quando nasce sob os escombros da alma, torna-se um riso espectral...
e esse riso é o prenúncio do desespero existencial.
Camille é o eco do que foi belo demais para ser mantido.
Ela é a presença da ausência, o desejo daquilo que já foi consumido pelo próprio desejar.
E ela sabe. Oh, ela sabe.
Por isso, volta. Não para salvar, mas para recordar ao seu devoto que a eternidade também pode ser um cárcere sem grades basta amar alguém que nunca morre.
Não existem pessoas melhores do que outras .
Existem sim, atitudes melhores do que outras , ideias melhores que outras , ideais melhores do que outros , mas pessoas melhores que outras , não.
O mais rico do mundo, nunca conseguiria viver
sem o pobre...
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
Sonho com uma escola que não ensine, e sim, com uma escola que seja o aprendizado. Uma escola com conhecimento nos espaços e nas interações com todos. Um local para viver com vontade de aprender, de pertencer, de Ser .... e quem sabe, poderá até mesmo haver conhecimento nas aulas também.
Sou casado,
sem sim sim da igreja
nem eu deixo do estado.
Somos um casal em seus lares
compartilhando todos os ares
de serem eternos namorados.
No convívio com idiotas, pode-se sim, se extrair algumas "vantagens". Dentre elas, a de se cultivar algo sublime e eles, não entenderem absolutamente NADA.
Dizem que só quem apanha não esquece. Quem bate, sim.
Isso é mentira!
Pois me lembro, sim, de toda vez que bati com a minha cara na mão dos outros!
🤪
Sobre se Deus pode ou não violar o Livre-Arbítrio.
Respondo: E parece que sim.
1- Semelhante a vida que Deus deu a cada um, sem perguntar a um indivíduo antes deste existir, se queria ou não existir, e como Deus mata esse mesmo indivíduo sem perguntar a ele se quer ou não morrer, e de que forma quer morrer, parece que também assim fora entregue aos homens o dom do Livre-Arbítrio!
2- O Livre-Arbítrio, como a vida, fora dado por uma decisão unilateral de Deus. Pois foi do agrado de Deus que, junto com a vida, concedesse também ao homem, o Livre-Arbítrio.
3- Assim como a vida é um dom ofertado ao homem, por Deus, e Deus a tira de um indivíduo quando e como bem quiser, porque cada indivíduo é propriedade divinamente legal de Deus, Deus também pode, por assim dizer, violar o Livre-Arbítrio, por ser este um também presente dado por Deus aos homens, para que o Livre-Arbítrio, adornasse a vida.
4- Deus não peca quando viola o que Ele mesmo estabeleceu. Na verdade, nem de violação tal ação deveria ser conceituada. Pois violar, seria infringir algo que não pertença a um indivíduo que violou.
5- E se o Livre-Arbítrio é um dom inventado e presenteado por Deus, aos homens, logo, por ser dom legal dEle, Ele pode se apropriar quando bem entender e da forma como bem lhe convier, desse bem dado aos indivíduos, chamado Livre-Arbítrio, sem que com isso Deus seja acusado de estar violando algo que pertença LEGALMENTE a Ele. ( Pois não se viola, como demonstrei acima, o que se pertence por direito, ao próprio indivíduo).
6- Se um indivíduo é dono de uma casa e pode entrar nela quando e como preferir, porque a casa é sua propriedade, assim também Deus pode, por direito divinamente legal, entrar na vontade de cada indivíduo e impedir a vontade desse indivíduo, pondo no lugar dela, Sua própria Divina vontade.
7- Assim como ninguém acusa Deus de ter, unilateralmente, dado a vida a um indivíduo, nem O acusa de tirar essa vida quando e como quer, da mesma forma Deus não deve ser acusado de entrar na mente e coração de um indivíduo quando e da forma como entender!!!
Por: *Fábio 🦉Silva*
Acerca do Mérito e do Propósito
Nem tudo que Deus faz, faz, com base no mérito. Mas sim com base no propósito que Ele tem. Podemos usar como exemplo, e explicar, portanto, melhor isso, usando a terça parte Angélica que se rebelou, através de Lúcifer e o próprio Lúcifer. Pois antes de os ter feito, consultando Seu Todo-Poderoso dom de Onisciência, com base nele, poderia ter se negado a fazê-los; porque, de antemão, saberia que, supervenientemente, eles, O iriam trair!
Então, por que Deus os fez, e dotou Lúcifer com toda aquela glória que tinha, mesmo assim? Porque Deus olhou o propósito de sua existência e, ele, o propósito, pesou mais em Sua Eterna balança, do que o mérito deles! Assim também foi com o Homem, Adão e, por conseguinte, com toda Humanidade.
Deus os fez, não pelo mérito. Pois pelo mérito, mereceríamos a Morte eterna. O desprezo eterno. A maldição, a desgraça... Não mereceríamos sequer existir, porque O traímos!!! Mas Deus resolveu manifestar a Bondade de criar, porque o propósito da manifestação de Seu amor, está acima de todo e qualquer mérito de qualquer criatura.
Não são as naturais diferenças
que nos dividem, antagonizam...
E sim, nossa habitual inabilidade
em reconhecê-las como oportunas referências; um vital anteparo ao nosso aperfeiçoamento
e autonomia íntima!
... a Verdade
resume-se em dois advérbios
sobremodo enfáticos e ao mesmo
tempo perfeitamente simples:
o sim e o não - e tudo que não
obedeça tal conformidade
será mero falatórioou
vista grossa!
