Vaidade

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“O ego espiritualizado é uma das máscaras mais sutis da vaidade: fala de luz enquanto ainda deseja superioridade.”
Do livro O Observador Interior — Ego, Consciência e Realidade: Diálogos entre Psicanálise, Filosofia, Física Quântica e Espiritualidade Crística, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

"Quando Cristo é sua prioridade, o mundo torna-se vaidade."

*Vaidade. Um breve comentário.*

Muito se fala sobre a vaidade. Acusamos, reconhecemos, mantemos e, ao final, não trabalhamos o seu real significado e a transformação que essa palavra pode promover em nós. Costumamos usá-la de forma pejorativa, então vejamos o seu conceito.
A palavra vaidade tem origem no latim "vanitas", que deriva de "vanus" e significa: vazio, oco ou sem substância. Assim, o valor da vaidade é um retumbante nada.
Se de tudo podemos tirar uma lição, do nada filosófico, verificamos correntes de pensamento que acreditam que nada existe; a exemplo: o niilismo metafísico, o solipsismo e o ceticismo pirrônico.
Através desses estudos, podemos confrontar a existência, seja no plano das coisas concretas, no niilismo metafísico; seja na existência somente da mente, no solipsismo; ou na dúvida constante acerca da realidade, no ceticismo pirrônico.
Ora! Mas esse nada existencial filosófico não possui relação com a vaidade, à qual gostamos de nos referir. Pois a associação da palavra vaidade, que hoje nutrimos, está intrinsecamente ligada ao narciso que nos cerca. Então vejamos.
Comecemos com um resumo contido nos livros sagrados.
Na Bíblia, Eclesiastes: "Vaidade das vaidades, tudo é vaidade". Aqui, ela expressa a futilidade e a ilusão das coisas terrenas, sendo um aviso sobre a efemeridade da vida e a busca por valores vãos.
No Alcorão (Islamismo): A palavra "vaidade" está associada ao orgulho e à arrogância, que são suas manifestações. Alerta para que a submissão a Deus e a retidão moral sejam maiores do que a valorização excessiva dos bens materiais ou do status social.
No Hinduísmo: A vaidade está ligada ao conceito de ego e ao apego às ilusões do mundo material. A busca por glória pessoal e posses é considerada uma distração do verdadeiro objetivo da vida, que é alcançar a libertação do ciclo de reencarnações e realizar a unidade com o Absoluto.
No Budismo: A vaidade e o orgulho são vistas como manifestações do apego ao "eu" ilusório e uma das principais causas do sofrimento. O budismo ensina a reconhecer a transitoriedade das coisas, bem como a impermanência das coisas materiais e até da própria identidade.
Em síntese, podemos dizer que a palavra vaidade, pelos apontamentos dos livros sagrados, traz sinônimos como: futilidade, ilusão, orgulho, arrogância, ego e apego.
Se os livros sagrados apontam essas características em nós para serem trabalhadas, é porque esses traços estão contidos em nossa essência. E a vaidade não é algo que podemos combater com tanta facilidade, pois, se ela está associada ao ego, à ilusão, ao orgulho, ao apego e às coisas fúteis, que estão enraizadas em nós, então... como combatê-la?
Ora, se eu troco um telefone por um melhor, isso é vaidade, pois dificilmente será por necessidade. Se uma mulher ou um homem se vestem bem, isso é vaidade, pois estão se vestindo para os outros. Se eu cuido do corpo buscando uma estética superior, isso é vaidade, pois nunca é apenas pela saúde. Enfim, tudo é vaidade.
Se esse “nada” é capaz de nos destruir tanto, imagine se tivesse substância!
Agora, a vaidade que podemos combater com certa facilidade é a vaidade que enxergamos nos outros. Costumamos apontar pessoas como vaidosas e colocamos sinais de reprovação. Mas só conseguimos enxergar aquilo que também possuímos. Portanto, toda vez que atribuírem a alguém o título de vaidoso ou disserem que há vaidades, lembrem-se e reflitam sobre o próprio estágio de desenvolvimento, pois ao apontar um dedo, três voltam para nós.
Como dizia Friedrich Nietzsche: *“A vaidade dos outros só vai contra o nosso gosto quando vai contra a nossa vaidade.”*

Graça e Paz.
Reflitam para uma vida melhor.

Massako 🐢

"Hoje com devoção sigo rumo a felicidade
e a vaidade, arrogância, e tudo de ruim logo
coloco um fim, pois a harmonia da poesia tem que Continuar, e o grande espetáculo chamado vida ainda esta muito longe de terminar"..

