Um Estranho Impar Poesia
Pra amar não tem desculpa
O amor transforma
O amor cura
O amor liberta
Não tenha a pressa de achar um amor
Ele vai te achar na hora certa
Camilly Lima
Não confunda, Ganja com Panca
Uma é Verde, outra é Branca
Uma Liberta, outra te Tranca
Uma Alisa, outra Espanca
Uma é Pó, outra é Planta
Uma Grita, outra Canta
Uma é Profana, outra é Santa
Uma e Nariz, outra é Garganta
Uma tem Honra, outra Má Fama
Uma é Brisa, outra é Flama
Uma e Terra, outra é Lama
Uma é Neura, outra Desencana
Uma Retém, outra Emana
Uma Adoece, outra Sana.
Os projetos não morrem:
São anteriores ao tempo
Existem antes do nascimento
E fenecem depois do fim.
Com eles se pode viver,
Mas não facilmente sem.
Vez ou outra renascem fortuitamente
E então pensamos ouvir os passos distantes de um ser que nunca nos foi
Ouvir a voz que ora nos apazigua
Quando, em verdade, são eles dando-nos asas ilusórias
Que mal dadas, são cortadas rentes
E muito posteriormente dilaceradas
Com a amplitude de inúmeros decibéis.
É tudo tão célere que mal notamos,
Tornamo-nos ao seio da mediocridade e vileza humanas.
Os projetos não morrem:
Pulverizam-nos.
TEM SAUDADE, TEM ...
Hei de sentir uma sensação que não impeça
Qualquer coisa que da emoção seja nascida
Tentando surpreender, criando sem pressa
O soneto, que diga, quão ao coração és vida
No exato amor, talvez seja a essencial peça
Poética, e um sentido na paixão repartida
Em que, em ter-te, é prazer, é bom à beça
Concebendo ventura, a chave na acolhida
Há no cerrado um senso de melancolia
Sem o teu olhar, alegria e, só em tê-los
Tudo fica tão mais sedutor no meu dia
Sim, muito mais agrado, quimera e além
Do cheiro, beijos, aqui nos meus apelos...
Tem saudade, tem! E dela eu sou refém! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/02/2021, 10’21” – Triângulo Mineiro
Férias de Verão
Era uma casa na praia,
Na frente do mar
De verdes ondas
E brancas rendas
Iluminando o olhar
Da prainha ao Boqueirão
Todo céu...todo mar...
Mastros de um barco ao longe
E logo depois o casco...
Na barraca, a sombra...
No ar, o sotaque nordestino...
Olha o espetinho de camarão,
A queijadinha,
A água de côco... o sorvete de limão.
Férias de Verão ,
Tempo de menino
Catando estrelas na areia,
Depois da lua
A maré carregar...
Beleza Atemporal
É a beleza vista pelo coração, que passa despercebida aos olhos dos ignorantes.
É o intelecto que conecta duas mentes, mesmo sendo tão diferentes.
É a voz que cativa meus ouvidos e aquece meu coração.
É ela que minha mente escolheu, meu coração se apaixonou e meus ouvidos festejaram.
Ela que mesmo tão pequena, preenche todo meu ser.
Ela que é tão delicada quanto uma flor, é tão forte quanto uma Amazona.
Ela é como a natureza, que podemos olhar fixamente sem nos cansarmos.
É a beleza de uma alma pura, jamais podendo ser corrompida nem mesmo pelo tempo.
É ela que tem essa BELEZA ATEMPORAL.
Deslumbrante
Eram seus olhos cheios de sonhos e desejos que me faziam ansiar pela vida.
E o sorriso esperançoso que um dia conhecera a dor, me fazia sentir anestesiado.
Era o jeito que seus cabelos me encantavam, me faziam lembrar os velhos tempos.
As longas conversas sobre coisas banais até o amanhecer, me fazia sentir importante.
A paixão que transparecia ao falar do que amava, me fazia sentir alegre por ouvir.
Toda a forma que gesticulava ao se expressar era interessante, me fazia sorrir ao notar todos esses detalhes.
O seu humor sempre me surpreendia, com pensamentos desconexos ao considerado "normal", me faziam ama-la cada vez mais.
Tudo nela me fazia deslumbrar.
Se acaso perguntarem-me
Direi que estou bem.
Não há possibilidade de ter o quê Conversar sobre minha vida
Junto a pessoas
Meramente individualistas.
Pelas manhãs
O que quer?
Filho, sabe como eu sou? Sabe mesmo como eu sou?
Saiba que sou muitos pensando em como é a minha verdadeira solidão
Quem não a conhece sabe que ela está mergulhada agora, se a encontrar
Mais que só ela a terá
E o nirvana?
Então vá embora!
(Escafandro) a fera que aguarda é faminta
Ou fica se quer teu mundo novo em movimentos lentos
E em fluidos devastadores, solitários descobrimentos profundos
Para leigos, perturbadores.
Para que antes eu te direi que já não podes mais voltar.
