Uma poesia que Fale de Sentimento
. Os momentos em família
São eternos, a Morte para os
Vivos é um sentimento cruel
Mas para os que Morrem é o fim
Do sofrimento .
Jefferson_monteiro
Saudade que dá
Saudade é coisa que dá e passa;
E volta;
E revolta.
Saudade é a vida;
É doída;
É pequena demais pra caber no céu;
E grande demais pra caber no peito.
Insinuante
Como ele é insinuante,
Chega sem nada falar,
Sem nenhuma atenuante,
Que possa ti fazer calar,
Enfeitando teus pensamentos,
Conduzindo sua imaginação,
Envolvendo os sentimentos,
Extraídos do seu coração.
Du’Art 13/ 12/ 2015
Indefinidamente definida...
ou definidamente indefinida...
Em algum lugar indefinido
talvez seja ...
nas veias entrelaçadas
dos meus pensamentos
e sentimentos ...
vive
algo de intensamente profundo
e profundamente intenso
que me devasta
me eleva
e por fim
me define.
Toda a alegria do mundo vestida de amarelo
Saudade veste azul para ser sentida olhando o céu
A paixão usa vermelho
O amor as cores que quiser não precisa provar nada
Ansiedade se veste de arco íris misturando todas as cores
Indiferença prefere o cinza não é branco e nem preto
Depressão não escolhe sua roupa, usa o que está em cima da cama
A idade se veste de nude com um laço rosa na cabeça provando que o tempo é discreto e feliz
Esperança esta de verde, quem nunca olhou as árvores balançarem com o vento
O desejo a o desejo este está nú de meia até joelho enrolado em uma toalha colorida
Tristeza de vestido preto não mostra nada
A paz está de pijama
O cansaço com um moletom e calça larga
Toda vida embrulha em cores e roupas
Os nossos atos nem sempre
representam o que sentimos,
pois podemos demonstrar
algum tipo de sentimento
que é interpretado como indiferença,
mas na verdade é apenas uma questão
de como cada um enxerga
uma determinada situação.
O verdadeiro amor
não usa de instrumentos para significar
a distância que permeia a relação,
como justificativa do seu enfraquecimento,
pois a solidez do sentimento,
não se abala com a separação momentânea.
Se tu me amas, não questione
Puxe-me contra ti, somos um
Há conexão!
Percorra meu corpo com tuas mãos
Beije-me com a alma
Seja meu.
Estou entregue.
Me carregue, me guie, me tenha.
Ah amor, os teus olhos
Diga-me teus desejos
Tuas manias, maneiras, só diga.
Há conexão!
Me aceite, me abrace, dance.
Não é utopia, é amor.
Não há engano
Que insano
Sentimento inumano
Transcendental
Imagine-me desnudo
De alma, de corpo
Vulnerável
A você entrego-me!
O cálice derramou
Manchou-me de vermelho vinho
Não há mais volta
Penetrou meus poros
Sinto correndo em minhas veias
Salva-me!
Corra até aqui
Oh meu amor
Encoste sua cabeça em meu peito
Sinta as batidas do meu coração
Meu hálito quente no seu ouvido
Ah, como eu te amo!
Meus dedos passeando pelos seus cabelos
Acaricio seu rosto admirado
Oh que anjo
Oh que anjo
Me enlaçou, criou raízes
Estão por todo lado
Deixe-me te regar
Quando você disse seu último adeus
Logo o sol parou de brilhar
Você pegou minha alma e a desprezou
Cansado de seus falsos alarmes
O meu mundo parou de girar
Você não é mais a mesma
Eu também não sou
Porque você me deixou?
E disse seu ultimo adeus
Você pode dizer o que quiser
Mas não é tão fácil assim
Quando tudo chega ao fim
Vemos o que realmente era
E tudo é muito frio
O sol parou de esquentar
E eu pensava
Que eu nunca ia te deixar
Te deixar escapar
Mas não somos mais os mesmos
Eu lembro de você e eu
Mas você tomou seu caminho
E meu caminho não é mais o seu
E então, você disse seu ultimo adeus
Seus olhos sempre estarão comigo
Sua voz presente em meus dias
Seu jeito inesquecível
Até demais
Teu brilho peculiar
Entorpecente
Seu sorriso cinicamente belo
E a dor sensível
Seu olhar quente me congela
A presença incontestável
Os segundos não passam
Efeito borboleta
Cômico, acredito
Delírios
O que acontece quando ...
Paro de agradar a todos;
Deixo de romantizar a vida e seus relacionamentos;
Torno-me mais empático;
Entendo o que é amar;
Amo meu corpo;
Amo meu jeito;
Vivo no meu tempo;
Paro de me comparar;
Não crio expectativas
Paro de pensar no pensamento alheio;
Me torno eu.
O sol nasce,
e com ele, a esperança.
O sol se pôe,
a lua toma seu espaço,
rouba sua luminosidade
e inicia-se a aflição.
Desde sempre.
Naufrágio em Mim
Minha cama vira barco
quando a noite se estende
como um oceano sem margens,
e minhas lágrimas desenham
rotas incertas na pele
de um horizonte que nunca chega.
No grande vazio
onde o silêncio ecoa,
não sei para onde navegar.
Sou marinheiro de olhos fechados,
tateando as ondas com mãos vazias,
e a bússola que carrego
não aponta o caminho
para lugar algum.
