Um Estranho Impar Poesia

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SONETO NUTRITIVO

Se liberte por demais da vã filosofia
No fado não se tem um alvo certeiro
Tenha a harmonia, seja companheiro
Avigore o tudo e o nada sem utopia

Tudo passa, se transforma por inteiro
E nesta corredeira leve-te sem agonia
O bom da esperança é sair da galeria
Sonhar o possível, lutar como guerreiro

Vencer é armar-se de amor, ter cortesia
O generoso partilha glórias de cavaleiro
Achar-se na sombra é meta de covardia

Não te percas no efêmero, só nevoeiro
Ter, não pertence a ninguém, é fantasia
A alma se nutre do bem, do verdadeiro

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ENFADO (soneto)

O quarto penumbroso e triste. Meu viver!
Um silêncio na alma que ela parece morta
Eu num olhar vago, uma pujança absorta
Não tenho ânimo, nem uma reação sequer

Rabisco gestos pálidos que a nada importa
O mundo lá fora a passos largos. Ouço dizer
O meu aqui dento de solidão põe a embeber
O vazio lânguido, num isolamento que corta

E neste enfado, no enfado inquieto do ser
Que é que me interessa além desta porta?
Se sempre é o mesmo, o mesmo parecer

Aqui neste útero meu sonho se transporta
Que diga a sorte, e o destino o que quiser
Aqui poeto quimera, que abre comporta... (do meu envelhecer!)

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

A FAIXA

O verde da faixa dos pedestres,
em um piscar, esta lá, todo verde...
Movida a água, secando de sede.

No alto do poste, piscando não cansa
ali, abre alas em seu enfoque...
O tempo todo, demarcando a esperança.

Esperança de um sonho alado, sonhado
que esta do outro lado ao imaginar...
Tudo aquilo, que se pode encontrar.

Ali, sobre o solo, tintas no asfalto...
Em duas cores como se fosse zebra
demarcando os rumos dos seus passos.

Se passa em falso... Em cores erradas
zás! Decisão, inconsequente imatura,
e a conseqüência nem sempre, terá cura.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

LUGAR NEM UM

Eu sei e o será...
Juntou-se ao talvez
E saiu por ai
sabe-se lá quando!
Um papo de: Não sei oque.

Um dia... Quem sabe...
Uma hora... Não agora!
No ano que vem?
Ora, ora, quem diria!

Ah! Não há nada!
Na, dica de nada!
Será mesmo...
Não... Não sei
pode ser... Quando?

Vai chegar?!
Do jeito que a coisa esta
Nã, nã, ni... Nã não!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Nem que a vida te pregue rasteiras
nunca penses em desistir,
sê forte põe um sorriso na cara
só te quero ver a sorrir.

Inserida por TiagoSuil

NO PRETO E BRANCO

Um romance de amor na parede
em moldura de um tempo sem cor
à poeira que queimou nosso verde
um amor que a prisma registrou.

Os abraços e beijos...
No branco, e no preto ficou
os desejos e ensejos
suspenso na parede... Amarelou.

Flores e jardins, no chassi, estão cinza
E o arco-íris...
Um surreal preto esvoaçado no ar.

Pássaros sob espaço
chuva de risco
lágrimas pontilhadas
olhos de carvão...
Água branca para matar a sede
venha menino...
Vamos com essa vida rindo
Me de a sua mão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Planeta você

Existe nesse universo
Um planeta chamado: você
E no seu sistema natural de coisas
O sol: é o brilho dos seus olhos
As flores: exalam seu perfume
As ondas do mar: lembram seus cabelos ao vento.
Onde abelhas fabricam a doçura dos seus beijos,
E a natureza é o esplendor do seu corpo!

Inserida por edson13nascimento

MEIO DIA NO CERRADO

Meio dia. Um canto do cerrado ermo
O silêncio quebrado pelo som do sino
A solidão na saudade sem meio termo
Céu nublado e vigorosa chuva a pino
O vazio cai na calma como um castigo
Não há burburinhos e nem um destino
O planalto devastado, ausente e antigo
Está deserto de fantasmas e de almas
A minha angústia não encontra abrigo
O vento nos buritis, parece bater palmas...

Luciano Spagnol
12'00". Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

EU-NINHO

Como um ninho de passarinho eu me alojei em tua vida, construindo pela delicadeza dos gestos e palavras. Quantos ovos me habitarão? Um emaranhado de fios de textura gravetosa, um nicho de encantamento para os olhos. Em todas as minhas gestações de eras, meu eu- ninho que te abraça, e te permite voar. Por saber, que a liberdade do nosso amor o sustenta.

Inserida por IvaTai

COESÃO

Depois de um certo tempo
entre, capas e cantos...
Reluziram a ti, os encantos...
Foi-se as luvas as capas
ficasse, sob forte chuva de matraca.

Protegido por seus próprio tre, le, le
... Sob seus dedos de segredo
guarda os desafios do degredo...
Porque não surrupio?!
Porque não desvio?!
Se por outros oceanos...
Em sua caixa de planos...
tens guardado os anéis e ouros
da sua falta de respeito e coerência.

