Um Estranho Impar Poesia
sobre o meu caos,
surgem minhas artes,
estampadas em um rosto caído pela lágrima
do sentimento frágil.
ESSÊNCIA DE VIVER !
O maior valor é existir.
Existir é essência
O fator da existência.
A vida é um dom.
Deverá valorizá-la.
Para que mais tarde,
Honrada seja sua lápide.
Valorize o que tem.
Somos passageiros em um trem.
O trem da vida passará para todos nós.
Dê valor a cada estação
Pois atravessar pela porta é uma decisão.
Desbote do seu eu.
Valorize o que viveu.
Meça suas escolhas
O valor delas,
Não é descristo em folhas,
Mas em atitudes.
Desfrute das virtudes.
Reconheça as falhas.
Humano é errar.
Corrigir é tentar.
Repetir o erro,
É desespero.
Mostre que se importe,
Ame quem se importa
Mostre-se forte,
A quem merece a sorte,
Sorte de acordar todos os dias,
Em manhã frias.
Escutando bom dia,
De quem te quer o bem.
Essa pessoa
Estará no trem.
Coisas que eu quero fazer com você...
Um dos maiores prazeres que eu tenho, é tomar café da manhã sossegadamente. Mesmo sabendo que o dia não será fácil, me ensina. Tomar café da manhã assim quietinha no tempo me tranquiliza. O café da manhã perfeito é ao seu lado. Enquanto eu tomo aquela xícara de café preto com cheirinho de casa, você me adula com aquele beijo no rosto falante.
[Vera Medeiros•]
Preciso de ti como tu precisas da luz de um candeeiro,
Tu roubas-me a atenção que é uma parte de mim, e sem ela eu nunca mais fico inteiro,
Eu tenho cuidado contigo, não é de qualquer maneira,
Eu não caminho sozinho,
Caminho a teu lado,
Isto é paixão verdadeira,
Ó amorzinho,
Eu estou por ti para tudo preparado!
Cortei um nome no braço,
Só penso em cortar o teu nome no meu,
O coração só pergunta: "o que é faço?"
Tento conquistá-la ou desisto de tudo o que a vida me deu!
Agora que penso,
O único prejudicado vou ser eu!
O que eu sinto é amor,
O que tu sentes é amizade,
Vem dar ao meu dia luz e cor,
Para eu fazer este poema para eu ficar para a eternidade!
Eu acho que isto é mais que gostar,
E eu fico nervoso sempre que te estou ver,
Diz-me tu como é que isto vai acabar,
Que eu se não te tenho vou morrer!
Vou vos dizer um facto,
Que é que os meus poemas têm impacto
E vou vos dizer outro: Há pessoas que dizem mal de mim e só me lembro delas porque tenho boa memória,
Maltrataram-me e depois disso passaram á história,
E depois disso acho que para mim é mais uma vitória,
Aprendi que para ser viver feliz a eliminação da maldade é obrigatória!
“Somos um poema curto
em uma página de vazio sem fim,
palavras são faróis
que inflama e luta
para levar luz às margens escuras do infinito
e sons místicos lutam para dar voz
para os seres não vividos,
para levar uma jovem alma até o portão do nascimento. ”
E de onde vem esta aura,
como se fosse um pincel mágico
em respingos e quimeras,
com perfumes e brisas sinceras ,
pintando nesgas de saudade
nesse quase tempo de primavera?
Raiva: porta perfeita para
o nervo periférico.
E assim, prenunciados,
rendidos a um estado
sem graça nem jurisdição
vadiamos pelo branco adentro,
bocas espumando
tinta em papel
Sorrio aos mortos e enterro os vivos
como um objecto escuro
por que rodaram mãos e jeitos de luz.
Vivo como se não estivesse aqui
roupa leve como na vida.
E vou da primeira à última batida
na respiração de um pulmão doido.
Aprendi a tranquilidade de passar sobre os dias
com o domínio de um coração baixo.
De me perturbar menos a posição astrológica
de certas palavras no coração do verso.
foi assim que você pensou que eu ficaria
no mundo
com corpo de besta vestida
usando um lápis pousado na orelha
Nem sempre chegamos onde nos tornamos Rei,
Mas um Dom bem importante é ser grato por tudo,
Sem pesos no coração, o Mundo nunca te faz mudo.
Agora sim eu to tranquilo,
Agora esqueci do Mundo...
Pode falar o que quiser,
Da mente sã de um vagabundo.
Também eu trago a saudade
nos sentidos
se dissesse que não
era mentira
Também eu perdi um cão
casas
rios
Mas hoje
tenho mulher
amigos
e uma saudade mais real
é que me inspira
Depois de tudo, no vazio
da manhã inabitável,
ajuda-me a negar
este remorso:
eu só queria uma canção
que não morresse
e a hipótese de um poema
que não fosse
o lugar onde me encontro
uma vez mais,
sem desculpa, sem remédio,
diante de mim mesmo.
Que mais podemos fazer?
Este amor é um país cansado
que não nos deixa mudar.
O medo cerca as fronteiras
e a capital é Nenhures,
cidade de perdulários
e pequenas ruas tortas
onde vem morrer a noite –
aqui estamos ambos sós,
desunidos, extraviados,
não há táxis na praceta
nem cinzeiros nos cafés
e perdemos os amigos
entre as curvas de um enredo
que deixámos de seguir.
Mas não era nada disto
o que tinha na cabeça
ao começar a escrever:
os versos chamam o escuro,
abrem os portões ao frio
e eu quero estar nas colinas
do outro lado do rio.
Vejo-te um pouco como se já não houvesse
uma casa para nós. As grandes perguntas estão aí
por todo o lado, onde quer que se respire, dentro
dos próprios frutos. É o começo da noite
e os cinzeiros já estão cheios de meias palavras:
porque escolhemos tão pouco
aquilo que nos pertence?
Vejo-te de olhos fechados enquanto me confiavas
a tua história – à mesa da cozinha, quase um espelho,
quase uma razão. As minhas canções preferidas
pareciam convergir para ti a certa altura, dir-se-ia
que te vestias com elas. E no entanto
como se apressaram as grandes florestas a invadir
as gavetas, como misturaram as raízes
no eco que fazia o teu desejo contra mim.
Compor infinidades de laudas...
É um desabrochar de almas para almas.
Basta ler para sentir!
E se encontrar em algumas páginas.
ULTRAVIOLETA
_
Mantenha seus lábios selados como um segredo,
Atento aos desejos que sobrevenham...
Mantenha-os longe!
Sobretudo do mar que abarcar desdenhos.
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