Use o Silencio quando Ouvir
Quando te ofendem, te guarde em silêncio e ofereça uma oração em pensamento para este encontrar luz pelas sombras serem os caminhos que estes percorrem. (A.L)
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
Desfruto felizmente em certos momentos do silêncio que a madrugada permite, quando o tempo não aparenta que está passando, assim, saio da superfície da realidade e mergulho até a profundidade de diversos pensamentos, lúdicos, detalhados emocionantes, poéticos, uma das maneiras de alegrar a minha mente, principalmente, se ela estiver muito desgastada, propícia para pensar em algo inconveniente, portanto, uma pausa silenciosa que se torna necessária por trazer uma calma indispensável para a chegada do sono para descansar o corpo, acarinhar a alma e produzir bons sonhos, providos de uma emoção demasiada.
Certos pensamentos meus são amantesda madrugada, apreciam o seu silêncio,quando o risco de serem interrompidos é consideravelmente menor,tendo em vista que são bastante expressivos, insistentes, alguns são agradáveis, outros nem tanto, uns são surpreendentes,todos carentes da minha atenção, motivados pelos meus sentimentos, pela minha razão, meu subconsciente inquieto, solidão e solitude, às vezes, o deleite de alguma inspiração e quanto a minha reação, esta é imprevisível, posso ficar inspirado, reflexivo, grato, aflito, algo complexo que nem sempre apresenta um motivo claro, objetivo, mas também uma parte que é inexplicável, pelo menos, desabafo em versos, tenho outros pontos de equilíbrio e principalmente, converso com O Senhor, encontro Nele, um forte abrigo, provo felizmente do seu vívido amor.
Às vezes, o silêncio se faz presente quando se cansa de falar, quando palavras não são mais pertinentes, consequentemente, o silenciar torna-se mais adequado, sendo uma resposta evidente de quem já falou o bastante e decidiu seguir em frente.
" Quando lutamos em silêncio,choramos em silêncio,caímos em silêncio ou levantamos em silêncio sempre quem reclama é a pessoa que não fica sabendo disso. "
Quando a Voz do Espiritismo se Perde Onde Nunca Deveria ter Saído. Parte I.
Há algo de silenciosamente grave acontecendo no Movimento Espírita contemporâneo. Uma displicência suave, quase imperceptível, mas devastadora: falar em nome do Espiritismo sem conhecer a base das bases da Obra Codificada; viver sob o rótulo espírita sustentando princípios que não pertencem ao seu corpo doutrinário; importar concepções veneráveis de outras tradições que respeitamos profundamente mas que não compõem o edifício proposto por Allan Kardec.
É nesse ponto que a frase atribuída a Léon Denis “O Espiritismo não é a religião do futuro, mas será o futuro das religiões” revela sua real grandeza e, paradoxalmente, a advertência que muitos não percebem.
A advertência velada na frase de Léon Denis.
Denis não afirmou que o Espiritismo será o triunfo de uma nova crença sobre as outras, nem que substituirá formas milenares de experiência religiosa. Ele fala de futuro, não de supremacia; de integração, não de dominação.
Seu entendimento era que, com o avanço da razão e da sensibilidade, as religiões naturalmente absorveriam princípios como a imortalidade em progresso, a reencarnação, a comunicabilidade dos Espíritos e a causalidade moral.
Mas Denis parte de um pressuposto inegociável:
_ Que o Espiritismo permaneça fiel a si mesmo.
_ Que mantenha sua pureza metodológica, sua ética investigativa, sua racionalidade moral e filosófica.
Sem isso, o que poderia ser o futuro das religiões tornar-se-á, ironicamente, um campo confuso onde o Espiritismo se dilui em sincretismos, rituais, misticismos e práticas que nada têm a ver com sua proposta original.
A displicência que abre feridas silenciosas.
Há uma tendência preocupante e crescente de falar em nome da Doutrina Espírita usando conceitos que não são espíritas:
_ Práticas ritualísticas,
_ Elementos mágicos,
_ Crenças fatalistas,
_ Espiritualidades intuitivas não verificadas,
_ Sincretismos que obscurecem,
_ e discursos emocionais que não se sustentam na Codificação.
Essa mistura, ainda que bem-intencionada, produz um falso verniz de Espiritismo que seduz, mas não educa; conforta, mas não ilumina; empolga, mas não esclarece.
É exatamente o oposto do que Kardec legou.
E aqui reside o núcleo do problema:
_ Sem o estudo sério, a obra espírita perde identidade.
_ Sem rigor, perde autoridade moral.
_ Sem fidelidade ao método, perde a capacidade de contribuir para o futuro das religiões justamente o alerta de Denis.
O Movimento Espírita entre o avanço e o retrocesso.
Se não atentarmos para a fidelidade doutrinária, o que Denis viu como um movimento de síntese universal poderá tornar-se uma fragmentação interior.
Se o Espiritismo pretende auxiliar outras religiões a se libertarem de dogmas e equívocos, como poderá fazê-lo se ele próprio começar a carregar dogmas novos, rituais novos, crenças antigas recicladas e práticas que a Codificação nunca legitimou?
O risco é evidente:
_ O futuro das religiões não absorverá o Espiritismo.
