Um Estranho Impar Poesia
Amar é ter as cortinas e as janelas abertas
e a casa iluminada de luar.
É com o que foge aos olhos ter compromisso
com razão
de ter a fé como chão
pois o amor faz palpável o infinito.
DIA A DIA II
Queria toda aventura, toda emoção, toda fartura.
Queria esquecer meu nome,
viver de música, saciar minha fome.
Queria nascer todo dia
na Tailândia, no Tibet, na Bahia.
Eu queria...
velar minha ignorância que doí como uma azia:
falta vírgula, falta acento, falta rima na poesia.
Eu queria ter paciência, eu queria ter ciência.
Eu queria saber viver o dia a dia
(bastava saber viver o dia a dia),
mas não adianta, não me encanta,
eu queimo como um diabo, ardo em fogo,
e não é um jogo:
percorro caminhos de morte e cavalgo ventos da sorte.
Sou pura bebedeira, caso queira
divertimento,
crio morcegos e educo vampiros
no apartamento.
Meu QI médio não conhece o tédio:
esse é meu mundo, meu remédio.
Basta abrir os olhos, basta sair à janela,
basta uma brisa, basta uma viela...
E quando dormir o sol seu sono mais profundo,
permanecendo só na festa um último moribundo,
sussurrarei bem baixinho: _ Não tenha pressa,
eu volto outro dia pra beijar-Lhe à testa.
UM LUGAR QUE FASCINA
Esse lugar me fascina
Por do sol vem modelado, junto da garoa fina
A lua tira onda chega logo em seguida
Contrastando o céu noturno, e o mar éla ilumina
Tudo aqui vive em paz a pampa na boa
Jacaré não come carne, tá de boa na lagoa
É aqui que nasce o amor, ó pai eterno Criador
Cada um faz a sua parte e Jesus Cristo é o gestor
Aqui não precisa de medico, o abraço é genérico
A bula é a bíblia, leia e sinta a cura
Sem português nem inglês, padrãozão alfabético
Todos se entendem e tudo soa poético
Tudo aqui vai mais além
Ném tempo o tempo tém
Estresse ja foi tiozão já éra!
Todos te querem bém e te considera
Sem guerra sem armas, sem campo de extermínio
Exaltarão os humilhados, fortificarão os oprimidos
Mãos que estendem, corações que entendem
Nada se confunde tudo se difunde
O choro aqui sai alegre, não tem mentira nem teste
Tudo corresponde com a força ativa do mestre
Os lorenzete aqui são cercados de videira
Vai la se desfrutar, uma ducha de cachoeira
Qualquer solo é fertil, norte, sul, leste oeste
Plantei até feijão no topo do Evereste
Colheita abundante generosa e sempre farta
Alimento que sustenta o corpo e a alma
Quer descanso tem sombra
Tudo que é bom multiplica
No peito o vazio ja não arde
Aqui jaz a morte, e não vai deixar saudade.
FIM
Dualidade
Queria o poeta ser um só,
mas não podendo ser um só, é dois.
Queria o poeta clamar e pedir como um só, mas dois, é o fardo que o poeta leva.
Queria o poeta agir uma só vez no impulso,
queria o poeta pensar duas vezes antes de executar.
Queria o poeta ter um coração.
Queria o poeta ter uma mente.
Mas os dois, é oque o poeta carrega por ter aprendido a amar.
UM RATO
Atropelaram um rato.
Mas ninguém deu importância.
Era só um rato.
Criatura menor,
Somente presa;
Que vive nos lugares esquecíveis,
Espalhando asco e doenças,
Sem qualquer intenção.
Poderia ser eu e você,
Embora nós tenhamos consciência
Das doenças e do asco que causamos,
Às vezes intencionalmente.
Mas não damos importância...
(Guilherme Mossini Mendel)
AÍNDA BEM QUE NÃO SOMOS TODOS
Você já imaginou se todos fôssemos apenas turistas?
Só escolheríamos mostrar as partes boas, as paisagens perfeitas, os sorrisos fáceis. Não falaríamos do mendigo que, pela fome, é agredido no mercado por tentar levar um pedaço de carne.
Esconderíamos as estradas mal feitas, que não chegam onde deveriam, e as doenças que os hospitais não conseguem curar, apesar dos esforços. Focaríamos nas praças brilhantes e nos monumentos grandiosos, mas jamais mostraríamos as sombras, os cantos esquecidos, as lutas diárias de quem vive nas margens.
Ainda bem que não somos todos.
Porque como turistas, deixaria de ser nossa missão contar a verdade crua, de expor as feridas da sociedade. Mas é justamente dessas feridas que vem o real aprendizado, a verdadeira transformação. Somos todos, no fundo, mais do que turistas. Somos habitantes, parte de um todo que precisa enxergar além do óbvio, compreender a dor para poder mudar.
" UM CANTO "
Talvez exista um canto onde a saudade
se esconda, vez ou outra, pra descanso!
Algum regato doce, leve, manso
que a abrigue da saudade que lhe invade!