Quem não me sabe sentir só conhece, são simplesmente pessoas
Pessoas simples por todos os dias
Daqueles que me respiram invisível vivo dentro
Enquanto espreito desse Aquário, sem que saibam
Pois os corpos só confundem as almas, eles me teriam
Perdidos gritariam, mas o silêncio engoliria todos.
Eles já puderam ver teu rosto envelhecer?
Em contraste com o que não muda por traz, como suportar isso?
Mas pense!
A dor que seria isso nunca sentir, contra o belo eterno que alguém acredita existir
Sente as pessoas mudarem sempre por fora?
Há pessoas que são como casas que nunca entro, não as eram
Não puderam ser reais.
Há uma conclusão depois dos anos
Que mais cedo ou mais tarde, te obriga a ver as coisas
(Espero que possa perceber)
Alguns se enveredam e sorriem a vida toda
Sem se importar com o perecer
Que para outros é inferno; para mim, não minto! incomoda um pouco.
E aqui quando te sinto, nem deveria eu falar disto, é como falar sobre sonhos acordado
Então teu lado desperto é me aqui um sonho, tu és meu lado dormido
Ou um sonho que relato acordado.
Você dormiria mesmo sabendo que ao acordar não sentiria com a mesma intensidade o que viveu neste dia? Dormiria mesmo sabendo que a cada noite lembraria cada vez menos, apesar das fotos, vídeos e poesias? Arriscaria a dormir?
Soltar da memória uma paixão vivida é ser realista, dançar com a lembrança e ser grato pela visita.
Soltar e necessário para que se possa seguir com a vida.
Embora não saiba falar, sou movida a palavras.
Sou movida por essa necessidade de me expressar,
preciso diariamente expurgar esses sentimentos de mim,
transformando-os em algo lindo,
de uma forma poética, porque de alguma forma,
eu sinto que existe alguém que sentirá minhas palavras.
"Do que são feitos os sonhos?
Perguntou o pensador.
Atento, o poeta lhe respondeu:
da matéria prima dos desejos contidos,
dos sorrisos aparados,
dos beijos não dados,
enfim,
de todas as coisas que guardamos no bolso da alma,
próximo do pulsar do coração."
O mal do artista é nunca ser compreendido
É falar e falar e falar e nunca ser ouvido
É sempre tirado como arrogante
É sempre tratado como um louco
É sempre ofendido mesmo tendo a razão
É sempre o único a pensar além
no meio de toda a Alienação
Os artistas de qualquer Arte
irão me entender.
Águas claras caindo no chão pés descalços sob a elevação.
Dedos sem pontos unidos meus braços abertos além disso.
Estéril fuga um aceno estirado na fileira esquecida estirpe.
Noite toda barbárie gota a gota mortalmente o resoluto feri.
Rescente reacender luminar frequente sob luar estimando-se.
Cego afundará reluz espero sonhar completo refletindo espiral.
Bel-prazer adianto o inevitável o querer sem definição real.
Interceptações e negligênciais degradam a rua dentre mortais.
Brusco atirar flecha e fogo foi morto sem espectador absorto.
Ingrediente constituído sem ler o manual o listrado pijama.
Conto primeiro se despede-te fronte ao pátio protesto vigorou.
Obnubilação mestre rei e guardiã clara luz que vem logrando.
Aflora sementeira irrigando-se a passo curto prazo puro.
Ajeita sexta respectiva pinça valente balanceando o centrista.
Romancista emigrando de tempo a porta a verdadeira vida.
Parte 1
Eis me aqui juntando os meus últimos
fragmentos.
Enfim tardou-se e não encontrei o bom
contentamento.
Mais e agora o que será do meu corpo carne e
osso?
Moldando na terra um inteiro juntando dois
pedaços.
Avistei o sinal no trilho seria um lugar de
descanso pacífico?
Cai a noite saio andando cego e mudo na cidade
que princípio.
De longe reconheci o teu aroma de vidro e água
transbordando.
Meu irmão coroado rei obviamente eu o barro a
terra e marte observei.
Não quero ir embora sem antes lhe buscar o mais
belo estandarte.
Mais tu se foi com o passar como um vento forte
de dezembro.
Virei um solitário e por medo sair voando rumo a
um abraço acalento.
Deveras eu busco qual instante a boca calou-se
dizendo: basta!
Meu senhor calante servo nos encantou com uma
harpa.
Nas bruscas ainda feito vinho amargou sem
defeito.
Foi meu peito afogando-se nas rasas águas de um
algibe corrompido.
Agora dei-me teu veneno na boca com três gotas
eu me deito.
Serei a sitilante flor da tua raiz fertiu: Um deleite
serei!
E eis-me aqui para assistir teu crescer salinte
outra vez!
Pra mim ouvir o cantar o som de quem me abriu o
portal do invisível.
Abaixo um castelo tijolos escadas e mil quadros
imersivos.
Naquela subida montanhosa vem vindo se
aproximando um brilho.
