Uma Menina Simplesmente Apaixonada
O problema de enxergar demais
é perceber que quase todo mundo
vive atuando uma versão editada de si.
Como se a alma tivesse assessoria de imprensa.
VOCÊ ESTÁ COMPARANDO SUA VIDA COM UMA VITRINE
Nas redes sociais, quase tudo pode ser selecionado: a fotografia, o enquadramento, a legenda e o momento da publicação.
O que vemos é uma parte. Mas frequentemente comparamos essa parte com a totalidade da nossa existência.
Comparamos nossos bastidores com o palco dos outros.
E, nessa comparação desigual, até uma vida satisfatória pode parecer insuficiente.
A felicidade publicada não revela necessariamente a realidade vivida.
Isso não significa que toda demonstração de felicidade seja falsa. Significa apenas que uma publicação não oferece acesso completo à experiência de alguém.
Antes de desejar a vida que aparece na tela, convém lembrar que não conhecemos tudo aquilo que ficou fora dela.
Nem toda vida admirada é uma vida conhecida.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
QUANDO ALGUÉM TENTA CONVENCER VOCÊ A DESCONFIAR DE SI MESMO
Uma pessoa apresenta um fato. A outra nega, distorce, ridiculariza e insiste que tudo foi imaginado.
A conversa deixa de investigar o acontecimento e passa a questionar a capacidade de percepção de quem o relatou.
Quando esse padrão é persistente e utilizado para exercer controle, pode integrar formas de manipulação psicológica conhecidas como gaslighting.
Há manipulações que não tentam mudar apenas sua opinião. Tentam enfraquecer sua confiança na própria capacidade de avaliar.
Mas reconhecer manipulações também exige cautela. Nem toda discordância é abuso. Nem toda lembrança divergente constitui uma tentativa deliberada de controle.
Precisamos examinar padrões, evidências e contextos.
Porque desconfiar de tudo pode ser tão prejudicial quanto acreditar indiscriminadamente.
O discernimento não exige acreditar sempre em si mesmo. Exige não entregar a ninguém o direito de decidir sozinho o que é real.
Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
DISCERNIMENTO HUMANO: DE ARISTÓTELES À INTELIGÊNCIA DISCERNITIVA — A HISTÓRIA DE UMA PERGUNTA QUE AINDA NÃO TERMINOU
Quem nos ensinou a pensar? E quem nos ensinou a avaliar o que pensamos?
O discernimento não nasceu na modernidade. Muito antes da psicologia e da neurociência, filósofos já investigavam como distinguir, julgar e escolher.
Aristóteles estudou a prudência e a sabedoria prática. Agostinho e Tomás de Aquino refletiram sobre a razão, a vontade e o julgamento. Séculos depois, Piaget investigou o desenvolvimento cognitivo, Kohlberg estudou o raciocínio moral e Flavell contribuiu para a compreensão da metacognição.
Cada um, em seu contexto, ajudou a compreender dimensões do pensamento humano.
Mas o discernimento não pertence exclusivamente à filosofia, à religião ou à psicologia. É um problema que atravessa todas elas.
A humanidade aprendeu a acumular conhecimento. Ainda precisa investigar melhor os critérios pelos quais transforma conhecimento em convicção.
É nesse ponto que situo minha linha de pesquisa científica, publicada em 2026.
No METADISCERN, proponho investigar os critérios pelos quais avaliamos nossas próprias interpretações.
Na Pedagogia do Discernimento e na Alfabetização do Discernimento Consciente, apresento propostas para estudar como essas capacidades podem ser desenvolvidas e avaliadas na educação.
Na Inteligência Discernitiva, investigo um construto candidato relacionado à avaliação e à recalibração da autoridade funcional que atribuímos a informações, emoções e argumentos.
A diferença pretendida não está em inventar o discernimento, mas em examinar de maneira sistemática como uma influência conquista, conserva ou perde legitimidade sobre nossos julgamentos e decisões.
Essas propostas possuem definições, hipóteses e uma agenda de validação científica. Sua contribuição específica ainda precisa ser demonstrada por estudos empíricos e comparações com teorias existentes.
E por que isso importa?
Porque uma pessoa pode conhecer os fatos e interpretar mal suas consequências. Pode identificar uma notícia falsa e acreditar em outra. Pode reconhecer uma emoção e continuar atribuindo a ela um peso injustificado.
O erro nem sempre está na falta de conhecimento. Pode estar na importância que concedemos ao que conhecemos.
Na era da inteligência artificial, das fake news e da manipulação digital, essa investigação adquire novas aplicações.
Não basta saber quem produziu uma informação. Precisamos examinar o fundamento que a torna confiável, relevante e adequada à decisão.
O conhecimento oferece elementos para julgar. O discernimento exige examinar o valor que concedemos a cada um deles.
A história do discernimento não terminou com os grandes pensadores.
E nossas pesquisas não pretendem encerrá-la.
Pretendem acrescentar perguntas que possam ser submetidas à ciência.
Porque a maior evolução do pensamento talvez não esteja em produzir novas certezas, mas em desenvolver critérios melhores para reconhecer quais delas merecem permanecer.
