Vamos ser Amigos sim
Enxergar uma pessoa pelo o que te oferece é o mesmo que guardar a embalagem do presente e jogar seu conteúdo fora.
Somos substituíveis, quando não, nossa ausência pode ser aceita e vezes até superada, não somos únicos e nem eternos, à não ser para nós mesmos.
No panorama atual da existência humana, é intrigante observar como algumas mentes ousadas são rotuladas como insanas simplesmente por sua capacidade de conceber grandiosos ideais. Neste contexto, surge a perspicaz reflexão de que, para muitos, a normatividade é equiparada à mediocridade intelectual.
Aqueles que ousam abraçar horizontes mais vastos e desafios mais profundos são frequentemente mal compreendidos e, pior ainda, desqualificados como "loucos". No entanto, essa associação precipitada entre genialidade e insanidade remonta a tempos imemoriais na história da humanidade. Uma sociedade que estigmatiza a audácia de pensar além das convenções estabelecidas é uma sociedade que, de certa forma, aprisiona a própria evolução de seu potencial.
A busca incessante pela "normalidade" tem sido muitas vezes um obstáculo à inovação, ao progresso e à expansão do conhecimento. A sabedoria reside, talvez, na compreensão de que a loucura, muitas vezes, não é mais do que uma perspectiva radical e não convencional sobre a realidade. Ser "normal", nesse contexto, pode ser interpretado como uma aceitação taciturna da estagnação, uma submissão à inércia do pensamento.
Portanto, a questão central que emerge é: quem são os verdadeiramente insanos? Aqueles que desafiam as barreiras impostas pelas normas sociais, que se aventuram no território desconhecido do pensamento criativo e da visão ambiciosa, ou aqueles que, por medo ou conformidade, se contentam em permanecer dentro dos limites estreitos do status quo?
Neste dilema, somos convidados a reconsiderar nossas próprias noções de sanidade e loucura, reconhecendo que a verdadeira riqueza da experiência humana muitas vezes reside na capacidade de transcender o "normal" em busca do extraordinário. No fim das contas, talvez seja mais sábio pensar grande e correr o risco de ser rotulado como "louco" do que se acomodar na apatia da mediocridade.
Nenhuma circunstância, boa ou má, possui capacidade para te definir.
O que te define é a forma como a irás encarar.
Só assim demonstrarás o teu carácter, a tua autenticidade.
Eu sou a observação
Eu sou a sensibilidade
Sou a tristeza quando sofro
A alegria quando realizo
Sou a dor quando a ignorância grita
Sou a paz e a ausência
Sou a felicidade de alguém quando assim desejo
Sou o perdão quando não julgo
Sou a bondade quando a miséria se mostra
Sou a raiva se a humildade se afasta
Sou a Luz, quando o amor que quero
sou capaz de oferecer
Somos a alma em flor
Em dor
A alma em sangue
Somos a vida na alma
E nela também a morte
Na alma a calma
Angústia e euforia
Somos quem podemos ser
Na ânsia do Ser.
O homem que deixa o ego ser maior que o Ser interior nunca está farto, quanto mais tem, mais vazio se torna, quanto mais quer, menos sabe do que precisa.
A grande inquietação humana está claramente definida pela ausência de conhecimento de si mesmo.
