Vamos Rir
Enquanto esperamos
a oportunidade de viver
vamos morrendo
No próximo ano
Haverei de me lembrar ainda
daquilo que ontem
eu estava lendo
E enquanto mergulhava
minha cara e meu tempo
Nos livros e em velhos arquivos
não percebia
Um pássaro preto me olhando
Sentado num galho
aqui perto
Enquanto eu enchia
Meus olhos de nuvens
Meu peito tornou-se um deserto
Enquanto eu coava uma mosca
Uma Cáfila passou blaterando
Erguia meus olhos,
de vez em quando
Mas não via, não sentia
Nada mais me comovia
A noite acabou
Enquanto eu aguardava o dia
E a Cotovia não cantou
Querendo apurar meu senso estético
tornei-me errático
pragmático e simplesmente
Estático
Procurei muito longe
Aquilo que estava perto
viver é viver
Algo simples e complicado
É mais que nascer e morrer
É saber corrigir no tempo certo
Reconhecer que está errado
E enquanto isso o tempo corre
E o que está escrito
Não se apaga
Feio ou bonito
indiferente ou sentida
cada palavra, cada gesto
e cada pensamento
gravados no livro da vida
Assim como todos
Os sonhos e esperanças
Intensamente vividas
Ou então
Na noite dos tempos perdidas
Quando vamos entender que o político não é eleito para se meter em nossas vidas, mas simplesmente para gerir o bem público e prestar contas disso?
Feito grãos, é do nosso atrito com outras pessoas que vamos perdendo nossas cascas, nossas couraças, nossas carapaças.
Não vivemos muita coisa. Nem vamos viver.
Não rodopiamos na chuva
Não caminhamos por aí, sem rumo
Não fizemos planos
Não trouxemos para casa um gato abandonado
Não assistimos juntos um filme antigo
Não dividimos o sorvete no mesmo pote
Não cultivamos plantas, medos, sonhos, almas
E agora?
Agora, é adeus e boa sorte.
Rumo ao frio, ao vazio, ao desconhecido!
Ainda vamos descobrir um jeito de ficarmos juntos
Juntos na chuva, no sonho, no sal
Juntos na primavera, nos verões, nas manhãs de outono
Juntos na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro
Juntos juntos
E juntos separados
Juntos quando uma boca completar a frase do outro
E juntos quando a risada for igual,
Consoante, firme e verdadeira
Ainda vamos descobrir um jeito, um lugar, um som, um momento
Que nos ate
Que nos prenda
Que seja nosso
Vamos descobrir ou inventar, não importa
Vamos fazer esse dia
Ou fingir que ele existe
Vamos acender todas as estrelas
E beber cada uma delas até o fim
E assim, grávidos de luz e poesia
Parir o mundo onde possamos existir.
Vamos cuidar das nossas vidas e deixar cada um fazer o melhor que puder com a dele. Minha receita de felicidade não veste você. A sua roupagem de sucesso não cabe em mim.
Vamos prosseguir com respeito e serenidade.
O espaço da existência do outro pertence a ele.
Não interfira, não opine, não julgue.
Cada um faz um tremendo esforço para sair da cama e ganhar o pão. Para chegar ao fim do dia e sentir orgulho.
Não é fácil. Não é banal. Não é em vão.
Respeite o que não puder entender ou aceitar.
Ninguém precisa da nossa aprovação.
Vamos Sair ?
Te chamei para sairmos, e ao desligar o telefone uma euforia tomou conta do meu ser,
Mil imaginações, vários cenários idealizados, sensação de prazer elevado ao ultimo níveo, enfim muita empolgação com a sua aceitação,
Uma corrente foi lançada entre dois pontos até outro dia bem distantes, agora a proximidade é evidente nos sorrisos largos do meu coração,
A ansiedade e a adrenalina fazem o tempo parar, o meu corpo se tornou uma vítima, parece estar em processo de ebulição,
Entre agradecimentos e rezas, me troco animado conversando com o relógio pedindo para ele se apressar.
Aprendemos a viver errando!
Se a gente não viver nunca vamos saber. Então viva aposte no que deseja... e ame o que quer amar!
Pensamentos do Barão
O grande sonho da humanidade é saber de onde viemos e para onde vamos? Pois eu vos digo: a vida é apenas um breve hiato entre eternidades: a da inconsciência do nada que fomos, até a inconsciência do nada que seremos.
Páscoa é isso: não é só chocolate,
É lembrar do amor que nunca se parte.
Jesus está vivo, vamos celebrar,
Com fé e alegria, vamos cantar!
"Deus na frente...
Paz na Guia!
Vamos com Deus
E a Virgem Maria!"
Otávio ABernardes, o "Joli!"
Goiânia, 28 de abril de 2025.
Somos cordas… E a vida, um martelo de piano. A cada golpe, dor, doença, preconceito, vamos desafinando… Minhas forças se esvaem, minhas emoções tremem em dissonâncias. Ainda assim… insisto em vibrar, tentando harmonia
onde só há fúria.
