Um Estranho Impar Poesia
O Tempo Que Acaba.
A vontade de quebrar os rumores do tempo
Um único suspiro eterno
Bater o coração aceleradamente
Como o vento
Que bate intenso
Nas folhas que caem das árvores
Agora não mais vivas.
Como a brisa leve
Que molha os campos
E deixa tudo tão úmido
Que aos poucos secam
Pelo mesmo calor que morrem.
Relampeja.
Como os raios que brincam nos campos
Ao encontro de árvores ainda quentes
Esperando por um segundo de morte
Ou talvez nada menos do que esperar o próximo inverno.
Queimando em brasas
Naquilo que um dia foi vivo.
Entonteada, quase ao chão
Talvez nada menos do que uma próxima brisa.
Como a seca
Que molha os olhos daqueles que ainda sentem.
E deixa tudo quente
Esperando por um segundo a mais.
Apenas caindo aos prantos
Aquilo que foi-se em vida.
Amar é nada
A verdade que condena os olhos cruéis
Demonstra um pedaço da minha única alma
Aquela que um dia tive
Aquela que um dia te dei
E você apenas achou engraçado e jogou fora
Pensei que saberia quando parar de tentar buscar felicidade
E pensei que um dia seria a pessoa mais feliz do mundo
Mas, não sou. Me transformei no mais cruel possível.
E não tenho medo de mais nada. Nem mesmo medo do medo.
Agora sim, vejo que estou só.
E nem mesmo os demônios me incomodam.
Eles são os que menos me incomodariam atualmente.
A minha felicidade foi destruída.
E não tenho vontade nenhuma de colocar meu coração no lugar.
Odeio saber que os meus esforços não te abalaram
Mas, amo saber que
Amar você não é mais nada pra mim.
Busco no meu aparato razões de não estar e nem errar com meus acertos de um pecado inocente;
Quero a calmaria de doces palavras que me erga de forma redundante, mas com limite das virtudes;
Aceitando carinhos e sinceridade que me faça acreditar que ainda sou capaz;
Preciso de atenção e um pouco de sensatez entrelaçado com as primícias do amor;
PÁSSARO
Existe dentro de mim um pássaro
De caráter improvisado
Um pássaro de uma só cor
Esverdeado quando é notado
E de uma cor alheia
Quando emudece a precaver minhas fronteiras
Neste tempo de voz calada
Não tem canto, nem tem encanto.
Eu já gosto do caráter repentino
Porque ao seu tempo
Quando quer me agradar
Ele canta as minhas infâncias e o meu mundo
Que já tive, como donatário, de papel passado.
Quando eu era criança o mundo
Era do tamanho do meu quintal
E tinha quatro fronteiras
Dos limites, astuto que nos impunha.
O pássaro cantava e me agradava
Eu tinha no meu mundo pessoas sensatas e alegres
Alegres e diplomatas.
Agora quando avisto um pássaro
Num oitão de uma casa velha cantando na minha espera
Eu fico a vislumbrar o seu canto e me inebriar
Se ele tem as penas esverdeadas.
O pássaro porém, não lembra
Que já morou no meu coração
De que já foi meu um dia
Que por ser o meu, por meu desatino
Ele pegava vôo muito acima.
Mais alto que tudo, adiante mais que as nuvens
Aquele pássaro já foi meu
Hoje adulto é das alturas.
Meus pensamentos são seus e tento chamar a tua atenção para pedir a tua mão;
Tenha um compromisso comigo, pois eu escrevo-te para tocar o seu coração com intensa responsabilidade;
Prometo sempre estar contigo e dividir as alegrias para vivermos a felicidade inteira;
Te ofereço toda a riqueza de uma vida, o meu amor sincero para dar início a uma linda história de amor;
Será que tenho que responder ao coração que estou descompensado por um sentimento nada calmo;
Sem paciência tentei roubar teu coração, porém minha autoridade em excesso lhe despertou desejo sem defesa;
Me ajuda se eu quiser só faz o que eu pedir eu sei que você me quer então se ofereça a mim;
Enviado por fabio v souza
expressem seus sentimentos com palavar ]desenvolvam um relacionamento de confiança]a familia faz parte do plano de deus /prestem serviço ao proximo juntos com a familia /
Passeando pela beira do rio,ouço um canto,voz hipnotizadora,doce,calma,versos lindos...
vou ao encontro,e um belo cabelo vermelho fazendo um longo rastro avistei,
Fui seguido até chegar ao teu corpo...encontrei!
