Um Estranho Impar Poesia
Poesia Desalinhada
Te encontrei quando meu coração já não seguia um caminho certo. Você chegou como um vento leve, bagunçando meus pensamentos e colocando esperança onde antes havia silêncio.
Desde então, cada sorriso seu se tornou um motivo para eu acreditar que o amor também nasce no inesperado.
Meu coração é uma poesia desalinhada:
Às vezes tropeça nas palavras, outras vezes se perde no brilho dos teus olhos. Mesmo sem rimas perfeitas, cada verso carrega a verdade de um sentimento que cresce a cada instante, como uma canção que insiste em permanecer.
Se um dia o tempo tentar apagar nossos passos, ainda assim levarei você em cada lembrança. Porque existem amores que não precisam ser perfeitos para serem eternos; basta que sejam sinceros. E, no meio do meu caos, você sempre será o verso mais bonito da minha poesia.
A poesia
Me dá azia
Deixa um travo
Na boca
De gosto amargo
Quem me dera
Ser poeta
Em outra era
Em que a verdade
Era sincera
A Poesia e a Tempestade
Cabem no mesmo olhar.
E entre meus mares revoltos
Dança um cavalo-marinho,
Brinca uma estrela-do-mar.
Alda de Miranda
RICARDO NEVES • FRASES • REFLEXOES
E POESIA • FE • PROPOSITO • E PROMESSA
Houve um amor que o mundo nao conheceu 🌙,
Que nao fez barulho, nao pediu plateia 🤫.
Nasceu em oração 🙏, no silencio cresceu,
Como semente que Deus planta na areia 🌱.
Ninguem ouviu os juramentos ao luar 🌙💍,
Ninguem viu as lagrimas que viraram fe 😢➡️🙏.
So Deus testemunhou nosso caminhar 👣,
Escrevendo em nos o que ninguem le 📖.
E esse amor que ninguem nunca ouviu 🔇❤️.
E o que mais alto grita dentro de mim 📣.
E o amor que o ceu ja abençoou ☁️✨.
E por isso nao tera fim ♾️.
Poema inedito • Ricardo Neves • Para Eloyde
Ricardo Neves
RICARDO NEVES • FRASES • REFLEXOES
E POESIA • FE • PROPOSITO • E PROMESSA
O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.
UM TRAGO DE POESIA
Mesmo que seja difícil encontrar inspiração nesses dias repletos de agonia, na ausência de gestos de fidalguia, o poeta busca a paz na poesia e nela se refugia.
Há de existir um lugar onde se possa tomar um trago dr poesia, de utopia, de alegria. Há de existir esse lugar.
Valéria R. F. Leão
Ela dança no caos
Sua existência é poesia sem métrica
Um verso próprio, que só ela sabe rimar
Sua dor é arte bruta
O mundo a toca, a molda, a desorienta, mas nunca a enfraquece
Ela se joga na tempestade, com calmaria
Ela se acolhe, se completa, se ama, sem precisar implorar, sem pedir permissão
Deixa as coisas serem como elas são, deixa ir embora sem pedir explicação, sem implorar por respostas
Porque algumas coisas simplesmente se vão
Há um brilho inexplicável em seus olhos, iluminando a certeza de que
Ela é seu próprio lar
Ela coloca o medo para dançar ao som da sua coragem
* A Poesia do Viver *
Por onde eu vou, sempre há algo
que desperta um sorriso no meu olhar
e uma espécie de gratidão-felicidade
no meu ser...
uma flor,
um pássaro,
uma planta,
uma paisagem,
uma criança,
um casal (de adolescentes ou idosos)
entre tantas outras coisas...
tudo me inspira
a pureza
e a beleza
da poesia de viver...
por onde eu passo,
a vida me toca;
um lampejo, um gesto,
um respiro de beleza
se infiltra no instante,
como se o universo me sussurrasse:
- “Vê? Ainda há poesia no caos.”
uma flor rasgando o asfalto,
um pássaro que canta
apesar do ruído do mundo,
uma criança que corre sem medo,
um casal que se ama
com o tempo nas mãos...
tudo me atravessa,
me sacode,
me lembra que existir
é um dom indomável...
A poesia de viver
não se lê e não se escreve,
ela pulsa em mim! ...
Por onde sigo,
o mundo me sorri,
há sempre um brilho,
uma cor,
um pequeno milagre
a despertar ternura em meu olhar...
uma flor se abre para mim,
um pássaro me oferece canção,
uma criança me devolve inocência,
e um casal idoso, de mãos dadas,
me ensina o amor paciente....
Tudo é prece suave,
um murmúrio de gratidão
que se aninha no meu peito...
Ah!!! Viver
é ser tocada pela poesia
que habita o simples...
✍©️@MiriamDaCosta
Um dia,
eu sussurrei à brisa
que queria escrever uma poesia...
Logo depois,
ela voltou para me arrastar
num vendaval de versos...
Certa vez,
eu confessei à brisa,
quase em segredo,
meu ( constante) desejo inquieto
de parir uma poesia...
