Vácuo
FAZER
Pendências nada são
Se pautam num anseio
Se encerram em um vácuo
Pendências nada são
Indagações inoportunas
Procrastinações de interrogar
Liberdade demasiada
Pendências nada são
Queremismo falho
Aceitação reflexiva
Repulsa mais que notória
Fluxo que movimenta à vontade
Pendências nada são
Contrações hemáticas e orgânicas
Devaneios que não se encerram
Silêncio na ação
Aristóteles, Galileu e Newton na omissão
Pendência realmente algo é
Talvez um superávit que possuo
Às noites entrego tudo aquilo que não me pertence...
Adverso a si, entrelaço-me ao vácuo entre os suspiros...
Tento, enfim, destruir o que me destrói...
Quando, como, onde? Terás fim com meu último suspiro?
Ou carregar-me-ei pelos escuros labirintos de incertezas?
Ocultarei, assim, minha própria existência?
Enfatizarei, assim, somente a dor?
Das chuvas irei carregar-me...
Tempestades e dilúvios a me rodear...
Sempre desejando afogar-me
Naquilo que parte de mim nunca fará...
De vácuo em vácuo
A gente perde o contato,
De desleixo em desleixo
A gente perde o desfecho,
Sem puxar assunto
Permaneço mudo!
E assim nossas conversas
Vão ficando sem rumo...
Até entendo.
Fomos incêndio,hoje reina a fuligem.
Onde o ar passa, o fogo restringe.
O vácuo consome o que consumia.
Até que o frio se torna melancolia.
Até entendo o passado, mas já não temo o futuro.
Sei que era fadado, fomos um tiro no escuro.
Resquícios inertes de bala, ficam alojados nos furos.
Paredes fracas se abalam.
Nos orgulhamos em ser muros.
Crianças brincam de frio, tornamo-nos iceberg's.
Sei iludir, ser vazio, Sei destruir quem me deve.
Ríspido e pacato.
Afetivo e insosso.
Como se sente em saber, que temos o mesmo gosto?
Fogo hoje é brasa, inerte o efeito da lava, áries sempre destrói
O que touro amava.
Renascer tipo a fênix.
Adubo do próprio pó.
Ser tudo que tenho que ser,
Simplesmente por que devo ser melhor.
Vácuo
Não sei se é paixão
Ou uma simples atração
Única coisa que eu sei,
é que seu vácuo parte meu coração
"No Brasil não, mas no Rio de Janeiro passou da hora. O Vácuo político administrativo, pede intervenção das Forças Armadas."
CCF em 01/02/2018
" De um segundo a dois
Em meio perdi o tempo
Logo sem tempo só vácuo
E mais não penso, não existo
Sem agora, antes ou depois
Um espaço vazio, sem vento
Uma frequência, vagando no espaço
Cor já não tenho, roupa já não visto
Errante frequência sem sintonia
Uma ideia alastra-se e ecoa
Não se escuta, se sente a harmônia
Não ha ideal, não ha equação
Mas a imperfeição da ideia
É onde buscamos a solução"
Prefiro me apaixonar pelo vácuo, pelo vazio, pelo que não existe. Me apaixonar pelas minha lembranças, por mim, por quem me faz bem, quem me quer bem. Quero me apaixonar pelas sardas que estão na minha face, quero amar mais meu corpo, amar o que eu faço, minhas atitudes, minha personalidade. Tô precisando de amor próprio, de amar a mim mesma pelo que sou, preciso me aceitar mais. Porque se eu não fizer isso, quem o fará?
Olhando para o vácuo,peguei-me pensando em você, solitário e distraído já não sabia o que fazer... Creio que seu sentimento acabou, e mesmo sabendo de tudo isso, sofro reflexos do velho amor. Deitado na cama, com muitos problemas, compondo poema, é em tu que eu penso, minha pequena! O mundo dá voltas e o seu me esqueceu, te peço que volte pelo amor de Deus.
O grito do amor ecoará no vácuo do universo.
Não digo isso para tonificar meu verso.
Digo por é, e é pelo simples fato de ser
Do germinar de uma árvore ao sol nascer.
Do sinal mais profundo do materno amor
Ao simples e magnífico sol se por.
De toda tempestade que nos rodeia
Sou a mosca na teia,
O maça que alimenta e sacia.
A plana que ignora o chão de cimento.
Os quatro ventos que velejam.
Estou em ti assim como você está em mim.
O amor ecoa, como a menor partícula de luz
Na velocidade que a conduz em milênios.
Eu sou você!
Toda a vontade do saber, da verdade absoluta
Sou a luta entre o bem e o mal.
Sou a forma de equilíbrio mais oscilada
Entre todas as outras, que também sou.
Sou a chave da consciência
Atraída como imã e ferro.
Sou os trilhos do trem,
O verde do semáforo,
A água da fonte,
O monte, a montanha.
Sou toda forma e não forma.
O elefante, o leão, o homem e futuro infinito beija-flor!
Sou a decomposição, o nascer.
Sou a formiga, a vida.
Minha face está em tudo, assim como o tudo está no nada,
E no nada no tudo, como se fossem um só entre todos!
Sou o gameta, o último momento e tudo que está entre eles.
Sou o grito que ecoa no vácuo do universo!
Sou a tonificação involuntária do próprio verso!
Sou e somos!
O tudo e o nada!
A metamorfose da borboleta,
A areia da ampulheta.
Toda a melodia!
Toda história, a memória!
A árvore da vida que eu mesmo pedi.
Toda dificuldade que criei,
Tudo!
Sou a luz e consequentemente sou todas as cores!
Vou ecoar por toda eternidade, o teu, o meu grito de amor
Que mesmo no vácuo do universo propagará eternamente!
Como ando só
Poeira no deserto
Dentro de todo o Universo
Sou vácuo
Passando sensações em linhas
E tentando sustentar-me nelas
Pudera eu apenas falar
Usar quem me cativa como minha folha
E nunca mais precisar escrever
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