Um dia a Gente se Conheceu

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O ato de querer
Nisto consiste a vida
De fato, é isto que impede
Da gente viver por viver
Imperfeito, o coração deseja
Os olhos anseiam
A alma implora
de tanto querer
O coração fraqueja
A alma pesa
Os olhos ... esses choram
Deplorável carência
Louvável vontade que existe
Num triste querer de verdade
Querência ... daquela que dói
Rói o coração
Quase pára, bate lento
Na dor que dói, tão doida
Então, por que será que a gente
Insiste tanto em viver
Se nisto consiste a vida?

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Num momento qualquer
Dessa vida
Que a gente vive
Muitas vezes sem querer
Acontece de pensar na morte
Não na morte como um final
Porém como uma mudança
A Música acabou
Troca o passo da dança
E naquele pedaço
De tempo que passou
Numa tarde qualquer, a gente pensa
Nas muitas caras da morte
Pense em tudo que matou na sua vida
Antes que a vida acabasse
O que será que você faria
Se tivesse
Pelo menos mais um dia?

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Sempre
Que alguma coisa começa
Raramente a gente percebe
Tratar-se de algum começo
É como se fosse ar
Que normalmente recebe
Pra depois expirar
Sem dispensar maior atenção
Um chão sem endereço
Onde se pisa
Na hora nem atenta
Pro fato
De que vai precisar de novo
Não raro começa
Sem apreço
Coisa sem valor
Mas quando chega o amor
Não existe preço
Só vontade
Ninguém jamais poderá dizer
Onde nasceu a qualidade
Da coisa à toa
Mas que a gente não esquece
Não quer esquecer
Jamais esqueceu
de tão boa que era
Frase em frase
Quase passou despercebida
Mas o coração a recebe
No silêncio do amor que nasce
do qual se precisa pra sempre
E se quer
Sem razão ... sem porquê
Nisso consiste o querer
Não existia
Mas agora existe
E ... se for embora
Chora de triste
Um dia acontece
Normalmente acontece do nada
Provavelmente existia
Muito antes daquele dia
Mas disso, nada sabia
Mas agora sabe
Não nos cabe saber a razão
Resta apenas
Fazer que exista e exista e exista
Mais nada.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Quando a gente era criança
Pensava que os jovens
Eram bem mais espertos
E conheciam melhor que a gente
Os passos de cada dança
Mas passam-se alguns dias somente
E quando a gente vê
Já os alcançou também
Mas ninguém, absolutamente ninguém
Ninguém nos avisa
de que a gente não precisa
Conhecer os melhores passos
Pra poder saber viver
Pois o mais culto nem sempre dá certo
O tempo faz os melhores laços
E os lança sobre todo mundo
Pois a vida não é à toa
E a vida boa é ilusão que se vai
E quando eu era adulto que nem meu pai
Pensava que os velhos sabiam de tudo
E os mais velhos, a seu momento
Faziam cara de sérios
Levantando a aba do casaco
A esconder o rosto ao vento
E diziam que cada idade
Tem seu tempo e tudo mais
Mas a mais pura verdade
É que a gente jamais cresce
Porque não dá tempo pra isso
A vida corre depressa demais
E a gente, compromissado
Não vê que deixou de lado
A coisa mais importante da vida
Que era dançar sem saber o passo
E era prender para sempre
Pertinho de nós
A um único abraço
Aquele que a gente queria
O importante é saber
Que por mais tempo se viva
Não se sabe ou se vive o bastante, jamais
Pois o tempo, sim; joga seus laços
Mas cada um tem seu tempo
E todo nó se desfaz.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Quando a gente se sente só
E solidão é só o que se sente
Percebe que a solidão
Nunca chega só
Pois sempre vem junto a ela
Um frio suor nas mãos
Arrepiando a barriga
Na visão da janela fechada
Um rio de tristeza
Inundando o coração
Vem a inseparável saudade
E não vem mais nada
Solidão, quando é da boa
Faz ouvir a uma voz que ecoa
E é sempre uma só, somente
Causando um cortante frio
Daquele que dói a alma
Num vazio de não sei o quê
Pois a solidão
Não é só estar só
É estar diante do mundo
E não ver o chão
É querer voar, sem ter ter asas
É buscar ao odor do alecrim
Num jardim de malmequeres
Sem haver no final do dia
Uma casa pra voltar
E, sem ter aonde ir
A solidão vem dizer
Que não há no mundo lugar melhor
Nem na vida coisa pior
Pois qualquer lugar é lugar.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