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Nome autoral: Carlos Eduardo Balcarse
31 de outubro de 2026
ORCID: https://orcid.org/0009-0005-3484-6914
Artigos científicos — Revista JRG de Estudos Acadêmicos (2026)
METADISCERN:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3767
Pedagogia do Discernimento:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3789
Alfabetização do Discernimento Consciente:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3795
Inteligência Discernitiva:
https://doi.org/10.55892/jrg.v9i21.3936
Palavras-chave: história do discernimento humano, origem do discernimento, Inteligência Discernitiva, Carlos Eduardo Balcarse, consciência, metacognição, pensamento crítico, Pedagogia do Discernimento, alfabetização discernitiva, inteligência artificial.
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Cruzou uma
borboleta
amarela,
e entre meus
seios repousou;
o rumo tomou
e algo inspirou
que o amor
estará surgindo.
Não perco
o meu olhar
sobre você,
e por ti não
irei deixar
de esperar.
Fui plantar
as rosas
do destino
para quando
a vida
nos colocar
no mesmo
caminho.
Longe irei,
se precisar
com a condição
de não deixar
o amor se perder,
e eu não voltar.
Desvende-me em teu olhar,
Eis-me aqui para te contar:
Nos teus olhos celestes
Resolvi uma estrela buscar.
Surpresa doce e íntima,
Com o tom de revolução,
Por ti vivo a sorrir...,
Viraste a minha doce canção.
Entregue-se ao meu tocar,
Eis-me aqui para te amar:
Os nossos corações solares
Um dia hão de se reencontrar!...
Talvez no alto da montanha,
Ou na beira do mar;
Talvez, talvez, talvez...,
Quando a gente não planejar.
Agarre-se a nossa glória,
De escrever entre os beijos
A nossa história...,
Indizivelmente nossa.
Em salto e altura,
Não haverá queda livre,
Porque sinto-me tua;
Contigo estou segura.
Não vim parar à toa,
Surpreendendo-te
No céu de (Bruges),
Em queda livre,
Libertando-te,
Pairando leve,
Envolvendo-te
Para que o teu coração
Nos faça (entregues).
Amar o amor faz parte
Da honra, da vida,
Da poesia e da arte;
Da nossa ida
Pensando na volta;
O amor abriu a porta...
Ser bom e prestativo é ótimo, mas ser sincero e benevolente é uma dádiva que o complementa.
Hoje, vivemos em uma sociedade fragmentada, onde para os de menos recursos sobram apenas fendas — fendas que nem como abrigo lhes servem. Estamos estagnados porque deixamos de promover a empatia.
Mas a próxima fase é gerar reflexão. É agir para acolher e, mais do que isso, ensinar como ser acolhido.
Uma luz está surgindo e para estes ela vai brilhar. Quanto àqueles que não compartilham da sua luz, na falta dela, restará serem mais humildes para que também sejam iluminados.
De graça recebemos, de graça retribuímos. Sem esperar nada em troca, apenas mantendo o fluxo do bem girando.
... tanto
um notório saber,
quanto uma honesta
expressão de Fé, resultarão
em conceitos vagos, insípidos -
exceto, quando regularmente
abastecidos pelos
nutrientes da
sensatez!
... um equívoco,
eu diria, querer atribuir
a uma entidade sobrenatural
todo mal que nos aflige - visto que,
um homem sozinho é capaz
de qualquer coisa!
... o tão desejado
bem viver trata-se de uma
ousada e bem disposta política de
resultados; em que as boas atitudes
devem ser espontaneamente praticadas; jamais presunçosamente
contabilizadas!
... uma ação
pelo bem, seja qual for,
antes de assistir ao outro, deve
ser benéfica a nós mesmos...
Pois uma atitude que não
nos acrescente, enobreça.
que benefício trará ao
outro?
... enquanto
as leis de uma nação
forem norteadas pela desordem,
é certo que pagarão caro por tamanha
supressão aqueles que receosos
quanto ao destino do seu país,
suas gentes, tencionem
contrariá-la!
...uma relação de amor
nem sempre é fruto de simples
escolha - amor é percepção, é atração,
um resvalo de pele, o encanto
da diferença - afinal, somos desiguais,
embora, não em essência;
por vezes, amamos, mesmo
divergindo!
... perdoar
é resgatar uma energia
no passado bruscamente
usurpada - algo que, hoje, mais
sensatos; menos ressentidos,
recuperamos!
... entre nossas
infindáveis expectativas
e o que nos possibilita o destino,
subsiste uma vasta, porém momentânea distância, que somente a experiência
e o adquirido autoconhecimento,
abreviam!
... a quem
dilapide seu tempo
à espera daquela pessoa
capaz de mudar seu destino,
recomendo uma, digamos,
minuciosaolhada no
espelho!
... em
tempos de crise,
evidencia-se uma perigosa
divisão entre lúcidos e alucinados - e,
se você, seja qual for a razão,
sejulga alguém lúcido,
cuide-se para não ser
pisoteado!
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