Vale mais que uma Vida
Flores de Ipê-pardo
espalhadas pelo vento
no Médio Vale do Itajaí,
Não de tiro do pensamento
aqui em Rodeio desde
a primeira vez na vida que te vi,
Você é o meu melhor feito
de tudo o quê eu escolhi.
O entardecer multicor
do Médio Vale do Itajaí
aqui em Rodeio dançando
com o luar de antanho,
E eu continuo buscando
continuar rimando
na correnteza com
apenas um par de remos
no rio profundo
da minha mente poética infinitamente: (o)remos.
O anoitecer chegou
com tons misteriosos
no Médio Vale do Itajaí,
Juro que tentei
capturar uma estrela
cadente que passou
pelo meu olhar,
E hoje aqui em Rodeio
chegou a Lua Cheia
vestida de poesia
para alegrar o peito
e animar romances
sob o condão absoluto
de Junho que há de trazer
você para o meu mundo.
No silêncio sereno
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente bordei aqui
na minha Rodeio um lindo
Ipê Amarelo do Cerrado
no meu bastidor brasileiro
para dizer tu tem deixado
o meu coração por ti faceiro
e és dono do meu total desejo.
Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios.
Não importa se as pessoas são contraditórias ao que tu pensa ou busca, o que vale é a tua verdade que pensa e busca ofuscando o caminho de trevas em direção à luz!
Não adianta correr atrás do que não vale a pena, lembre-se que o vencedor sempre é o que corre a frente...
"Tudo sem Deus não vale nada
e ... nada com Deus vale Tudo...!"
Autoria: Otávio ABernardes
Gyn, 30 de novembro de 2024.
"Vale dizer que a lembrança é "algo" que nos faz viajar
no tempo e no espaço, transformando-nos em devaneadores".
Otávio ABernardes
Goiânia, 01 de abril de 2025.
Hoje um homem é medido, pelo um valor no seu bolso, se tiveres muito, vale muito.
Se não tiveres nada, não vale nada.
Saudade
E sei hoje na saudade mais pungente o peso da solidão.
Vale mais aquele sorriso torto, que a lágrima fria.
Valem as cartas que gritam que o silêncio pálido.
Bem, quando a voz cala, o tempo para.
Nada a dizer, nem a ouvir, apenas o silêncio surdo.
Sobrou pouco, daquele tudo, sobrou nada.
Alguns poemas, o arranhão na garganta, o nó no peito.
O gosto do beijo quente gelado sem cobertor.
Nossas mazelas, sem perdão .
Coração de pedra, desalmada, desgraçada.
Xícara de família estilhaçada.
Uma passagem só de ida pra Madri.
Opus profundo do amor fecundo.
Aquela música me toca e dança agora só com o vento.
Adeus sem despedida, só ressentimento.
A Lenda do Vale Onde as Vozes Criam Sombras.
Diz o povo antigo que, muito antes de qualquer aldeia existir, havia um vale profundo que guardava um segredo: a terra respondia às vozes humanas.
Não às palavras doces, nem aos cânticos de alegria mas aos gritos.
Os anciãos chamavam aquele lugar de Vale das Sombras Sonoras, porque acreditavam que cada grito lançado ali não desaparecia.
Ele ganhava forma.
Ele criava sombra.
Ele vivia.
O início da lenda.
Conta-se que certo dia um jovem caçador, chamado Maraí, entrou no vale irritado com a própria falta de sorte. Gritou contra o vento, contra o céu, contra a própria vida.
O eco devolveu suas palavras multiplicadas mas algo estranho aconteceu:
o chão tremeu.
Das pedras saiu uma figura feita de poeira e som, sem rosto e sem pés, mas com uma fúria igual à dele. Era a sua própria raiva, moldada pelo vazio.
Assustado, Maraí correu até os anciãos, que lhe disseram:
— No Vale das Sombras Sonoras, tudo o que se grita ganha corpo. Por isso, filho, lá se entra de boca fechada e coração aberto.
Mas o jovem não acreditou. Voltou ao vale, agora decidido a provar que medo nenhum o controlava.
Gritou de novo.
E de novo.
E de novo.
E passaram a surgir outras sombras uma para cada explosão da sua voz.
O peso das sombras.
Com o tempo, as sombras começaram a segui-lo para fora do vale porque já não cabiam mais alí, cabiam nele.
Onde ele ia, elas iam.
Onde dormia, elas o observavam.
Onde tentava amar, elas se deitavam entre ele e quem ele amava.
Maraí se sentia mais pesado a cada dia. Era como se carregasse vários homens sobre os ombros.
Então procurou novamente os anciãos.
— Como me livro delas?
E o mais velho respondeu:
— Quem cria sombras com gritos só as desfaz com calma. As sombras bebem tua cólera. Mas morrerão de fome se beberem tua paz.
O retorno ao vale.
Maraí voltou ao vale, não para gritar mas para silenciar.
Sentou-se na terra que um dia tremeu sob seus pés.
Respirou profundamente.
Falou baixo.
Depois falou mais baixo ainda.
E então permaneceu quieto, dia após dia ele repetia a sua volta até aquele vale praticando o exercício da orientação que receberá do sabio ancião de sua aldeia.
As sombras, sem alimento, foram se desfazendo como tinta na água.
Quando o sol se pôs, o jovem saiu do vale sozinho.
A voz dele havia mudado.
E quem o encontrou nos dias seguintes dizia que, ao falar, era como se o vento o escutasse com respeito.
Moral da lenda.
Os velhos contavam essa história às crianças para ensinar que:
Gritos criam sombras.
Palavras serenas criam caminhos.
E o silêncio cura aquilo que a fúria feriu.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Um beijo vale mais que mil palavras.
Ai de mim,
lábio seco,
com todos os livros do mundo.
Bom para o surdo de balada,
boca grande,
vocabundo.
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