Uma poesia que Fale de Sentimento

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" Terráqueos insanos
rebeldes sem natureza,
devolva toda a água e sol do planeta,
a terra ta cansada, cheia disso tudo,
querendo que o ser humano seja excluído do mundo."

Inserida por alexsandrobraga

Tentei ser feliz não, consegui.....
Mesmo assim continuei sorrindo
Tentando manter as aparências.
Acabei me iludindo...
E as pessoas não sabem o que sinto
Porem insistem em me julgar...
Mas quero ver se colocarem em meu lugar
Verão que nem todo palhaço é feliz
Só por ter um sorriso falso embaixo do nariz!!

Inserida por gabrielsgs

Ouço tantos relatos de ciumes na minha orelha,
Que sou pró em falar:
- Ciumes NÃO é amor, não é cuidar, Não é homenagem.
- Ciumes É MEDO de não ser amado, desejado.
- Ciumes È UM SENTIMENTO EGOÍSTA que destrói.

Inserida por JANBASSI

Sentimentais rendem-se ao sonho de ser o melhor e poder viver melhor. São perdedores.
Pensadores rendem-se à realidade e vivem pior procurando o melhor. São vencedores.

Inserida por GlobusFinitium

Sinto pedacinhos de você no ar que eu respiro.
Posso sentir o teu cheiro, o teu toque,
o teu amor.

Inserida por alcalina

Medo de Amar

⁠Se um dia gostar de alguém, não tenha medo de abrir seu coração e falar dos seus sentimentos, pois os sentimentos devem ser compartilhados, e falar do que se sente é maravilhoso, por quantas vezes perdemos pessoas por medo de falar, o que se sente, ou deixamos alguém que poderia ser um amor ou uma paixão, sair de nossas vidas, por medo de falar o que estamos sentindo pela pessoa, então sempre que gostar de alguém fale, não tenha medo da reação do outro, você disse o que sentia.

Inserida por Lerianopereirah

⁠Invisível, mas sentindo tudo

Sou parte da sua história, mas só nos capítulos que ninguém lê.
Aqueles escritos em silêncio, entre mensagens apagadas e promessas sussurradas.
Você sabe que eu estou aqui — mas só quando o mundo não está olhando.

Quando você vai embora, eu fico com tudo que ninguém vê:
a espera que pesa no peito, a saudade que ocupa a casa toda,
o vazio que se senta ao meu lado como se fosse você.

Estar com você é doce e cruel.
Doce quando você chega com esse jeito que desarma tudo em mim,
cruel quando lembro que você não fica.
Você nunca fica.
E eu sempre fico — com a metade de um amor que merecia ser inteiro.

É difícil ser invisível pra quem ilumina tudo em mim.
Você me acende, me faz sentir viva, me faz sonhar.
Mas sonhar com alguém que não pode te assumir…
é como se amar fosse um segredo que me mata aos poucos.

E no fundo, o que mais machuca…
é essa pergunta que ecoa em silêncio toda vez que você se vai:
Por que não sou suficiente para ser a única?
Por que, mesmo dando tudo de mim, ainda não sou a sua escolha?

Talvez um dia eu entenda.
Ou talvez eu só aprenda a me escolher no lugar de te esperar.

Inserida por JoyP

Com grandes responsabilidades
vêm grandes problemas.

Só os que seguem o caminho do dever
entendem o que Jesus passou
no deserto e na terra.

O pior da vida
é que nem sempre o certo é certo,
nem sempre fazer o bem
traz o bem de volta.

A vida não é uma balança,
como a justiça faz crer.
É mistura de cosmos,
de células e micro-organismos,
de tudo o que o universo
tem para oferecer.

Inserida por digital_workmail

⁠Não fingimos estar tristes,
Fingimos estar felizes, porque é mais fácil que explicar
O motivo da tristeza.

Inserida por juliani_silva

⁠não é solidão.
é invasão consentida.
um tipo de presença que não pede licença
porque sabe que ainda tem a cópia da chave.

•

o lado esquerdo da cama cede.
não por hábito.
mas por teimosia do lençol.
o corpo ausente continua exigindo espaço ~
e eu cedo.

•

a toalha continua úmida.
não sei se é da última vez
ou de alguma memória que escorreu
quando eu não estava olhando.

•

o som do gelo ainda cai no copo.
como se tivesse a quem servir.
mas ninguém brinda comigo.
nem o silêncio.

