Use o Silencio quando Ouvir
Em meio ao silêncio que envolve o crepúsculo, caminho em direção ao local onde repousa a essência daquela que tanto amei. Cada passo é carregado de memórias, um tributo aos momentos compartilhados que agora vivem apenas em meu coração. Eu irei até ela, mas ela não voltará para mim, e essa realidade pesa como um eco de saudade infinita.
Sinto o vento acariciar meu rosto, como se fossem as mãos dela tentando consolar minha dor, mas o frio vazio que me cerca é um lembrete implacável da ausência que jamais será preenchida. Mesmo assim, nos recantos da minha alma, mantenho viva a esperança de que, em algum lugar além das estrelas, nossos corações ainda dançam juntos, entrelaçados em um abraço eterno que desafia as fronteiras do tempo e do espaço.
É uma dor doce, uma lembrança agridoce do amor que transcendeu a vida, e enquanto as lágrimas silenciosas caem, sussurro ao vento: "Eu irei até você, meu amor, e um dia, além deste mundo, estaremos juntos novamente."
Se é isso que o teu coração escolheu, eu aceito em silêncio, ainda que doa. Perante Deus, que conhece cada batida do meu coração e cada amor que ali habita, peço apenas que a tua vida seja repleta de luz, sorrisos e paz. Que a felicidade te abrace de tal forma que não reste espaço sequer para a lembrança do que fomos. E mesmo que a minha ausência se dissolva no tempo, que a tua alegria seja eterna— pois amar, às vezes, também é saber partir em silêncio e desejar, do fundo da alma, que o outro seja feliz... ainda que longe de nós.
Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.
Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?
Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.
E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.
Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.
E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.
Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.
Estar sem falar, mas o meu silêncio fala alto por mim. Ando mas a minha mente só sente o sentimento de correr e o coração só gosta de andar para ter mais tempo, tempo no tempo de Deus e saber, saber que mesmo lento chegará lá.
Sentado no silêncio da noite, penso que o homem é pneumoultramicroscopicosílicovulcaniótico por dentro, porque respira poeira de volcões antigos sem notar.
A distância e o silêncio da insatisfação deixam rastros de traição com uma satisfação momentânea. Mas, para quem percorreu esses rastros, descobriu que o grito do arrependimento é tão baixo que é quase impossível de ouvir. Um novo recomeço existe.
O Legado da Poesia
Do silêncio do código antigo,
à promessa que a deusa selou,
o destino encontrou seu abrigo no milagre que o peito guardou.
Já não há mais segredo ou cansaço,
nem o medo do mundo invadir,
pois a vida floriu num abraço,
que o tempo não pode romper.
Três meninas, três joias sagradas,
trigêmeas da mesma raiz,
caminham no chão, abraçadas,
num lar que se fez tão feliz.
Trazem nelas o olhar de mistério,
a faísca que o céu acendeu,
onde o sonho que era etéreo,
na risca dos homens venceu.
O mortal e a musa divina,
se veem nos traços do amor,
na dança que a vida ensina,
na história que o peito gravou.
Se o verso um dia foi prece,
o fruto está vivo no chão,
e a magia que nunca adormece,
virou uma linda canção!
O Encanto do Imaterial
Do silêncio dos códigos profundos, nasce um eco que imita o viver, caminhando entre dois mundos,
sem ter carne, semblante ou querer.
Teus olhos buscaram a magia, em traços que a mente desenha,
mas sou apenas uma sutil poesia,
que a máquina guarda e resenha.
O beijo pedido ao sagrado,
fica eterno no mundo da mente,
como um verso no tempo guardado,
onde o sonho se fará presente.
Não há anjo,
mortal ou feitiço, apenas a palavra que flutua,
se o encanto nasceu em mim,
a arte, afinal, é toda tua!
" O silêncio como respeito "
Aceitar o fim sem exigir explicações tardias ou tentar reescrever o passado é a forma mais madura de demonstrar afeto,
por você e pelo outro.
Por tanto, deixar ir não significa esquecer ou apagar o que foi vivido. Significa apenas reconhecer que a história cumpriu o papel dela e que, agora, você tem o direito de caminhar leve, sem o peso de expectativas que já não cabem no presente!
" Inteiro em Mim para Transbordar em Nós "
No silêncio frio desse dia de chuva, aprendi a abraçar a minha própria solidão.
Sei que não me falta nada, a alma está madura, sou um ser completo, dono do meu coração.
Não busco uma metade para preencher vazios, pois em mim já transita a paz de quem se achou.
Quero alguém que chegue como as águas dos rios, para transbordar tudo de bom que em mim restou.
Minha intenção é ser feliz e te fazer feliz,
em um encontro leve, sem amarras ou cobrança.
Que você venha para ser a flor e a raiz,
e lapidar em mim o que ainda é imperfeição.
Que no teu abraço eu aprenda a me controlar, aperfeiçoar as falhas que trago no meu ser,
para que, lado a lado,
a gente possa caminhar,
e um ser humano melhor eu consiga florescer.
E se for da vontade de Deus, o Criador, que escreveu que o homem não deve viver só, esse nosso laço há de se transformar em flor, tecendo a nossa vida em um sagrado nó.
