Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa
Hoje ao te ver chegando
Não pude parar de te olhar
Talvez seja pelo teu sorriso lindo
Ou pelo teu cabelo moreno a balançar
Noite negra de céu estrelado
Ah! Que coisa linda de se olhar
Mas isso é muito pouco comparado
Com o brilho irradiante do seu olhar
Sua pele parece uma ceda
De tão macia que é
Sem falar do aroma que exala
Do corpo perfeito dessa mulher
Ela tem força, fibra, garra, é guerreira,
batalhadora, disposta, corajosa,
é valente, intuitiva, animosa,
não deixa de ser sensível. Mulher feminina, carinhosa,
tem todo um lado de flor, onde revela seu puro amor,
é família, companheira, amiga, sincera,
delicada e bela, não mexa com os seus,
porque ela também tem um lado de fera.
Muitas de nós, mulheres, chegamos aos 25 anos reclamando dos homens, "Homens são todos iguais!", "Homens não prestam!".
Quantas vezes vocês já pararam para refletir sobre o passado?
Quando na faixa entre 18-22 anos éramos desejadas, alvo de disputas, todos nos queriam, e o que nós fazíamos?
Sempre enjoávamos do rapaz que hoje poderia estar nos levando ao altar, e cá estamos, fomos substituídas pelas garotinhas de 16 daquela época, que hoje estão na "faixa do desejo", um rapaz certa vez me revelou que não tinha interesse algum em se casar, mas que procurava meninas entre 18-22 para com uma delas ter um filho, que era o desejo dele, bastava ser uma garota bonita.
Vi um estudo aleatório dizendo que homens de 25-30 anos se abrem inteiramente para um relacionamento sério, mas uma quantidade pequena está disposto a se relacionar com mulheres da mesma idade ou mais velhas, porque acreditam de fato que somos resto de uma vida cheia de arrogância, exigências e decepções, que chegamos aos 25-30 anos solteiras porque somos incapaz de amar e respeitar um homem em uma relação séria e duradoura, e sinceramente, a culpa é nossa.
Todas nós lamentamos a ausência e o fim de um namoro passado, isso é regra, todas temos em nossas memórias aquele cara perfeito, carinhoso, batalhador, sonhador, estudioso, respeitoso e fiel, mas que em algum momento de nossas vidas simplesmente resolvemos abandonar, na primeira oportunidade, no primeiro defeito, na primeira discordância, como se estivéssemos esperando por esse momento desde sempre, como se fosse uma doença que ameaçava nossa liberdade e nossa juventude, hoje nos perguntamos: "Como eu pude fazer aquela merda?", lembro perfeitamente desse acontecimento na minha vida, eu tinha 18 anos, ele tinha 25, me apresentou família, planejava tudo se baseando em nós dois, na nossa futura história, era o rapaz dos sonhos, e adivinhem... terminei com ele 2 anos depois, tanto menino lindo interessado em mim, eu quis sair dessa relação mágica para viver na arrogância da idade, desejada por tantos, deveria aproveitar, os anos foram passando, e menos rapazes se interessavam por mim, tentei namorar algumas vezes, mas ninguém me tratava tão bem como meu antigo namorado, eu não era mais "Minha princesa" ou "Meu amor" por muito tempo, eu não era mais parte de planos, "Que seja eterno enquanto dure!" e não existiam mais sonhos, estava acontecendo, com 27 anos me sentia jovem, mas para o mundo que eu construí quando mais jovem, eu já era bem velha e solteira, sem amar e sem ser amada, meu antigo ex, hoje casado, com 3 filhos, comigo os planos eram apenas 2, esposo de uma linda mulher, ambos bem sucedidos na vida, vez ou outra fico stalkeando, não por querer ele de volta, jamais estragaria a felicidade de alguém, mas para observar, como minha decisão me deixou infeliz mas formou uma linda família, família que poderia ter sido construída comigo, onde estão minhas amigas da época? Bom, maioria casou, ironia, já que faziam chacota do meu relacionamento, eu era a "Boba que estava presa".