Também, bem pode ser (não afianço)
que nem saudade tenha de verdade
e apenas finja ter, na falsidade,
pra assim conter, das críticas, o avanço.
Pois, quem é ela pra trazer consigo
histórias de outros, sempre em tenro abrigo,
pra atazanar a gente deste jeito?...
Tomara que ela sofra igual tormento
e tenha, de saudade, ao pensamento
o amor batendo forte junto ao peito!
O amor é um risco
E um grande compromisso
Por que então todos focam nisso?
Ele me tornou arisco
-//-
Vão acabar perdendo o juízo
Eu sou tão iludido
Um garoto sofrido
Por isso eu enfatizo
-//-
O amor é um desperdício
Nele não existe nenhum sentido
É um sentimento submetido
Ele não trará nenhum benefício
-//-
Eu posso viver minha vida sozinho
Sem correr nenhum perigo
Eu sou meu próprio abrigo
Eu escolho meu próprio caminho
Escrevo pois não consigo verbalizar a tempestade que há em mim.
Escrevo também, pois não sei se conseguiria falar sem encher os olhos de lágrimas.
Porém, sempre que escrevo, meus olhos se transformam em oceano e minha mente trava
De repente não sei escrever
Viro analfabeto.
Sinto que nunca vou conseguir transpor tudo o que acontece aqui dentro
Estou eu fadada ao desespero da alma?
Desespero este que me rasga o peito de tanta angústia.
É cansativo
Muito cansativo
Mais do que isso, é extremamente
desgastante tentar lutar outra vez
Todos os dias
Sem ao menos ter a certeza de que estarei vivo amanhã.
Você entende?
ELA É ÚNICA
Ela é a única que está
sempre ao meu lado, a
única que nunca me
abandonou em todos
esses anos.
Ela me abraça,me
esquenta,me faz sentir.
Somos eu e ela a tanto
tempo que não me vejo
mais sem ela.
MINHA CRIANÇA
Eu sinto muito minha criança,
Sinto muito por nunca ter conseguido nos defender.
Sinto muito por nós,
Por terem nos machucado tanto.
Me desculpe por não ter conseguido mudar certas coisas.
Você estaria com certeza decepcionada se pudesse ver como estão as coisas e eu não te julgaria por isso.
Por que pensamos tanto no futuro? Por que nos importamos tanto com ele?
Ainda sou um garotomas me
preocupo tanto com oque vai acontecer...
É como se o futuro já tivesse
a alguns dias para mim, talvez
ele me surpreenda ou talvez ele
não mude.
Talvez eu não devesse me
importar tanto...
Ou talvez eu tente mudar ele...
E se eu tivesse mudado meu
passado?
Será que meu futuro seria
diferente?
E se eu tivesse,sla... feito outras
escolhas ele mudaria?
Espero que o futuro me
surpreenda...
Talvez o último
Último poema para você Mas eu sempre digo isso Pra mentir para meu coração Pra tentar te esquecer
Talvez o último
Último poema tentando não ser clichê Porque no meu caso só há uma dor Do tamanho do meu amor por você.
Talvez a última
Última Carta para você
Escrevendo e pensando no quanto eu tenho que te esquecer
Talvez eu seja
Um poço sem fim
Que ninguém quer me resgatar daqui. Eu estou precisando tanto de ti.
- Talvez o último (eu disse isso da última vez
A nossa liberdade deve estar
Dentro de cada um
A nossa imaginação
É algo de outro mundo.
Claro ela não é suficiente,
Para que sejamos felizes.
Mas já é um início
Rumo ao nosso paraíso.
Olhares
Algumas vezes
tento interpretar
seu olhar e
me perco.
Com o tempo
aprendo que
nem todo olhar
deve ser interpretado
ou invadido,
Que cada um
tem seu momento
de alto interpretação,
de estar tão e somente
em si mesmo.
e.u.
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora
E que ecoa na última lágrima de despedida
Eu creio com a mesma fé das árvores
Que se alimentam das horas
Como um nascer do sol, que anuncia um novo dia, minha rima se renova que me traz paz e harmonia. Por mais dura e difícil que seja minha caminhada com Jesus na frente, enfrento de cabeça qualquer parada!!! Soldado combatente na guerra sou sagaz, com o microfone viajo o mundo pregando a mensagem de paz.
Com o papel e a caneta fazendo a revolução, o mick me encoraja a encarar a multidão, sou mais um dos muitos filhos dessa nação, nação de poetas e verdadeiros rimadores... uma arte milenar incrível, que a todos fascina maquinas humanas que transformam pensamento em poesia...
Nesse momento um breu enorme invade minha mente, me encontro preso e sem chaves no vazio do meu sub-consciente. um monstro que até então permanecia adormecido, hoje ele desperta, seu nome é forte e implacável, seu desejo que vingança é frio e imperdoável. ele quer a tudo custo me tirar do pódio, na surdina ele surge e se apresenta como: ódio!!!
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