Use o Silencio quando Ouvir
Quando a lua te prende o olhar, o resto vira silêncio. Não é sobre o céu. É sobre aquele alguém que domina seus pensamentos, rouba seu fôlego e faz o mundo desaparecer. Quando o desejo é profundo, não há espaço para distrações. Nenhuma outra luz importa.Nenhum outro toque serve. Você se entrega… porque já não existe mais escolha. É fascínio. É possessão. É entrega. E, no fundo, você sabe: certas presenças não se dividem com o resto do mundo.
Nem todo silêncio é indiferença. Meu traço tóxico? Quando estou mal, sumo. Me fecho. Me resolvo sozinho. E quando volto… ajo como se nada tivesse acontecido. Não é frieza. É só o jeito que aprendi a lidar com a dor: calado.
Sinto o tempo apressado nos beijos que te ofegam, quando o silêncio faz vigorar na ternura da tua fala, o meu desejo de te ter a cada segundo que passa.
O silêncio abala o meu coração quando tu não estás, esperançoso por te ter no banho do nosso suor, espero o teu corpo nu entre os meus braços para te amar incondicionalmente.
O silêncio é uma arte de luz que ilumina a nossa mente mesmo quando torcidos pelo sono, somos seres conscientes despertos pelo eco da nossa mente.
"Saudade é quando em silêncio o choro grita seu nome e as lágrimas tentam sem vitória acalmar a dor."
-Aline Lopes
Quando eu morava em uma grande cidade, eu costumava viver em silêncio. Costumava aumentar a tempestade dentro do coração.
Para decorar a parede da casa eu costumava escrever o seu nome.
Hoje lembrei quando vi sua foto, era uma vez, a gente costumava amar.
O silêncio é uma declaração. A inação escolhe um lado. E quando isso leva a benefício pessoal, há cumplicidade.
Presta atenção no silêncio do meu olhar quando estivermos a sós...
E leia o quanto te amo e te quero bem...
Meu silêncio que agride e a sua ausência que lhe matará. Quando alguém me agride, eu absorvo e devolvo para ele a reflexão.
Tem barulho
Que
A gente
Só escuta
Quando
Faz silencio
Assim
É a água
De chuva
Que se faz
Do
Rio a sua morada
As falhas
Dos homens
Eternizam-se no aço
E
Quanto mais bebemos
Mais sede temos
As suas virtudes
Escrevemos na água
Como um gole d'água
Bebido no escuro
Quando morre um coração
Quando morre um coração,
o silêncio se agiganta,
uma melodia se desfaz,
e o tempo perde sua dança.
Os passos vacilam na estrada,
como se o chão não mais existisse,
e o céu, que antes era abrigo,
parece agora um vazio que insiste.
Quando morre um coração,
não é só o peito que sente,
é a alma que se desfaz
em pedaços de um presente ausente.
Os sonhos se tornam memória,
as palavras viram eco perdido,
e no vazio que sobra da história,
fica o adeus jamais esquecido.
Mas há vida no rastro da dor,
como sementes em terra rasgada.
Pois mesmo morto, o coração
faz florescer em nós sua jornada.
E assim, entre lágrimas e fé,
erguemos o que restou de esperança,
pois no luto, há sempre um renascer,
um novo ritmo, uma nova dança.
Silêncio e paciência sempre resolvem, Deus sabe quando, por que e onde vai acontecer, só ele quer que a gente confie, porque às vezes a espera nos fortalece, nos dá energia e principalmente maturidade para enfrentar os obstáculos, para poder realizar nossos sonhos pelo controle de Deus.
III. Quando o grito se disfarça de silêncio
Há gritos que ninguém ouve porque se disfarçam de silêncio. E há silêncios tão densos que carregam em si o estrondo de mil tempestades internas. A mente, quando já não suporta traduzir a dor em linguagem, recua. Fecha as janelas. Apaga as luzes. Cria mundos paralelos onde, mesmo distorcida, a realidade se torna suportável.
Nem sempre a loucura é ruído. Muitas vezes, é ausência. Ausência de conexão, de resposta, de chão. É o exílio interior de quem ainda está presente no corpo, mas já não habita a lógica comum. E nesse exílio, o tempo não segue sua ordem. As palavras não obedecem significados. O real se dissolve em fragmentos que só fazem sentido para quem ali está.
A sanidade, do lado de fora, observa, mede, intervém. Mas nem sempre compreende. Porque compreender exige mais do que escuta técnica, exige atravessamento. E poucos suportam atravessar a dor do outro sem se perder de si mesmos.
Talvez a maior ponte entre a lucidez e a ruptura esteja na empatia profunda, que não tenta apagar o delírio, mas se ajoelha diante dele como quem respeita um altar de sobrevivência. Porque ali, naquilo que chamamos loucura, ainda pulsa a centelha de quem resiste, não por desordem, mas por excesso de verdade que o mundo não conseguiu conter.
" Quando lutamos em silêncio,choramos em silêncio,caímos em silêncio ou levantamos em silêncio sempre quem reclama é a pessoa que não fica sabendo disso. "
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