O 'homem da nossa vida' só aparece uma única vez, e quase nunca é o garanhão das redes sociais, quando você é amada de verdade e sente isso, nunca mais vai ver isso partindo de outra pessoa, e isso que nos deixa infeliz, amarguradas, falando por todos os cantos "Homens são todos iguais!", quando na grande maioria das vezes nós que somos todas iguais, caímos cedo nas garras da luxúria, do glamour, de ser desejada por muitos, de arrumar o homem rico ou ficar com o rapaz mais bonitinho do grupo, mas no final da história, somos amadas por poucos, muitas vezes nenhum, e no momento em que encontramos o homem para chamar de "MEU" desistimos, é muito monótono ser elogiada mesmo com nossos defeitos, ser amada mesmo com nossos momentos ruins, ser alvo de planos enquanto deseja outros homens... esse é o pecado da nossa juventude, esse é o erro de nossas vidas.
Plantei
Plantei meu bem
O meu amor no jardim,
Regarei meu bem
A terra, a vida,
O tempo em mim.
Seus olhos querida,
Brilhando feito o sol,
E eu me derretendo:
- Você sorrindo...
Ah, plantei,
O seu amor em mim,
Todos os dias eu rego
O meu amor em você,
Você assim...
Como vai meu bem?
E você sorrindo,
E eu aqui,
Pensando em você
Distante...
- Um porta retrato na parede,
Uma planta
Esbanjando beleza...
A preta que sou
Me olhei no espelho
e me vi preta!
Não era a primeira vez
mas nunca antes desta cor
Me olhei no espelho
me vi negra!
Do jeito que não cresci
Com o cabelo que nasci
Me olhei no espelho
e me descobri
Com um padrão novo
De uma imagem ancestral
Me olhei no espelho
e sorri
Minha beleza é de Ouro
Negro é meu tesouro
Me olhei no espelho
Nunca mais igual
Minha carne é de luta
Não de carnaval
Me olhei no espelho
e a princesa era eu…
Não loira, não lisa, não magra
Nem branca, nem santa, nem fada
Sou da noite
Sou da noite que começa anunciada pelo gorjeio dos pássaros ao voltarem para seus ninhos,
Dos aromas das flores noturnas a embreagar os transeuntes dos caminhos,
Das corujas que escondidas em seus cantos, que espreitam suas presas pra fazerem o lanchinho,
Do silêncio noturno mesmo com todos seus burburinhos,
Do sono cansado de um dia trabalhado com muito afinco e carinho,
Do aconchego do abraço da mulher amada cheio de charminho,
Dos sonhos sonhados de uma noite bem aconchegado no ninho.
Sou da noite, com tudo que ela pode me proporcionar e minha vida alegrar mesmo com tão pouquinho.
A. Cardoso
Não sou de faces, mas tenho fases. Como a lua vivo os meus ciclos.
Tenho asas coloridas de borboleta, e não podo minhas asas para me adaptar ao mundo de ninguém.
Não mutilo meus valores, minhas ideias para parecer a boa moça que se encaixa bem, dentro da caixa.
Perfeita ou não, essa sou eu.
Abraço minhas, sombras porque sombras... Também fazem parte dos dias de sol.
"Você precisaria viver, rigorosamente, palavra por palavra, linha por linha, entrelinha por entrelinha, vírgula por vírgula, ponto por ponto de cada página da minha vida, para a satisfação de ver e sentir as coisas, exatamente, como hoje eu as vejo e as sinto, e vice-versa.
Portanto, não tente ser quem eu sou. Não ouse ser alguém que você não é. É impossível ser igual ao outro."
Com o olhar fixo no brilho sublime dos teus olhos,
fico sem rumo, extasiado,
pois refletem a tua natureza,
em seguida, observado o capricho dos teus traços,
e a amorosidade do teu semblante,
sendo assim, evidentemente,
és bela, uma mulher cativante
com um entusiasmo que resplandece
no teu corpo e na tua alma.
