Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa

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A política nunca foi sobre a "Paz", mas sim sobre a dominação dos pobres e a defesa de interesses... A religião nunca foi sobre o "Amor", mas sim sobre dominação e interesses políticos. Todas as guerras começaram por causa de interesses.


Contudo, nunca teremos paz enquanto a política existir. — BigaM.

Sobre o Pastor de "Três Graças"

Demétrio Sena - Magé

Fiquei frustrado ao ler que o pastor Albérico, da novela Três Graças é, na verdade, o chefão da bandidagem na comunidade fictícia da Chacrinha. Desejei que a fantasia salvasse a realidade. Que a licença poética nos desse um horizonte favorável à crença no cristianismo do século XXI. Estava mesmo feliz por imaginar que, na ficção, a exceção venceria a regra, em desagravo ao mundo real, onde a regra estrangula a exceção. O pastor Albérico tinha tudo para ser a exceção na qual precisamos acreditar, fora do estrangulamento que nos deixa sem esperanças.

Ainda espero, caso isto seja verdade, que autor e colaborador decidam pela mudança de rumo do personagem. Precisamos dessa fantasia. Dessa poesia que nos faça intuir a existência de uma exceção menos invisível; menos intocável; mais possível, na vida real. Entendo o realismo que denuncia o óbvio, mas gostaria de ver, na ficção, a exceção vencer a regra. Tornar-se a regra no folhetim, representada pelo único pastor do enredo. Precisamos sonhar que ainda existem líderes cristãos a contento, representantes legítimos do real cristianismo. Sem envolvimento com poderes paralelos (tráficos, milícias e política partidária extremista).

No fundo, nem é de religiosos (fiéis e líderes) que trato nesta reflexão. É de seres humanos, convertidos ou não a crenças (quaisquer crenças), dogmas, filosofias e até medos, capazes de transformações viáveis para um mundo melhor. Se a transformação doentia do "Jorginho Ninja" não convenceu, pois ele se converteu fragilizado pela doença e o medo do suposto inferno, valeu o efeito. Foi um opressor a menos, no universo da novela. Por ora, resta-me a frustração de não vivenciar a poesia de um líder religioso na contramão da realidade que me cerca.
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Respeite autorias. É lei

A areia discutia com o vento sobre relógios invisíveis enquanto cavalos marinhos atravessavam o céu como se nuvens fossem oceanos. No centro de um mar morto que ainda respirava, um moinho girava ao contrário, triturando minutos em pó fino. O tempo afiava ponteiros com calma excessiva, sentado diante de um espelho quebrado que refletia rostos ainda não vividos. Cada fragmento mostrava uma possibilidade diferente, como se a realidade estivesse em teste.
Uma flor de lótus nascia dentro de uma xícara vazia, indiferente à ausência de água. Os cavalos marinhos cochichavam à areia que o mar morto não era falta, mas silêncio acumulado. O moinho insistia em girar, não para moer grãos, mas arrependimentos. O espelho multiplicava olhares, criando versões que nunca se encontravam.
Tudo parecia deslocado: areia no céu, água sem ondas, flores sem lago, horas sendo moídas. Um cenário absurdo, quase incoerente.
Até que se entende: a areia são os dias que escapam pelos dedos; os cavalos marinhos, pensamentos improváveis; o mar morto, o coração quando se cala; o moinho, a rotina que transforma escolhas; o espelho quebrado, nossas identidades fragmentadas; e a flor de lótus, a vida que insiste em nascer mesmo onde parece não haver nada.

Dizem que o amor machuca, que ele é uma nuvem carregada pronta para desabar em chuva sobre qualquer coração que não seja feito de pedra. E, honestamente? Talvez eles tenham razão. O amor deixa cicatrizes, ele marca a pele da alma com a ferro e fogo, e nem todo mundo é forte o suficiente para aguentar o peso dessa entrega.
Eu sou jovem, eu sei. Talvez aos olhos do mundo eu ainda não tenha visto nada, mas eu aprendi uma coisa ou duas... e aprendi com você.
Aprendi que o amor não é apenas o frescor de uma brisa, mas também o calor de uma chama. E sim, às vezes essa chama queima quando esquenta demais. Mas é nesse calor, nessa intensidade que consome, que eu descobri o que significa estar verdadeiramente vivo.
Não quero um coração duro ou blindado contra a dor se isso significar não sentir o toque da sua mão. Se o amor é uma nuvem que carrega chuva, prefiro me encharcar ao seu lado do que viver na aridez de uma vida sem nós. Porque, no fim das contas, as feridas e as marcas que o amor deixa são apenas as provas de que fomos corajosos o suficiente para não fugir do fogo.
O amor machuca, é verdade. Mas eu aceitaria cada cicatriz, desde que elas tivessem o seu nome.

