Um dia a Gente Aprende Mario Quintana
EFEITO MANADA E O VERDADEIRO COLETIVO
Somos um coletivo. Porém também temos um caminho único, com bagagens únicas, caminhando para um mesmo destino.
Ao olharmos para nós mesmos, nos vemos destacados e é um processo necessário, de autoconhecimento do próprio processo, mas quanto mais nos auto observamos, mas podemos nos ver nos outros.
Quando não o fazemos nos deixamos guiar por forças externas. Uma delas que me chama a atenção é a onda “efeito manada”.
Já percebeu o quanto somos influenciáveis por essa?
“Mas se todo mundo diz ou percebe isso, logo é verdade”.
E se a manada está se deixando influenciar por forças que ela não vê?
É como se fosse uma epidemia de informações que nós decidimos nos deixar adentrar.
Ás vezes as forças não são nem magnéticas ou invisíveis, mas só alguém ou alguns tentando manipular uma situação para obter um certo controle.
E por falar em controle, perante à isso, percebe que não temos nem o controle de nós mesmos?
Percebe como podemos ser influenciáveis quando tentamos usar a razão?
Percebe como podemos cometer absurdos em um efeito manada e nos prender ainda mais na roda cármica de encarnações da vida e da morte, a roda de samsara?
Talvez nos sentimos atraídos pelo efeito manada justamente por termos intrínseco em nós essas lembrança de um estado de ser coletivo, integrado?
Tarefa difícil de discernir quando estamos voltados para fora, quero dizer, quando estamos tentando racionalizar.
Efeitos manadas criam linchamentos, extermínios, ideologias que irão sempre marginalizar alguns ou muitos para fora dos seus centros ideológicos.
Mas se somos um coletivo, como podemos excluir alguns?
Então, logo percebemos que a motivação deste efeito manada há um princípio egocêntrico.
Quando geramos um grupo, nos separamos do todo e criamos nós e os outros, alguém ou alguns diferentes de nós e isso pode despertar um sentimento bélico. Um espaço a defender, uma nação à defender, uma raça à defender, um time de futebol, uma religião, uma ideologia política… etc.
Sentimentos bélicos geram guerras e guerras geram destruição.
Destruir algo, alguém, alguns ou vários para defender nossos ideais, proteger um espaço delimitado.
Se pararmos em um momento para refletir e nos questionar, seriam essas as ações que podem nos libertar da roda da vida e da morte?
O que mesmo estamos tentando defender?
Estou defendendo ou atacando?
Qual a necessidade disso?
E se nos voltássemos para nossos corações e nos perguntássemos: Por que estou fazendo isso?
Ao nos voltarmos sinceramente para nossos corações talvez haveria um desatar de nós. Uma dissolução destas estruturas mentais que nos deixamos adentrar ou que nós mesmos criamos e que nos separam dos outros.
Veremos que não há oponente,não há separação, não há competição e sim a cooperação, o verdadeiro coletivo.
(C.F.S)
Eu não sou deste mundo!
Pertenço a família dos anjos renegados
Um mero forasteiro bastardo, onde o horizonte não tem fim...
Meu abraço é dissimulado, e carrego o veneno
na alma perdida.
Me apaixonei
Não sei em qual momento se foi em um olhar ou em um sorriso quando percebi meu coração já acelerava ao te ver eu eu almejava mergulhar mergulhar em teus braços eu já era a sua mas você nunca foi meu.
Me afastei para poder entender os sentimentos que meu coração estava sentindo e mais me apaixonei quis te esquecer e não conseguir sua imagem não saía da cabeça aquele olhar aquele sorrir me pegaram de jeito.
Mas tenho que esquecer tirar da cabeça tirar do coração sentimentos que me fizeram perder o chão que me fizeram perder a postura.
Meu coração já era seu mas o seu nunca foi meu.
Ruas escuras percorro nas sombras da noite um alvoroço.
Viver nessas ruas sem poder circular inteiramente nua, sem pressa e sem meta é falta de alegria, igual a uma epidemia.
Mesmo assim eu insisto em sair na rua, pois cada canto tem um cheiro, um ar e um apelo.
Lá naquela casa que moro, sou apenas mais um corpo.
Ninguém fala, quando falo, ninguém me escuta, estão todos sem astúcia.
Vim de um mundo onde eu era caçada por criaturas colossais, com olhos ofuscantes como de um farol, era tudo tão sepulcral, sem vida, sem cor, sem alma. Eu queria fugir, mas não sabia como, a cada dia que se passava, me perdia no mais profundo pensamento, só sabia correr, chorar e sofrer.
As arvores mortas de pinheiros, cobriam o céu inteiro, a neblina constante, afastava a luz do sol e da lua. Meu amargo cosmos de dor, bestas me perseguem na noite imperecível, me pergunto se há esperanças...
Eu não pude fazer nada, me entreguei as trevas, desisti de minha dolorosa vida, peço desculpas a minha desprotegida alma, pois hoje estarei partindo desse universo lutuoso.
Me encontrava em um lago sujo e fundo, não conseguia nadar até a superfície. Mas havia alguém ali em pé me observando, eu implorei para que me ajudasse, mas o silêncio permanecia.
Ela me deixou ser afogada,
e eu pude ver sua face por um segundo, rindo ansiosa por minha morte lenta e agonizante.
De repente eu acordei. Embora tudo não passasse de um sonho, me senti afogada, como naquele lago, eu estava morta, consumida, mas agora consigo lembrar de seu rosto...Era eu mesma.
Sou um ser de paciência
A paciência me faz
Eu aprendi muito pouco
Mas posso aprender mais
O tempo e meu aliado
A pressa minha inimiga
Coragem que não me falta
Pra prosseguir minha vida
E levo em minha bagagem
A mala cheia de afeto
E cada dia que nasce
Eu me sinto mais completo
Um sentir vazio,
um querer sem querer,
uma escolha sem escolha,
um absurdo.
Pensamentos viajam em meio a um retrocesso, perdida em uma nebulosa ,
ofusca a mente.
Razão ou emoção?
Tudo tem um sentido que não faz sentido,
confusão mental.
Uma febre que não passa.
O corpo dói
Um querer que me faz sentir estúpida.
Imaginação fértil
Os pensamentos viajam
Eu sinto você.
Poesia de Islene Souza
Na sequência de
cada toque.
O coração acelera,
Apele arrepia,
O desejo aumenta,
Um olhar atrevido,
Lábios que se beijam,
Sussurros aos ouvidos,
Suspiros aleatórios,
Arrocho consciente,
Querer indecente,
Corpos colados,
Encontro marcado,
Uma louca paixão.
_ Sueli Matochi
Thayssa
Em um mundo onde o padrão é o incolor
Nasce a garota retinta, da pele dourada
Carrega nas costas imensurável dor
E não consegue se sentir amada
Não acredita em elogios
Pois sempre foi ridicularizada
Seus olhos brilham como a água dos rios
Nem a maior orquestra, ressoa como sua risada
Você não é feia por não ter a pele alva
Nesse mundo sem cor
É a única quem se salva
Se fosse um apêndice supurado, também disso se poderia ser curado, mas de um coração partido não há medicamento que possa ser prescrito!
Quando olhar para o próximo muito cuidado, tente olhar com um olhar de Jesus, como se fosse uma pessoa que você ama muito, seu pai, sua mãe, seu filho ou como se fosse você mesmo.
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