Uma Verdade Inconveniente
Vede, a verdade não se encontra nas intenções que buscam a destruição, mas no amor que é oferecido sem condições, como Eu ofereci a todos, até ao último dos pecadores.
Enquanto o mundo busca a destruição por meio de intenções prejudiciais, Eu sou o caminho da verdadeira paz, onde a única finalidade é a salvação e o amor incondicional.
Gosto do amor de antigamente.
Antigamente as pessoas amavam e se doavam de verdade. Se preocupavam e faziam por onde, não é atoa que os heróis românticos são de antigamente.
Antigamente os homens se apaixonavam e eram apenas de sua amada, não tinham amigas e nem conhecidas, e quando tinham eram como nada.
No amor de antigamente não havia as concorrências, existia uma certa exclusividade.
Mas na atualidade parece que o amor virou frivolidade e eu nem devia estar comparando, porque parece que na atualidade, amor é coisa de antigamente.
A verdadeira verdade é que nem todos podem e nem todos pensam. Apenas a esperança pode fazer o impossível acontecer.
BETH
A verdade é dolorosa, as vezes amarga,
Mas necessária; mas agora
Só por alguns momentos dê-me uma ilusão lilás
Como os olhos de miss Taylor
Quem sabe mais de ilusões...?
Quantos casamentos... mas diante da tela,
Quem era mais verdadeira?
Quero a ilusão púrpura
Como uma plantação de alfazema
Depois me fala a verdade, mas me fala com jeito,
Um sorriso e uma falsa esperança...
Como se eu fosse criança galopando em carrosséis
Fala-me primeiro das pequenas verdades
Dos jardins de infância,
Do jogo de esconde-esconde,
Da verdade adolescendo,
Dos desejos inconcebíveis e gulas da puberdade
O resto eu percebo, minha verdade ficou adulta,
A realidade adúltera, os tons pink da tua presença
Foi sumindo aos poucos no fim do ocaso
Meu anjo você ainda é pura,
Você só carrega uma verdade pesada e muito escura
Mas aquele halo ainda povoa a minha lembrança
E a castidade que reluzia na tua presença
Está nas recordações mais ingênuas do meu passado
Guarda essa verdade só pra você mesmo
Pesa demais ver-te verde, tez de seda, temporã
Sob o plúmbeo peso da realidade e o sol ardente da manhã
Nada era verdade quando a verdade era nada;
Matou o gato, o periquito, o cachorro,
Matou a namorada
Nada era verdade ainda;
Matou a galinha, o coelho, matou a vizinha...
A realidade se media pela quantia
E tudo se multiplicava por nada;
Matou o que era verde e o que não era
que era estático e o que se movia
Mas a verdade não aparecia
Matou o concunhado, o vigário a messalina,
E quando era sábado sem a contrição,
Sem chave de coxas na cintura,
Sem a loucura daquela língua e aqueles lábios,
Achava-se sábio...
Mataria o anão, o filósofo, o prefeito;
Mas por mais que matasse, não mataria o prazer
O prazer de matar, talvez matar não fosse solução,
Talvez a solução fosse morrer
Morreria num sábado ensolarado, numa segunda Chuvosa
Ou numa quinta; numa quinta serena...
Missa de sétimo dia e novena...
Um edifício, trigésimo andar...
Um voo onde sua alma alcançasse mais fácil o céu
E somente seu corpo se esfacelasse
No solo duro da realidade
Porque a verdade era nada, nada era verdade...
E quando for verdade o que não for verdade
eu levo dessa cidade o que não for cidade
eu levo o tempo que eu não tenho
pelo tempo que eu tenho perdido...
eu acredito tanto que a vida pode mudar,
se mudarmos um tanto nesse acreditar;
ah, podemos ser felizes sim
mesmo se só restar um olhar, um aceno, uma canção...
a vida é pródiga, a existência profícua...
temos a lua e o tobogã, a esperança e mente sã...
e o lago que eu imagino,
eu atravesso a nado como se fosse um menino,
mas, nada nada assim no nada...
o que não existe além do que eu imagino
se a estrada é o sonho e o caminho é caminhar,
ainda sou um menino de cinquenta anos,
tenho minhas fantasias, ainda faço planos
ainda me apaixono às vezes, às vezes sete vezes por dia...
dezessete vezes por dia eu acredito nesta rebeldia
de me acreditar menino, de me acreditar poeta.
a minha verdade não é minha
e a minha essência é multidão
eu brinco de ciranda ao redor da montanha
de mãos dadas comigo mesmo
penso que sou feliz e isso é tão longínquo
que os rios me carregam
e as estradas me conduzem
em fila indiana até que eu caia de um crepúsculo
e ressurja no nascente e os primatas
que eu fui eram tão ternos,
tinham a ternura das tristezas e das indecisões
e isso fazia deles seres melhores do que hoje somos
agora eu fico sozinho comigo mesmo e os meus cromossomos
ora refletindo, ora contemplando
e eu me pergunto: será que eu não sou Deus?
porque afinal de contas, eu também sou solitário,
eu também sou triste, fico perdido no que me constitui
e no que compõe o meu DNA.
Primata? -Não, os dias gloriosos se foram;
preservei daquele símio só o angustiante prazer
de se entregar a paixão... e quando ela passa
iluminando o vale com sua aura, eu brinco de ciranda
de mãos dadas comigo mesmo ao redor da montanha
até que ela o encontra sob a copa de uma amendoeira frondosa
se abraçam terna e loucamente apaixonados
a fazer piscar de acanhamento astros há mil anos luz ...
e eu fico pensando: ah, se eu não fosse Deus...
Eu acredito que o olhar de cada um carrega sua verdade silenciosa,
carrega o "eu verdadeiro" de si.
Eu te vejo,
eu enxergo além das barreiras que sua imaginação pode estabelecer,
sou capaz de entrar no seu universo penetrando apenas no seu olhar.
Me faça querer te desvendar,
e eu lhe desvendarei.
Me faça pensar que você merece meu tempo,
que até longe pensarei em você.
Não esconda nada, mas não precisa falar,
basta um olhar, que eu saberei.
Basta um olhar, e eu conhecerei o sentimento que habita dentro de você.
Posso ser capaz de tocar o que não é sólido, e ouvir o que não é dito.
Sinto seu gosto pela vida,
é doce,
amarga,
acho que tem gosto de café.
Olhe para mim, que eu olharei para você,
viajarei no seu mundo, e se for capaz, permito que você viaje no meu,
até que ambos viremos um só, um só universo.
Puro.
Onde os medos se dissolvem,
e só restam os olhares que se entendem,
as almas que se reconhecem.
Entre nesse transe comigo,
o mundo é sombrio,
nosso universo é mais bonito.
À farsa das falsas argumentações, a palavra veraz. É o poder da franca verdade contra o despudor da fraca mentira.
Minha verdade (meu olhar)
Autor: Nyll Mergello
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Minha verdade está
Além de palavras convincentes
De mera filosofia
Ou alienações psíquicas*
É preciso mais que isso
Para me encontrar
Quer me enxergar além?
Então
Sonde o abismo do meu olhar
Perscrute meu coração
E talvez encontre o que procura
Lá dentro, em algum lugar
Minha mente é blindada
Sou como um tiger
À prova de fogo e dor
Frio como um android
Indiferente a Foucault,
Nietzsche e Freud
Quer me enxergar além?
Então
Sonde o abismo do meu olhar
Perscrute meu coração
E talvez encontre o que procura
Lá dentro, em algum lugar
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