Me pego parado como estatua,me pego vidrado pelo teu canto,me pego encantado com teus lindos olhos tristes...
Apaixonado pelo inesperado acaso e pelo som de sua arpa q me faz viajar em teus olhos gritantes,a bela Sereia se aproxima,me arrepia com teu halito quente, me olha profundamente e se lança ao rio.
Segui-la irei...meu ar perderei,mais de amor morrerei !
Ausência
Você estava há cinco mil pés de altitude e disse:
Te encontrarei na quarta no pomar
um lugar deserto e cheio de plantas
chegarei por volta das 16 horas
Ouvi o estalo do beijo no som que o telefone fez
A quarta chegou
e com ela uma manhã com um prazer diferente
E eu contei com um homem que não veio
Novamente disse: na sexta
Aspirando tudo com delícia, em vão procurei
aplacar meu desejo,
cada um dos meus pensamentos...
Mais desenganos
Ele não veio
Segurava-me para não chorar
lamentando a ausência
Toda tarde, vou deitar-me na grama
onde tantas folhas caíram
Amanhecer
A água cristalina
de um riacho
o farfalhar suave
do vento entre as folhas,
o céu límpido,
a luz difusa do sol
atravessando a folhagem das árvores
Ao sermos
saudados por essas vistas e sons agradáveis
nos convencemos de que um dia maravilhoso nos aguarda
Me perguntaram:
- Menina porque escreves tanto?
Inspirei, dei um sorriso de canto, bem leve e disfarçado, e respondi:
- Escrever é mais do que transcrever meras palavras em um papel, esperando em troca respeito e apreciação das pessoas. Escrever é sentir e falar através daquele lápis ou caneta o que se sente. É não ter medo de expressar sentimentos. É uma forma de refúgio. É uma dádiva. É algo maravilhoso. Escrevo porque sinto. Escrevo por me sentir livre pra isso. Escrevo porque amo. Escrevo por amor.
Meu eu
Hoje minhas palavras estão um tanto negras
O espírito negro o outro lado de mim hoje dominou
Meu lado obscuro
Minhas vontades maléficas
Hoje saltaram para fora de meu corpo
Tentei prender esse meu eu
Mas de nada adiantou
Ele saiu abrindo a asa sobre mim me dominou
Comecei então a descrever esse mundo sombrio
Esse mundo fétido, escuro
Onde as trevas dominam
Onde a luz jamais entrou
Mete-me medo esse ser
Que de tão belo encanta
Mas que ao mesmo tempo tem a face deformada pela luxuria
Os sete pecados nele vivem
Todos os defeitos nele permanecem
Esse meu lado do mal
Guardo bem guardado
Escondido trancado
Á sombra dos olhos de Deus
Leticia Andrea Pessoa
Um sonho
Numa bela madrugada
De brisa suave e de caminhos tão claros, acordei
Sentei na cama, respirei e fundo e lamentei
Lamentei por ter acordado
Pois contigo sonhava...
De mãos dadas caminhávamos pela areia branca de uma praia
Coqueiros dobravam o vento
O mar assim tão azul
Mas acho que era verde...
O sol se deitava ao longe
Tudo era tão lindo
Em cores fortes e ao mesmo tempo delicadas
Olhava em meu redor e não via ninguém
Era apenas eu e você
Sentada na minha cama permaneci
Embevecida com o meu sonho...
Olhei o relógio na cabeceira da cama e vi
Que era início da madruga e que eu poderia voltar dormir
Olhei tua foto...
Senti o teu perfume em minhas roupas...
Relembrei tua voz....
Fechei meus olhos e novamente deitei,
Quem sabe outra vez o sonho traz você pra mim...
Leticia Andrea Pessoa
Um dia ao passar pela rua, descobri,
que a espreita, um olhar observador
e um jeitinho encantador,
um anjo me vigiava com asas de colibri.
Aguardava o momento certo
o momento em que em minha frente
esse amor tão bonito e quente
chegasse de mim bem perto.
Disparou em mim uma ceta,
não pra me ferir de morte
mas que dentro de mim bem forte
o amor fosse uma nova meta.
