Vaidade
As pessoas vivem uma vaidade falsa,
um orgulho ensaiado para plateia vazia.
Sorriso virou máscara, caráter virou figurino.
Até a ambição perdeu a direção — já não busca sentido,
busca aplauso. Quer subir, mas não sabe para onde,
nem por quê. Corre, tropeça, atropela, e chama isso de vitória.
O mundo não está apenas em crise, está em colapso moral.
Cambaleia no próprio lamento, afunda em promessas rasas
e segue em um abismo sem freios,
onde poucos pensam, muitos repetem
e quase ninguém assume responsabilidade.
A verdade incomoda porque exige postura.
É mais fácil fingir grandeza do que viver com dignidade.
Mas a conta chega: não há vaidade que sustente um vazio,
nem orgulho falso que salve um mundo que desistiu de ser honesto.
Nem todo resultado é bênção; às vezes é apenas esforço humano ou acaso. Confundir vaidade com fé configura a presente liturgia digital.
A vaidade ligada ao conhecimento intelectual leva a subestimar a verdadeira sabedoria proveniente do Espírito Santo que é infinitamente superior.
Na Trindade não há vaidade. Há unidade. Vemos que aquilo que o Pai pede o Filho não retruca e o Espírito não murmura
De que vale a vaidade, se no caixão não há espaço para tantas extravagâncias?
Pra que tanta ambição e avareza, se no caixão não existe cofre nem gaveta para guardar os bens acumulados por toda uma vida?
A arrogância, a ignorância e a brutalidade podem dominar este lado da existência, mas do outro lado reinam o vazio e o silêncio — e eles não vivem em guerra.
Vaidade. Ambição. Luxúria. Orgulho. Ignorância. Fiação frágil que se desfaz por aqui.
A riqueza pode alcançar os cantos mais distantes da terra, mas quando a morte chega, nem a roupa do sepultamento será escolhida por quem partiu.
Tudo é empréstimo por pouco tempo.
O corpo será devolvido ao pó.
O espírito retorna ao Criador.
Porque, no fim, nada nos pertence — tudo é de Deus.
“Se o mundo descobrisse o poder de Deus, abandonaria a vaidade e concederia à sociedade a chance de renunciar ao luxo que, aos seus próprios olhos, acaba se tornando miséria.”
Não busca ouro, que é vaidade,
nem se alimenta de vãs coroas.
A mente livre é claridade,
semeia dúvidas silenciosas.
William Contraponto
A única forma autêntica de liberdade,
é ausência total da vaidade,
e a gratidão ao Criador pela vida...
Há quem aprisione a alma em um pote de vaidade
Que adorne com ouro, joias à vontade
E ao exibir para o mundo essa moderna insanidade
Nunca mais volte a provar o resplendor da liberdade.
Não queira aparecer — faz isso não.
O brilho forçado cansa, a vaidade denuncia.
Deixa que o teu melhor trabalhe por ti, em silêncio, com firmeza.
Porque o que é verdadeiro não grita, sustenta.
O teu carisma fala antes das palavras,
o teu caráter ecoa onde teus pés passam.
São tuas escolhas, ações e atitudes de bondade
que te representam quando ninguém está olhando.
Quem vive de aparecer vive no risco do tropeço,
pois constrói a própria imagem sobre aparências frágeis.
E toda aparência exagerada um dia cai,
revelando o vazio que tentou esconder.
A essência não precisa de palco.
Ela permanece. Ela prova. Ela vence.
Vaidade mesmo é a mulher casada que abandona o seu marido para seguir uma nova revelação pastoral, maldição esta que só vai embora se vier a idade do arrependimento.
Estando a vaidade acima de tudo, abaixo dela permanecem a falsa aparência e a hipocrisia, que deturpam a virtude das pessoas.
"É verdade que o tempo é mestre em mostrar equívocos, acabar com a vaidade, fazer justiça, desmistificar" realidades", mudar opiniões, mostrar a verdade, contudo o tempo não pode evitar que tudo comece novamente, vivemos num "loop" temporal e tudo começa de novo, na verdade o tempo é uma coisa, o que o homem faz com ele é outra."
E pensar, que na nossa vã vaidade, fazemos coisas que nunca encontram o cateto da hipotenusa. Depois ainda nos queixamos que se soubéssemos antes, o que sabemos hoje, não teríamos deixado passar em branco o teorema de Pintagoras. Que loucura!