Então, és como uma arte envolvente
que a minha mente impacta,
meu ânimo acende
e ricamente minha inspiração
é provocada.
SURPRESA
Um dia ela conheceu um cara, pensou que nunca mais encontraria alguém daquele jeito, ele era charmoso, bonito e cheiroso falava tanta coisa bonita de um jeito que ela nunca tinha ouvido antes, foi num momento que ela nem estava preparada pra amar, mas aquele encontro mudou tudo, ficaram, se amaram e parecia que tudo tinha mudado, ela viveu seu sonho e parecia que nunca mais iria sofrer de novo. Mas num dia o mundo parece desabar, seu ciclo atrasa, no começo ela nem liga, mais alguns dias ela já comenta com a miga, ela não se conforma, sempre se cuidou, tomava remédio e de nada adiantou. A principio é um medo gigante, uma pouco de culpa, e uns sentimentos que ela nem sabe definir, faz o teste e tudo se confirma, dentro dela já existe outra vida.
Chegou a hora, ela esta tensa, treme um pouco mas dentro dela já senti um amor bem diferente, a alegria contagia, o cara que ela mais amou na vida recebe a notícia 'É chapa agora tu tem duas responsas' ela esperava ser abraçada e junto com ele planejar o futuro do fruto daquele amor. O que ela não esperava é que ele também era só um moleque que não tem a menor ideia do que é futuro e responsabilidades, o cara que falava coisas lindas, agora dá palpites sobre o que fazer que dão nojo, todo aquele sentimento bom se torna em aversão, ela está sozinha novamente, aliás sozinha não, antes ela que jurava ter encontrado alguém que cuidaria dela pra sempre mas por surpresa da vida, uma pessoinha a encontrou pra que ela cuidasse dela pra toda vida!
Todos acharam que ela estaria fadada ao fracasso, o imbecil sumiu, deve estar rindo com os amigos mal sabe que deveria estar chorando por perder de uma só vez os dois maiores amores da vida dele. Não foi nada fácil, ela chorou muitas vezes, se preocupou, achou que não conseguiria, pensou em pedir ajuda varias vezes, mas se manteve firme e forte como uma rocha. Hoje tem um bebê mais lindo do mundo, cada gargalhada gostosa de neném um sorriso lindo de uma mamãe fantástica, guerreira que luta com unhas e dentes pra dar de tudo do melhor pro seu verdadeiro amor.
As coisas mudaram bastante, antes ela queria sair toda produzida, levava horas fazendo maquiagem e cabelo e não sabia o que vestir, hoje ela se arruma rapidinho mas leva horas ajeitando cada detalhe da pessoa mais linda que ela ja viu, seu bebê!
Ela sabe que tudo só está começando, a vida ainda vai pregar muitas peças, e que apesar de toda sua luta ainda viver muitas batalhas. Mas cada suor valeu a pena ao ouvir pela primeira vez "-Mãmã".
Autor: Mateus Campos
Intimidade
Intimidade não é somente
Roubar os beijos grossos
Da mulher que passa e – sem fôlego –
Perder a noção do perigo!
Intimidade não é somente
Maldizer os deuses que saíram de férias,
Levando consigo o adeus
A imortalidade e a graça!
O íntimo pode se revelar
Na distância (real ou aparente)
Entre as almas, os sapos – pois tudo que
Respira se entende sempre!
No relacionamento com um parceiro, um dos grandes desafios para a mulher é reconhecer e abraçar a vulnerabilidade do parceiro. Muitas vezes, ao conviver intimamente com um homem descobrimos sua fragilidade e esta se contrapõe à imagem de força, proteção, segurança que ele transmite no mundo externo. As duas partes fazem parte dele e não podemos abraçar uma e rejeitar a outra. Mas devido à educação e condicionamentos culturais muitas vezes a mulher imagina um homem com super poderes, esquecendo que o super homem também guardava um Clark Kent desajeitado e tímido dentro de si. Abraçar a vulnerabilidade também não significa ir na outra direção, se tornar uma mãe protetora do parceiro que o fragiliza mais ainda. O desafio é manter a relação de homem e mulher, abraçando a força e a fragilidade mutuamente, abraçando a pessoa real que temos ao nosso lado e não nosso sonho.