Nesse dia havia conhecido,
a menina que é minha flor
agora eu tinha um amor,
por obra do meu cupido.
A vida é como um quebra-cabeça, onde peças são as pessoas.
Devemos procurar as certas, para que seja moldado algum sentido.
Corra e conte a todos os anjos
Isso pode levar a noite toda
Acho que preciso de um diabo
Para me ajudar a acertar as coisas
Me arrume uma nova revolução
Pois essa aqui é uma mentira
Nós sentamos juntos rindo
e vimos essa última morrer.
(Learn To Fly)
UM DIA, DOIS DIAS
Um dia sonhamos ser
Outro dia queremos nascer
Romper a cortina que dá para o mundo
Um dia queremos ter
Um leito e um amor que vigie
Um dia queremos cifrar
A música de nosso afeto
No pentagrama que não sabemos ler.
Outro dia queremos ser astronautas
E voar muito além da lua
E nos precipitar na descida leve
Um dia sonharemos ricos
Carregados sob os ombros de outros
No comboio de desconhecidos.
Um dia aspiramos ouro em pó
Em outros dias espirramos cristais líquidos.
E nos entregamos à fraude da manipulação das horas.
Um dia sonhamos num país abastecido
Outros dias reconhecemos que nada disso
Nos interessa, que só tem valor o sonho.
Um dia queremos a passividade
E nos dispomos a não tocar em nada
Porque nada é nosso
E não podemos guardar.
Um dia, um dia, dois dias.
Dia de chuva, dia de sol
Dia de não se ver o arrebol.
E entendemos a nossa voz bemol.
O RIO
O rio corre calmamente
Sobre o seu leito quente e macio
Cada conversão é um dia contado
Outros dias serão de folhas mortas
E escoras de cercas antigas.
Que o rio toma como alimento.
Teme o seu mergulho no mar
Mas pondera que ele não há.
E vai levando horas no seu leito
Dias boiando rumo à distância.
Compartilhadas com o sol
Que dele se nutre e o acompanha
A qualquer recanto, sob qualquer tempestade
A noite, o rio corre sozinho
E se esparge em leques na tolerância do mar
Que definitivo será sua ida, sem fim
Ora doce, ora salgado.
Ora fumante, ora tragado.
O rio conta a nossa existência
Pelos marcos nas encosta
Que se somem quando se enche
E aparece, se vai secando.
E o rio não tem fim
Caminha empurrado por ele
Pelas ribeiras tocada a remo
Assim é que o mundo vai passado
Assim se faz o extremo da minha saudade.
PÁSSARO
Existe dentro de mim um pássaro
De caráter improvisado
De cor esverdeado, e outra tonalidade alheia
Quando emudece a precaver minhas fronteiras
Neste tempo de voz calada
Não tem canto, nem tem encanto.
Eu já gosto do caráter repentino
Porque quando quer me agradar
Ele canta as minhas infâncias
E me leva a ver outro mundo que já tive.
Do qual eu era donatário, de papel passado.
Quando eu era criança o mundo
Era do tamanho do meu quintal
E tinha quatro fronteiras
Dos limites ardilosos que me espremiam.
O pássaro cantava e me agradava
Já fui protegido por pessoas sensatas e alegres
Risonhos e de conversa boa.
Hoje se avisto um pássaro
Num oitão de uma casa velha
Cantando na minha espera
Eu fico a vislumbrar o seu canto
Observando se ele tem as penas esverdeadas.
O pássaro porém, não lembra
Que já morou no meu coração
De que já foi meu um dia
Que por ser o meu, por meu desatino
Ele pegava vôo mais alto
Que tudo, adiante, mais que as nuvens
Aquele pássaro já foi meu
Hoje adulto é das alturas.
“ O SUTIL
é um experimento INFINITO de uma REALIDADE anterior a Você.
Ele te observa, te ama, te Orienta e te Ensina a Amar.
Ele é Sagrado, Significativo, é de DEUS.
A PEDRA, a ROCHA
uma Ilusão de Eternidade, em Fragmentos se desfaz.
É uma Existência evolutivamente involutiva, nada memoriza eternamente, em ruína se destroça enfraquecida, não restando para eternidade nenhuma lembrança do que foi em BELEZA ou OBRA.”
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