•

a morte não te levou.
ela só desfez o contrato.
ficou com o nome,
com os papéis,
com a parte que convence os outros
de que você se foi.

mas o resto ficou.
os ruídos leves no corredor.
o perfume que reaparece ~ sem explicação.

essa mania absurda de eu ainda saber
o ritmo da sua respiração
mesmo sem você.

•

ninguém me disse que o luto fala baixo.
que ele deita do meu lado
e às vezes respira junto.

que eu ainda viraria de lado à noite
esperando um corpo
que aprendeu a não chegar.

•

não sei se sinto falta
ou se me converti naquilo que faltava.
na forma da ausência,
no vulto do costume,
no intervalo entre a porta abrindo
e ninguém entrando.

•

não sei mais se sinto falta.
ou se já sou feita só disso.
da tua falta com forma.
com corpo.
com tempo marcado.
com trilha sonora que insiste
em tocar quando não devia.

•

isso não é saudade.
é ocupação indevida.
com senha do wi-fi.
com chave da porta.
com espaço no armário.

uma ausência que não partiu.
só se instalou.
e tem me mantido acordada
no mesmo ponto
em que você deixou de me amar.

como se esse ponto fosse
casa.
fim.
ou castigo.

Juliana Umbelino • O Luto Sou Eu

#Luto #Poesia #LiteraturaBrasileira #Relacionamentos #Leitura

Inserida por Umamineira

⁠I. a parte em que ninguém percebe

há dias em que o mundo continua ~
mas eu não.

eu me arrasto dentro da roupa.
cumpro compromissos como quem finge
ainda habitar o próprio nome.
me sento onde sempre me sentei,
mas algo em mim não chega.

o corpo levanta,
mas não comparece.

•

há horários que evito.
nomes que pulo.
itens na gaveta que não toco há meses.

não é superstição.
é autodefesa.

ninguém entende.
porque continuo funcionando.
mas já não pertenço à máquina.

•

II. a parte que só eu escuto

há um som que só eu ouço.
não é voz,
não é memória,
não é aviso.

é uma frequência baixa
que vibra quando tudo está em silêncio.

uma presença que não se mostra,
mas me atravessa.

me obriga a manter as janelas fechadas,
a não reorganizar os móveis,
a conservar os espaços como estavam
no dia anterior ao que nunca mais passou.

•

não estou esperando nada.
mas também não fui.
é isso que ninguém entende:
o não ir.

o continuar por engano.

o viver como quem segura a respiração
no fundo da piscina
sem saber se ainda é possível subir.

•

III. a parte em que eu entendo

as coisas não melhoram.
elas se adaptam.
e chamam isso de cura.

eu aprendi a conversar sem falar.
a sorrir sem acionar músculo.
a dormir com a sensação
de que algo ainda respira ao lado.

talvez seja eu.
talvez não.

mas sigo deitada.
olhando pro teto
como quem espera uma explicação
que não chega.

•

e então amanhece.
como se nada tivesse acontecido.
como se meu corpo não estivesse carregando
o peso exato
do que ninguém ousa perguntar.

e eu levanto.
porque a vida, ao contrário da morte,
não precisa pedir permissão pra continuar.

Juliana Umbelino • O Luto Sou Eu

#LeitoraVoraz #Luto #Sentimentos #Lar #LiteraturaBrasileira

Inserida por Umamineira

⁠não.
não é porque passou que foi embora.
tem coisas que continuam me atravessando
mesmo depois de eu dizer que já não me importo.

a dor não se comporta com dignidade.
ela some, volta, veste outra roupa.
às vezes, aparece com a cara da minha paz.
e sorri.

•

você acha que sabe do que estou falando.
mas não sabe.

porque não é sobre o fim.
é sobre tudo que continua vivo dentro de quem sobrevive.
sobre o que insiste em crescer
mesmo depois de ter sido negado.

•

eu nunca fui boa com adeus.
talvez porque sempre tive mais talento pra silêncio.

aprendi a sair de cena ficando.
aprendi a suportar o insuportável com classe.
aprendi a me retirar sem que ninguém notasse —
mas sempre esperando que alguém notasse.

e ninguém notou.

•

o mundo não quer saber se você continua doendo.
ele quer saber se você respondeu os e-mails.
se deu bom dia.
se tá bem nas redes.

é isso que me assusta:
o quanto dá pra sobreviver
sem ninguém perceber que você parou de existir.

•

não é tristeza.
tristeza, pelo menos, justifica o choro.
isso é outra coisa.

isso é dormir de lado por costume.
é rir com meio rosto.
é esquecer de si com competência.