"Minha ambição não é vaidade, é responsabilidade. Sei o tamanho do impacto que posso gerar e me recuso a entregar menos do que o meu máximo."

"Quando não reconhecemos a nossa necessidade espiritual, tudo se torna vaidade."

⁠Nada supera a satisfação da própria vaidade e nenhum machucado dói mais do que o ataque a ela.

Arthur Schopenhauer
A arte de ter razão: 38 estratégias para vencer qualquer debate. São Paulo: LeBooks, 2020.

A vaidade do viver

O viver é
vaidoso
⁠
se veste
de momentos
e memorias

e sem mais nem menos
se despede de você.

KAMORRA


Eu não amo meu sobrenome por vaidade.#11;
Eu amo porque ele me cobra.
E eu decidi sustentar.


Nesse nome eu coloquei meus valores.#11; Coloquei minha fé.#11;
Coloquei minha disciplina.#11;
Coloquei as noites em silêncio que ninguém viu.#11;
Coloquei a resistência de não me vender por afeto barato.


Kamorra, para mim, não é som.#11;
É postura.


Quando eu digo meu nome, eu lembro do homem que eu preciso ser para não manchá-lo.#11;
Não é sobre ego.#11;
É sobre responsabilidade.


Existem homens que carregam um sobrenome.#11;
E existem homens que transformam o sobrenome em bandeira.


Eu escolhi transformar.


Se um dia perguntarem quem foi Kamorra,#11; eu quero que a resposta não esteja no registro civil,#11; mas no caráter.


Porque nome forte não nasce forte.#11; Ele é honrado todos os dias.


— Marcos Kamorra#11; (Filosofia Kamorrista)

Entre o ego e a vaidade dos pais, quem perde são os filhos.


R.C.G.Medeiros

"" Um dia o amor foi confundido com amizade
e por vaidade
se tornou paixão
hoje esse mesmo amor
transformou-se em saudade
apenas um elo no coração
que em plena liberdade
pode até voar
nessa estranha forma de querer
de amar...""

Às vezes vestimos em nós um pesado casaco de pele,
não por vaidade… mas por silêncio.
Quando o mundo deixa de nos ouvir,
aprendemos a nos esconder dentro de nós mesmos,
como se fosse mais seguro desaparecer
do que insistir em ser visto.
Helaine Machado

⁠A minha vaidade deseja a invenção do que ainda não causa prazer
mas que arrepia com pequenas palavras sinceras;

EXTINTOR
A vaidade segue um embalo
Que quase embriaga a verdade
Deixar o silêncio hidratá-lo
Em meio à fogueira que arde
Arrefece e pode salvá-lo
Do barulho que faz alarde
Virtude te vem de regalo
Riqueza na paz que te invade.

A vaidade contemporânea não é excesso de amor-próprio — é seu colapso. Quem precisa ser visto a todo instante não se afirma: sustenta-se por empréstimo no olhar alheio. Não há transbordamento, há carência organizada; não há centro, há eco. E, assim, a existência deixa de ser presença e torna-se performance contínua — porque, sem testemunha, já não se sabe permanecer.

"A fé verdadeira não se curva ao palanque, nem veste o Criador com as vestes da vaidade humana. Quando o nome de Deus é usado como moeda de troca para barganhar o poder, a religião perde o seu céu e se torna apenas mais uma sombra na terra."⁠

Nem todo resultado é bênção; às vezes é apenas esforço humano ou acaso. Confundir vaidade com fé configura a presente liturgia digital.

Qual é o sentido de tudo isso? Como já dizia o Pregador: “Tudo é vaidade.”

Passamos a vida buscando riquezas, conquistas e coisas materiais, mas nada jamais parece ser suficiente. Essa é a verdade: nada nesta terra será capaz de preencher completamente o vazio dentro de nós.

Pois aquilo que verdadeiramente sacia a alma não se encontra nas coisas deste mundo, mas em Deus — e Deus não pertence a este mundo.

A sabedoria de Salomão revela a vaidade das riquezas: acumulamos com suor, mas deixamos a herdeiros que não labutaram por ela. O rei mais sábio compreendeu que tesouros e obras são efêmeros, transitórios como a neblina. Não há garantia de que nosso fruto alimentará nossos sonhos. A verdadeira riqueza está no temor a D'us e na obediência, pois só o que construímos no espírito transcende gerações e não se perde.

Somos servos involuntários de nossos desejos, e a vaidade é a ama de leite que os alimenta.