Mal terminei o sussurro
e ela voltou feroz, decisa,
me puxando pelos pulsos,
me lançando inteira
num vendaval de palavras
que me cortavam e me curavam
ao mesmo tempo...
Um dia,
eu murmurei à brisa
que meu coração ansiava
por escrever poesia...
Ela ouviu.
E, suave como quem conduz um destino,
voltou para me tomar pela mão,
erguendo-me delicadamente
num bailado de versos,
onde cada sopro
era um convite para sentir
e cada palavra
um abraço do vento...
✍©️@MiriamDaCosta
Meu olhar se embriaga
na poesia do pôr do sol,
que irrompe da janela
da minha cozinha
como um poema em chamas.
O céu escreve, em tons alaranjados,
os seus silêncios,
enquanto o dia se retira devagar,
com a serenidade
de quem conhece o próprio tempo.
Sobre a pia,
a louça reflete o esplendor
desse arco-íris poético.
E a minh’alma,
pincelada por essa paleta de cores,
deleita-se
num estado puro de êxtase.
E eu, inspirada,
derramo estes versos
de gratidão à Natureza,
por conceder-me
tamanha bênção.
✍©️ @MiriamDaCosta
Um verdadeiro poeta
não faz poesia para os leitores,
prefere fazer leitores
para as suas poesias.
Ele escolhe descrever
as nuances da alma humana
em seus versos,
e assim vai...
acariciando
ou golpeando
cada leitor.
Um verdadeiro poeta
não corteja aplausos,
não se curva à pressa
do entendimento,
nem adestra palavras
para caberem em bocas distraídas.
Ele escreve
como quem acende incêndios
em territórios ainda intactos,
como quem abre fendas
na superfície lisa do pensamento.
Escolhe habitar
as multifaces da alma humana,
as zonas de sombra,
os excessos de luz,
os silêncios que gritam
e as verdades
que ninguém ousa nomear.
E assim vai...
verso após verso,
sem pedir licença,
ora acaricia,
como quem reconhece feridas
e sopra delicadeza sobre elas,
ora golpeia,
como quem rompe couraças antigas
e expõe o que o leitor
passou a vida inteira evitando ver.
Porque sabe,
não é o leitor que encontra o poema,
é o poema que encontra o leitor
e o atravessa.
E, quando isso acontece,
já não se sai ileso,
algo se desloca,
algo se inaugura,
algo se ganha ou se perde
para sempre.
E é nesse instante,
silencioso, íntimo, irreversível,
que nasce, enfim,
um leitor.
✍@MiriamDaCosta
Eu sou um verso
do mistério da vida
no poema do universo.
Eu sou uma poesia
que não se mede,
não se ajoelha
e nem se deita
em linhas e estrofes.
Eu sou um poema
escrito sem espaço
nem tempo,
na memória do tempo
atemporal.
Eu sou um ponto de interrogação
exclamando as reticências
de um ponto final,
perdido entre o início
e o fim.
✍@MiriamDaCosta
Poesia de hospedagem
Cada poema é um parto,
depois de gerado,
lançamos ao mundo.
Uma vez que sai,
não tenho mais palavras nele.
Uma pessoa que sente com profundidade
e transforma isso em linguagem.
Sou intensa por dentro,
na forma como sinto o mundo,
como reajo ao que emociona,
ao que me faz feliz ou triste.
Vira tudo
uma poesia de hospedagem.
Andréa
Solene profundo.
O silêncio se faz poesia,
Como uma prosa bem contada,
Mas que sempre tem um fim.
É um desafeiçoamento sereno,
Onde as camadas se abrem
E a poesia se torna ruim.
Entre textos escondidos e segredos profundos,
O caos é meu aliado,
O silêncio, meu sagrado.
Tornando minha mente devastada,
Mas em meus punhos há uma saída
E no peito, uma despedida.
Poesia e papel
É um dom maravilhoso permitir que a alma se expresse dessa forma poética,
e colocar os pensamentos no papel,
é uma das maneiras mais bonitas de eternizar o que sentimos.
Ao meu ver, a poesia tem essa magia única de traduzir o invisível e intransponível,
através de uma linha tênue,
entre a imaginação a caneta e o papel!
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
poema curto
tudo
todo linguarudo
curte um assunto absurdo
espalha poesia
em poeminhas de intortar
e o drible da palavra não faz vergonha levar
ganha o driblador e driblado
curto ou da vaca
fica no mapa
do peito pro texto que jogada
absurdo linguarudo diga tudo
e não diga nada
passa passa a palavra
Poesia
Poesia: são palavras bêbadas
sedentas de mais um gole
mesmo já acabado a festa
elas comovem com tal
entrega ao acontecido
melosas ao ouvido
mais um gole da cachaça
desse poeta: saúde
pro ouvido
Leonardo Mesquita
Para fazer poesia é preciso:
um pacote de alfabeto, meio drama,
dois copos de criatividade e fedepoeta...
acrescentado todos os ingredientes...
bata palmas pra você, acrescente
mais alfabeto... leve à imaginação
por quantas batidas do coração!
e leia bobo os seus próprios versos...
Quem cozinha e quem escreve
sabe a mão que tem...
A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.
Leonardo Mesquita
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