Acordes sobre ela.
Ela não anda, ela flutua
Ela não fala, ela ressoa
Ela não olha, ela hipnotiza
E quando ela me ganha com o seu modo de ser, ela não me cativa, ela enfeitiça.
Ela não sorri, ela brilha.
E quando está feliz, então, torna-se uma estrela radiante.
Será uma escultura, um monumento ou criatura divina?
Não!
Ela é apenas uma menina.
Vulnerável, frágil e inconstante.
Incompleta, imperfeita, selvagem e insana.
Mas, apesar de tudo isso, o que a torna distinta e que realmente me encanta
é que ela não tem medo de ser ela mesma:
simplesmente humana.
O coração da mulher é um labirinto de sutilezas que desafia a mente groseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher, é preciso pensar como ela, e a primeira coisa a fazer é ganha a sua alma.
Estou com o Ortega e sou um pragmático, porque a poesia mente, embora de forma bonita!
Mulher, uma das criações mais complexas de deus, impossíveis de compreender mesmo se vierem com um manual, são incomparáveis e com certeza insubstituíveis, são um enigma que pouco a pouco é desvendado mostrando seus segredos.
Um ser capaz de gerar outro e amá-lo incondicionalmente, amor mais puro que existe, mulheres são de todas as formas lindas, emotivas, delicadas e ainda sim fortes, confiantes, de uma determinação admirável.
O que seria do homem sem uma mulher? Este que é grosseiro, quase insensível, um diamante bruto que é lapidado através dos tempos por este ser chamado mulher.
Mulheres que nos tempos antigos eram desprezadas pelos homens, mas hoje! Ser mulher significa ser símbolo de beleza, sensualidade e de vida! Motivo de cobiça, desejo e de disputa entre os homens.
Mulher, um livro que vem sendo escrito ao longo dos tempos e que jamais será terminado.
(http://escritosdopanda.blogspot.com.br/)
Os 6 elementos femininos em um homem são:
Sua mãe humana. Esta é a mulher real que era sua mãe, ela com todas as suas idiossincrasias, características individuais e singularidade.
Seu complexo materno. Isso reside inteiramente dentro do próprio homem. Esta é a sua capacidade regressiva que gostaria de voltar a depender da mãe e voltar a ser criança. Este é o desejo de um homem de fracassar, sua capacidade derrotista, seu fascínio subterrâneo pela morte ou acidente, sua exigência de ser atendido. Isso é puro veneno na psicologia de um homem.
Seu arquétipo de mãe. Se o complexo materno é puro veneno, o arquétipo materno é ouro puro. É a metade feminina de Deus, a cornucópia do universo, a mãe natureza, a generosidade que é derramada livremente sobre nós sem falha. Não poderíamos viver um minuto sem a generosidade do arquétipo da mãe. É sempre confiável, nutritivo, sustentador.
Sua bela donzela. Este é o componente feminino na estrutura psíquica de todo homem e é a bela donzela. É Blanche Fleur, sua bela dama, Dulcinea em Dom Quixote, Beatriz a Dante na Comedia Divina. É ela que dá sentido e cor à vida de cada um. Dr. Jung chamou essa qualidade de anima, ela que anima e traz vida.
Sua esposa ou parceira. Este é o companheiro de carne e osso que compartilha sua jornada de vida e é um companheiro humano.
Sofia. Esta é a Deusa da Sabedoria, a metade feminina de Deus, a Shekinah no misticismo judaico. É um choque para um homem descobrir que a Sabedoria é feminina, mas todas as mitologias a retrataram assim.
Um campo precisa florido e diversificado. E assim como as flores, toda a mulher tem a sua beleza e a sua importância no contexto que dimensiona sua existência. Há quem diga que as gordinhas, são mais felizes, porque não precisam se auto afirmar o tempo todo e que seus sorrisos transcendem por entre as frestas da curiosidade, intrigando e causando furor. Há quem digue que as gordinhas, fazem de suas imagens a mais perfeita forma que compõe todo o conjunto de suas belezas. Há quem digue que as gordinhas, em sua maioria, trazem na atmosfera, o contagiante apreço pelo que é liquido, simples e certo. Diante disso, nada mais justo que deixá-las serem o que são, fazerem o que sabem e viver da maneira que lhes convier; inspirando, perfumando e encantando os caminhos por onde resolverem trilhar...
Minha preferência é pelas gordinhas, ou seja, pelo tamanho da alegria que elas tê m, distribuido no cojunto mais lindo; rosto, corpo, mente e alma....
RONDÓ DE MULHER SÓ
Estou só, quer dizer, tenho ódio ao amor que terei pelo desconhecido que está a caminho, um homem cujo rosto e cuja voz desconheço.
Sempre estive duramente acorrentada a essa fatalidade, amor. Muito antes que o homem surja em nossa vida, sentimos fisicamente que somos servas de uma doação infinita de corpo e alma.
O homem é apenas o copo que recebe o nosso veneno, o nosso conteúdo de amor. Não é por isso que o homem me atemoriza, quando aqui estou outra vez, só, em meu quarto: o que me arrepia de temor é este amor invisível e brutal como um príncipe.
Quando se fala em mulher livre, estremeço. Livre como o bêbado que repete o mesmo caminho de sua fulgurante agonia.
A uma mulher não se pergunta: que farás agora da tua liberdade? A nossa interrogação é uma só e muito mais perturbadora: que farei agora do meu amor? Que farei deste amor informe como a nuvem e pesado como a pedra? Que farei deste amor que me esvazia e vai remoendo a cor e o sentido das coisas como um ácido? É terrível o horror de amar sem amor como as feras enjauladas.
É quando o homem desaparece de minha vida que sinto a selvageria do amor feminino. Somos todas selvagens: são inúteis as fantasias que vestimos para o grande baile. Selvagem era a romana que ficava em casa e tecia; selvagens eram as mulheres do harém, as mais depravadas e as mais pudicas; selvagem, furiosamente selvagem, foi a mulher na sombra da Idade Média, na sua mordaça de castidade; mesmo as santas - e Santa Teresa de Ávila foi a mais feminina de todas - fizeram da pureza e do amor divino um ato de ferocidade, como a pantera que salta inocente sobre a gazela. E selvagem sou eu sob a aparência sadia do biquíni, olhando a mecânica erótica de olhos abertos, instruída e elucidada. Pois não é na voluntariedade do sexo que está a selvageria da mulher, mas em nosso amor profundo e incontrolável como loucura. O sexo é simples: é a certeza de que existe um ponto de partida. Mas o amor é complicado: a incerteza sobre um ponto de chegada.
Aqui estou, só no meu quarto, sem amor, como um espelho que aguarda o retorno da imagem humana. O resto em torno é incompreensível. O homem sem rosto, sem voz, sem pensamento, está a caminho. Estou colocada nesse caminho como uma armadilha infalível. Só que a presa não é ele - o homem que se aproxima - mas sou eu mesma, o meu amor, a minha alma. Sou eu mesma, a mulher, a vítima das minhas armadilhas. Sou sempre eu mesma que me aprisiono quando me faço a mulher que espera um homem, o homem. Caímos sempre em nossas armadilhas. Até as prostitutas falham nos seus propósitos, incapazes de impedir que o comércio se deixe corromper pelo amor. Quantas mulheres traçaram seus esquemas com fria e bela isenção e acabaram penando de amor pelo velhote que esperavam depenar. Somos irremediavelmente líquidas e tomamos as formas das vasilhas que nos contêm. O pior agora é que o vaso está a caminho e não sei se é taça de cristal, cântaro clássico, xícara singela, canecão de cerveja. Qualquer que seja a sua forma, depois de algum tempo serei derramada no chão. Os vasos têm muitas formas e andam todos eles à procura de uma bebida lendária.