•

o nome disso?
não sei.
mas ele aparece no espelho.
na forma como evito o toque.
na hora em que não suporto mais música.
ou quando me visto inteira,
mas sei que falta alguém dentro da roupa.

•

e é aí que mora a crueldade:
quando a dor vira parte da mobília.
e ninguém mais estranha a tua ausência.
porque você continua #presente demais
pra ser procurada.

•

esse texto não tem #moral.
não tem pedido de ajuda.
não quer #compaixão.

ele só existe porque
tem dias em que ser forte é mentira.
e ser sincera é o único luxo que me resta.

—

Juliana Umbelino

#AmoLer #Leitura #Literatura #Sucesso #Silêncio #Pausa

Inserida por Umamineira

⁠há dias em que me pego funcionando por inércia.
a xícara está ali.
a tarefa está feita.
mas o gesto vem de um lugar que já não sou eu.

é como se a vontade tivesse se mudado.
e eu tivesse ficado
por cortesia.

•

não é depressão.
não é sobre tristeza.

é sobre ser uma coisa que já não reconhece a si mesma
mas que continua presente por educação.

por contrato.
por automático.
por sobrevivência burra.

•

há algo em mim que anda descolado.
um passo depois.
um olhar ao lado.
uma presença que continua comigo
mas não me habita.

parece alma ~
mas é só o que sobrou
de tanto tentar se manter inteira.

•

você me vê.
mas não está olhando pra mim.
está olhando pra essa versão
que aprendeu a sorrir
sem querer ficar.

essa que responde rápido,
usa o tom certo,
não deixa ninguém perceber
que já foi embora há dias.

•

pareço viva.
mas estou só ocupando a ausência
pra não preocupar ninguém.

é isso:
tem dias em que me torno substituta de mim.

•

não sei quando começou.
mas hoje é sexta,
e eu deveria sentir alguma coisa.
qualquer coisa.
exceto esse vazio que já se veste antes de mim,
que já me senta na cadeira,
que já me entrega inteira pra um mundo
que só sabe lidar com quem funciona.

•

ninguém nota.
porque continuo dizendo “obrigada”.
continuo abrindo a porta.
continuo assinando o nome com letra legível.

mas o que há aqui
não sou eu.

é o fantasma de alguém
que cansou de tentar se habitar.

—

Juliana Umbelino

#SextaFeira #Leitura #VidaDeEscritora

Inserida por Umamineira

Você chegou como aquela brisa suave da manhã em um domingo tranquilo;
Trazendo consigo tudo o que há de mais belo na vida, me apresentou um lado do mundo que eu ainda não conhecia.
Mostrou-me poemas, livros — daqueles que cativam e trazem paz à alma.
Trouxe Maria Bethânia, com suas letras apaixonantes, cheias de desejo e euforia;
Chico Buarque, com seu amor lírico e suas críticas tão eloquentes.
Me apresentou à cultura, ao amor — e ao quanto ele pode ser belo.
E, junto com tudo isso, trouxe você: feito de música, poesia, textos e sentimentos.
Entrou no meu coração aos poucos, como quem não quer nada…
E, de repente, se foi.
Deixando para trás apenas tudo de bom que pôde me entregar.

Inserida por tiffanylooh

Um dia me perguntaram o que era o amor.

Numa reflexão rápida, quis me limitar a dizer que o amor é uma coisa só... Pensei em uma pessoa que amo muito e afirmei, com convicção, que amor é admiração — como se um "eu te amo" fosse, na verdade, um "eu te admiro", só que com mais intensidade.

Mas então me veio à mente outra pessoa que também amo, e percebi que o sentimento era outro.

Vieram, então, palavras como cuidado, compromisso, afeto, liberdade — e todas elas também fizeram sentido.

Entendi que o amor se fragmenta nas relações pessoais e singulares (romântico, materno, fraterno, amizade...), assumindo maior ou menor importância na vida de cada um, conforme suas vivências.

Sigo sem saber a resposta exata — e às vezes falho ao reconhecer o amor por algo ou alguém, fruto das minhas próprias expectativas. Um erro. Porque, embora o amor me apareça como um emaranhado de sensações, acredito que ele só existe a partir da verdade.

Inserida por Julioaugustotorto

Em um mundo superestimulado, muitas vezes confundimos paz com tédio.
Cuidado em valorizar apenas os ápices da sua vida pois, acabará perdendo todo o resto.