Sabe, eu poderia me perder em sonhos sobre como as coisas deveriam ser, mas acordar e ver que você ainda não está aqui faz com que o fingimento perca a graça. Viver sem esse amor é cansativo. O que eu sinto por você não é uma ilusão de uma noite de sono; é a realidade que bate no meu peito toda vez que o silêncio fica alto demais.
​Dizem que manter um sentimento vivo é a parte mais difícil de uma história. Mas quer saber? Para mim, o difícil é tentar o contrário. Amar você é a coisa mais natural que eu já fiz.
​Eu não sei quando vamos nos cruzar na rua de novo, ou se as palavras vão fugir do controle quando nossos olhares se encontrarem, mas eu precisava que você soubesse disso antes que o acaso decida por nós:
​Eu não vou a lugar nenhum.
​Eu ainda acredito que podemos ter um novo começo.
​Tudo o que eu peço é a sua verdade, da mesma forma que estou te entregando o meu coração. Se ainda existir um espaço aí dentro para nós dois, me diga. Porque, enquanto eu souber que o que temos é real, eu estarei aqui.

percebi que não posso mais guardar essas palavras. Sinto que perdi o direito de opinar sobre nós, sobre como você tem agido ou como tem se afastado, mas a verdade é que o pensamento de você indo embora me apavora.
Olho para trás e vejo o quanto fui descuidado. Você é, e sempre foi, aquela bandeja de coisas agradáveis que eu, por pura distração ou tolice, acabei derrubando. Você é a vitrine de anéis brilhantes que eu deixei escapar por entre os dedos, e dói perceber que a culpa desse estrago é só minha.
Você tem esse dom extraordinário de acalmar meus medos. Se eu tivesse o mínimo de certeza de que conseguiria encontrar meu caminho sozinho, eu não te pediria para ficar. Eu te deixaria ir. Mas a verdade nua e crua é que eu não duraria outro dia sem você.
Por favor, não vá.
Sei que errei ontem, e talvez tenha errado por muitos "ontens", mas deixe-me ter uma voz nisso. Deixe-me tentar consertar o que derrubei. Fica comigo?

⁠Sobre o pedantismo

Lucius conseguiu detectar, já ao longo de sua relativa curta jornada de Vida, que existem pelo menos dois tipo de pedantes. O primeiro, é o que ele classificou como o pedante autêntico. Este, é aquele que é ignorante, tem consciência de sua própria limitação, mas finge não ter deficiência cognitiva alguma e age como se fosse inteligente ou instruído. O segundo tipo de pedante, é o falso pedante! Já este, é aquele que acha mesmo ser instruído, sem de fato o ser. Quer dizer, é o "pobre" coitado que, embora se ache de fato inteligente, não tem consciência de que na realidade, não passa de um ignorante.


Às 11:21h in 22.09.2023

Sobre a medida de punição dos espíritos e das Almas que estiverem no Geena.

Aparentemente, pode parecer que todo o Inferno, quando for lançado no Lago de Fogo e Enxofre, O Geena, sofrerá igualmente, o mesmo grau de dor ou de queimação. Refiro-me tanto a Demônios quanto às Almas Humanas. Mas, à luz da Filosofia, Arte, Poesia e Teologia, ( afora depoimentos alhures, dos mais diversos!) entendemos que, se no Primeiro Inferno, onde jazem as Almas Humanas condenadas, há várias alas de punição, cada qual com um grau de pena aplicada, conforme a natureza de seu pecado praticado, na Terra, então não seria justo que, no Geena, pecados menores, fossem punidos com a mesma intensidade de pecados maiores praticados. Entendemos de forma absolutamente resumida, dizendo que, no Geena, isto é, no fogo eterno, que, cada um que lá estiver, irá queimar num grau ou numa intensidade; uma Alma numa, outra em outra intensidade, conforme o pecado que praticou. Em outras palavras: o fogo do Geena, arderá em cada um, numa intensidade proporcional. Embora todos que hão de estar lá, sejam mergulhados naquele inimaginável Mar de fogo, cada qual sentirá um nível de queimadura eterna, na Alma...


