Um Estranho Impar Poesia
Ela
Sim, eu me apaixonei por ela...
Mas quem resistiria a essa donzela?
Como um pincel desliza na aquarela
o meu pensamento assim para nela.
O amor veio e a razão pulou pela janela.
Doce, bela, e de saia amarela,
decidida, e sabia para quem dava trela.
E pensar que ela veio de uma costela...
E depois de avista-la, tive sequelas.
Não haviam mais Cinderelas...
nem Marcelas, ou Gabrielas.
Era somente ela e as estrelas.
A Primavera é tão solitária longe dela
Que a saudade me corrói sem cautela
Alheio, fiquei a mercê de sua tutela...
Mas não me importo, pois eu amo ela.
Houve um tempo em que as pessoas simplesmente iam...
Acabou a água!? Vamos...
Acabou o alimento? Vamos...
Acabou a paz!? Vamos...
Tudo ficava pra trás... o tudo era tão pouco que não havia apego...
Só ia junto o essencial pra ir junto...
O tudo que havia ficado pra trás era o tudo que encontrariam à frente..... e era simplesmente o suficiente.
O que ia junto era o suficiente.
O que era encontrado era o suficiente.
E hoje!? Gente! Quanta tralha a gente junta... e quer levar junto.
Então a gente não vai... cria raízes em solo árido, em campos sem alimentos, em camas sem paz.
Porque a gente tem tanta tralha... sabia que muita tralha só atrapalha!?
Vá! Só o que te digo, amig@, é que Deus lá vai estar.... e vai te abençoar, vai te abençoar com o suficiente.
A gente que aqui fica, fica com lágrimas nos olhos, porque você é uma pessoa que a gente queria por perto... mas ficamos com o coração cheio de paz... porque à vontade dEle é que você vá...
E você é o tipo de pessoa que Deus manda e você faz
Lado Errado
E mais um ano se passa sem glória..
não realizei conquistas das quais me orgulho
Bem... acho que esta é a minha estória
esboços de pensamentos em que mergulho
Tenho uma longa viagem pela frente
Não gosto do destino para qual sigo...
Mas nada posso fazer, infelizmente
Acho que teus braços são o meu abrigo
Teus longos e rebeldes cachos me aquecem
durante as minhas madrugadas sem sabor
Acho que estou errando de trem...
Não quero Angra, quero o teu calor
Calma minha bela dama de cabelos cacheados
Isso não é um poema de amor destinado a ti
Expressa apenas um dos desejos exagerados
De alguém que queria que você estivesse por aqui
A humildade continua sendo a maior riqueza que um ser humano pode ter,
sem a humildade não existe amor,
sem amor,
não existe felicidade.
O Primeiro Adeus
Talvez isso seja um dom
Ou talvez uma maldição..
Mas não faz bem ao meu coração
Muito menos me traz algo de bom
Eu vou deixar de ser poeta
Eu vou viver ao Deus dará
Talvez Ele me mostre a violeta
que um dia você receberá
Este vai ser o último dos poemas
Pelo menos por agora...
Isso vai me libertar dessas algemas
que você colocou, minha senhora
Quero mudanças em minha alma
E não importe o quanto converso
eu não consigo manter a calma...
Este é o meu último verso
Ludibriação
Seu amor é como um espinho
sem a bela e perfumada rosa
Por mais que ande neste caminho
enxergo-lhe cada vez mais nebulosa...
Mais distante, indiferente
sem se importar com nosso futuro
Perdeu seu sentimento aparente
me obrigando a sentar em um muro
Não tendo o que fazer...
Por que não lê para mim?
Isso por hora irá me satisfazer
Mas pare antes de chegar ao fim
Leia "A história de O" serenamente
para que me ludibrie sobre o amor
que ele ainda é terno e caliente...
Para que sobrepuje toda a minha dor
Descaso
Um poema sem compromisso...
assim como você e eu
tomaremos um chá de sumiço,
tu serás minha e eu serei seu
Nunca mais ficarei tenso...
e numa indagação eu penso,
o tempo me fará manso
e me dará o merecido descanso?
Um dia talvez Ele me diga
por que tudo isso aconteceu,
por que tanto esse poeta sofreu.
Isso ainda muito me intriga...
Termino essa frase do mesmo jeito
que comecei esse poema fajuto
sem carregar ressentimento no peito
nem ao menos por isso ficar de luto
O que o tempo não consome
E agora meu caro José...
ela ainda está a me esperar?
Ter um pouco mais de fé?!
Eu já não aguento, quero a beijar
Te guardo no meu peito
para que eu a sempre leve comigo
Que falem! Eu prefiro o teu jeito
A tua boca é o meu abrigo
Essas ruas não nos são estranhas
elas nos lembram tempos remotos
Onde você admirava minhas façanhas
que foram guardadas no albúm de fotos
E apesar de tudo que passou
continuo louco por teu sorriso
Não importa se o dia acabou...
eu não me canso de ouvir teu riso
Mais um Pierrot
Não tenho amor próprio.
Sou mais um desgraçado,
não sou mais nem um pouco sóbrio.
Isso poderia ser até engraçado.