_ Será o Espiritismo que absorverá acréscimos indevidos, esvaziando-se até tornar-se irreconhecível perante sua própria gênese.
E aqui, cabe a frase que precisa ser dita com toda a gravidade necessária:
– Os fins não justificam os meios.
A Doutrina não precisa se enfeitar com o que não lhe pertence para tocar corações. Seu brilho é próprio.
Chamado à acuidade e ao compromisso moral.
A seriedade da Doutrina não está na rigidez, mas na honestidade intelectual.
Está na coragem de dizer:
_ “Não sei.”
_ “Não pertence ao Espiritismo.”
_ “Respeito, mas não adoto.”
O verdadeiro seguidor da Codificação não teme parecer menos espiritual aos olhos dos outros.
Ele teme, isto sim, comprometer uma Obra que não lhe pertence.
É esse senso de responsabilidade que falta e que precisamos reacender.
Porque falar em nome do Espiritismo é ato ético.
E viver como espírita é ato de lucidez profunda.
Que cada palavra nossa em nome da Doutrina seja uma ponte, não um desvio; uma luz, não um adorno; uma precisão, nunca um improviso.
O Espiritismo não se impõe - esclarece.
Não subjulga — liberta.
Não mistura — integra.
E para integrar, precisa antes permanecer fiel à sua identidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Jurei não ficar nunca em silêncio quando e onde os seres humanos tenham de suportar sofrimento e humilhação. Temos sempre de escolher um lado. A neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. O silêncio encoraja o torturador, nunca o atormentado.
.
Ser forte é
Amar em silêncio mostrar felicidade,
Quando se é infeliz,
Perdoar quem não merece, esperar quando não se acredita no retorno, manter-se calmo no momento d desespero,
sorrir quando se deseja chorar,
fazer alguém feliz quando se tem o coração em pedaços...
Às vezes, compreendo o silêncio de Deus… É que, quando Ele se faz presente, até as perguntas perdem o sentido. Ele é, e sempre será… a própria resposta.
Quando a noite chega
Ela olha em meus olhos
Eu silencio
Emociono-me diante de tamanha nobreza
Seus braços envoltos em meu corpo me amparam
Uma brisa leve sussurra em meu ouvido
É à noite a me chamar
Temos um compromisso
Em meus olhos uma lágrima desce
Fecho-os e me transporto para o surreal
Silêncio
É a noite linda!
O silêncio apavora quando grita.
Aconchega nos instantes de calmaria.
Entristece quando caminha junto à solidão.
Encanta quando chega carregado de lembranças e sorrisos.
E torna-se indescritível quando envolve em um abraço de amor.
❝ ...Não sou solidão, apenas não faço barulho
quando estou em silêncio. ..❞
---------------------------------Eliana Angel Wolf
❝ ... Aprecio o dom do silêncio e sempre
me afasto quando vejo gente falando demais.
Algumas pessoas ainda me assustam por serem
tão crueis em suas maldades. Não falo muito da
minha vida, nem mesmo quando escrevo. Procuro
ser bem reservada. Sempre disposta ajudar a quem
precisa, mesmo muitas das vezes não ser reconhecida.
Mas apesar dos pesares da vida sou feliz, todos os dias
me visto de gentilezas, sempre agradeço a Deus até
mesmo os espinhos das flores...❞
---------------- poetisa:Eliana Angel Wolf
❝ ... Quando o mundo parou consegui escutar a vós do meu silêncio.
E neste silêncio consegui me aproximar mais de Deus. Consegui
mergulhar no intimo de minha alma, e vi o quanto sou forte, mas
em minha fortaleza tinha rachaduras que só Deus podia curar.
O mundo parece um campo de batalha, onde os fracos e indefessos
não sabiam para onde ir. Neste momento minha Cruz era como uma
flor, não pesava quase nada ao ver as cinzas do que restou. Mas a
certeza de um novo dia, um novo recomeço me faz forte. Em meio
ao caos nasce outra rosa, outro sol, outro dia. Uma brisa leve paira
no ar. Que eu possa aceitar o que não posso mais mudar, e lutar
para ser melhor a cada dia mas...❞
-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
"Recuse as migalhas de quem não reconhece seu verdadeiro valor; o silêncio é eloquente quando as palavras carecem de substância. Desconfie da dualidade entre o que é dito e oque é praticado, pois há quem se apresente como algo que não é, buscando ser o que não são."
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
Aprendemos a falar ao nosso próprio coração quando ficamos em silêncio. É bem verdade que, nem sempre são palavras agradáveis, mas quando chegam ao nosso interior em forma de reflexão, seja em meio a alegria ou a tristeza... Sempre aprenderemos uma grande lição!
Quando Deus se faz presente no silêncio da noite é como chuva que cai em uma terra seca e sedenta. Só Deus pode dar a vida as plantas semimortas dos corações dilacerados pelas circunstâncias da vida.
É no silêncio do quarto que nos encontramos com o mais profundo no nosso ser. Quando ninguém nos vê e não há aparências, quando o coração fica exposto... vemos quem realmente somos e entendemos que é no silêncio que ouvimos os gritos da alma. Por isso é pela graça e pelo perdão de Deus que encontramos o caminho de volta a realidade daquilo que vivemos e daquilo que realmente somos.
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