Às 08:51 in 12.10.2025

Sobre a ambição de reunião de detalhes, no interior do espírito Científico-Filosófico


O Filósofo Nietzsche, mais precisamente em seus Escritos Sobre História, mostra-nos a avidez por detalhes dos fatos universais, no espírito Científico-Filosófico e Histórico, do Escritor Austríaco Franz Grillparzer. Chegando mesmo a citar que, nesse espírito, há como que um fogo que o consome a querer devorar os detalhes, de modo sempre insaciável. Essa avidez e percepção filosófica, não é algo exclusivo do campo da Filosofia propriamente dita. Mas que é direcionado aos mais diversos campos do saber. Como nas Artes, Pinturas Realistas, Naturalismo , Esculturas, Poesias, Romances...
Em relação a estes últimos, por exemplo, podemos citar o incrível detalhista e minudente romancista - Gustave Flaubert! Seu romance, em especial, Madame Bovary, ganha, entre os intelectuais, o título de "o Romance realista por excelência". ( Marvin Perry). Este Historiador, chega a mencionar que um crítico das obras de Flaubert, comentando sobre o realismo dessa citada obra, Madame Bovary, diz: "reflete uma obsessão com a descrição. Os detalhes são relatados um a um, dando-se a todos a mesma importância, cada rua, cada casa, cada livro, cada folha da de grama, tudo é descrito em pormenor".
Essa avidez no espírito contemplativo, é como que uma vaidade científica que o gênio tem, por fazê-lo sentir-se o portador do atributo Divino da Onisciência. E é exatamente assim que que o gênio buscador do conhecimento, se satisfaz.

Às 12h18 in 13.11.2025

⁠O Som da Luta


Uma história sobre coragem, esperança e propósito em Angola


O sol ainda dormia, mas o bairro já acordava.
O cheiro do carvão aceso misturava-se com o barulho dos chapas lotados e das vozes que se perdiam nas ruas estreitas.
Era mais um dia em Angola — onde o relógio da sobrevivência nunca para, e a esperança é o último bem que o povo se permite perder.


No meio daquela correria, Manuel ajeitava o seu pequeno carrinho de madeira, carregado de garrafas de sumo natural que ele mesmo preparava à noite.
Enquanto o resto da cidade ainda sonhava, ele já estava em movimento.
O seu lema era simples:


> “Quem quer mudar de vida, começa antes do sol nascer.”






Manuel não nasceu com oportunidades.
Cresceu num bairro onde a poeira é mais constante do que a eletricidade, onde o trabalho é pesado e o reconhecimento é raro.
Mas, desde cedo, ele aprendeu com a mãe que “trabalhar com dignidade é melhor do que mendigar respeito.”


Durante anos, procurou emprego.
Fez cursos, entregou currículos, e ouviu promessas vazias.
Cada “vamos te ligar” soava como uma esperança que morria devagar.
Até que um dia, cansado de esperar, ele decidiu criar o próprio caminho.
Pegou um carrinho velho, juntou umas frutas emprestadas e começou a vender sumos na rua.


No início, foi alvo de risos e comentários:
“Um formado a vender sumo? Isso é vergonha!”
Mas Manuel respondia com um sorriso e dizia calmamente:


> “Vergonha é roubar. Trabalhar nunca foi.”






O tempo passou.
O carrinho que parecia um fracasso virou uma barraca simples, mas movimentada.
As pessoas começaram a reconhecer o sabor dos seus sumos — e, mais ainda, o brilho da sua determinação.
O que era sobrevivência começou a virar sustento.
E o sustento, aos poucos, virou inspiração.


Manuel passou a ajudar outros jovens do bairro a começarem pequenos negócios.
“Não temos muito”, ele dizia, “mas temos mãos, mente e vontade. Isso já é capital.”


Hoje, quem passa pela sua barraca vê mais do que produtos — vê uma história viva de resistência.
Ele ainda enfrenta dias difíceis, ainda há contas que não fecham, ainda há lágrimas escondidas.
Mas, em cada amanhecer, Manuel prova a si mesmo que o sucesso não é sobre ter tudo — é sobre fazer algo com o pouco que se tem.


Quando alguém lhe perguntou o que o manteve firme em tempos de desespero, ele respondeu sem hesitar:


> “Foi a fé. Eu acreditei que Deus não me fez para desistir.”






