Use o Silencio quando Ouvir

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O que você
constrói em silêncio cresce mais rápido. ✅

O sábio que não desconfia da sua própria sabedoria cairá no silêncio do orgulho.

Quem sofre em silêncio absoluto sabe o que é resiliência.

"Que eu entenda Deus que o Teu silêncio não é abandono, mas um momento de fortalecer a minha fé, ter confiança e amadurecimento espiritual em Ti. Traga sempre a minha memória que estáis ao meu lado segurando minha mão e não permitindo que eu caía. Como diz em Tua palavra: 'Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus' (Salmos 46:10). Que esse versículo se aplique cada dia no meu espírito me trazendo paz porque eu sei que este silêncio é o Teu convite para entrar na sala do Trono; confiar e orar, pois o silêncio do Senhor é cuidado, jamais negligência. Amém!"


—By Coelhinha

"O silêncio é uma armadura estratégica poderosa contra fofocas e falsos julgamentos."


─By Coelhinha

"Conectar pessoas através de Deus em pleno ato de orar em silêncio. É tocar a alma deste alguém sem ruídos."

—By Coelhinha

"Corte laços com quem sorri na sua frente e apunhala pelas costas. Afaste-se em silêncio, pois o tempo sempre revela as máscaras sem que você precise se desgastar. Lembre-se: Sua paz vale mais."


—By Coelhinha

Solilóquio de Guerra

Minha armadura sangra em silêncio sob o peso do mundo,
Enquanto o abismo sussurra o meu nome na escuridão.
Caminho entre os espectros de sorrisos falsos e atos contraditórios,
Que tipo de dêmonios eles são?
Sem exército, cercada pelo deserto da solidão.
Cota de malha enferrujada e couro rasgado.
Espada sempre ao lado.
Fui lançada a uma trincheira que jamais aceitei,
Nem a carta da convocação me enviaram.
Busco a saída deste campo devastado, Seja pela vida ou pelo pó,
Persisto na travessia, até que as sombras me abracem,
E o último suspiro desapareça e se dissipe no mundo.

- Ramile Godon

Já caminhei por desertos de silêncio,
onde a esperança se escondeu nas sombras. A vida, em sua frieza, não me ofertou razões para permanecer. O amanhã parece distante, um horizonte que não chama pelo meu nome. E ainda assim, respiro, como quem desafia o vazio. Talvez não haja sentido, talvez nunca tenha havido. Mas sigo, porque até o desespero carrega uma semente de quem insiste em existir.

Sou estrela antiga, ecoando luzes que já se foram, meu coração queimando em silêncio. Cada fagulha é memória de mundos que jamais verei, cada brilho, um suspiro perdido. No vazio do cosmos, aguardo o instante em que tudo se desfaz, me transformando em poeira estelar, um murmúrio esquecido no infinito.

Plantei raízes no silêncio ansiando pelo sol da esperança, mas mãos alheias cobriram a terra, impedindo-me de florescer.Meu caule se ergueu trêmulo, buscando o céu em vão, pois a sombra de terceiros pesava mais que minha vontade. E assim sigo, metade semente, metade lembrança do que poderia ser; um destino podado antes do tempo, um sonho que ainda respira sob a terra.

Assim como a terra árida se estende em silêncio, implorando pelo alívio de algumas gotas de água, também eu me prostro diante da memória das antigas promessas que um dia me foram feitas. Elas ainda cintilam dentro de mim, frágeis e leves como plumas, como dentes de leão que o vento leva para sempre, belas como enganos. E, no entanto, é delas que me alimento, como quem bebe a própria sede, como quem encontra no vazio a única forma de sustento.

Em silêncio, imploro. Almejo o que nunca será meu. Talvez o que mais rejeito seja o que tenho de sobra, esse excesso de pensamentos, vagando como sombras num silêncio gritante, me prendendo às noites que não sabem dormir.

No silêncio dos sonhos, encontro alegrias que a realidade nunca ousou me dar. Mas, ao despertar, tudo retorna ao vazio, e o sonho se perde como outro inalcançável sonho.

Lá fora está frio e chuvoso e as ruas se encharcam de silêncio. As gotas escorrem nas janelas como se fossem lágrimas antigas que o céu já não consegue conter.

No instinto de sobreviver, o veneno se desfaz em silêncio, críticas tornam-se pó,
julgamentos se perdem no vento. E o ser, ainda de pé, atravessa a provação intacto.

Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.

Elegantemente, vou ignorando tudo e todos, um gesto contido que guarda meu silêncio como quem preserva um relicário.

O silêncio da alma grita como trovão, é o rugido calado de quem sobreviveu ao impossível.

Na dor, encontrei voz de aço, um eco rasgado que rompeu o silêncio, grito afiado de resistência.