Um Poema para as Maes Drummond

Cerca de 291894 frases e pensamentos: Um Poema para as Maes Drummond

A administração, organismo autoritário,
é feita de papel, isto é, de figuração de coisas.
(In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Ambição
A ambição torna os homens audazes;
a audácia sem ambição é privilégio de poucos.
- Carlos Drummond de Andrade, In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.

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"A fé e a incredulidade trocam de lugar a todo momento no homem curioso”.

(em "O avesso das Coisas". São Paulo: Editora Record, 2007.)

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“A beleza ainda me emociona muito. Não só a beleza física, mas a beleza natural. Hoje, com quase oitenta e cinco anos, tenho uma visão da natureza muito mais rica do que eu tinha quando era jovem”.

( trecho da última entrevista. in: "O suplemento Idéias", do Jornal do Brasil, de 22 de agosto de 1987.)

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Árvore

Tentamos proteger a árvore,
esquecidos de que é ela que nos protege.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
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Zen
Prática budista que faz falta a governantes e políticos:
exige meditação profunda.

(In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Voz
Cala-te, mas que não seja demasiado,
para não perderes o uso da voz.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Autógrafo

Pedir autógrafo a autor lisonjeia sua vaidade
sem melhorar a qualidade da obra.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
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Automóvel

Veículo que desperta o desejo de ir a
alguma parte já superlotada por veículos idênticos.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
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Bem
Há boas ações que se praticam porque
não foi possível deixar de praticá-las.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Cão
O fato do cão ser fiel ao homem não quer dizer
que ele aprove as ações do dono.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Cão
Rendo homenagem ao cão; ele late melhor do que eu.

( In: O Avesso das Coisas - 6º Edição, 2007.)

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Banqueiro

O banqueiro ignora que tem dinheiro suficiente
para fechar o banco e começar vida nova.

Carlos Drummond de Andrade
O avesso das coisas: aforismos. Rio de Janeiro: Record, 1990.
Inserida por portalraizes

Lutar com palavras é a luta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã.

(extraído do livro em PDF: JOSE (trecho de “O LUTADOR”)

Inserida por portalraizes

Mas foi pintando sujeira
O patamo estava sempre na jogada
Porque o cheiro era bom
E ali sempre estava uma rapaziada

Inserida por backlup

__ Seu pensamento te diz uma coisa e o seu sentimento outra?
__ Exatamente isso. Disse ela. E em seguida, como uma criança pergunta quando o Papai Noel chegará, ela pergunta esperançosa: _ A terapia vai transformar o meu sentimento em pensamento? Ou o meu pensamento em sentimento? Aff...Sou confusa até para perguntar.
__ A questão não é transformar o sentimento em pensamento ou vice-versa. A terapia pode te ajudar a fazer com que os dois caminhem juntos, na mesma direção e quiçá, velocidade. Um complementando o outro.

Inserida por tallytacardoso

museu da inconfidência

São palavras no chão
e memória nos autos.
As casas inda restam,
os amores, mais não.

E restam poucas roupas,
sobrepeliz de pároco,
a vara de um juiz,
anjos, púrpuras, ecos.

Macia flor de olvido,
sem aroma governas
o tempo ingovernável.
Muros pranteiam. Só.

Toda história é remorso.

Carlos Drummond de Andrade
Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Inserida por Doug83

Precisamos descobrir o Brasill!
Escondidos atrás das florestas,
com água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.

Inserida por francisca_santos_1

NASCER DE NOVO

Nascer: findou o sono das entranhas.
Surge o concreto,
a dor de formas repartidas.
Tão doce era viver
sem alma, no regaço
do cofre maternal, sombrio e cálido.
Agora,
na revelação frontal do dia,
a consciência do limite,
o nervo exposto dos problemas.
Sondamos, inquirimos
sem resposta:
Nada se ajusta, deste lado,
à placidez do outro?
É tudo guerra, dúvida
no exílio?
O incerto e suas lajes
criptográficas?
Viver é torturar-se, consumir-se
à míngua de qualquer razão de vida?

Eis que um segundo nascimento,
não adivinhado, sem anúncio,
resgata o sofrimento do primeiro,
e o tempo se redoura.
Amor, este é o seu nome.
Amor, a descoberta
de sentido no absurdo de existir.
O real veste nova realidade,
a linguagem encontra seu motivo
até mesmo nos lances de silêncio.
A explicação rompe das nuvens, das águas, das mais vagas circunstâncias:
Não sou eu, sou o Outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro alguém estou nascendo.
A minha festa,
o meu nascer poreja a cada instante
em cada gesto meu que se reduz
a ser retrato,
espelho,
semelhança
de gesto alheio aberto em rosa.

Inserida por MarthaDuarte

Balanço

⁠A pobreza do eu
a opulência do mundo.
A opulência do eu
A pobreza do mundo.
A pobreza de tudo
a opulência de tudo.
A incerteza de tudo
na certeza de nada.

Inserida por rafaelnovaes