O som da luta continua ecoando nas ruas do bairro.
O mesmo som que vem dos vendedores, das zungueiras, dos mototaxistas, dos estudantes que andam quilômetros para aprender.
Cada um à sua maneira, todos gritam a mesma verdade:
“Enquanto houver esperança, há motivo para continuar.”


E assim, no coração de Angola, entre poeira e calor, entre lágrimas e sorrisos, nasce uma geração que aprendeu a lutar com o que tem — e a acreditar que o amanhã pode, sim, ser melhor.


> Porque em cada angolano há um guerreiro.
E enquanto o coração bater, nunca vamos desistir.

⁠"Não é sobre quem segura a sua mão,
é sobre quem não quer soltar.
Não é sobre quem está com você,
é sobre quem acredita em você.
Não é sobre quem te conhece,
é sobre quem te reconhece,
valoriza e não quer te perder.
Não é sobre quem escolhe ficar,
mas quem nunca mais deseja partir."
🌹

Sobre a Vaidade da Sabedoria

A sabedoria não leva a nada.
Como morre o tolo, morre o sábio.
Tudo o que o sábio sabe é, em última instância,
para alimentar a própria vaidade —
para poder se orgulhar do que supõe ter entendido.

É verdade que, às vezes, a sabedoria o livra
de certos abismos onde o tolo cai sem perceber.
Evita-lhe perigos, enganos, precipícios.
E o tolo, ignorante de tais ciladas,
paga caro — muitas vezes com a própria vida,
morrendo antes da hora,
ceifado pela própria inconsequência.

Contudo, nem isso é razão suficiente
para que o sábio receba honras imerecidas
por seu árduo trabalho em busca do saber.
Pois todo conhecimento, por mais vasto,
se perde no tempo e no espaço,
como areia que escapa por entre os dedos
do homem que acreditava segurá-la.

RIO DE JANEIRO

Evan do Carmo

Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Tese sobre o Caos e a Consciência

Antes da inteligência humana, havia o caos — não mero desarranjo, mas um abismo fecundo, um entrelaçar de forças indomáveis e silenciosas que pulsavam sem testemunha. A expansão do universo — efeito da grande explosão — moveu massas, gerou órbitas, incendiou estrelas; e ao longo de milênios incontáveis, dessas forças surgiu uma ordem apenas aparente: uma harmonia caótica, tão tênue quanto ilusória.

Os humanos, criaturas de um lampejo tardio de consciência, acreditam enxergar perfeição onde há apenas fluxo, perceber mistério onde existe apenas processo, e, com vaidade, tentam nomear o que escapa a toda nomeação. A inteligência, ainda jovem, nasce dos erros involuntários do próprio caos, e é com ela que se edifica a pergunta — não a resposta.

A consciência — esse clarão que se anuncia no “penso, logo existo” — produziu infindáveis interrogações. Mas que respostas poderia oferecer a criatura que emergiu de uma ignorância tão profunda? É impossível que uma mente tão jovem compreenda o abismo anterior a si mesma, o princípio inominável de onde tudo se ergueu, o silêncio primordial que, ao se desfazer, fez nascer não apenas o universo, mas também a angústia de quem o contempla.

— Evan do Carmo, 14-10-205

Sobre hoje, no café, e no mundo, escrevo para aliviar a tensão.
O café esfriava lentamente, como se também estivesse cansado de notícias. Ao redor, pessoas falavam baixo, riam por educação, mexiam no celular como quem procura abrigo. O mundo ardia do lado de fora, mas ali dentro o tempo ainda fingia normalidade. Há algo de profundamente humano nesse gesto pequeno de segurar uma xícara enquanto impérios se movem, fronteiras tremem e homens decidem destinos como quem move peças distraídas num tabuleiro gasto.
Vivemos dias em que o poder voltou a falar alto, sem pudor, sem metáfora. A força reaprendeu a se chamar virtude, e a violência se veste novamente de salvação. Enquanto isso, o cidadão comum segue escolhendo o pão, pagando o café, tentando manter a sanidade intacta. O contraste é obsceno: o mundo range, e nós respiramos como podemos.
Escrever, hoje, não é vaidade nem ofício. É necessidade fisiológica. É a forma mais discreta de resistência. Uma maneira de dizer a si mesmo que ainda há pensamento, ainda há silêncio possível, ainda há um intervalo entre o caos e a consciência.
Termino o café. O mundo continua.
Mas, por alguns minutos, a escrita cumpriu sua função essencial:
não salvou nada — apenas **impediu que tudo desabasse por dentro**.

