Vaidade
De que vale a vaidade, se no caixão não há espaço para tantas extravagâncias?
Pra que tanta ambição e avareza, se no caixão não existe cofre nem gaveta para guardar os bens acumulados por toda uma vida?
A arrogância, a ignorância e a brutalidade podem dominar este lado da existência, mas do outro lado reinam o vazio e o silêncio — e eles não vivem em guerra.
Vaidade. Ambição. Luxúria. Orgulho. Ignorância. Fiação frágil que se desfaz por aqui.
A riqueza pode alcançar os cantos mais distantes da terra, mas quando a morte chega, nem a roupa do sepultamento será escolhida por quem partiu.
Tudo é empréstimo por pouco tempo.
O corpo será devolvido ao pó.
O espírito retorna ao Criador.
Porque, no fim, nada nos pertence — tudo é de Deus.
“Se o mundo descobrisse o poder de Deus, abandonaria a vaidade e concederia à sociedade a chance de renunciar ao luxo que, aos seus próprios olhos, acaba se tornando miséria.”
Não busca ouro, que é vaidade,
nem se alimenta de vãs coroas.
A mente livre é claridade,
semeia dúvidas silenciosas.
William Contraponto
A única forma autêntica de liberdade,
é ausência total da vaidade,
e a gratidão ao Criador pela vida...
Há quem aprisione a alma em um pote de vaidade
Que adorne com ouro, joias à vontade
E ao exibir para o mundo essa moderna insanidade
Nunca mais volte a provar o resplendor da liberdade.
Não queira aparecer — faz isso não.
O brilho forçado cansa, a vaidade denuncia.
Deixa que o teu melhor trabalhe por ti, em silêncio, com firmeza.
Porque o que é verdadeiro não grita, sustenta.
O teu carisma fala antes das palavras,
o teu caráter ecoa onde teus pés passam.
São tuas escolhas, ações e atitudes de bondade
que te representam quando ninguém está olhando.
Quem vive de aparecer vive no risco do tropeço,
pois constrói a própria imagem sobre aparências frágeis.
E toda aparência exagerada um dia cai,
revelando o vazio que tentou esconder.
A essência não precisa de palco.
Ela permanece. Ela prova. Ela vence.
"É verdade que o tempo é mestre em mostrar equívocos, acabar com a vaidade, fazer justiça, desmistificar" realidades", mudar opiniões, mostrar a verdade, contudo o tempo não pode evitar que tudo comece novamente, vivemos num "loop" temporal e tudo começa de novo, na verdade o tempo é uma coisa, o que o homem faz com ele é outra."
E pensar, que na nossa vã vaidade, fazemos coisas que nunca encontram o cateto da hipotenusa. Depois ainda nos queixamos que se soubéssemos antes, o que sabemos hoje, não teríamos deixado passar em branco o teorema de Pintagoras. Que loucura!
O pior para um Chefe é a solidão do comando.
Um Chefe leva fardos sozinho, não por vaidade, mas, porque às vezes o que carrega é indivisível.
“A pessoa que fica com raiva ao ser corrigida em um erro, sinaliza que sua vaidade está acima da honestidade.”
— Anderson Silva
"A vaidade de certas pessoas é tamanha que, se o investimento dedicado à estética fosse direcionado ao aprimoramento da essência,
sua ignorância diminuiria e o seu potencial de serem interessantes seria realizado com influência."
Vencidos pela vaidade,
cegos pela ansiedade,
pobres da eternidade,
Miseráveis por caridade.
E verdade
Reconhece teu erro.
Mesmo que custe muito,
ao teu orgulho e vaidade.
Jamais justifique o errado.
“Fulano foi o culpado.”
Arrepender e reparar
é o caminho certo
da Paz espiritual.
A arrogância é tola, pois trás para si a pressão da vaidade. Arrogância e fracasso andam de mãos dadas.
À Flor da Alma
Às vezes eu queria ser perfeita.
Não por vaidade,
mas pra ser mais sábia
pra entender e reagir ao mundo
com mais clareza,
pra reagir com serenidade
sem me deixar abalar tanto
quando a vida me fere com palavras duras
e o coração sangra em silêncio.
Queria ser elevada o bastante
pra não me abater com a maldade alheia,
pra não acumular mágoas
como pedras nos bolsos da alma.
Mas o espelho não mente.
Sou falha demais.
Ciumenta demais.
Desastrada demais.
Tola demais.
O mundo desaba e eu tropeço
às vezes o raio cai, sim,
no mesmo lugar.
Mesmo assim, eu agradeço.
Peço perdão a Deus,
tento me redimir das culpas
que me seguem como sombras.
Vivo atenta aos passos,
pra não gerar mais erros e carmas
nas próximas vidas.
Porque há arrependimentos
que não se desfazem,
palavras que ficam presas no tempo,
manchando o que fomos,
sem chance de apagar.
E quando o peso aperta,
eu sinto demais e escrevo.
Escrevo pra libertar meus bichos
os ferozes e os mansinhos.
Escrevendo, eu voo.
Toco o céu com as pontas dos dedos,
descubro o meu avesso,
o eu oculto que mora trancado,
protegido por senhas que ninguém sabe decifrar.
Não busco quantidade, busco verdade.
Escrevendo, converso comigo, me ouço e
respondo o que o mundo não pergunta.
Me perco em sílabas,
exagero nas reticências,
fugindo dos pontos finais,
porque nunca paro de imaginar,
de me corrigir, de me reinventar.
Quando escrevo, espanto a melancolia.
É minha forma de rezar.
De traduzir o que sinto,
o que me rasga e o que me cura.
Só escrevendo digo o que grita no meu olhar,
que ainda sei amar e mereço, cuidado, amor.
Ando à flor da pele
mas fraca não sou.
Sou teimosa.
Sou guerra e paz, sou alma antiga.
E, mesmo myitas vezes cansada,
ainda tenho esperanças e sonhos.
Ainda acredito.
Ainda escrevo..