Inserida por Stella_Rossatto

⁠Texto criptografado

"Desconectado de mim, travado no outro"

1- É, não sei dizer ao certo
16- Desejar alguém é extremamente complicado
2- o que senti na noite de sexta
17- para o meu eu, como se esquecesse
3- para sábado, foi uma mistura de
18- que basta um simples esforço,
4- ideias novas com ideias acumuladas,
19- um simples diálogo, e pronto
5- eu realmente estava
20- aquela pessoa pode passar a me desejar, ou não
6- em processo final de desconexão.
21- e tá tudo bem. Mas algo me impede,
7- Agora só sinto que deveria
22- algo me sabota, como se eu
8- talvez ter feito mais, me expressado
23- temesse ser zoado ou temesse receber em
9- melhor, seria mais prático
24- troca a negação, ou de fazer tudo
10- e consumiria menos a minha
25- errado novamente. Eu juro que não
11- mente. Lidar com essa ideia de que
26- sei, mas estou me dedicando para
12- eu devo encontrar alguém, me
27- que isso suma de vez, que
13- deixa ao ponto de não saber conversar
28- esses pensamentos que me auto sabotam sumam
14- da forma que eu desejo quando
29- e eu consiga explorar os prazeres da
15- estou perto de uma garota. Desconexão.
30- vida ao lado da pessoa que escolher.

Inserida por LuizDNK

⁠Talvez, quem sabe_


Talvez foi o jeito que ela andava. Talvez a roupa branca que ela usava.

Ou talvez o cabelo, que parecia ser desenhado por alguma calma que eu nunca tive.

Talvez foi o olhar, a forma de seus olhos. Olhos felinos e dóceis que me tiram o fôlego. O tipo de olhar que você tenta fingir que não viu porque sabe que se encarar por mais de alguns segundos, é capaz de se perder e se pôr por entregue alí mesmo.

Ela era linda. Linda de um jeito tão completo que não dava pra descrever sem parecer poesia barata. Não era só o rosto, os traços suaves, ou o cabelo que escorria como se o vento tivesse medo de bagunçar.

É difícil de explicar, pois na verdade, não se trata de algo de se esclarecer mas sim de se sentir.

Dizem que assim é o amor, é algo que não se explica mas se sente, que percorre cada parte de nós.

Que coisa. Nunca me senti assim, muito menos sonhava com isso. Talvez estar apaixonado seja isso. Amor, paixão... essas palavras sempre soaram distantes, meio enfeitadas demais pra mim. Bonitas nos livros, exageradas na vida real.

Acho que me perdi.
Nos seus olhos, nas entrelinhas, nas horas que passaram rápido demais.

Talvez estar apaixonado seja realmente isso.
Não um fogo avassalador, nem uma certeza gritante.
Mas esse silêncio bom que fica depois de te ver.
Esse riso bobo quando lembro de algo que você disse.
Esse medo besta de perder algo que nem é meu — ainda.

E sendo honesto, eu nem sei quando começou.
Só sei que agora, se for pra me perder de novo…
Que seja em você.

⁠A noite vai chegando, o vazio tomando conta e a mente ficando agitada. Quando olho o relógio percebo que me perdi em meio aos meus pensamentos, olho pela janela e o sol está nascendo.
Mais uma noite sem dormir e tendo que sorrir e transparecer ao mundo que estou bem. Mas na verdade estou quebrado. E o pior é que eu não sei como colar os pedaços, fechar as trincas. Minha essência se esvaiu, minha alegria se foi.
Nada mais importa, eu apenas sobrevivo.

Inserida por gustavo_rocha_5

⁠Somos Mar

Eu sou feito de mar e de vento,
De silêncio, coragem e alento.
Carrego na alma a maré,
Que vem, que recua, que é fé.

Tem dia que sou calmaria,
Noutros, só vejo agonia.
Sou onda que bate na pedra,
Sou força que nunca se entrega.

No peito, carrego segredos,
Profundos, tal quais os meus medos.
Histórias que afundam no tempo,
Memórias levadas no vento.

Meus olhos são farol aceso,
Meu riso é um porto indefeso.
Mas dentro de mim tem tormenta,
Que chega, que arrasa, que enfrenta.

Sou brisa que passa de leve,
Sou mar que se agita e se atreve.
Não sou de caber em ribeira,
Nasci pra ser vasto — fronteira!

Ninguém me decifra de todo,
Sou feito de espuma e de lodo.
Sou livre, profundo e real,
Sou mar — sou beleza e vendaval.

Se tentas prender meu caminho,
Me faço furacão, desalinho.
Pois sou como o mar no seu tom:
Indócil, imenso e sem dom.

Inserida por vitor_magalhaes