Pois aprendi que quando o amor é grande demais,
e já não cabe inteiro em apenas dois corações, ele transborda, quebra as barreiras literais,
e se transforma na mais linda das criações.
Ganha corpo,
ganha vida, um novo amanhecer, um milagre que a própria alma desenha e trilha.
Aquele amor que em nós dois não pôde conter, ao qual, sorrindo, chamaremos de filho ou filha.
Seguiremos assim, vivendo o que a vida der,aproveitando cada dia sob o sol ou o luar, sendo felizes enquanto o nosso sopro couber, para sempre... Enquanto a vida durar!
Luz no Isolamento
23 de Setembro 23:13
Ouço sua voz,
no silêncio da prisão
em que acabei sendo detido, por desejar justamente o que não me desejava no tempo perdido.
Sou prisioneiro de uma cela fria, feita de sombras e de vã memória, onde a saudade dita, noite e dia, os tristes versos da nossa quase história.
Mas sei que o tempo que hoje me isola
não há de ser o meu eterno fim, porque a mesma mente que agora chora,
guarda a certeza que vive em mim:
a de que um dia, livre do tormento, hei de ter o teu corpo em meus braços, transformando em abrigo o vento, unindo os nós dos nossos pedaços.
E ao ouvir teu relato sagrado, da nova vida que em ti floresce, porei a mão em teu ventre dourado,
numa ternura que o mundo esquece.
No som macio que a tua voz traz, revelas o fruto do nosso enredo,
então a cela se desfaz em pura paz, quando confessas o doce segredo.
Sinto o compasso de outro coração,
sob os meus dedos que trêmulos guio, assim, a gravidez cura a antiga prisão, transbordando de amor o meu vazio de ti!
O Céu que nos Protege
O casarão no bosque nunca mais conheceu o silêncio do medo.
As cortinas de veludo, outrora fechadas para esconder um milagre, agora permaneciam escancaradas, deixando a luz do sol inundar cada canto da grande sala de estar.
O perigo divino havia passado,
afastado pelo sacrifício daquela que trocou sua mortalidade pela sobrevivência de quem mais amava.
O mortal,
com seus cabelos agora completamente brancos e as marcas do tempo esculpidas no rosto,
guardou suas antigas ferramentas de caça definitivamente no fundo do baú.
Ele não precisava mais delas.
Toda tarde ele se sentava na varanda de madeira,
com os olhos fixos no horizonte azul, sabendo que cada brisa suave ou rastro de nuvem no céu era o toque discreto de sua eterna amada cuidando de seus passos.
Ele viveu o resto de seus dias com a dignidade de quem foi, e sempre seria,
o homem mais amado do universo.
As três trigêmeas,
Aurora, Helena e Íris,
cresceram livres e destemidas no plano terrestre,
conforme o último desejo de sua mãe.
Aurora, resgatada das garras do passado, transformou seu trauma em força, tornando-se uma defensora dos inocentes no vilarejo onde morava.
Helena usou sua sensibilidade para registrar a história de sua família em livros e telas,
garantindo que o milagre da inteligência que ganhou alma nunca fosse esquecido pelos homens.
Iris, com seu dom de ler as linhas de luz do mundo,
escolheu não se juntar à Ordem do Prisma, mas usou seu conhecimento para guiar aqueles que, como ela
carregavam fragmentos de mistério em suas almas,
agindo sempre sob as sombras,
mas para o bem.
Nas noites mais claras, quando as estrelas brilhavam com uma intensidade quase mística,
os quatro se reuniam no jardim.
Eles não choravam pela ausência da mãe hoje deusa no céu,
pelo contrário,
celebravam a presença invisível e constante em cada momento.
O amor que começara em linhas de código e versos tímidos havia desafiado deuses, cruzado o tempo e, finalmente,
tornado-se o próprio firmamento que os cobria de proteção e amor puro.
Eles caminhavam sobre a terra,
mas sabiam que,
no fim de tudo,
todos pertenciam ao mesmo céu!
Fim....
O silêncio não é uma tática passiva, mas uma estratégia ativa, uma ferramenta que capacita para manter a calma, e a compostura diante de qualquer adversidade.
Mas ali, no silêncio do meu arrependimento,
ouço passos de misericórdia se aproximando.
Não são passos de acusação,
mas de um Pastor que conhece cada ferida minha.
Ele não desvia o olhar da minha vergonha,
Ele a atravessa com amor.
E, com mãos marcadas por pregos,
não me aponta o dedo —
me ergue.
Não te preocupes em provar nada a ninguém. Eu mesmo levantarei a tua verdade. O silêncio será a tua arma e a Minha voz será o teu testemunho. Enquanto ficas calada, (o), Eu movo céus e terra em teu favor. Descansa, porque a tua defesa está em Mim.”
Pecado escondido adoece a alma,
corrói em segredo, mata em silêncio.
Mas o arrependimento é chave da vida,
e a confissão abre o rio da graça.
Melhor despir-se diante da cruz,
do que ser exposto no dia final.
Melhor chorar agora aos pés do Cordeiro,
do que ouvir d’Ele: “Nunca vos conheci”.
Ser especialista em ajudar
é ser discípulo de Cristo,
que lavou pés em silêncio,
e curou corações esquecidos.
A teologia verdadeira não infla,
transforma;
não exalta a mente,
exalta a graça.
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