Vaidades
Deus não se afastou do coração humano,
foi o homem que o preencheu de ruídos,
de vaidades e distrações
e já não há silêncio para ouvir o divino.
Como a vida é bela,
Uma feira de vaidades,
Com vitrines de aparência,
Cheia de entretenimento barato.
O último prego do caixão,
Da existência intelectual,
Cérebros atrofiados,
Regresso, vestido de progresso.
Cedados pela dopamina,
Esperando a próxima notificação
Sem se importar com o peso do grilhão,
A forma mais degradante da escravidão.
Ó mundo belo, povo lindo,
mãe natureza, mãe perfeita,
destino sensato, destino exato,
bela humanidade, livre na cidade.
Como é bela, essa ilusão,
o homem, já não escolhe sua vida,
condenado a ser um ator, a representa-la,
decorando falas, cumprindo a missão.
Por conveniência ou medo,
fingi que o roteiro é seu,
tantos anos fingindo,
não sabe que mente
O homem, na sua rotina,
já não escolhe, perdeu a direção,
apenas atua na pantomima,
encenando vidas, esquecendo sua paixão.
O que sustenta as vaidades humana, é a própria sociedade em sua organização separatista e narcisista que faz esquecer a humanidade!
10
10
De vez
10 verdades
E desta vez,
Sem vaidades
Te amo sem limites
Porque 10 vezes o meu amor
Igual cem beijos sensíveis
E 10,
Desta vez
10 verdades
Te amo
Te amo muito
Te amo com tudo
Te amo por tudo
Te amo como criança
Te amo na saúde e na doença
Te amo como problema
Te amo com elegância
Te amo com toda importância
Te amo de vez!
Se 10
Tudo para mim
Farei valer este amor de vez
E desta vez,
Sem tentar
Só praticar
De vez
Nos bastidores... Sem as sombras do brilho da evidência
Revisito-me na nudez das minhas vaidades
Visto-me das minhas verdades empoeiradas, há tanto abandonadas
Para me encobrir em véus de ilusões que enfeitavam minha aparente realidade
E agora, despida de tantas sombras, e em mim recolhida
Resgato minhas verdades empoeiradas, quase esquecidas, e me visto de mim mesma.
O valor da vida estão nos pequenos detalhes
A vida é muito curta pra perder tempo com vaidades
Eu valorizo o que tenho sem precisar pisar em ninguém
Pois a vida é passageira pra se gastar com o que não convém.
Exercitar tolerância para com as vaidades humanas é tão somente deixar que acreditem que acreditamos no que querem que acreditemos! Não nos cabe expor ou contestar as imagens projetadas por outrem.
Melhor não fazer nada,
Do que perder-se em vaidades fugazes,
Pois no nada que se escolhe, há essência,
E na pausa, a força de ser inteiro.
Então se não a o que fazer
Então é melhor não fazer nada.
A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ
Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.
É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.
Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.
Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.
Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.
Eu sobrevivo do que é real.
Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.
A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.
A lucidez é um exílio.
Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.
Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.
O Triunfo de uma Estrela — Sabrina M. Augusto
Num mundo de sombras, vaidades e falsidades,
onde a inveja vigia e a maldade espia,
ergue-se uma alma de brilho augusto:
força e ternura — Sabrina M. Augusto.
Por trilhas de espinhos que o tempo traçou,
sua essência jamais se ajoelhou.
Mesmo sob golpes de um juízo injusto,
venceu com nobreza Sabrina M. Augusto.
Enfermeira de mãos que devolvem razão,
onde o pulso se cala, renasce a canção.
Se a vida vacila, ela paga o custo:
sopro divino em Sabrina M. Augusto.
Das crianças esquecidas nasceu o primeiro amor,
sorrisos pequenos curando antiga dor.
Dos bichos e plantas, cuidado robusto
habita o peito de Sabrina M. Augusto.
Ouvinte sensível, de conselhos fiéis,
enxerga verdades além dos papéis.
Cresce com ética, sem truque ou susto,
pois honra é caminho de Sabrina M. Augusto.
Se a origem foi dura e a perda foi tamanha,
na falta materna que a alma acompanha,
o Criador, justo, mudou-lhe o arbusto
e ofertou novo colo a Sabrina Augusto.
Quando a mãe Rosa não pôde ficar,
um anjo na Terra veio para amar.
De mãos de ternura e amor por inteiro,
surgiu Cacilda Sarah de Oliveira.
Sem letras nos livros, mas sábia na vida,
fez da educação sua causa erguida.
Criou como filha, com luz verdadeira,
semeando eternidade: Cacilda Sarah de Oliveira.
Hoje repousa nos braços do Pai Celestial, no além,
pois quem planta o amor colhe o bem que vem.
Deixou seu legado, firme e certeiro,
guardiã de Sabrina — Cacilda Sarah de Oliveira.
Sabrina, prossiga: tua fé é teu norte.
DEUS te sustenta, te faz grande e forte.
Que o mundo reconheça teu brilho augusto,
pois o céu caminha com Sabrina Mendonça Augusto.
As vaidades...
Elas estão sempre a espreita...
Prontas a nos corromper...
Não possuem nenhum valor de fato.
Mas são tentadoras...
A dor é o único mestre que nunca mente, ela nos despe de todas as vaidades até que sobre apenas o osso da nossa fragilidade radical.
Olhos mercantilistas
no tramitar
das bolsas de vaidades.
Se ancoram ferozmente
nas costas
de um triste corcunda.
Curvado aos pés
do majestoso
Níquel.
Tudo passa na vida, as vaidades, as fantasias, os sonhos, mas a dignidade e o respeito por seres tão frágeis nunca devem morrer. Deus jamais esquecerá na terra dos filhos que não se esquecerem dos seus pais na velhice. Selma Domingos de Oliveira
