Um Estranho Impar Poesia
DO MAR
Aqueles de um país costeiro, há séculos,
contêm no tórax a grandeza
sonora das marés vivas.
Em simples forma de barco,
as palmas das mãos. Os cabelos são banais
como algas finas. O mar
está em suas vidas de tal modo
que os embebe dos vapores do sal.
Não é fácil amá-los
de um amor igual à
benignidade do mar.
Nada Fica
Nada fica de nada. Nada somos.
Um pouco ao sol e ao ar nos atrasamos
Da irrespirável treva que nos pese
Da humilde terra imposta,
Cadáveres adiados que procriam.
Leis feitas, estátuas vistas, odes findas —
Tudo tem cova sua. Se nós, carnes
A que um íntimo sol dá sangue, temos
Poente, por que não elas?
Somos contos contando contos, nada.
(A função do poeta)
O dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua:
- Sr. Bilac, estou a precisar vender a minha propriedade, que o Senhor tão bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para a venda no jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel que o amigo lhe estendia e escreveu:
VENDE-SE ENCANTADORA PROPRIEDADE
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes água de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
“Meses depois, o poeta reencontrou o comerciante e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade”.
- Nem pense mais nisso Sr. Bilac! Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.
Às vezes não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos longe atrás de Miragens e falsos tesouros. Valorize o que você tem. A pessoa que está a seu lado, os amigos que estão junto a você, o emprego que Deus lhe proporcionou, o conhecimento adquirido, a sua saúde, o sorriso... Enfim, tudo aquilo que Nosso Senhor nos oferece diariamente para o nosso crescimento espiritual.
Tem de saber / que o grande busílis da poesia / consiste na arte de agradar, / e essa arte está toda na magia / de mover, de remexer, da forma como se quiser, / todas as paixões que escondemos no coração.
A crítica é a consciência ou o olho da poesia, a mesma obra espontânea do gênio reproduzida como obra refletida pelo gosto.
A poesia é o esquecimento da alma no objeto da sua contemplação; a crítica é o esquecimento da alma na poesia.
Poesia em gestação é a expressão ímpar da liberdade humana.
Finalizada é alma... O resto mortal de seu criador mumificado em gélida encadernação.
EM REDOR DA POESIA
Em redor da poesia distrai o amor
Suspiroso, alegre, impar, elevado
Cândida sensação dum confessor
Num soneto tão quão apaixonado
E neste sentimento cheio de ardor
Diz-se palavras ternas, no afinado
Poetar: modesto, castiço, amador
No tom singular. O peito apertado
Obriga então a poesia ser serena
Onde a prosa pra sedução acena
Desenhando o sentido, as ilusões
Nesta bruma de paixão, estamos:
Soneto e poeta, nestes reclamos
Cochichando prezadas emoções.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 abril, 2024, 19’36” – Araguari, MG
Viver a poesia
da quinta-feira
pede tranquilidade
e muita alegria,
Uma atitude
ímpar neste dia
num tempo onde
todos têm razão:
beber água de côco
ou um suco de fruta
para acalmar o coração.
Que estranho ser é o humano,
Por fora vai indo, sorrindo, disfarçando,
Enquanto por dentro vai morrendo, chorando!
Guria da Poesia Gaúcha
Que estranho ser é o humano,
Por fora ele vai indo, sorrindo,
Disfarçando, enquanto por dentro
Anda morrendo, parando, chorando.
Guria da Poesia Gaúcha
Que estranho ser é o humano, por fora
Vai indo todo lindo, sorrindo, disfarçando,
Enquanto por dentro cai chorando, morrendo, parando!
Guria da Poesia Gaúcha
Que bicho estranho é o ser humano,
Por fora vai indo, sorrindo, disfarçando,
Enquanto por dentro vai morrendo, chorando!
Guria da Poesia Gaúcha
Que bicho estranho é o ser humano,
Por fora vai lindo, sorrindo, disfarçando,
Enquanto por dentro vai sangrando, chorando!
Guria da Poesia Gaúcha
Que estranho ser é o humano,
Por fora vai indo lindo, sorrindo,
Disfarçando, enquanto por dentro
Anda morrendo, parando, chorando!
Guria da Poesia Gaúcha
PASSARINHOU
Ela passarinhou, me disseram todos.
Que estranho, pensei comigo...
Teria cantado muito, voado alto,
Alcançado a liberdade ou quiçá
A fortaleza da sua fragilidade?
Ela passarinhou, insistiram todos,
E eu não compreendia.
Ela passarinhou porque exagerou no voo,
Migrou no clima, descobriu o bando
E a overdose.
Morreu assim:
Frágil,
Dependente,
Na gaiola do falso dourado,
Na prisão do livre entorpecente!
Guria da Poesia Gaúcha
Quem trabalha e mata a fome,
Não come o pão de ninguém.
Quem ganha mais do que come,
Sempre come o pão de alguém.
Quem não luta pelo que come,
Merece o salário que tem.
E um estranho pensamento me ocorreu, o de que a luz do Inferno deveria ser tão brilhante quanto a luz do sol, e seria a única luz que eu veria de novo.
Nada alterava o fato de ela ser uma menina magrela e perdida em mais um lugar estranho, com mais gente estranha. Sozinha.
O amor é um sentimento estranho muitos dizem amar porém, não realizam ações que demonstre isso... Minha vida por exemplo não tenho nada.. apenas um vazio do qual me encontro nele e quanto mais tento sair mais me afogo na amargura de minha lucidez.
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