Um Poema para as Maes Drummond
Sou Eu -
Há um muro de silêncio entre nós,
é a hora em que a terra já não gira,
tu e eu, dois corações tão sós,
corpo de promessa, olhos de mentira.
Sou eu, esta voz de quem te ama,
no olhar, na solidão, perdida,
sou eu, sou aquele que te chama,
neste corpo que arrefece, sem vida.
És tu, o meu grito de revolta,
a minha esperança no amor, tão longe,
meu barco sem destino, sem rota,
pelo mar, sem fim, onde se esconde?!
E oiço na noite a voz do impossível,
e avanço devagar na luz que dorme,
sou eu, num suspiro inesquecível,
és tu, um terror que me consome.
Viagem -
A vida é uma viagem
Um retorno sem imagem
Nos espelhos do destino,
É um grito sem amarras
Um poema sem palavras
Que vivemos no caminho.
O que trago ou não trago
O que canto e dou ao fado
Só eu sei o quanto dói,
Ver nos olhos de toda a gente
O silêncio de quem sente
O quanto a vida nos destrói.
Visto noites e cansaços
No meu corpo, nos teus braços
Na distância, o teu olhar,
Roda a roda do destino
Acendo velas no caminho
Numa pressa de te amar.
Só há Fado e solidão
Esta dor e um coração
Nos meus olhos a bailar,
E no céu da minha noite
Já nem há onde me acoite
Tanta estrela sem brilhar.
Alguém em apuros
Cá estou eu, como um copo destrinchado no chão, como cacos espalhados por todo o canto do casa....
Eles dizem a veracidade como que eu me jogo e sou despedaçado pela explosão de sentimentos que me deixam completamente fora de si.
Às vezes me olho e me pergunto se realmente deveria acreditar que sobretudo viver o amor completamente em sua essência, seria uma tamanha imbecilidade, ou se viver de forma tão intensa seja a única forma de conhecer as profundezas dos corações inexplorados.
Como se eu estivesse preso em uma ilha onde somente eu existo, e não encontrasse pessoas que estão aptas à compreender esse nível de linguagem tão única e verdadeira.
É doloroso ver tudo aquilo que se entrega se extinguindo tão lentamente e logo se encontra em estado de detrimento, pois nem todos correspondam de forma tão fiel aquilo que se espera, porém esse é o preço que se paga por enxergar a vida fora dos limites.
Nem tudo são flores, nem sempre chegaremos ao final do dia inteiramente vivos.
Como as mais belas flores do jardim necessitam de chuva para que resplandecem toda a sua formosura, é necessário que seja irrigado o amor em meu coração para que eu possa transparecer tudo aquilo que sou, sem cortesia, que eu seja tudo aquilo que eu possa ser.
É isso que eu quero, mas será que eu devo me preocupar? Meu coração diz que não, mas o mundo real me pressiona a acreditar que à vida vai me ensinar a ser duro e que dançar na chuva é coisa de maluco....
Essa é a bagunça que eu sou,entre poesias e prosas vou ditando aquilo que outrora há vida me permite mergulhar, ás vezes um mergulho no raso e outros no profundo, serão suficientes para ter uma vida equilibrada em perfeito desequilíbrio...
Vou ficar bem, eu prometo...
Eu sou sempre de boa .
Adoro rir atoa .
Conversas longas .
Sair por ai.
Tomar um açaí.
Ou uma cerveja gelada.
Ver um filme.
Contar uma piada.
Mais não sou tão maneira assim .
Quando sinto que me fazem de boba.
Reaja como um leoa .
Não meço as palavras .
Se perde a razão é Evitar a segunda a facada .
Eu digo que não
Porque estou viva pra fazer esse refrão .
não esqueça de usar o coração
não o de outra pessoa
não, ela tem coração
lembre que sempre há um coração
para te manter vivo,
para te matar de um jeito bonito
mas não, não
não esqueça que tem um coração
e ele não é de gelo
Um corpo nú
é sempre poesia
se teu olhar
souber ler.
Temos que parar
de enxergar nosso invólucro como algo feio que tem que viver escondido.Você é algo único e especial.
Um mergulho nas
emoções do autor.
Um giro pelos contornos
de sua alma que pede
para ser lida.Fragmentos,
esboços de sua vida.
Assim é a poesia!
Alma e pele...
Um gozo que começa
na mente e faz vibrar
o coração e sem pressa
vai escrevendo a emoção.
O exercício de pegar
a caneta e escrever
já me traz satisfação.
Logo sai um pequeno pensamento.
Nem sempre dentro
de um contexto bom
mas que escrevo para que não se apague aquele toque de emoção.
Vivo tentando domar...a inspiração.
'...E se um dia eu ficasse rico?'
'...e se um dia eu alcançar o corpo dos sonhos?'
E se o 'e se' transformasse o tal pensamento em inspiração e não frustração?
Talvez seja melhor voltar na raiz do pensamento, virar a chave e dar a partida.
Faça acontecer.
A consciência de que a sociedade
Não é apenas um grupo de pessoa mas sim,
Uma totalidade de seres humanos distintos,
É o sonho
Da igualdade caminhando de mãos dadas com o Respeito em plena
Luz do dia.