Li num autor (um pouco menos idiota do que os outros, quando falam sobre nós) que o drama da mulher é ter de adaptar-se às teorias que os homens criam sobre ela. Certo. Quando a mulher neurótica por todos os poros acaba no divã do analista, aconteceu simplesmente o seguinte: ela se perdeu e não soube como ser diante do homem; a figura que deveria ter assumido se fez imprecisa.
Para esse escritor, desde que existem homens no mundo, há inúmeras teorias masculinas sobre a mulher ideal. Certo. A matrona foi inventada de acordo com as idéias de propriedade dos romanos. Como a mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita, muito docilmente a mulher de César passou a comportar-se acima de qualquer suspeita. Os Dantes queriam Beatrizes castas e intocáveis, e as Beatrizes castas e intocáveis surgiram em horda. A Renascença descobriu a mulher culta, e as renascentistas moderninhas meteram a cara nos irrespiráveis alfarrábios. O romancista do século passado inventou a mulherzinha infantil, e a mulherzinha infantil veio logo pipilando.
O tipos vão sendo criados indefinidamente. Médicos produzem enfermeiras eficientes e incisivas como instrumentos. Homens de negócios produzem secretárias capazes e discretas. As prostitutas correspondem ao padrão secreto de muitos homens. Assim somos. Indiquem-nos o modelo, que o seguiremos à risca. Querem uma esposa amantíssima - seremos a esposa amantíssima. Se a moda é mulher sexy, por que não serei a mulher sexy? Cada uma de nós pode satisfazer qualquer especificação do mercado masculino.
Seremos umas bobocas? Não. Os homens são uns bobocas. O homem é que insiste em ver em cada uma de nós - não a mulher, a mulher em estado puro ou selvagem, um ser humano do sexo feminino - o diabo, a vagabunda, a lasciva, o anjo, a companheira, a simpática, a inteligente, o busto, o sexo, a perna, a esportista... Por que exige de nós todos os papéis, menos o papel de mulher? Por que não descobre, depois de tanto tempo, que somos simplesmente seres humanos carregados de eletricidade feminina?
Isabella
Ela é o tipo menina mulher, daquelas companheiras e delicadas.
Delicada, mesmo quando finge não ser,
Companheira, naqueles dias em que tudo faz doer,
Sem você eu não sei como minha vida iria ser.
Ela é o tipo menina mulher, daquelas intensas e sábias.
Seu lema é amar incondicionamente,
Sábia, mesmo que seja gradualmente,
Sem seu auto astral me entediaria facilmente.
Isabella é minha flor, minha floresta de amor.
Preciso do seu aconchego para acabar com esse desassossego.
Isabella é meu anjo protetor, minha fortaleza de calor.
E quando me concede esse amparo sinto-me remansado.
Ela é o tipo menina mulher, daquelas encantadoras e essenciais.
Seu jeito é cativante e apreciado,
Sua presença é indispensável, preciso de você sempre aqui, ao meu lado.
Sem seu pleno equilíbrio meus dias seriam escaldados.
DESCOMPASSO DE UMA MULHER
Me querem mãe
... e me querem fêmea.
Me fazem omissa
... e me cobram participação.
Me querem líder
... e me fazem submissa.
Me impedem de ir
... e me cobram a busca.
Me enclausuram nas prendas do lar
... e me cobram conscientização.
Me podam os movimentos
... e me querem ágil.
Me castram o desejo
... e me querem no cio.
Me inibem o canto
... e me querem música.
Me apertam o cinto
... e me cobram liberdade.
Me impõem modelos, gestos, atitudes e comportamentos
... e me querem única.
Me castram, me podam, falam e decidem por mim
... e me querem plena e absoluta.
Que descompasso!
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