Terá seus dias de proteção confinado
e com os braços rodeados de devotos
voltarás para desviar a nação
os efeito de Ali Baba, lhes pertence
as lagrimas de novo, são do povo...
O que , que há!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONHO BOM

Era sono, era sonho
tudo aquilo que sonhei
um mundo sem atos medonhos
e sonhos que sempre acreditei.

Sonhei com um mundo sem roubo
ruas, transeuntes sem mendigar
religiões a cantar sem rogos
e politicas sem ludibriar.

Babel... Sem se perder em vozes
Humanidade, coerente com amor
judas sem beijo falso, nem atos atrozes
e jardins, transbordando em cor.

Cristo sem cruz, amor sem divida
mães sem mais preocupação
o mundo sem cerca ou divisa
a terra, sem presença do cão.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TRAÇADO

Para todos os cantos
parecendo encanto,
... Eu tenho um plano.

Mas em todos os anos
solavancos e trancos
todavia, desenganos.

Aglomeram as lagrimas
evapora as pragas
na exposição dos planos.

E ao bater assas
quando voa da casa
lá se vai os tutanos.

Eu tenho um plano...
Um cisco para o ninho
sem lagrimas e jeitinho.

Que sabe se de perto
e na medida da goela
eu decole da terra, tão fera.

É... Eu tenho um plano
tão perto, um reto decreto
desse tempo incerto.

Roedores de tudo
nesse mundo sem fundo
somos todos analfabeto.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VONTADE DE LUA

... Lua, lua cheia
se eu fosse um rato
você fosse um queijo
assim alto e tão alvo
insistente em minha vida.

Com todo esse ensejo
e essa vontade larga
ah, se eu tivesse asas!

Com esse doce beijo
e essa paixão que se propaga
lua, lua...
Eu voava pela noite
ia até o céu e te abraçava
expulsava de ti o dragão
e nunca mais te largava.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A FILA

Pegue a fila, pegue a senha
pegue a fila pra resenha...

Espere um pouco, no seu tempo
tenha calma sentimento.

Circulação, esta disparada
a hora passa o dia acaba.

Fila esta, com ressentimento
nesse tempo e o momento.

Os dias em fila, meses do ano.
o ano ao tempo e seus engano.

Olhe... A fila é uma onda
que não desanda o firmamento.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

8 - Experimente

Grite no espelho
E escutarás o que quer ouvir
Rabisque um papel
E só tu verá poesia

Tua mente é vasta
A minha é mais
Leia em voz alta
E passe para o próximo

Inserida por Bgod

PEDIDO A UM SABIA

Sabia que canta tanto
o seu canto de encantar
após seu breve encanto...
Faz balanço em seu canto
e encanta com seu voar.

Sabia... Ensina-me amar?
Assim com esse cantar seu
que sempre meigo a escutar...
O cantar da natureza
a dadiva do nosso Deus.

Faça com que eu ouça
as verdades do nosso mundo
não me deixe tão ateu.

Ah, quanto ao belo timbre seu...
empreste-me por segundo
para encantar o mundo meu.

Eu preciso cantar o amor
com as cordas vocal da vida
semear jardim com flor
surripiar toda grande dor
de uma raça tão querida.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O MEU CALAR (soneto)

Solidão arde tal qual fogueira acesa
É como em um brasido caminhar
Perder-se no procurar sem se achar
Estar no silêncio do vão da incerteza

O que pesa, é submergir na tristeza
Dum incompleto, que nos faz cegar
Perfeito no imperfeito, n'alma crepitar
Medos, saudades... Oh estranheza!

Tudo é negridão e dor, é um debicar
Rosa numa solitária posposta na mesa
É chorar sem singulto e sem lacrimejar

E se hoje o ontem eu tivesse a clareza
Não a sentia como sinto aqui a prantear
Teria a perfeita companhia como presa!

Luciano Spagnol
Final de novembro, 2016
17'00", cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

DISSOLUTO

Ali na lapide, um vigário
que pelo carteado do um mundo
foi enterrado, e nunca vingarão.

Estamos vivendo um jogo de favas
todavia, ganha os donos do baralho
imperadores podres e reis das cartas rasas.

No tempo, estão comprando o falho
ninguém, ninguém é dono de nada
estamos pagando a tinta dos entalhos.

Vivemos, milênios de ignorância...
hoje, cobram-nos pedágio do imposto, posto
e os roubos que nunca tivemos gosto.

Todavia a primavera renova os galhos
mas os frutos continuam, mesmo sabor
a misera na UTI, agonizando com a velha dor.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

AO LÉU

Um choro na noite
no amontoado lixo
um cão, há se fosse...
Seria um feitiço?

Apena um inocente
para a morte jogado
atirados aos braços
de uma vida um fado.

Nem sabe ao que veio
e o que fazer agora
sobre frio e reio
sua alma triste, chora.

Não conhece o mundo
nem os beijos gerado
ao nascer por segundo
teve o peito minguado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VERÃO NO CERRADO

Um vento seco, no sertão ressequido
Mas, o céu está úmido, está aquoso
As nuvens cavalgando no azul vívido
As aves (andorinhas) num voo gostoso...
Pontilhando o céu com o seu colorido lívido
Ao som das cigarras num canto preguiçoso
É o verão dando as caras no cerrado árido...

Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol