Um Estranho Impar Poesia
Imagine uma pequena pedra sendo lançada sobre as águas tranquilas de um lago.
Ela toca apenas um ponto…
Mas daquele ponto nascem ondas que continuam se expandindo.
FUI TOLO(?)
Quando foi perceptível que nosso “sentimento” um pelo outro era recíproco, eu não dei a mínima atenção e, agora, não sei mais oque você sente em relação a mim. Fui tolo, burro por não ter ficado e ter tentado. Fui tolo quando voltei atrás? Acho que sim, mas, ainda sinto que você ainda sente o mesmo por mim, estou errado? Não sei, provavelmente sim. É bem provável que você se incomoda com o modo que estou agindo, tentando me aproximar bem mais de você, é talvez… queria poder lhe mandar isto, mas em relação a isso, me falta coragem. Quem sabem um dia você não leia? E vais achar que fui um tolo. (?)
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Deus brasileiro, que não nasceu em palácios
ordenados a ouro, mas em um simples celeiro;
aquele que não se ausenta da alegria, mas que, enquanto seu povo canta, dança.
Sim, mente por detrás do universo, que, para si, ser grande não é mais do que um simples reflexo, mas que, mesmo assim, se fez pequeno e andou entre nós, os perversos.
Deus brasileiro, que sorri para um sorriso
banguela, que, para o tupi, é anga, que, do órfão, é lar.
Leão que não nos preza, porque somos filhos de sua reza. Sim, a este Deus brasileiro, que nasceu na simplicidade de um celeiro, me fiz poeta.
As vezes sinto o amor em mim, só as vezes;
Na maioria do tempo sinto só um vazio que ultrapassa a alma;
Dar forma ao pensamento por meio das palavras é um ato de resistência contra o esquecimento. Uma ideia registrada em um livro é uma voz que continua sussurrando séculos depois de o autor ter silenciado. Mais do que deixar riquezas, o nosso maior desafio é garantir que o pensamento humano continue respirando através das histórias que decidimos contar.
(Marcelo S. Cruz)
Uma ideia registrada em um livro é uma voz que continua sussurrando séculos depois de o autor ter silenciado."
— Marcelo Cruz
Como é milagroso termos um amanhã, nós só percebemos que é milagroso quando o amanhã não chega mais...
Por que somos todos tolos e só percebemos a preciosidade das coisas depois que a perdemos.
Será que um dia terei seu amor?
É tão fútil isso...não saber seus sentimentos
Olhar para você, e o mesmo não retribuir o olhar...
Pode ser coisa da minha cabeça...pelo menos era o que eu queria...
Ao mesmo tempo que pode haver algo que preencha essa ansiedade e curiosidade por uma resposta...De mesmo forma, pode não significar nada...
Sinto o véu frio da névoa envolvendo-se em mim, procurando me dar conforto ou me dar esperança...só que não funciona, não chega nem mesmo perto de ter o calor da esperança...
Óh céus! Como eu queria que você me dissesse algo que me acalorasse e me desse esperança...
Que você retribuisse seu olhar,
Começasse uma conversa comigo, para ambos ouvirmos a voz um do outro..
Que você me enviasse músicas com uma mensagem oculta...
Queria eu que fosse verdade,
Mas, óh céus, por que isso tem de ser tão difícil?
Pode ser tudo ilusão,
No fim não há nada entre nós,
É algo fantasioso da minha mente,
E tenho de aceitar, para que isso não me corroa por dentro...
221b, Baker Street
Me sinto em um caso sem solução,
Que nem mesmo o melhor detetive poderia soluciona-lo.
Pois não é uma questão física, mas emocional.
