Um Poema para as Maes Drummond
O poema é solidão
O poema, materialidade
dum momento
solidão.
Doce, amargo, sozinho
junto
ou não.
Materializando o poema
tal sentimento
condição?
Poema
seu sinônimo
solidão.
Poema da parede branca dos futuros filhos
Risco e rabisco,
desenhar palavras
comendo misto,
não se preocupar
em rimar com fisco.
A Parte Única do Poema
Quem é o homem
que se esconde na rima, estrofe
no ritmo
ou num poema?
Foge do amor
da mulher amada
dum problema
da vida?
Ou o amor
a mulher amada
um problema, a vida
refugia-se no poeta?
Este homem,
ninguém saberá
se não lê-lo
como parte do poema.
As vezes do poema
Às vezes é uma insônia,
às vezes é uma dor,
às vezes é uma alegria.
Às vezes é um acaso,
às vezes é um propósito,
às vezes um cotidiano,
às vezes um inesperado.
Às vezes é uma mulher,
às vezes um passarinho
às vezes um terremoto.
Às vezes é um vento...
e o que é sempre
é o poema que chega.
Teu poema
Procurando teu poema,
madrugada a dentro - manhã chegou.
Os teus traços, o teu encanto
nenhum deles revelou.
Prostra-se a manhã
e não exito em te escrever.
Fosse eu poeta fino,
já diria
- vai menino
e te entregaria este fazer.
Teu poema eu fiz agora,
bem parece com você:
texto único, obra ímpar,
versos próprios em belas rimas
que em poetas ou meninas
eu jamais me pus a ler.
Poema à musa
A literatura ela nos faz perceber, o quão grande podemos ser, a literatura nos leva além, a literatura vai além, e desta, eu me tornei um mero refém, a literatura nos mostra que a vida é beleza, a vida é pureza, e com literatura se faz um bela aventura. E se amanhã não houver literatura, eu invento uma outra loucura que torne-me capaz de novamente sonhar, que me permita fascinar e que assim eu prossiga a "literar". E se no meu outro universo, nada disso existir, vocês me ouvirão dizer que sobrevivi, que sobrevivi e sobrevivo, e assim prossigo, porque tenho em mim o espírito poeta, que me encarna, que me domina, me alucina, fazendo assim a minha sina, a minha rima
Eu Tu Ele poema
Eu te leio poema com o meu coração
Tu é meu mais doce poema do meu amor
Ele o meu amor é meu poema mais lindo
Nos infinitos dos infinitos dos mundos não cabe
Vòs excelentíssimo coração sabe que
Eles estes mundos são bem menores que meu gostar de ti
amor de uma flor
amarela
Num poema de amor
Uma linda frase rimar
Em cada verso de amor
Este sentimento,de flor
Quando este poema terminar
A um verdadeiro amor entregar.
bj flor
Agora o sonho é encantado
Deste poema para adormcer
Agarrando os meus sonhos
eu vou dormir com teu amor
pois tu me deu estes sonho
Por uma bela flor
no meu chão de estrela caiada
eu danço bailo na vida poema
pelas nuvens entre as luas
no entrelaçar da vida
MULHER_POEMA
Hoje
quero deitá-la suavemente
despi-la de frases feitas
que tanto lês em teus livros...
quero arrancar-te essas
estruturas vocabulares
esses surtos metafóricos
polimórficos
sintáticos
dicionarizados
cifrados
metódicos...
:
Hoje
quero torná-la uma poesia
de rima fácil
e final feliz
nada de palavras rebuscadas
febrilmente emaranhadas
seletamente misturadas
sabiamente intelectualizadas
:
(Quem sabe
disfarçá-la num mini-conto
de dois parágrafos
desses de aprendiz...
o que me diz?)
:
Quero
copiar versos da minha mente
e tatuá-los na intimidade
da tua pele
docemente entremeados
com azuis intensos
brilhantemente pautados
com amarelos radiantes
elegantemente decorados
com verdes translúcidos
indecentemente pontuados
com vermelhos febris...
:
Ao final, minha musa
vou fazer a minha leitura
vou reconhecer-me
em teus vãos
pelos
meios
seios
vou reler
cada frase
transformada
em verso
sem traumas
sem frescuras
sem rodeios
e dedicar
essa poesia_mulher
à personagem_tema...
à mulher_ poema
Poema Sobre: Karl Marx
Vencido o comunismo
Depois de tanta guerra
Por mar e por terra
Quente e fria Quem diria
Correu atrás do que previa
Visou o bem do trabalhador
Com garra e amor
Um grande lutador
Sem medo da verdade
Poupando a coletividade
Morreu amado
E reverenciado pelos revolucionários
Por mostrar o que queria
Sem medo da ousadia
Elvis Xavier Pinho - 12 de abril de 2009
O Poema Original
Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.