Solte-me destrave as correntes ao sair desse
portão.
Viva minha liberdade enfim liberto dessa rápida e
ante-sagrada vermelhidão!
Sou o vento um suspiro no fim do mangue
escurecido.
Vivendo por um fim que não ganhou fim nem
finalmente.
(continua...)
Parte 2
Brilhará as luzes sobre teus cabelos brancos
molhados.
Assim caiu e arruinou o último do favo de mel
dourado.
Afundei a terra descalço pois pisei sobre uma
folha salgada.
Dedos sem pontos a se descolorir meio a meio
numa paisagem.
Beijo que arde os poros dilatados de ser um ser
vivo.
Menina de luz caiu pelo chão sem perecer do rio
nenhuma palavra.
Esqueço e me apavoro diante dos meus apagões
grisalhos.
Uma lágrima para você enxugar ao te ver sumir na
raia.
Nem o andorinha quer ser tão mais minha
esquerda na praia.
Oh justiça do querer que prendeu o meu sentir
desse amor.
Assim deus cria um teste se for tão longe ter todo
esse rigor.
Arranho a mesa enquanto a vela acesa na beirada se
derreteu.
É doce morrer de sede em frente ao mar azul
pulsante sussurrei.
Pois no fim aquilo era obra de um imã de serpentes
um lagar.
Proteção ao meu querer realiza-se um fixo
trancar-viar.
Esqueço fitas de madeira e fixas chamas nesse longo deslumbre.
Virarei os poços de sangue que você se mantém sempre tão submersa.
Sei que meus pais vão dizer ao ser que era outora um
casulo.
Bem feito escritor se despiu da vida vivida num
papel obtuso.
Morri de querer ser além do ser, que é além do
meu ser, um tudo.
ERRATA
Do sol, tirei a peneira para abraçar a verdade que me norteava.
Talvez, meu erro foi querer viver amores tendo um amor.
Prostitui meu caráter e me entreguei ao proibido prazer.
Quis agradar gregos e troianos.
Engoli palavras amargas que seriam dadas com embrulho de presente a outras pessoas.
Reguei em meu jardim meu pé de niilismo com as lágrimas que segurei.
Viajei nos sonhos alheios;
Entrei em corpos ruins;
Mas de algo podes ter certeza:
A este que vos fala, faz-se a errata para que aprenda com aquilo que viveu e poderá viver novamente.
Nem sempre :
Nem sempre há respostas para todas as perguntas;
Nem sempre o ficar é a melhor escolha;
Nem sempre o que você quer é o melhor pra você;
Nem sempre a dor que se sente é física;
Nem sempre quem está ao seu lado gostaria de estar;
Nem sempre o sorriso é de felicidade;
Nem sempre as lágrimas são de tristeza;
Nem sempre o volto já, de fato tem volta;
Nem sempre o acabou... será eterno.
Dyana Silva ♡
*DESEMBRULHE-SE*
Não há nada tão leve,
Acalente sua alma,
Tranborde em calma,
Seja quem você é!
Natureza linda,
Beleza criada,
Identidade única,
Seja quem você é!
Fingir para agradar,
Forçar e aparentar,
É tão cansativo,
Seja quem você é!
Adotar fala de outrem,
Comprar pintura contada,
Abraçar outra aparência,
Não é ser quem você é!
O verdadeiro pintor,
Faz belas paisagens,
Você é uma delas,
Não desfigure sua imagem!
Quem não admirar,
Essa individualidade,
Não poderá receber,
O tesouro desta arte.
Acredite, alguém precisa,
Daquilo que você carrega,
Desembrulhe esse presente,
Seja quem você é!
✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
*DIGNIDADE HUMANA*
Todo ser humano,
Possui muito valor,
Potenciais escondidos,
Que precisam expor.
Alguns, escrustrados,
Mascarados em meio a trapos,
Jogados nas calçadas,
Conformados, humilhados.
Outros, encarcerados,
Fadados ao fatalismo,
Acreditaram na pobreza,
Como um determinismo.
Mas, achamos tão incrível,
Quando alguém se desloca,
Do estado de miséria,
Alcançando vida própria.
O que é dignidade?
Sempre ser dependente?
Controlado por quem entrega,
Apenas o suficiente?
Conceder dignidade,
É dar plataforma à prosperidade,
Oferecer suporte para crescer,
Para superar e florescer!
O medo de ver erguer,
Acima do próprio ser,
Só exibe um dado erro,
Achar que irá perder.
Todavia, não existem,
Duas pessoas iguais,
Um dom não suprime outro,
Só abençoa os demais.
Aprender a dar as mãos,
Crescer juntos, em união,
Sim, dignifica a pessoa,
Em máxima proporção.
Migalhas de dependência,
Sem projetos de autonomia,
É forma de subjugar,
A própria simetria.
✒️ Autor: Vanessa Ribeiro
☀️ Inspiração: Bispo @jbcarvalho
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