A Gente mente
Sente quanta diferença faz
Crer ou não
Mentira
É mentir pra só pra si
Somente o tempo sabe a resposta
Mas o coração
Definitivamente
Não tá mais disposto
Ele tenta
O relógio é mais forte
Falso dia, modorrento
Eu tento ouvir a voz de Deus
Descalço e louco
Ouço o vento
Coração batendo fraco
A cada dia mais lento
Eu vejo chover ao Sol
Mas não chove
Essa tempestade somente
Se move aqui dentro de mim
Um dia
A amizade com a alegria
Aquela de viver
Se rompe
O coração grita baixinho
Mas o som da chuva não deixa
Tudo se fecha
Não há vaga
Vagas lembranças de que um dia
A gente podia confiar
Mas o coração
Mentindo pra gente
Não quer crêr
Então ele inventa
Pra fugir do que quer
Tentando ser ouvido
E faz a força
De querer não crêr
Desista
Coração egoísta
Carente de paz
Nada mais é pra sempre
Pra sempre agora
O coração chora em silêncio
Quando percebe
Que pra sempre
Nunca mais.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Agora a gente pode
Pode rir e viver
Agora a gente pode ir
Agora você pode mostrar
Aquele sorriso pronto
Eu conto as horas, todo dia
Agora a gente pode contar pra todo mundo
Que não tem lugar nenhum onde ir
Agora a gente pode rir
Mas a vida fez tanta coisa da vida
Que embora podendo sorrir
A gente não ri, nem chora
Hoje, agora, chegou a hora
Finalmente, hoje é aquele grande dia
Que a gente tanto esperava
Num tempo em que podendo rir, não ria
Alegremos nós, aos nossos corações
Aquela linda oração foi ouvida
Hoje a gente sabe
O que a vida espera da gente
Justamente agora
Que não se espera mais nada da vida.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Tem dias em que a alma nos convida
Com gosto forte de domingo à noite
daqueles que a gente queria
Olhar pro espelho
E ver o rosto de um sábado distante
Quando ouvia uma canção desconhecida
E tinha a impressão de tê-la ouvido
Em um domingo qualquer de outra vida
Tem vidas pelas quais a gente passa
Com jeito morno de fumaça que dissipa
Imagem que nos foge ... escapa pela fresta
Que numa incauta afoiteza qualquer
Esquecemos de fechar
Pior é que por esse mesmo lugar
É que adentra essa triste sensação
Com gosto de domingo à noite
Que entorpece a alma
A alma distraída
Talvez esquecida
Nos convida
Olhar pro espelho
E ouvir uma canção
Que alguém tocava
Noutra vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quanto mais a gente cresce
E conhece melhor as pessoas
Maior se torna a admiração
Pela mancha de bolor que se formou no teto
A vida segue adiante
E em nada adianta esperar o passado amanhã
O caminho é tortuoso
Mas a linha do tempo é reta
Desisti dos sonhos sem precisar nenhuma ajuda
E quanto mais a gente cresce
Mais aparece quem nos acuda nesse sentido
As ilusões prosseguem perdidas
Assim como ilusórias são as relações de afeto
Até que um dia a gente acorde e perceba
Quão ilusória poderá ter sido a própria vida inteira
Inteiramente perdida, mas sempre existe uma exceção
E nasce no coração uma única certeza
A mancha de bolor no teto é verdadeira.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Qual seria a graça dessa vida
Se fosse feita eternamente de certezas
E a gente tivesse a receita
E conhecesse o momento exato
da morte, do erro
e de encontrar o grande amor
Que um dia há de perder.
A mesa posta na hora certa
A resposta sempre positiva
Nenhum curativo ou corte do dedo
Aquela pessoa que deixou saudade
Ao morrer na infância da gente
Ainda está viva
O alívio imediato
Ausência do medo
Comida que a gente gosta
No prato de porcelana
O segredo da vida pintado
No óleo sobre tela
Pendurado na nossa parede
No gancho a rede
Lençóis de algodão egípcio
Seria muito bom no início
Mas que graça tem isso pra nós?
Se gente aprende muito mais
Devido ao amor fingido
A dúvida da falsa amizade
Na pergunta sem resposta
Presença muda
Olhar evasivo
A lágrima que ficou
A tristeza que invade
Chuva no final de tarde
Justamente
Quando era hora de voltar pra casa
Faz parar um pouco e lembrar
Que ninguém te espera
Me diz a graça que tem essa vida
A ser sempre um circo de feras
O pote de ouro
Dinheiro contado
Dois Sóis a brilhar de dia
A estrela
que havia na madrugada
Se apaga pra eternidade
A menor distância
Entre a dúvida
e a suposta verdade
O rosto escondido atrás das mãos
Toda a certeza que existiu na vida
A frágil alegria
Chega um dia em que nada é igual
Não passa de cristal que se quebrou
Qual seria a graça dessa espera
Se um dia
A gente não chegasse à conclusão
Que a própria vida em si
Não passou de mera ilusão?

