Vaidade
Quem promete comprar só para alimentar a própria vaidade pratica a pior das hipocrisias: a que usa a necessidade do outro como palco.
"A ajuda que cobra preço, que humilha e que se exibe, não é bondade: é apenas vaidade fantasiada de virtude."
"Enquanto a vaidade se preocupa em contar para todo mundo o que fez, o respeito se preocupa apenas em não machucar ninguém."
Somos tão pouco dentro de nos mesmo que toda vaidade exagerada é sempre um desvio de personalidade na realidade, um ato limítrofe e uma estrutura burra.
Sobre a Vaidade da Sabedoria
A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.
É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.
Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.
Enganar quem confia e espalhar o ódio só para satisfazer a própria vaidade revela a verdadeira tragédia da nossa humanidade perdida.
Vaidade mesmo é a mulher casada que abandona o seu marido para seguir uma nova revelação pastoral, maldição esta que só vai embora se vier a idade do arrependimento.
Estando a vaidade acima de tudo, abaixo dela permanecem a falsa aparência e a hipocrisia, que deturpam a virtude das pessoas.
Amar uma mulher de verdade não tem nada a ver com a vaidade de prender o seu amor, mas sim com a coragem de vê-la voar e, ainda assim, escolher ser a pista onde ela sempre quer pousar. É entender que o amor real não é um contrato de posse, mas a certeza bonita de que, não importa onde o tempo a leve ou quão longe os seus sonhos a empurrem, uma parte do meu respeito, do meu peito e do meu amor mais sincero sempre vai pertencer a ela. Eu não quero ser o seu limite; quero ser o abraço que lembra que, no meio desse mundo caótico, ela nunca vai precisar carregar o peso da vida sozinha.
A UTI não cura apenas o corpo; ela despeja a vaidade do mundo para nos mostrar que viver é a urgência de amar, dar atenção a quem importa e lembrar que a saúde é o nosso único templo real.
"O conhecimento que não se traduz em serviço é apenas vaidade; a verdadeira alta performance é aquela que glorifica a Deus através da excelência no trato humano."
A vaidade finge que ostenta valor.
o conteúdo é ignorado.
A multidão aplaude a capa e
esquece quem escreveu as páginas.
Ser cúmplice é ser igual, é plantar sementes doentes, em um solo infértil.
A FARSA DA VAIDADE
O ABISMO DO INVALIDADOR
Quando o trabalho de um indivíduo nasce da tentativa de diminuir o de outro,
em sua origem o invalidador já é uma farsa.
Usurpador que tenta galgar atenção com a ilusão do esforço alheio,
mentiroso sem escrúpulos que sustenta um corpo oco,
voando na brisa da própria enganação.
De todas as vaidades,
quem flutua em ilusão é sempre o primeiro a colidir com o muro da realidade.
Atravessam o tempo apenas aqueles que cultivam o esforço e, sem intervalos,
falam a verdade no silêncio, sem necessidade de cúmplices ou testemunhas.
O Senhor é Deus de justiça e faz conforme seu juízo.Ele conhece a vaidade do homem e não é conduzido por leis.
Para alguns seres "pensantes"...
Não basta ser lindo, tem que ter vaidade narcisista.
Não basta ter poder, tem que ser autoritário.
Não basta ser rico, tem que ser avarento.
Não basta ter títulos, tem que ser arrogante.
As pessoas passam uma temporada como seres viventes, se relacionam com seus iguais, constroem uma vida pessoal, social e profissional e têm o livre arbítrio para escolher que tipo de indivíduo querem ser na sociedade.
Alguns decidem por comportamentos construtivos e saudáveis, já outros....
E assim caminha a humanidade.
Há uma coisa que destrói o ser humano por fora, e outra que o destrói por dentro: a vaidade e o orgulho.
A vaidade tem cegado muitos olhos, e a inveja tem silenciado ouvidos que deveriam ouvir a verdade. Triste é o homem que vive assim: enxerga, mas não vê; escuta, mas não aprende — e, por isso, se perde dentro de si mesmo.
