Vaga
A mente vaga nos mais ínfimos túneis da vida quando adoece. Alimentai-a com riquezas abundantes de sabedoria.
Sem um propósito divino, a alma vaga sem rumo, buscando em vão algo que dê sentido à sua existência.
(ver Salmos 39:5, 127:1-2; Jó 4:19; Efésios 2:1-3 e Colossenses 1:21)
Porém, vence a luta.
Alma nua minha
Vaga
Um mundo em brumas
Vai, navega a valsa
Entrega à luz o olhar avesso
Esquece a dor assim
Assim, a dor esqueço
Se é que alguma dor
Minh'alma tinha
Alma descalça
Baila a solidão do teu destino
Entrega a mesma indiferença
Mas traz de volta sempre
Eternamente a esperança
Contenha-se
Guarda a lição aprendida
Como disso dependessem nossas vidas
Muros altos, nuvens, nevoeiro...escuro
Não se sabe quando
Um dia, um olhar derradeiro
e depois o silêncio, sempre há de surgir
Tira disso o que te houver de puro
Que te parecer
Alma minha
Cada estrada é diferente
Mas todas terminam
Guarda-te em si mesma
Porém, vence a luta
O ar sempre resiste ao pássaro pequeno e triste
Que atravessa o céu em plêno pico do sol
Eu fico aqui do teu lado
Alma solitária
A resistência é que garante o voo
Assim como a tudo que demais existe
Aparentando indiferente e livre
Entregue à luz, de olhar avesso
Porque toda liberdade exige um preço
Assim permaneço ao teu lado
Assim como sempre eu estive.
Edson Ricardo Paiva.
No rumo de decisões no inconsciente como oceano furioso e cálido a mente vaga do calor do deserto moribundo.
Espero uma nova historia
e um paradigma iluminados
por vaga-lumes em um caminho
de reconstrução do nosso mundo
onde no futuro não permitam
que continuem presos
injustamente o general, a tropa
ou qualquer pessoa
que pensa diferente,
E todos os povos não tenhamos
mais todos os diasque
nadar contraas correntes
de um mar valente.