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Boa é a sensação que vem
Quando a gente se sente só
E mesmo estando assim sozinho
Só faz assim porque sabe
Que em algum lugar deste mundo
Tem alguém que sente saudade
E se sente só também
Bom é quando a gente
Não se cabe de alegria
Quando começa ou termina o dia
Tendo em mente que está lá
E que aquele coração
é outro que se apressa
Pra depois arrefecer, sereno
Aguardando que um mais um
Sejam dois
E que dois seja um só
Bom saber que ela queria
Em grata, simplesmente se molhar
Na tempestade que aqui choveu
Olhar pro mesmo Sol que eu vejo
Saltaria aos olhos dela
Se me visse a rir à toa
Sentindo essa coisa boa
Só por saber que ela existe
Lá, sem saber onde esconde
A alegria que lhe vem ao rosto
Por saber que é querida
E só por ela eu penso assim
Em tê-la até o fim da vida
Aqui, muito perto de mim.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A gente briga
Até mesmo com a barba que cresce
Olha a própria cara no espelho
Pára, fita ...se encara
Meu Deus
Acho que conheço esse cara!
Eu já vi esse rosto numa foto antiga
...esquece!
Diacho!
Não lembro com quem parece
Devagar, me afasto
Me bastam os apelos jamais atendidos
E tantos pedidos
Perdidos no silêncio
Me arrependo por ter esquecido
Foram só ruídos de passos
Que deixei pelo chão
Igual a mim
A cada qual
A solidão igual e contrária
Um baú lotado dela
Aquela
Que ninguém sabe por que merece
Sem mesmo caber merecê-la
Em cada noite sua escuridão
Em cada escuro uma estrela

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Se a gente pudesse
Enquanto vivos
Esquecer realmente
Àquilo que a gente esquece
Apenas o tempo
Que seja suficiente
Quando a alma obedece
Os desmandos da alma
Que condena a gente à vida
E assim vai passando
Outra tarde perdida
E a conta a ser paga cresce
Mesmo que nos lembremos
Não raro
Só vagamente
Pois assim
Tem sempre a reclamação
Que o preço tá caro.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