Sinto fome,
uma ânsia que não cabe
no peito salgado de mágoas.
Dê-me de comer,
mas que seja algo
além desse vazio repetido,
além desse sal que corta a boca
e engasga meu grito mudo.
E quando tudo se perde
no mar que me afoga,
ele é meu único refúgio,
porto improvisado
nas águas turvas do medo.
Sua voz é como farol
que rompe a escuridão,
e eu, à deriva,
me deixo ser salvo
pela calma que ele traz,
pela promessa de terra firme
onde meu corpo cansado
possa, enfim, descansar.
Então, quando o calor de sua mão
toca minha pele fria,
a tempestade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
A luz que ele lança sobre mim
é cais onde meus olhos secos
desaguam esperanças.
E no balanço desse barco incerto,
encontro o ritmo da paz
que tanto busquei
nos ventos que me arrastaram.
Naquele porto improvisado,
eu sou embarcação que cansa,
ancorando meus medos no peito
de quem não teme minhas águas.
Ele, farol e cais,
é o norte que escolhi seguir,
a promessa de que, mesmo à deriva,
há um destino além da tormenta,
um abraço onde o barco repousa
e meu naufrágio se desfaz.
O Lobo e os Abutres
Em leito, sinto
oh, quão frio,
lobo só, sem matilha,
eco de uivo calado
que reverbera na pedra crua.
Não tema,
está só!
Não reclame, diziam eles,
engula o choro
como quem engole a própria sombra.
Em leito, sentia
já não mais,
mas, nada!
Frio sou
não!
Tornei-me
um vulto que se dissolve
na geada da madrugada,
uma presença que ecoa
no vácuo entre o ser e o deserto.
Em leito, sentiria
na pele,
rasgando o instinto
como faca cega.
Seleção natural
de almas partidas.
Quantos lobos
perecem em si mesmos
por não entender
que há algo errado
na dança da sobrevivência?
Em leito, sinto
coração, não mais.
Odor pérfido
de carniça ao amanhecer.
Não eram lobos,
eram abutres
vestidos de companheiros,
espreitando o cansaço
da fera solitária.
Liberdade, enfim?
Ou apenas a descoberta
de que a solidão
é menos vil
do que a falsa aliança
dos que fingem caçar juntos
mas apenas esperam
o momento da queda?
E quando o sol rasga a penumbra
como lâmina quente,
vejo o rastro das garras
que um dia julguei companheiras.
Eles não uivam,
não caçam,
não sangram pela honra
de viver em matilha.
São carniceiros,
esperando o último suspiro
da presa que pensavam ter domado.
Então ergo meu uivo
para o alto,
rompendo o céu cinzento
com o brado de quem
não teme mais a escuridão.
O eco invade os vales,
acorda os corvos,
faz tremer as sombras
que habitam a floresta.
E descubro,
na solidão que corta,
a liberdade crua
de ser lobo
entre abutres.
Não sou ferido,
sou a cicatriz que se ergue,
o instinto que sobrevive
ao banquete dos falsos.
Sou a fera que renega
o pacto da servidão.
Sou o silêncio que precede
o grito dos justos,
a promessa de que mesmo só,
o lobo sempre voltará
a caminhar sob a lua
sem temer as aves de rapina.
A boca, o cheiro, a química...
Naufragar em teus beijos é um prazer.
As peles marcadas pelo desejo...
Como explicar?
Algo que não se mensura ou ao
Menos se vê...
Paixão, amor, desejo...
Ahh...o amor...sentimento que arrebata!
Nada é tão poderoso quanto o amor!
Haja forças para este furacão...
Amar-te é tudo isso e muito mais!
Amar é cuidar, é querer estar, é saber doar, amar é intangível, é química, é tato, é olfato e pele.
E tanta tantas outras coisas que não se descreve.
O amor, esse mistério que desafia o tempo, não cabe em ponteiros nem em calendários. É fogo que arde sem cronologia, pulsando no silêncio entre os segundos, nas pausas entre as palavras, no vazio que se preenche apenas com um olhar.
Não importa se nasce em um instante ou se atravessa décadas. O amor não se mede pelo calendário de dias vividos, mas pelo impacto que deixa no coração. É a lágrima que rola sem pedir licença, o riso que brota sem explicação, o abraço que suspende o mundo ao redor.
Como medir a vastidão do mar com as mãos? Como contar as estrelas no céu de uma noite sem fim? Assim é o amor: infinito em sua essência, eterno mesmo quando efêmero.
Não há unidade que defina seu peso, nem relógio que capture sua duração. É algo que sentimos e sabemos, mesmo sem entender. Porque o amor é isso: viver no intangível, acreditar no impossível, e encontrar, no outro, o pedaço do universo que nos faltava.
O homem sente por sentir vontade
E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.
Mudanças
Tantos pensamentos,
Que passam por minha mente,
São diversos os momentos,
Que varam o que se sente.
Tantos acontecimentos,
Tantas novidades,
Uma mistura de sentimentos,
Inúmeras possibilidades.
É uma mistura de ruim com bom,
É impressionante a mudança,
Hora de seguir o som,
Seguir o fluxo dessa esperança.
As coisas tendem a melhorar,
Fugir não é mais opção,
Não agora, não podemos parar,
Deixe se levar por essa emoção.
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