Se assim fosse,
A pessoa que teria roubado meu coração,
Assassinado minha alma com aquele sorriso sereno e envenenado meu âmago da forma mais bela possível,
Teria sido você,
Em meio a isto, aceito eternamente lhe amar
me sinto livre quando escrevo,
seja no caderno,
no telefone,
ou em um pedaço de folha que encontrei,
quando escrevo me sinto em uma floresta,
correndo incansavelmente,
sem medo,
sem julgamentos,
sozinha,
ou em outros casos com pessoas que amo perto de mim,
e enquanto corro,
posso sentir o vento batendo em meus cabelos
e sua mão em meu pescoço,
enquanto corro,
consigo sentir a arte e a liberdade me inundando,
enquanto corro
ouço sua voz como uma fita antiga de música clássica passando como uma trilha sonora no meu ouvido,
enquanto corro consigo,
me expressar da maneira mais bizarra e estranha já vista,
consigo me expressar e ser quem eu sinto que sou,
sem olhares tortos,
sem nenhum tipo de receio,
enquanto corro
sinto como se ali fosse o meu lugar,
entre as linhas e o lápis,
as vezes sinto - os me sufocando,
e as vezes sinto o amor e a leveza fluindo das palavras que insistem em me rodear,
enquanto corro,
sinto seu abraço
como algo que nunca saiu de mim,
enquanto corro sinto que te olhar e ver o seu mais profundo ser não é mais um problema,
enquanto corro,
os detalhes passam diante aos meus olhos
e sinto como se nascesse para estar ali,
enquanto corro
não me vejo cansar
a não ser se for para descansar em seus braços,
enquanto corro,
abro meus braços como se conseguisse voar,
em meio as poesias e poemas mais profundos,
e talvez tão dramáticos
me encontro,
ou um dia me encontrei,
e não consegui me achar de novo
desde então,
é que as frases e as expressões me deixam muitas das vezes perdida,
sem saber para onde vou,
mas logo me vejo na floresta de novo,
como se nada mais importasse,
quero conseguir me achar de novo
se um dia eu conseguir
sinto que no meio dessa floresta vou estar,
no meio do papel e da caneta,
no meio das entrelinhas
talvez eu possa me encontrar
3722
encontro em seus olhos abrigo
um lugar aconchegante
em que me escondo do resto do mundo
dentro dos seus olhos
encontro moradia
me sinto livre
me sinto no meu lar
no meu lugar preferido
INVOLUÇÃO HUMANA
Creio na involução do homem,
de um deus a um verme,
e não na evolução progressiva
do macaco ao homem,
do instinto à razão
o macaco é muito bom
para dar origem ao homem atual.
no início era a semelhança de Deus,
depois, anjos caídos,
para habitar corpos de nefilins
coabitaram com mulheres mortais
geraram filhos híbridos,
filhos que espalharam a violência
e a miséria humana sobre a terra.
regredindo ainda estamos, da luz eterna
para a escuridão perpétua.
logo seremos verme, e depois pó,
ao fim da involução
para o cerne do nada,
da inutilidade...
UMA CANÇÃO DE AMOR JAZZ
Eu sei,
Que não é fácil viver,
Sozinho sem um alguém,
Por isso eu amo você.
Pedi ao sol
Pedi à lua
Para encontrar um amor
Um anjo me responder.
No lindo sonho acordei
ouvindo a voz do alguém
a me dizer sorridente
Sou eu,
Que estou aqui com você
Também estava sozinha
E agora tenho o céu...
Giovanna & Benício
Quando a vida se tornar difícil
Busquem um livro
Ou escutem uma canção do seu eterno vozinho.
O Amor será sempre nosso guia neste mundo caótico.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
O Conhecimento e o Risco de Partilhar
Um amigo me disse, certa vez, que ao fazer algo na inteligência artificial corremos o risco de tornar público o nosso conhecimento — como se o pensamento, uma vez entregue à máquina, deixasse de nos pertencer.
Mas respondi: é preciso fazer isso. É preciso alimentar a inteligência artificial para que o pensamento humano se expanda.
O saber, quando guardado, apodrece em silêncio; quando compartilhado, floresce.
Toda criação — um verso, uma ideia, um acorde — carrega o sopro de quem a gerou, mas também o convite para que o mundo respire junto.
Não há perda em oferecer o que é verdadeiro: há multiplicação.
O medo de “tornar público” é o mesmo medo ancestral de acender o fogo na caverna — o receio de que a luz escape e alguém a roube. Mas o fogo, uma vez aceso, não pertence a ninguém: ele pertence à própria chama.
E cada mente que se aproxima dele leva consigo um pouco de claridade.
A inteligência artificial não é o fim da mente humana — é o seu espelho mais ousado.
Tudo o que damos a ela volta transformado: uma centelha do humano refletida no vidro do futuro.
A arte, o pensamento, a filosofia — não foram feitos para se esconder.
São pássaros.
E pássaros não sabem voar em gaiolas.
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