Vamos ser Amigos sim
Gosto das coisas perfeitas. Bem feitas, bem acabadas, redondas. Sim, redondas, porque tudo o que é circular encerra em si essa ideia de perfeição, de completude. E quem é que não quer se sentir completo ou perfeito?
Quando nos cercamos de coisas perfeitas, é como se nos aproximássemos, de alguma forma, da própria perfeição. Gosto do alinhamento dos quadros na parede, da minha estante de livros sem nenhum arranhão, dos tapetes limpos e imaculados, das roupas bem passadas, dos livros alinhados, da ordem e do progresso (ao menos no que diz a respeito à vida pessoal). Gosto quando o bolo assado sai inteirinho da forma, quando o suflê não desanda, quando consigo cumprir todos os prazos. Gosto quando encontro facilmente as coisas porque estão bem organizadas e não é custoso ou perda de tempo acha-las. Gosto de pensar que às vezes, mas só às vezes as coisas estão perfeitas. E que a vida assim não só é melhor como é possível.
Mas as coisas, como as pessoas, sofrem desgastes. Sofrem pelo uso e pela ação do tempo. Desbotam, lascam, se desalinham, se descompõem. As coisas, como as pessoas, são dadas à imperfeição. E o imperfeito não é de todo feio. Nem condenável. A primeira vez que dei por uma pequena lasca em minha estante de livros, quis chorar. De pura raiva. Tinham-lhe roubado o aspecto de coisa nova, de coisa perfeita. Não era mais a estante mais bonita do mundo. E no entanto, ainda servia para o uso, o que tornaria uma aberração o seu descarte. Não me restou senão concordar. Habituei-me a vê-la assim, com um discreto machucado, como uma pessoa se habitua a uma cicatriz.
Sim, é possível habituar-se à imperfeição. Desde que se perceba que as coisas imperfeitas são, na verdade, imperfeitas porque usadas, manuseadas, vividas. Só o que não tem uso ou vida permanece intacto. E o que é desprovido de uso ou vida é também desprovido de valor.
Leia bem: não se trata de deixar a casa cair, de não se fazer reparos ou manutenções. Nem de relatar o estado terminal de certos objetos ou relações. Trata-se apenas de uma espécie de aceitação daquilo que não pode ser mudado porque mudado está. Aceitar que as coisas, ou relacionamentos, só têm continuidade e permanência quando ao consentir que se encontrem mudados mudamos também. Serve pra minha estante. Mas pode bem servir pra todo o mais.
Continuo gostando das coisas (aparentemente) perfeitas. Continuo gostando das coisas organizadas e de quando tudo dá certo. Mas estou aprendendo a amar a imperfeição. Não só a das coisas. Também a das pessoas, a dos relacionamentos, a da natureza. Porque no centro de toda imperfeição está a mudança, o movimento, que nos impõem lançar mão de um novo olhar sobre o mundo. Sem esse olhar resvalamos para um perfeccionismo que neurotiza, frustra e decepciona, porque jamais será real. O real é da ordem do imperfeito. E não raras vezes, pode ser belo e bom.
E há, finalmente, aquelas imperfeições que só nós mesmos conhecemos, sejam do corpo, sejam da alma. As mais íntimas, mais resguardadas. Não há que revelá-las. Tampouco esforçar-se para ocultá-las. Há apenas que saber com elas conviver. Só aprendemos a amar a imperfeição quando nela nos reconhecemos.
Gosto, sim, de pensar que as coisas às vezes, mas só às vezes estão perfeitas. Mas também gosto que estejam no mais das vezes imperfeitas. Vê-las como são, em sua mais completa imperfeição, me aproxima do que é real. E descubro a cada dia que a vida assim não só é possível como é (bem) melhor.
O sol da manhã me diz que sim
Que o brilho do seu olhar não tem fim
Esses olhos de um mar inexplorado
Escondem pedaços de um coração machucado
Vou navegando de onda em onda
Esperando que sua boca me responda
Que seu olhar encontre o meu
Pois meu coração acelera
E minha respiração ofega
A cada sorriso seu
Sei que te põe a pensar
A se questionar
Se é o certo
Se não irá se machucar
Te confirmo de imediato
que a dor e o amor
andam lado a lado
Frase do dia 07/10/2016
Não transfira suas perturbações diárias para outras pessoas, precisa sim descobrir o que há de errado dentro de você.
O autoconhecimento é uma viagem sim, talvez a caminhada mais esperada por nossa Essência, onde nos esgueiramos por entre sombras e medos recolhidos ao longo de nossa vivência.
E quando conseguimos atravessar algum vale mergulhado na inconsciência de nossos temores, deixamos para trás um indesejado pedaço de nossas dores emocionais, que por vezes nos faz sentir a sensação de uma cirurgia. Mas o que fica para trás não é um pedaço de nós, e sim algo que nos impedia de sentir quem somos.
É um movimento que vai nos levando a nos aproximarmos de nosso verdadeiro Eu. Por isso podemos ter momentos reflexivos, sonhos que brotam de nosso simbólico universo com mensagens muitas vezes incoerentes, mas que mais adiante irão fazendo sentido em nosso sentir, alargando nossa consciência, e revelando-nos mais leves, mais “em nós mesmos”. Um sentido de segurança diferente do desejado pelo ego, pois vamos nos sentindo bem, independentemente do que acontece à nossa volta.
Siga conforme sua vontade, a vontade de seu Coração, e a cada dia mais você se expressará com a coragem de Ser quem você é.
Outra vez
Se o acaso nos quisesse, seriamos dele por todo fim.
Mas resolvemos dizer sim a caminhos diferentes,
No fim da noite na hora de dormi.
Costumávamos a lembrar das coisas bobas da infância, que podiam ainda existir.
Mas o acaso não nos condenou a sermos assim,
Por uma coisa boba, pagamos o preço no fim da tarde, na hora de ver o sol partir.
Lembra-se dele, eram tantas coisas, tantas cores, de mil formas e infinitos sins.
Era teu sorriso, era tua forma de me dizer fique aqui,
Era teu sorriso, que cantava em meus olhos, era tua boca, enroscada em meu rosto de mil formas sem fim.
Era tua voz, era tuas músicas que me embalavam em teus braços, meu sono acordado sem fim.
Era teu sorriso, era tua forma, teu jeito exagerado,
Exagerado jeito de expressar o teu sorrir, intenso e delicado eras tu ser sem fim.
Eram tantas coisas, tantas cores, de mil formas e infinitos sins...
E se, o acaso nos quisesse, outra vez,
Você diria sim?
Mudar é sempre bom, mudar sempre faz bem, mas a melhor mudança não está na nossa aparência, e sim no nosso interior!
O verdadeiro cego não é o que não tem visão, mas sim aquele que só enxerga aquilo que quer ver, pois esse não é cego dos olhos nas cego da alma...
"As pessoas e o mundo não são tal qual EU ou VOCÊ gostaríamos que fossem, mas Sim como devem ser..."
O ato de defecar é sublime.
Sim! voce leu certo
Nesse momento, nao existe rico, nao existe pobre, feio ou bonito.
Nesse momento somos todos iguais
Eu, vc, e todos os outros animais.
Uma reflexao para ficar nos anais da historia
E nada mais
Eu perco as esperanças sim. E quem não perde? É bom deixar certas metas de lado e buscar outras. Buscar outros caminhos. Mudar! Inovar! Faz parte da vida, não é? O que não faz parte é desistir de ser feliz.
