Um Estranho Impar Poesia
De um fio fez-se o tecido
Esse manto me torna alado
Por um fio não puxei o gatilho
Quem é que estava ao meu lado?
Resiliência
É saber ser luz na escuridão,
É saber que tem que se levantar
Mesmo depois, por um tropeço
Ter caído no chão.
É suportar os desafios,
Com um sorriso no rosto
É acreditar que tudo passa,
Mesmo, o tempo fazendo você pensar o oposto.
É superar os obstáculos,
Com a tranquila consciência
Que tudo tem um propósito,
Acredite na sua essência.
É ter a certeza,
Que somos maiores que nossos medos
E ter a autoconfiança,
Que somos capazes de tudo se tivermos coragem, fé e esperança!!!
Outro dia, só mais um?
Nunca o mesmo, é um fato
Por mais que pareça igual
Cada momento é um ato
Toda ação emanada, tem reflexo
É a lei, tenha certeza
Pensamentos, palavras, emoções
Tudo é um, do Universo a teia
Então, um dia não é mais um
É o Tudo que se apresenta
Repleto de oportunidade e realização
Preste atenção aos detalhes
Sei que me dará razão...
Eu sempre choro e cai
Água, é um a gente bebe
A banha, lava roupa, a louça,
Lava casa chuvas preciosas
Chorinho de uma criança.
O último amor
Eu não me permiti sentir o fim
então entrei em um relacionamento mútuo de ficante.
E fiquei mais fria
Fiquei mais calada
Fiquei mais distante de amar
Fiquei mais independente ainda
Senti falta da intensidade,
de ser mais humana.
Fiquei com saudade...
Do seu perfume doce e ambarado
Da sua voz
Do sorriso
Do seu carinho
De sentir algo lindo por alguém.
Meu coração é um relógio cheio de proprósito , tarefas...
Tá tão pacífico,
nenhuma onda
de amor...
Não dá mais para voltar atrás mesmo na mão dupla é um caminho sem volta, vejo várias pessoas passando por mim e ver meus amigos regredindo é isso que me trás revolta. Então volta a um tempo atrás aonde a lembrança trás a dúvida do conforto...
Olhando pra'aquela época tu acha que estaria bem ou estaria morto?
Ela é a cara da mãe,
que em tudo puxou de sua avó.
A avó, por sua vez,
é idêntica à mãe que um dia teve,
que vejo em apagados retratos,
e que, conforme antigamente contavam,
era cópia fiel da bisavó da mãe
da mulher que hoje amo,
e que é a cara esculpida da minha sogra.
Creio que me apaixonei
foi por uma mulher do começo do século XIX
Se nos tempos de Drummond houvesse Waze, no meio do seu caminho não haveria uma pedra, não teria uma pedra no meio do caminho.
A poesia agradece o século XX
O TEMPO
Na vastidão do tempo, o coração geme,
Entre suspiros perdidos, um adeus se esconde.
Palavras não podem descrever a dor,
Deixar para trás o que foi amado com ardor.
É difícil dizer adeus, o laço se desfaz,
Enquanto a alma chora e o vazio se faz.
As lágrimas rolam pelos olhos cansados,
Ecos de lembranças enchem os pensamentos nebulizados.
O sol, com seus raios dourados,
Traz a promessa de um novo amanhecer.
Mas a escuridão persiste, no peito a doer,
Pois o sol nunca irá nascer onde a tristeza se esconde.
Oh, melancolia que assola a alma aflita,
Cicatrizes invisíveis que a despedida suscita.
Como palavras podem expressar essa agonia,
Quando a saudade dilacera o coração todo dia?
Versos breves, mas cheios de emoção,
Palavras que ecoam com profunda comoção.
Tentam capturar a tristeza e a beleza do adeus,
Mas apenas tocam a superfície do que se perdeu.
com prioridade disse sem errar.
*
Sujeito passivo afogado em um copo de melancolia. Fervem tempestades dos teus olhos, chuvisca, sim, e pisca desatentamente ao lacrimejar eufórico. Disse pouco, mas, falou tudo o seu poema sem descrição. Alienígenas em sua porta, "e, da sacada sacou tudo ao seu redor.".
*
Ricardo Vitti
Há um monstro aqui
Um monstro que me assola
Que me feri
Que me toma
Há um monstro aqui
Que me causa medo
Quando me deito
Me aperta o peito
E me sufoca num pesadelo
Há um monstro aqui
Que me prende no presente
Queima o meu passado
Persiste em minha mente
O futuro antecipado
Há um monstro aqui
Me prende para si
Me faz seu escravo
Uma incógnita na verdade
Infinita possibilidade
Com esse monstro chamado
Ansiedade
Previsão do Tempo
deixar o tempo trazer o calor de um Dezembro de amores
de um fim de primavera.
deixar o tempo soprar as folhas de um Março de rancores
de um fim de verão.
deixar o tempo soar o silêncio de um Junho de dores
de um fim de outono.
deixar o tempo exalar o perfume de um Setembro de flores
de um fim de inverno.
deixar o tempo - enfim - passar
de novo.
Um bom poema
È aquele que nos fala,
Ou com os olhos,
Ou boca,
Ou ouvidos,
São sentidos,
Não importa,
Com ele
Queremos conversar,
Rimar.
Sem rima.
.
Ene Aguiar
Vejo o Sabiá-laranjeira pousado em um Ipê-amarelo.
Num tronco resistente, levemente tortuoso, canta forte e assustada a tênue avezinha.
Mas que raro e singelo ver esse monumental e pátrio dueto!
Aquele que muito reza – é o que designa – o cordial vozear do sabiá.
O pé de ipê explana ideal firmeza – cascuda árvore nomeia que é.
Uma edificação de transformação social...
Um espaço de sondagens, esperança, literatura, leitura e arte.
Um balneário de contação de histórias, narrativas éticas e fábulas.
Um lócus de transformação, reinvenção e inovação de projetos e ideais.
Um gostoso cantinho de relaxamento, terapia e lazer.
Meu pedaço (trans)oceânico e chão!
Um lugar de muita viagem... E embarques!
Uma ambiência de paz, ciência, cidadania e integridade.
Um prédio arquitetônico que agrega valor à vida em comunidade.
Um recinto de celeridade, tecnologias, patrimônio, memórias e identidade.
Um paraíso de convivência, acolhimento, aprendizagem e notabilidade.
Meu pedaço de vida e (trans)formação!
Simplicidade
Simplicidade é uma virtude
Que não se vê facilmente
Mas ela é um atributo
Que deveria estar presente
Na vida de todos nós
Dentro do coração da gente
No ser humano que é simples
Não lhe falta maturidade
Para enxergar toda a grandeza
Com muita facilidade
Que existe no que é pequeno
Pois tem sensibilidade
Quem carrega a pureza
E conhece a humildade
Tem um grande coração
Que é cheio de bondade
Certamente em sua essência
Existe simplicidade
Por conhecer a nobreza
Que a simplicidade oferece
E também toda beleza
De alguém que nunca esquece
De ter um coração grato
Pois isso lhe enriquece
Não de bens materiais
Que um dia irão perecer
Mas de valores reais
Que irão fortalecer
O carácter e a essência
Que existe em você
Por isso quer um conselho?
Cultive a simplicidade
Como um valioso tesouro
Sem data de validade
Por que isso com certeza
É riqueza de verdade.
Do leite como coalhada
Do porco, sarapatel
Cachaça, tomo um tonel
Do coco, uma cocada
Do bode, como buchada
Da mandioca, a farinha
Panelada de galinha
Não dispenso um pirão
Tapioca e um baião
Com a carne bem sequinha.
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