O Eco da Solidão.


​"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."

Existem almas como o amanhecer,
que trazem o sol sem pedir licença.
Não é sobre o que você faz,
mas sobre a paz da sua presença.
Admiro o silêncio da sua integridade,
essa alma que é porto e é prumo.
Sua ética é o que traz a verdade,
sua bondade é o que dá o rumo.
Há uma beleza que o tempo não gasta:
a luz que vem de quem é de verdade.
Para iluminar o mundo, você basta,
pelo simples dom da sua raridade.

Não é sobre o traço, a cor ou o olhar,
É sobre a luz que você insiste em emanar.
Sua beleza caminha, mas não se limita ao chão,
Ela mora no jeito que você estende a mão.
O mundo repara no que o tempo consome,
Mas eu vejo em você o que não tem nome.
Uma calma no gesto, uma força que ensina,
A alma de mestre no brilho de menina.
Suas virtudes são versos que Deus escreveu,
No mapa de um coração que se assemelha ao d'Ele.
Pois mais do que o rosto que o espelho revela,
É a pureza da alma que te faz ser tão bela.

Sobre as flores

Quando morrer
Não se preocupe
Vão cuidar bem de você
Vão te vestir
Arrumar seus cabelos
Arrumar tempo
Cancelar compromissos
Mover-se para se despedirem
Irão chorar por você
Irão estar com você
Irão lembrar de você
Irão te elogiar

Mas por favor
Não espere isso enquanto estiver vivo

Refletindo sobre a vida

Acredito que com o passar do tempo, a experiência de vida me fez compreender o medo de amar que algumas pessoas desenvolvem no decorrer de suas vivências afetivas.

Idas e vindas da vida! Inícios e términos de relacionamentos, tudo isso é muito doloroso e cansativo! Afinal, não é fácil construir, desconstruir e reconstruir sonhos, planos, sentimentos e memórias.

Ignorar ou tentar apagar pessoas que foram, são e sempre serão partes essenciais de nossas histórias faz pouco sentido, mesmo que o emocional, as vezes, te prive desta compreensão, você é o resultado da soma de todas as suas experiências vivenciais.

O passado é uma boa ferramenta, uma espécie de bússola que nos mostra, não pra não pra onde ir, mas sim de onde viemos. As vezes entender isso já ajuda a resolver muita coisa!

Seria muito bom, se as mudanças de fase de nossas vidas não doecem, mas crescer dói, mudar dói, sair da zona de conforto é doloroso! Por ser assim, quando compreendemos o processo é que nós nos moldamos e conquistamos as melhores versões de nós mesmos.

Aprendemos a nos colocarmos no lugar do outro, a perdoar o outro, a perdoar a nós mesmos e usar tudo isso em favor dos nossos passos seguintes.

Não julgo o medo que algumas pessoas desenvolvem, mas tudo nessa vida é questão de escolha! Posso me tornar uma vítima do medo ou o herói da minha própria história, permitindo a mim mesmo assimilar tudo que foi vivido como experiência.

Todo mundo deseja ser feliz! Sem exceção. Mas pra isso, é preciso organizar a bagunça que a falta de auto conhecimento deixa na mente e principalmente no coração.

Viver em paz consigo mesmo requer um ato de perdão interminável! Afinal erros e acertos são comuns na jornada. O que se faz a partir da compreensão disso é que faz toda a diferença.

O orgulho não pode fazer parte do repertório emocional de alguém que deseja ser feliz! O orgulho engana as pessoas e faz com que elas se sintam ridículas ou inferiores por admitir ou expressar o que nunca deveria deixar de ser dito por nós: "Sinto muito. Me perdoe. Te amo. Sou grato”.

Essas 4 frases são a base do Ho’oponopono, uma filosofia Havaiana muito poderosa. Recomendo a todos o uso diário.

Espero que de coração que você assuma o comando de sua vida e seja muito feliz com o mundo e as pessoas a sua volta. Quando tudo está organizado por dentro, as bagunças do lado de fora serão bem mais fáceis pra você!

Sinto muito se a leitura não foi o que você esperava!

Me perdoe, estou em processo de constante aprendizagem!

Te amo e por isso desejo que tu sejas muito feliz!

Sou grato pela sua atenção e companhia até o fim deste relato.