Mas não foi, foi uma tragédia,
com direito a total solidão.
Deveria ter sido uma comédia,
sem um pingo de depressão.
Deus sempre se divertiu comigo
Não passo de mais um Pierrot
que não sabe até agora, onde errou
Sofrendo, bebendo no eterno castigo
Colombina jamais o amou...
Ela sempre gostou de Arlequim
E para Pierrot houve um fim...
O fim do amor, ele apenas acabou
Despedida longa
E eles se foram, todos eles
se foram todos, todos aqueles...
Que um dia eu chamei de irmãos
me restando a solidão em mãos
Deus se diverte com meus planos,
sonhos, utopias, todos tão humanos
que chegam fugir da pobre realidade
porém nenhum se tornará verdade
Meus sonhos já não existem mais...
Somente existem pensamentos mortais,
que não me iludirão sobre o futuro
mas me tornando um ser mais maduro
Mais frio, solitário e mais cético
e por ironia, cada vez mais poético
Poeta solitário, desejando logo o fim
que ele chegue rápido, perto de mim
Vida nova...
E mais um ano que chega
mais um ano que se vai...
Esse ano ele sossega,
apesar de não ter pai
Sim, ele vai se acalmar,
encontrou o que não queria
despediu-se da melancolia.
Ele encontrou a quem amar
Ela sabe, mas não agora
Sobre tuas mechas irá delinear
a incandescência da doce aurora
irá mostra-la o sabor de amar
Oh, minha doce amada,
teus cachos dourados
iluminam a minha caminhada
e tua boca me deixa apaixonado
A felicidade é um estado da alma
É quando se tem um coração confiante e em paz de espirito
É nescessário encontrar em si os obstáculos que o impede em alcançar
E tenha a certeza que ao tomar uma atitude e se libertar desse mal em espirito encontrara a porta da felicidade
Realidade
É... eu estou renunciando...
Renunciando ao que um dia
disse quando estava sonhando
que iria mudar, eu... iria.
Pelo visto continuo caindo,
persisto em não querer ver
que não sei onde estou indo
Estou confuso em não saber.
Meu futuro está cada vez
mais próximo do que imagino.
Agora, para mim tanto fez.
Isso vai me servir de ensino...
Para não sonhar mais.
Para nunca deixar meus pés
saírem do chão do cais
e me sentar, só no convés...
Eu não te quero mais. Eu não te quero porque eu te quis como uma criança que vê um brinquedo e implora pra mãe e, você achou que eu estaria sempre aqui. Mas ouça quando eu digo:
- Eu não estou. Não mais.
Às vezes me pergunto... poderemos um dia nos entendermos ?
Mas aí ... você vem mais uma vez e acaba com qualquer mínima esperança...
você me desgasta.
Sou um cara tímido e calado,
Me perguntam até se sou mudo,
Mas de que adianta falar várias palavras?
Se meu silêncio ja diz tudo...
Nos tempos atuais , em vez de baixarias e intrigas optei pelo silêncio ou um diálogo mais inteligente, ser muito sincero traz conseqüências e destrói qualquer relacionamento, a paz apesar de estranho neste caso tende ser o melhor caminho ,porém deixa vontade de xingar, de jogar tudo no ventilador , logo passa ...
Vai na fé !
Viva ; a vida (é) curta!!!
Janela
De um ônibus vejo,
o sol a se pôr,
A noite a se sobrepor.
As varias montanhas!
que tamanha sua altura!!
De uma casa posso ver,
As crianças a brincar,
O pôr-do-sol descender,
As pessoas a conversar,
Os carros a passar,
O ônibus a parar.
De uma janela pode-se ver,
O tempo se passar,
A vida a crescer,
E sorrisos aparecer,
E pessoas pra rever.
Tudo numa estrada sem fim
Tic-Tac
É graças ao nascer e ao pôr do sol que os problemas, as dificuldades, as adversidades um dia chagam ao fim. Com o fim do dia, muita coisa começa e muita coisa termina.
Esse paradoxo de querer que as horas passem rápido e o dia de vagar, nada mais é do que o medo de viver e não ter vivido nada. E no final, você é vencido pelo cansaço.
É difícil você se achar com todos os seus planos perante o ponteiro do relógio inexorável, irredutível, inflexível... e vão todos se adequando a ele, porque mesmo que a pilha acabe e o maçante ponteiro pare, não se engane, o tempo passa ainda mais veloz, mais veloz que nunca, atribuindo mais tempo ao mundo e menos tempo a você. Mas é engraçado, porque o “nunca” um dia chega, e outra vez esquecemos de consultar os pulsos... ah, uffa! Ainda estamos vivos...
Essa dependência do tempo nem sempre nos acorrentou os calcanhares. Antes de sabermos que um segundo tinha um milésimo de segundos, nos “preocupávamos” em viver.
Reflexão diária 22/02/2017
Quando você tem um objetivo, um propósito e descobre o significado do que Deus cria para você no seu dia a dia, você descobriu o caminho e a direção da sua vida, apenas não hesite em acreditar no que Deus lhe dá no seu dia a dia, simplesmente siga em frente.
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