Poema da Roça
Da roça pacata
se ouve a cantata
do grilo, do galo,
do gado e das aves.
Na roça antiga
surgiu a cantiga
da parentada crescida
no cabo da enxada.
De uma casa na roça
de barro batida
e buraco de fossa
se via cera de estrume
e lamparina como lume.
Da roça vieram minha origem
muito trabalho, suor e amor
viola caipira e mata virgem
da grande família de meu avô.
"Esse rapaz"
Poema escrito e musicado por Ale Ruffini
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Se essa tristeza me deixasse em paz
Ah, eu não teria um coração que jaz
Jaz a esperança e a alegria de viver
Cai mais uma noite
Vai sufocando o entardecer
Lua Branca vai
Mergulhar no mar
Vem trazer pra vida poesia ah
Levar pra além-mar
Melancolia por esse rapaz
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Quantos ais me causa essa ausência sua
Quantos ais me causa a incerteza desse amor
Se já não é paz, é tormento !!!
Que fazer com as brumas
desse doce encantamento
Se lhe amar me causa
Esse estranho contentamento
Por esse rapaz...
Lua Branca vai
Mergulhar no mar
Vem trazer pra vida poesia ah
Levar pra além-mar
Melancolia por esse rapaz
Ah, esse rapaz
Que falou do amor
Com tanto encanto
Fez pulsa minhas veias ah
Mas molhou os meus olhinhos de pranto
Poema do amanhecer
se faz manhã, a manhã se faz você
Vou fazer amor contigo nessa hora
Espero você de novo amanhã, hoje, sempre
O futuro é agora e a amanhã é você
Uma manhã fria, com perfume de amor
Nosso amor se faz perfeito nessa hora
A manhã está feliz, ela tem você agora
Essa manhã é você, linda, perfeita e deliciosa
Você é a luz da minha vida e a vida do alvorecer
Te quero aqui comigo a cada noite, em cada amanhecer.
Poema para os namorados
Ver-te à minha frente e poder beijá-la, como é bom desfrutar do seu doce amor minha amada, sentir o pulsar do seu coração ofegante, passear contigo por toda a madrugada, correr pelas curvas do seu corpo com toques magistrais e te fazer pedir sempre mais, você é minha vida, minha paz, sufocar-te com meus beijos e te fazer sentir-se ansiosa, delirar de amor ao provar da sua boca deliciosa, usar cada segundo do meu tempo para suprir seu desejo de felicidade, fazer você feliz por toda a eternidade, sonhar viver para sempre a seu lado, não deixar esse amor suprimido, mas sempre liberado, dizer o quanto você me deixa feliz, falar sempre que você fica linda naquela velha calça jeans, viver a nossa fantasia uma doce realidade e jogar no seu mundo o meu por castidade, tudo isso para dizer que te amo e te desejar feliz dia dos namorados... Meu amor!
POEMA DA SOLIDÃO
Serei tão secreta
como o tecido da água
e tão leve
e tão através de mim deixando passar
toda a paisagem
e todo o alheio pecado
do gesto, da presença ou da palavra
que logo que a tua mão me prenda
me não acharás:
serei de água
PLEONASMO DO POEMA-POESIA
O Poema é uma centelha
Concomitantemente
Conclamada e errática.
O Poema é a equação
Que habita o cérebro
Da nossa dualidade:
Pavimenta a alameda da emoção e da racionalidade.
O Poema é uma enigmática areia movediça:
Rebenta prenhe ou órfão de um intento
E trilha vias do alcácer das viroses dos abstratos, concretos tormentos
(sejam os frívolos dissabores, seja a dantesca
luminescência da bruma do quase aniquilamento),
Antes de se transmudar em monumento
Á Lógica, ao tornado dos vulcânicos sentimentos
Ou ao maremoto dos libertários devaneios.
O Poema é a aquarela
De um premeditado
Ou inesperado Estalo:
Nasce no córtex,
Navegando pelo
Oceano de teias e correntes da mente
Para, em seguida, desaguar sobre
O espaço vazio como palavra:
Quer Verso insalubre, amarelo, hospitalar, alegria flagelada;
Quer jucunda ventania, Poesia em estado de Graça!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Poema
Família,
Árvore da vida
enraizada no fértil solo
de amor do Criador.
Entrelaçada no conjugal amor, multiplica sementes que um dia desabrochadas se filiam como fruto e flor.
Da terra ao céu ascende,
em direção a luz ardente,
até um dia findar
como energia à fonte divina retornar e se eternizar.
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