De tanto querer
possuir brilho de estrela
Em vez de ser
Apenas gente
Fez brilhar
Seu brilhar mais ruim
E de tanto querer
Navegar ou voar
Afogou-se
No ar que respirou
Em vez de viver
A vida que trouxe
Na própria bagagem
Assim que desceu do Céu
Foi querer navegar
E voar para Céu
Pra ser mais uma estrela
E depois olhar de lá
descobrir
Que tão bela era a vida
da qual declinou
E tão boa era a pessoa
Que podia ter sido
e não quis.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Por algum tempo
A gente ainda vai poder
Sentar-se à sombra da velha árvore
Talvez perceber
que as folhas do ultimo verão
Se foram no outono
A gente necessita somente
do bastante a abater a fome
Mas tem sempre uma sede
A que nada sacia
E lá se vai a alegria de viver
Troca tudo por sonhos
Briga pela prata que não leva
E quando encontra
Não percebe que a procurava
Aposta na sorte traiçoeira
E espera passar mais um tempo
Pra que as coisas fiquem no lugar
Quando o lugar de tudo
Era o tempo que se esvaia
A estrada onde o Sol se põe
Que compôs a vida
Meio cansada
e metade arrependida
Pois a essência da vida é indivisível
E a vida é sem graça, se não for dividida
Descobre que é possível
A viagem no tempo
Mas o tempo só corre pra frente
E corre mais e melhor que a gente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se a gente fosse olhar direito
O que podia ser tão simples
Complicado, carregado de defeitos
Pode ser que sem querer
a gente compre
O que há muito
Deus já tinha dado
Parece
Que olhando do Céu
Esse pedaço esquecido
O tempo do verbo
Ficou no passado
E por menos que se divida
No final da tarde
É madrugada
Nada mais
Além de espaço
O vácuo Indescritível
Um sinal de igualdade
Um papel amassado
À esquerda o passado
Do lado direito o moderno
Qual se fosse o resultado
de tudo que a vida trouxe
Mas por menos que a gente divida
O produto final é nada
Na mente da gente
Um inferno e um Céu
Um tempo presente
Eternamente passageiro
Transitório
Inclusive o mundo inteiro
Até mesmo o papel
e a conta que estava errada
Na regra de três
Muito simples
A linha torta
Três retas
O passado retratado
Era quadrado
Fica sempre mais difícil
Quando o simples, complicado
Colocando distante o bem perto
Escrevendo o errado
Por seus próprios méritos
O tempo presente
No momento seguinte
Pretérito.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Procura.

O real saber
Não é saber onde fica
O lugar em que a gente se machuca
Quando vai lá
...e por isso não ir
Nem tampouco saber
Como não se machucar
Bom mesmo é não saber.
Desconhecer que o dia renasce
Pois o mesmo dia
Nunca existiu duas vezes
Pra isso é preciso sorver
Um novo cálice de vida
Assim que o dia amanhece.
Entender
Que não existe um novo amanhecer
Pois, quase sempre
Amanhece de novo
Mas que nada
Nunca é novo eternamente.
Guardadas as devidas proporções
Olhar um pouco além
Do lugar onde a rua termina
Comer doce de Lua
E quando precisar
Parar um pouco e descansar
Se possível
Que seja lá no alto da colina.
O calor do asfalto incomoda
E se acaso a roda gira
Que seja uma roda gigante
Pra poder passar a vista
Lá do alto do mirante.
Cada segundo de vida
Que se vive neste mundo
Dura somente um instante
O Mundo gira
O tempo passa
O giro é pra frente
Se a gente olha em derredor
Lugares iguais
São iguais
Por mera opção de escolha
Nada mais.
É preciso aprender
Que cicatrizes
Não são cura
Antes, lembranças
de lugares que não guardavam
Aquilo a que se procura.
Existem noites claras
Manhãs escuras
E nunca é tarde pra saber
Que apegar-se à dor
É algo que ninguém queria
Mas um dia, sem perceber
A gente jura.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando chega o tempo
da Lua da colheita
Quanta gente satisfeita
A olhar a rua
É momento de festa
Dia de alegria
Porque
Desde que inventaram a vida
Toda alegria tem hora certa
Beleza prazo
Amizade vez
Quando chega a noite de Lua
Gente a olhar a Lua
Mente
Pra ser olhada
Olhando a Lua
Depois
Que a Lua se foi
Simplesmente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Sonhos.

Tem gente que sonha
Tem sonhos que vem a nós
Todo mundo sonha, enfim
Nada que se sobreponha
Às estrelas, que nos encobrem as vidas
Estradas atrozes
Um pouco de poesia
Sobre umas coisas poucas
Uma leveza inexistente
Que se houvesse
De sonhos não carecia
Nem de espera
Um cuidado que parecia excessivo
E não era
Era a gente imaginando a vida
Pouco sabia além
A bem da verdade, nada sabia
Pra tudo mais
Um pouco de poesia
A torná-la mais leve
Nada que se sobreponha
Aos sonhos que não acontecem
Mas teremos pra sempre
A noite, estrelas, palavras que não foram ditas
Ou que talvez tinham sido
Não nas horas em que a gente
Tanto precisava ouvi-las
Um breve devaneio
O olhar desatento
Pensamento errado na hora certa
Todo mundo sonha, enfim
Assim como também desperta.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Não adianta a gente ter a pessoa mais linda com o corpo mais perfeito ao nosso lado, se o coração dessa, para a gente não estiver voltado...
Ademir.l.oadeluz

Inserida por Adeluz