Por vezes fazemos uma volta a um passado
já passado e quase esquecido...
E as recordações afloram...
"Que saudade que tenho da aurora da minha vida..."
Existe a coincidencia de datas...
A foto mostra Sampa de 1952,
e o poema mostra o poeta de 1952.
UM RETRATO DE SÃO PAULO
Marcial Salaverry
São Paulo sempre teve espírito pioneiro.
Foi daqui que sairam as Entradas e as Bandeiras,
que desbravaram o território brasileiro...
Os grandes acontecimentos, sempre tiveram
São Paulo à testa,
e isso a História o atesta.
Bandeirantes, entradistas,
e também líderes abolicionistas,
foram eminentes paulistas...
Em São Paulo sempre tramou-se a independência,
e tiveram paciência,
para esperar a hora certa...
Entre Santos e São Paulo, D. Pedro recebeu o recado fatal,
e proclamou a independência, afinal...
assim conta a História,
e São Paulo detém esta glória,
de ter sido aqui finalmente proclamada
a Independência tão sonhada...
Marcial Salaverry
(Este poema foi escrito para o Dia da Independência, 7 de Setembro de 1952, pelo aluno do Grupo Escolar Arthur Guimarães,
Marcial Armando Salaverry, aluno da Profª Rosina Pastore, encontrado entre algumas relíquias do passado...)
01/05/2006
– A nossa conversa foi perfeita pra mim.
– Posso te dar um papo? Eu nem lembro direito da nossa conversa.
(Diálogo entre Gabriel e Bruna)
Viver do passado
Um passado que insiste em não passar
Parece que só há alegria lá
Que triste
Enquanto seu passado
For mais importante
Que seu presente
Seu presente de nada serve
O presente é vivo
Nele você pode fazer
Cantar
Tocar
Dançar
O presente é único
Por isso é especial
Mas para alguns o presente
nada espera
Nada é que não lembrar o passado
Mas aqui estou
Presente
Feliz
Passado nem um
Que seja digno do presente que tenho
Filho do Passado -
E há silêncios na rua do meu medo
por entre as vagas ondas d'um Sol abrasador
e páira pelo ar o suspiro d'um segredo
deixando em quem lá passa desamor.
Sou na vida um deserdado sem esperança
um filho do Passado só e triste
Alguém que já perdeu a confiança
numa vida que não vive, só resiste.
Sou um filho da poesia, endiabrado,
a pausa entre as notas que faz a melodia
a memória d'um mendigo rejeitado
que vai matando a vida dia a dia.
Sou alguém qu'inda se lembra do ter sido
uma culpa que não tem pai, bastarda,
os olhos d'um desenganado, vencido
ou até o Pranto de Maria Parda.
Leme -
Na rua do meu silêncio
há um grito de saudade
é como o Céu tão cinzento
nos dias da tempestade.
Quando sopra qualquer vento
na minh'Alma há muita dor
pois na raiz do pensamento
sempre baila o nosso amor.
E no cais de qualquer porto
há sempre alguém que se demora
bailam saudades no meu corpo
como as dores de quem chora.
Alguém chora e não agarra
este meu sentir tão louco
sou como um barco sem amarra
que se afasta pouco a pouco.
Praia Deserta -
Naquela praia deserta
deixei outrora um amor
e a solidão que me aperta
veste o meu corpo de dor.
Passou o tempo e a idade
naquela praia deserta
só não passou a saudade
que no meu peito me aperta.
O que ficou foi tão pouco
que tudo em mim se consome
gritei então como louco
gritei ao vento o teu nome.
Parti depois sem pensar
da solidão que me aperta
deixei meus olhos no mar
daquela praia deserta.
Encontro-me envergonhado e assombrado, estou em um lapso que compreende o Eu e o Vazio.
Acalento-me na solidão e me junto à partículas que dos meus olhos desabrocham.
Sou esse erro divino que no profundo guarda pingos esquecidos de esperança.
O vazio em pessoa.
Perdi-me de mim.
Um dia, experimentei pela primeira vez a intensidade e a melancolia do amor. Tão forte e carrancudo era o amor!
Mas em toda minha vida sem graça, descobri que o amor não vem e vai; ele simplesmente existe.
Porque o amor, não é algo que se dar ou se toma de alguém. O amor simplesmente acontece, apenas uma única vez!
E quando acontece é tudo de bom! Nos faz fazer coisas malucas e as vezes até perder o senso de razão e agir por emoção!
Como resultado da incompressão do amor, pergunto-me: porque as pessoas que se amam loucamente, não tem final feliz como nos filmes de romances?
Porém, eu não tenho a resposta, não consigo encontrar a solução, para que o amor não seja tão doce quanto antes!
Talvez seja por essa frustração, ou por medo de perder o senso de razão, que não amarei como já amei antes.
Quando a oração torna-se um hábito,
as vitórias, as respostas e as soluções
seguem o mesmo ritmo.
Conseguimos ver a manifestação de Deus em cada minuto do dia.
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